terça-feira, 20 de julho de 2021

CAUSAS PRIMARIAS

 ELEMENTOS GERAIS DO UNIVERSO

Rezam as tradições do mundo espiritual que na direção de todos os fenômenos, do nosso sistema, existe uma comunidade de Espíritos Puros e Eleitos pelo Senhor Supremo do Universo, em cujas mãos se conservam as rédeas diretoras da vida de todas as coletividades planetárias.

Essa comunidade de seres angélicos e perfeitos, da qual é Jesus um dos membros divinos, apenas já se reuniu, nas proximidades da Terra, para a solução de problemas, por duas vezes no curso dos milênios conhecidos.

A primeira, verificou-se quando o orbe terrestre se desprendia da nebulosa solar, a fim de que se lançassem, no Tempo e no Espaço, as balizas da criação e formação do mundo e os pródromos da vida na matéria em ignição, do planeta

E a segunda, quando se decidia a vinda do Senhor à face da Terra, trazendo à família humana (já formada) a lição imortal do seu Evangelho de amor e redenção.

 ELEMENTOS GERAIS DO UNIVERSO

1.  O espírito, como elemento geral inteligente, ainda não individualizado ainda essência divina do criador (alma);

2.   A matéria, que, da mesma forma, como elemento geral recebe o nome de Fluido Cósmico;

3.  Deus - o Incriado. O princípio de todas as coisas.

 

Q 23: O Que é o espírito?

R: -o princípio inteligente do universo

Questão 76:  que definição se pode dar dos Espíritos?

R: -Pode dizer-se que os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Povoam o universo, fora do mundo material; a palavra Espírito é empregada aqui para designar a individualidade dos seres extracorpóreos e não mais o elemento do universo; a diferença entre Espírito com “E” maiúsculo e “e” minúsculo é mais aprofundada, mas didaticamente podemos dizer que Espírito é o ser desencarnado (alma “espírito” e períspirito como chamou Kardec ou corpo espiritual como chamou Paulo)

MATERIA

Antigamente se pensava em apenas 3 estados da matéria, o solido, o liquido e o gasoso. Com a descoberta da eletricidade e do magnetismo notou-se que outros estados poderiam existir. Até que com as bombas de Nagasaki e Hiroshima conheceu-se o quarto estagio “o radiante”.

A matéria é formada de um só elemento primitivo e tudo o mais é transformação da matéria.

O oxigênio, o hidrogênio, o azoto, o carbono, e todos os corpos que consideramos simples, não são mais do que modificações de uma substância primitiva.

Temos também a informação dada pelos espíritos a respeito de uma outra dimensão material, que ordinariamente chamamos de dimensão extrafísica, onde a matéria, de tão sutil e etérea, está absolutamente sujeita ao império das forças mentais.

CAUSAS PRIMÁRIAS

1)     Que é Deus? Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas – sentimento íntimo

Quando o Príncipe Sidarta Gautama, fez-se Buda, permitindo-se iluminar, acordando da letargia em que vivia, após uma de suas preleções, um discípulo lhe perguntou:

Senhor, já encontrastes Deus?

Ele respondeu: Sim, mas só após penetrar na realidade de mim mesmo, encontrei Deus no mais íntimo do meu ser, em grandiosa serenidade e ação dignificadora (isso é explicável porque somos feitos a imagem e semelhança do criador, de sua essência divina, portanto somos Deus intimamente como disse Jesus “vós sois deuses”.).

 

"O que se revela, na causa primaria, uma inteligência suprema e superior a todas as inteligências, é que pela obra se conhece o autor. A obra e' o Universo. Basta procurar o autor. A incredulidade é gerada pelo orgulho. O homem orgulhoso nada admite acima de si."

2)     Existência de Deus não existe efeito sem causa. Tudo que não é obra do homem...

Um homem sussurrou: Deus fale comigo!

E um rouxinol começou a cantar, mas o homem não ouviu;

Então o homem repetiu:

Deus fale comigo!

E um trovão ecoou nos céus;

Mas o homem foi incapaz de ouvir.

O Homem olhou em volta e disse!

Deus deixe-me vê-lo;

E uma estrela brilhou no céu

Mas o homem não a notou.

O homem começou a gritar!

Deus mostre-me um milagre!

E uma criança nasceu;

Mas o homem não sentiu o pulsar da vida.

Então o homem começou a chorar e a se desesperar;

Deus toque-me e deixe-me sentir que você está aqui comigo...

E uma borboleta pousou suavemente em seu ombro;

O homem espantou a borboleta com a mão e desiludido;

Continuou o seu caminho triste, solitário e com medo.

Essa história é baseada no velho testamento em

(Reis 19: - " Acab contou a Jezabel tudo o que fizera Elias e como passara a fio de espada todos os profetas. "então Jezabel mandou lhe dizer: “Que os deuses me façam este mal, e acrescentem este outro se amanhã, a esta hora, eu não tiver feito da tua vida o que fizeste da vida deles! Elias levantou-se e partiu, para salvar a vida. Chegou a Bersabeia, e deixou seu servo. Fez pelo deserto a caminhada de um dia e foi sentar-se debaixo de um junípero (constituído de arbustos ou árvores sempre verdes, com folhas pequenas, escamas apressas, flores terminais diminutas, solitárias, e pequenos cones que se assemelham a bagas).  Pediu a morte dizendo: “agora Basta, Iahweh! Retira-me a vida pois não sou melhor que meus pais. Deitou-se e dormiu debaixo do junípero. Mas um anjo o tocou e disse: “Levanta-te e come”! Abriu os olhos e viu que a sua cabeceira, havia um pão cozido sobre pedras quentes e um cantil de água comeu e bebeu e depois tornou a deitar-se. Mas o anjo veio pela segunda vez, tocou-o e disse levante-te e coma, pois do contrário o caminho te será longo demais. Levantou-se comeu, bebeu e depois sustentado por aquela comida caminhou quarenta dias e quarenta noites até a montanha de Deus, o Horeb (lugar onde o verdadeiro Deus se revelou e onde a aliança fora concluída unindo sua obra com a de Moises que posteriormente se apresentaram na transfiguração do Cristo).

La ele entrou na gruta, onde passou a noite e esperava uma intervenção divina; um furacão passou quebrando rochedos, mas não viu Iahweh no furacão; logo depois houve um terremoto, mas não viu Iahweh no terremoto; depois um fogo, mas não viu Iahweh no fogo; depois o ruído de uma leve brisa e só então Elias percebeu a presença de Deus.

 

 

ATRIBUTOS DA DIVINDADE

A resposta que os espíritos dão a Kardec, na questão 11, informando que um dia veremos e compreenderemos a Deus, não se refere, obviamente, ao nosso órgão de visão sensorial, mas à visão profunda, que é atributo das entidades angelicais que já alcançaram as culminâncias do Amor e da Sabedoria. Ou permaneceram no sistema absoluto de Deus ou retornaram a ele como nós em nossa caminhada de volta após a queda.

Quando pela perfeição moral e intelectual o homem tiver se desprendido da matéria, terá condições em seu espírito (chama divina da criação “alma”) da faculdade para a percepção e compreensão da natureza e do mistério da Divindade, pois só a medida que se eleva acima da matéria as entrevê, pelo pensamento.

Sentidos que possuímos.

Psicografia – audiência – vidência -  pintura – mediunidade - eletricidade

Do ponto de vista humano, limitado, Kardec relacionou os seguintes atributos divinos:

* - Deus é Eterno, isto é, não teve começo e não terá fim. Se imaginássemos um começo ou fim teríamos que imaginar também uma entidade existente antes dele e capaz de lhe sobreviver e assim por diante, ao infinito.

* É imutável. Se estivesse sujeito a mudanças, nenhuma estabilidade teriam as leis que regem o Universo.

* É Imaterial. A sua natureza difere de tudo o que chamamos matéria. Caso contrário, não seria imutável, pois estaria sujeito às transformações da matéria.

* É único. A unicidade de Deus é consequência do fato de serem infinitas as suas perfeições.

* É onipotente. Se não possuísse o poder supremo, sempre se poderia conceber uma entidade mais poderosa.

* É soberanamente justo e bom. A harmonia do universo e a racionalidade das leis que temos demonstram que Deus é totalmente justo e bondoso.

* Nada acontece em nossa vida sem a vontade de Deus e tudo, é para o nosso bem e desenvolvimento. Pela mais perfeita justiça, começamos a ter uma visão mais clara da necessidade das nossas dores e sofrimentos, que são somente provas e expiações para o nosso aprendizado e crescimento espiritual. Reencarnação.

Por isso dizemos que vivemos hoje o dia que escrevemos ontem e estamos escrevendo hoje o dia que iremos viver amanhã quando reencarnarmos. Por esse motivo não podemos reclamar de absolutamente nada pois tudo se resume a “causa e efeito”

É infinitamente perfeito. É impossível conceber-se Deus sem o infinito das perfeições.

Um Ateu que passeava pela floresta tranquilamente quando ouviu um barulho; virou-se e viu um imenso urso babando de fome pelo petisco que iria comer. Correu desesperadamente, mas quanto mais corria parecia que mais perto o urso chegava com suas imensas garras. Sentindo que não havia mais forças para correr, ele ateu gritou Deus me ajude nunca acreditei no senhor, mas se existe me ajude por favor transforme esse urso em um cristão. Parece que o tempo parou, as águas de um riacho pararam; silencio total e absoluto o ateu não ouvido mais o barulho do urso correndo parou e se voltou. Surpreso viu o urso ajoelhado de patas postas como rezando e dizendo Senhor! Obrigado pelo alimento que me proporcionaste. (Virou um urso cristão).

 

 CRIAÇÃO: CONHECIMENTO DO PRINCIPIO DAS COISAS

A questão 17, quando Kardec pergunta: é dado ao homem conhecer o princípio das coisas? R: Não, Deus não permite que ao homem tudo seja revelado neste mundo".

Neste contexto, entendemos que o princípio das coisas significa conhecer os mecanismos pelos quais o Criador fez todas as coisas, o que evidentemente, devido ao deficiente grau de evolução do homem "neste mundo", isto lhe é vedado.

Hoje ainda é necessário um vírus que só atinge o homem, para que ele reflita e concerte seus maus hábitos.

Por isso os espíritos respondem que, "ao homem, neste mundo", isto ainda não é possível, tornando claro que com a evolução do homem, e, provavelmente em mundos superiores, este princípio das coisas poderá vir a ser do seu conhecimento em função do seu progresso.

Sabemos que certas verdades alcançam o homem sem ser através da ciência ou de seus sentidos físicos.

Foi assim que a Doutrina dos espíritos chegou até nós, vinda diretamente do Alto, como a terceira Revelação - a primeira Revelação chega até ao homem com Moisés, trazendo os conceitos de Justiça; a segunda Revelação vem com Jesus, ensinando o Amor. A terceira Revelação é o Espiritismo, esclarecendo sobre a Verdade. Desta forma se revela o caminho da redenção humana, na concretude do conceito de Espirito Santo: JUSTIÇA, AMOR E SABEDORIA; podemos ainda citar a penicilina que foi descoberta sem que o homem tivesse integral participação.

 

UNIVERSO – NEPS - HEMÁCIA

"Os mundos mais afastados do Sol não estão privados de luz e calor, como ainda pensa a ciência, por motivo desse astro se mostrar apenas com a aparência de uma estrela, pois que há outras fontes de luz e calor além do Sol. A eletricidade, o Magnetismo em certos mundos, desempenham um papel que desconhecemos e bem mais importante do que o que lhes cabe desempenhar na Terra."(Maiores detalhes com a Dona Maria João de Deus, no livro cartas de Uma Morta).

Nossa estrela, o sol, é uma estrela de “quinta grandeza’ velhinho cansado de guerras.

Em nossa Via Láctea existem cerca de 100 bilhões de estrelas (apenas na via láctea);-no universo 10 bilhões de galáxias ( espirais-elípticas e irregulares ) sem levarmos em conta os pulsares, quasares, etc. que o primitivo telescópio Espacial Hubble um  satelite artificial  não tripulado transportando um grande telescópio para luz visível e infravermelha lançado em 1990, portanto há 31 anos atrás.

 

ELEMENTOS GERAIS DO HOMEM

Alma (centelha divina da criação espírito com “e” minúsculo ainda por ser o princípio criado antes da queda) – períspirito – corpo físico (ou corpo espiritual como dizia Paulo – matéria quintessenciada que envolve a alma ou princípio e que possui a mais baixa frequência para entrar em contato com o corpo material e a mais alta frequência para entrar em contato com a alma) –

Centros Vitais

Coronário – Frontal – Laríngeo – Cardíaco – Gástrico – Esplênico – Genésico - Umeral

 

 FORMAÇÃO DOS SERES VIVOS

Os primeiros habitantes da Terra, no plano material, nos dizem Emmanuel, são as células albuminoides, algas, amebas e todas as organizações unicelulares, isoladas e livres, que se multiplicam maravilhosamente na temperatura morna dos oceanos.

Esses seres rudimentares somente revelam um sentido – o tato – que deu origem a todos os outros por aperfeiçoamento.

Os operários de Jesus, coordenaram primeiro os elementos da nutrição e da conservação da existência. Depois o coração e os brônquios, depois o princípio celular do sistema nervoso e dos órgãos da procriação.

"No começo, após a formação do planeta, tudo era caos; os elementos estavam em confusão. Pouco a pouco cada coisa tomou o seu lugar. Apareceram, então os seres vivos apropriados ao estado do globo."

"A Terra já continha os germes dos seres vivos que aguardavam momento favorável para se desenvolverem. Os princípios orgânicos se congregaram, desde que cessou a atuação da força que os mantinha afastados, e formaram os germes de todos os seres vivos."

Emmanuel na abertura do livro A Caminho da Luz:( “- E quando serenaram os elementos do mundo nascente, quando a luz do Sol beijava, em silêncio, a beleza melancólica dos continentes e dos mares primitivos, Jesus reuniu nas Alturas os intérpretes divinos do seu pensamento. Viu-se, então, descer sobre a Terra, das amplidões dos espaços ilimitados, uma nuvem de forças cósmicas, que envolveu o imenso laboratório planetário em repouso.

Daí a algum tempo, na crosta solidificada do planeta, como no fundo dos oceanos, podia-se observar a existência de um elemento viscoso que cobria toda a Terra.

Estavam dados os primeiros passos no caminho da vida organizada.

Com essa massa gelatinosa, nascia no orbe o protoplasma e, com ele, lançara Jesus à superfície do mundo o germe sagrado dos primeiros homens”).

 Sabe-se que o que caracteriza um ser vivo (em termos biológicos) é a capacidade, dentre outras, de se "replicar" (ou seja, formar uma estrutura a partir da já existente; é o que conhecemos sob o nome de reprodução). Isso de maneira bastante imperfeita.

Portanto, desde o instante em que as moléculas inorgânicas que se "polimerizavam" (ou seja, formavam moldes semelhantes a elas) conseguiram se estruturar para formar o material genético em si, o ADN (ácido desoxirribonucleico que é o programa genético), o povoamento ficou mais fácil. E o princípio inteligente vai percorrendo toda esta escala (de mais ou menos 15 milhões de séculos, como afirma André Luiz; e endossa Darwin) para que pudesse um dia emitir seus primeiros pensamentos contínuos.

A Revelação Espirita inclui no seu ensino a formação dos seres vivos na Terra, deixando subentendido que a vida preexistia no Universo quando da formação do nosso planeta. Esses elementos se encontravam no espaço sideral, em meio a grande "fornalha" que era o sistema solar em formação.

Exemplo: Escorpião - gêmeo do crustáceo marinho conserva até hoje de modo geral a forma primitiva enquanto os outros desapareceram.

Sabemos também que o aparecimento do homem ocorreu em vários pontos do planeta (evidenciado pelo estudo dos fósseis), que os espíritos iriam prever em 1857, (questão 53)

P:"O homem surgiu em muitos pontos do globo?

R: sim e em épocas várias", o que também constitui uma das causas da diversidade das raças. Depois, dispersando-se o homem por climas diversos e aliando-se os de uma aos de outras raças, novos tipos se formaram

Sabemos que os princípios inteligentes (espíritos na acepção comum do termo) habitaram corpos que se originaram de ramificações dos primatas existentes, como mostra o conceito do evolucionismo biológico (onde a mutação e a seleção natural também se encontram - Darwin).

Quando questionados por Kardec nessa questão, os espíritos começam a resposta com um "Sim, mas o gérmen primitivo já existia em estado latente."

 

POVOAMENTO DA TERRA–ADÃO-DIVERSIDADE DAS RAÇAS

 Adão representa um conjunto de espíritos exilados de Capela. De acordo com o ensino dos Espíritos, foi a humanidade composta de uma multidão de proscritos de outro mundo em transição que deu origem à chamada raça adâmica e que já encontrou a Terra povoada pelos seus primitivos habitantes, desde tempos imemoriais. (Gênese, cap. XII, item 38 –“ De acordo com o ensino dos Espíritos, foi uma dessas grandes imigrações, ou, se quiserem, uma dessas colônias de Espíritos, vinda de outra esfera, que deu origem à raça simbolizada na pessoa de Adão e, por essa razão mesma, chamada raça adâmica. Quando ela aqui chegou, a Terra já estava povoada desde tempos imemoriais, como a América, quando aí chegaram os europeus.

Mais adiantada do que as que a tinham precedido neste planeta, a raça adâmica é, com efeito, a mais inteligente, a que impele ao progresso todas as outras. A Gênese no-la mostra, desde os seus primórdios, industriosa, apta às artes e às ciências, sem haver passado aqui pela infância espiritual, o que não se dá com as raças primitivas, mas concorda com a opinião de que ela se compunha de Espíritos que já tinham progredido bastante. Tudo prova que a raça adâmica não é antiga na Terra e nada se opõe a que seja

considerada como habitando este globo desde apenas alguns milhares de anos, o que não estaria em contradição nem com os fatos geológicos, nem com as observações antropológicas, antes tenderia a confirmá-las.)

 

Às margens do GANGES, HINDUS primeira organização a recordações traduzidas da beleza dos VEDAS, UPANISHADS. Primeiras vozes da filosofia e religião.

https://www.blogger.com/img/img-grey-rectangle.pngQuando exilados reuniram-se em 4 grandes grupos àGRUPO DOS ÁRIAS (brancos indo-europeus – latinos – celtas – gregos – germanos – eslavos) EGITO – ISRAEL (Abraão - Moisés) e as CASTAS DA ÍNDIA (Arianos Puros)). (*) (ouro em vaso sujo)

A diversidade das raças encontradas na Terra é uma prova disso. A negra já existia quando da vinda dos exilados.

Diferenças físicas e morais as distinguem umas das outras. Essa diferença tem causas diversas, como o clima, a vida e os costumes, ajudados pela miscigenação. Por outro lado, já dissemos o homem surgiu em vários pontos do globo, como o diz a Revelação Espirita, agora já com o atestado da Ciência.

Todos somos irmãos, pois somos filhos do mesmo Pai (Deus), tendo a mesma origem e o mesmo fim (embora o "meio” desse caminho evolutivo fique por conta de cada um.

E quando serenaram os elementos do mundo nascente, quando a luz do sol beijava, em silêncio, a beleza melancólica dos continentes e dos mares primitivos, Jesus reuniu nas alturas os interpretes divinos do seu pensamento.

Viu-se, então, descer sobre a Terra, das amplidões dos espaços ilimitados, uma nuvem de forças cósmicas, que envolveu o imenso laboratório planetário em repouso.

Daí a algum tempo, na crosta solidificada do planeta, como no fundo dos oceanos, podia-se observar a existência de um elemento viscoso que cobria toda a Terra.

Estavam dados os primeiros passos no caminho da vida organizada. Com essa massa gelatinosa, nascia no orbe o protoplasma (conteúdo celular vivo) e, com ele, lançara Jesus à superfície do mundo o germe sagrado dos primeiros homens.

 

RECADO:

Entre em contato consigo mesmo: Interrogue a consciência quanto aos atos diários olhe-se no espelho como fazia Santo Agostinho

Reconheça o desejo: aprenda a ver seus potenciais; coloque as coisas espirituais acima dos materiais

Identifique as metas: decida o que você deseja aperfeiçoar. Fazer o bem sem esperar recompensa

Trabalhe diariamente: pratique auto-observação; Veja o irmão como irmão sem credo, raça, cor. 

Aprenda com os erros: “Esteja em guerra com suas deficiências morais, em paz com seus semelhantes

Esquecer as ofensas – mágoa rancor só causa doenças; aceitar que a dor purifica; A dor e as decepções são provas e expiações.

Pratique – abraçoterapia – amorterapia – beijoterapia

 

ARIANOS PUROS

Os arianos da Índia não se compadeceram das raças atrasadas que encontraram em seu caminho e cuja evolução deveria representar para eles um imperativo de trabalho regenerador na face da Terra. Considerando os aborígines como párias da sociedade, os rajás soberanos complicaram mais uma vez, pelo orgulho, seu próprio futuro, e é por isso que eles têm voltado às mesmas estradas, como mendigos desventurados, resgatando o pretérito em amargas provações expiatórias. 

Os arianos eram, na sua maioria, Espíritos revoltados com o seu degredo. Mais revoltados e enrijecidos que todos os demais companheiros exilados na Terra, suas reminiscências traduziam-se numa revolta íntima, amargurada e dolorosa, contra as determinações de ordem divina. Mas eles tinham uma grande virtude, porquanto, embora revoltados e endurecidos, confraternizavam com o selvagem e assimilavam os aborígines, ao contrário dos semitas e dos hindus, que se perderam na cristalização do orgulho religioso. 

Como se a questão fosse determinada por um doloroso atavismo psíquico, o povo hindu deixou crescer no coração o espinho do orgulho que fora, aliás, o motivo de seu exílio, e surgem assim as castas.

Os arianos da Índia não se compadeceram das raças atrasadas que encontraram em seu caminho e cuja evolução deveria representar para eles um imperativo de trabalho regenerador na face da Terra.

Considerando os aborígines como os párias da sociedade, os rajás soberanos complicavam mais uma vez, pelo orgulho, seu próprio futuro, e é por isso que eles voltam hoje às mesmas estradas, como mendigos desventurados, resgatando o pretérito em amargas provações expiatórias.

Dois fatos relacionados com a Índia impressionam por serem paradoxais:

a) nenhum povo da Terra tem mais conhecimentos sobre a reencarnação do que o hindu;

b) a Índia foi a matriz de todas as filosofias e religiões da Humanidade, inclusive do materialismo, que lá nasceu na escola dos charvacas (A escola Carvaka foi uma escola de pensamento que existiu na Índia por volta de 600 a.C., e que se extinguiu antes do ano 1000. Ela acreditava que não havia nenhuma alma e que a morte era o fim de toda a existência. Além do mundo material, não existiria nada; nenhum Deus ou alma existe. Em conclusão, os Charvakas acreditavam que a vida humana começa e termina neste mundo)

Se as civilizações hindu e egípcia se definiram no mundo em breves séculos, o mesmo não aconteceu com a civilização ariana, que ia iniciar na Europa os seus movimentos evolutivos. Conforme já dito, esses arianos eram, na sua maioria, os espíritos revoltados com o seu degredo.

Caminheiros do desconhecido, eles erraram pelas planícies e montanhas desertas, não como o povo hebreu, mas desarvorados; suas incursões entre as tribos selvagens da Europa datam de mais ou menos dez milênios a.C., embora a Humanidade localize sua marcha apenas 4 mil anos a.C.

Mais revoltados e enrijecidos que todos os demais companheiros exilados na Terra, suas reminiscências traduziam-se numa revolta íntima, amargurada e dolorosa, contra as determinações de ordem divina.

Eles tinham, contudo, uma grande virtude, porquanto, embora revoltados e endurecidos, eles confraternizaram com o selvagem e assimilaram os aborígines, ao contrário dos semitas e dos hindus, que se perderam na cristalização do orgulho religioso.

A agricultura e as indústrias pastoris encontraram, com eles, os primeiros impulsos. Com as organizações econômicas, oriundas do trato direto com o solo, deixaram perceber a lembrança de suas lutas no antigo mundo que haviam deixado.

Bastou, então, que inaugurassem na Terra o senso da propriedade, para que o germe da separatividade e do ciúme, da ambição e do egoísmo, lhes destruísse os esforços benfazejos

 

FONTE:

Palestra realizada no C. E. Fonte Viva

A Caminho da Luz - Emmanuel

Manual do Passista - Jacob Melo

Gênesis - Livro dos Espíritos - Kardec

de Ângelis, Joanna -No Limiar do Infinito - 

 

FRAGMENTOS DO ESTUDO DE RODHEN

 

FRAGMENTOS DO ESTUDO DE RODHEN

 

Aos que passam em nossa vida

Antoine de Saint Exupery

 

Cada um que passa em nossa vida passa sozinho...

Porque cada pessoa é única para nós

E nenhuma substitui a outra.

Cada um que passa em nossa vida passa sozinho,

Mas não vai só...

Levam um pouco de nós mesmos

E nos deixam um pouco de si mesmos

Há os que levam muito,

Mas não há os que não levam nada.

Ha os que deixam muito,

Mas não há os que não deixam nada

Esta é a mais bela realidade da vida...

A prova tremenda de que cada um é importante

E que ninguém se aproxima do outro por acaso...

 

Deus não creou mercadorias em série. Todas as obras de Deus são originais, inéditas. Não há cópias e repetições na natureza; cada planta, casa inseto, cada folha, é uma obra de arte original, que nunca será repetida da mesma forma.

Sobretudo, cada ser humano é único no seu físico e no modo de ser. Por isto, ninguém deve exigir de A que seja igual a B. Deus não creou gente, creou indivíduos, personalidades diferenciadas umas das outras. Não vamos nivelar o que Deus diferenciou. Uma sociedade que constasse de gente amorfa, e não de indivíduos multicores e multiformes, seria intolerável. Mas, cada um desses indivíduos, em vez de ser individualista e separatista, deve cooperar com os outros indivíduos, a fim de formar o maravilhoso mosaico ou esplendido organismo da vida abundante.

Jesus voltará, um dia, assim como subiu ao céu. 

À vista dos seus discípulos e numerosos espectadores subiu Jesus ao céu e desapareceu além das nuvens. Dois mensageiros celestes comunicam aos amigos de Jesus que ele voltará no fim do mundo para julgar os vivos e os mortos. Assim remata a vida terrestre de Jesus.

Elevou-se Jesus à vista deles, e uma nuvem o ocultou a seus olhos. Enquanto ia subindo, e estavam todos com os olhos fitos no céu, eis que apareceram junto deles dois varões vestidos de branco, que lhes disseram: "Homens da Galileia, que estais aí a contemplar o céu! Esse Jesus que foi arrebatado dentre vós para o céu, assim virá do mesmo modo como o viste partir para o céu acaba de ser levado ao céu voltará do mesmo modo que ao céu o vistes subir".

Então do monte chamado das oliveiras, voltaram a Jerusalem. A distancia é pequena: a de uma caminhada de sábado. Tendo entrado na cidade, subirm a sala de cima, onde costumavam ficar. Eram Pedro e João, Tiago e André, filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu e Simão o zelota; e, Judas, irmão de Tiago. Todos esses unanimes perseveraram na oração, com algumas mulheres, entre as quais Maria a mãe de Jesus, e com seus irmãos.      (At. l, 10-14).

“Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer de novo não pode ver o reino de Deus”

Nascer, viver, morrer – três coisas que nos aconteceram, acontecem ou acontecerão em virtude de circunstâncias alheias, pela lei da causalidade mecânica.

Nascemos – graças a nossos pais.

Vivemos – graças aos alimentos que assimilamos.

Morremos – em virtude dum acidente, duma doença ou velhice.

O que nos pertence não é nosso, é dos outros.

Nosso é somente aquilo que procede do nosso interior, do nosso verdadeiro eu central.

É necessário que vivamos mais intensamente para que o morrer e o nascer material sejam abolidos - e entremos no eterno viver, na vida imortal, sem morte nem renascimento físico. “Renascer pelo espírito”...  

Um novo Pentecostes não será provavelmente um fenômeno externamente visível, mas, a manifestação do Cristo interno em grande número de pessoas.

Muitos cristãos da atualidade estão à espera da segunda vinda do Cristo – na expectativa de uma Parusia gloriosa e fisicamente perceptível.

No primeiro século, quase toda a cristandade tinha certeza do advento do Reino de Deus antes do fim do século.

O Apocalipse afirma que o Reino dos céus será proclamado sobre a face da terra e haverá um novo céu e uma nova terra.

A segunda vinda do Cristo, a proclamação do Reino de Deus sobre a face da terra – tudo isto deve ser antes intuído espiritualmente do que analisado intelectualmente

Jesus disse aos seus ouvintes do primeiro século: “Há entre vós alguns que não verão a morte antes de virem o Reino de Deus em sua glória”. Daí concluíram os ouvintes que o Reino de Deus se manifestaria antes do fim do século – e sentiram-se decepcionados, quando nada aconteceu.  

Nada aconteceu?

Aconteceu a coisa mais estupenda na manhã do Pentecostes, quando 120 pessoas, homens e mulheres, foram iniciados no Reino de Deus pelo Cristo carismático.

A segunda vinda do Cristo, não será, provavelmente, um acontecimento histórico externamente visível, mas sim a manifestação do Cristo interno na consciência e na vivência de grande número de pessoas.

A ninguém pedi ouro, nem prata, nem veste; bem sabeis que estas minhas mãos me forneceram o sustento, a mim, e aos meus companheiros. Em tudo vos tenho mostrado como convém trabalhar e atender aos fracos, recordando a palavra do Senhor Jesus, que disse: “Maior felicidade há em dar que em receber (At 20,28)

Maior felicidade há em dar que em receber...

Ah! Se o mundo compreendesse esta verdade das verdades!...

Mas ela não é de fácil compreensão... O egoísmo só conhece o receber e ignora o dar.

Quem dá tesouros materiais, perde-os...

Quem dá valores espirituais, adquire-os mais abundantes e goza-os mais intensamente...

Quem quer receber professa indigência e mendicidade...

Quem dá, prova que é proprietário, possuidor do espírito...

Só pode dar sem perder quem possui cabedais eternos e inesgotáveis...

Deus dá tudo e não recebe nada.

Tanto mais divino é o homem quanto mais dá e quanto menos deseja receber.

Maior felicidade há em dar que em receber...

Ah! Se o mundo compreendesse esta verdade das verdades!...

Mas ela não é de fácil compreensão... O egoísmo só conhece o receber e ignora o dar.

Quem dá tesouros materiais, perde-os...

Quem dá valores espirituais, adquire-os mais abundantes e goza-os mais intensamente...

Quem quer receber professa indigência e mendicidade...

Quem dá, prova que é proprietário, possuidor do espírito...

Só pode dar sem perder quem possui cabedais eternos e inesgotáveis...

Deus dá tudo e não recebe nada.

Tanto mais divino é o homem quanto mais dá e quanto menos deseja receber.

A letra mata o espírito é que vivifica (II Cor 3,6)

Homem, por mais que secciones e anatomizes um organismo vivo, jamais encontrarás na ponta do bisturi a vida.

Por mais que examines o sangue e os ossos, os nervos e os tecidos, as células e o protoplasma – em parte alguma descobrirás a sede do princípio vital.

E, no entanto, aí está a maravilha do corpo vivo; que nasce, cresce, se reproduz – quantos mistérios...

Cristão, por mais que estudes o texto da Bíblia, em nenhum deles descobrirás a alma da Divindade.

E, contudo, a Sagrada Escritura é o livro de Deus, livro que em que palpita o seu espírito, livro em que vive a voz de Deus através dos séculos...

“A letra mata – o espírito é que vivifica”...

Contempla o organismo em seu conjunto, na sua silenciosa atividade, na sábia harmonia das suas partes integrantes, a invisível causa desses efeitos visíveis – e crerás na vida...

Para crer na inspiração divina da Bíblia, toma esse livro em seu conjunto, lê-o com reverência como quem ora, contempla-o com a visão panorâmica da fé, e não com o olhar míope do criticismo – e descobrirás a Deus nas páginas desse volume...

 

FONTE:

Huberto Rodhen

O DUPLO ETÉRICO

 

O DUPLO ETÉRICO

Esse assunto já foi abordado por ocasião do estudo do períspirito (ou corpo espiritual; como quiserem)

 

Sua função primordial é servir de ligação entre o períspirito e o corpo carnal, funcionando como um filtro das energias que chegam e saem do físico, protegendo o ser de cargas negativas que podem gerar desequilíbrios e doenças.
Quando os elementos espiritual, perispiritual e físico se contataram, observou-se a necessidade de haver um filtro que absorvesse e reciclasse as energias vitalizadoras que passariam a percorrer essas três entidades. Assim, criou-se o filtro conhecido como "duplo eterico", que é a sede dos centros de captação de energia, o elo mais tênue, que liga o corpo ao seu períspirito, ou o mais denso, que une o períspirito e o espírito ao seu corpo físico momentâneo.

O duplo eterico, composto por energias bastante densas, quase materiais, mas ainda ocultas da visão humana, é o responsável pela repercussão vibratória direta do períspirito sobre o corpo carnal. Sua atividade principal é filtrar, captar e, por isso mesmo, canalizar para o corpo físico todas as energias que deverão alimentá-lo. Esta comunicação é feita através dos chacras, que captam as vibrações do espírito e as transferem para as regiões correspondentes na matéria física.

As obras complementares, sobretudo as de autoria de André Luiz, trouxeram mais dados sobre a especificação dos invólucros dos espíritos. Ele afirma que o corpo mental é o envoltório sutil da mente e que o corpo vital ou duplo eterico é a duplicata energética que reveste o corpo físico do homem. Diz ainda que o corpo mental preside a formação do corpo espiritual, que, por sua vez, comanda a formação do corpo físico juntamente com o corpo vital.

 

Natureza e Características

O duplo eterico é permanentemente acoplado ao corpo físico, sendo responsável por sua vitalização. Portanto, morrendo o corpo físico, imediatamente morrerá o correspondente corpo eterico. É constituído por éter físico emanado do próprio planeta Terra e funciona com êxito tanto no limiar do plano espiritual como do plano físico. Sua textura varia conforme o tipo biológico humano, ou seja, será mais sutil e delicado nos seres superiores e mais denso nas criaturas primitivas.

Ele funciona como um mediador na ligação entre o corpo físico e o períspirito, não sendo, portanto, um veículo separado da consciência. É um campo mais denso que o perispiritual, condensando as energias espirituais que seguem para o físico, mas, ao mesmo tempo, recebe os impulsos físicos, converte-os e direciona-os aos arquivos perispiríticos, mentais, inconscientes e espirituais. Atua como uma proteção natural contra investidas mais intensas de habitantes menos esclarecidos do plano espiritual, defendendo também do ataque de bactérias e larvas que podem invadir não só a organização física durante a encarnação, mas a própria constituição perispiritual.

No entanto, o duplo eterico é a reprodução exata do corpo físico do homem e se distancia ligeiramente da epiderme, formando uma cópia vital e de idênticos contornos. Apesar dele ser um corpo invisível aos olhos carnais, apresenta-se aos videntes e aos desencarnados como uma capa densa e algo física. De aparência violeta-pálida ou cinza-azulada, o duplo eterico, em condições normais, estende-se cerca de 6mm além da superfície do corpo denso correspondente.

As energias que entram no organismo físico, como o fluido vital, passam pelas regiões do duplo eterico responsáveis pela absorção e circulação destas: os centros de força conhecidos como chacras. Os chacras do duplo eterico são temporários, durando o tempo que este existir, ao contrário dos chacras perispirituais, que são permanentes. Cada chacra conta com uma localização e função principal, correspondente a uma região de plexos nervosos do corpo físico. São sete os principais chacras, ligados entre si por condutos conhecidos como meridianos, por onde flui a energia vital modificada pelo duplo eterico.


Sensibilidade do Duplo Eterico

O duplo eterico acusa de imediato qualquer hostilidade ao corpo físico e ao períspirito, através dos centros sensoriais correspondentes na consciência perispiritual e física. O períspirito, por sua vez, como um equipamento de atuação nos planos sutilíssimos do espírito imortal, ao manifestar seu pensamento, seus desejos ou sentimentos em direção à consciência física, também obriga o duplo eterico a sofrer os impulsos bons e maus, tal qual os espíritos desencarnados quando atuam no mundo oculto, inclusive acusando aos sentidos físicos os ataques dos espíritos malfeitores.

Algumas criaturas que sofreram mutilação de um ou mais membros do seu corpo sê queixam de dores nesses órgãos físicos amputados. Essa sensibilidade ocorre porque a operação cirúrgica não foi exercida sobre o duplo eterico, que é inacessível às ferramentas do mundo material. Assim, é comum às pessoas sem pernas ou braços ainda conservarem uma sensibilidade reflexa por algum tempo, a qual é transmitida para sua consciência pelos correspondentes membros etéricos.

Apesar do duplo eterico ser desprovido de inteligência e não apresentar sensibilidade consciente, ele não é apenas um intermediário passivo entre o períspirito e o organismo carnal, reagindo de forma instintiva às emoções e aos pensamentos daninhos que perturbam o períspirito e, depois, causam efeitos enfermiços no corpo carnal. Este automatismo instintivo lhe possibilita deter a carga deletéria dos aturdimentos mentais que baixam do períspirito para o corpo físico, pois, do contrário, bastaria o primeiro impacto de cólera para desintegrar o organismo carnal e romper sua ligação com o períspirito, resultando no desencarne do ser.

Deve-se considerar que os pensamentos desatinados provocam emoções indisciplinadas, gerando ondas, raios ou dardos violentos que se lançam da mente incontrolada para o cérebro físico por meio do duplo eterico, destrambelhando o sistema nervoso do homem sob esse mar revolto de vibrações antagônicas. Em seguida, perturba-se a função delicada dos sistemas endócrino, linfático e sanguíneo, podendo ocorrer consequências físicas na forma de patologias, como apoplexia, decorrente do derrame de sangue vertido em excesso pela cólera, síncope cardíaca, em virtude da contenção súbita da corrente sanguínea alterada pelos impactos do ódio, ou a repressão violenta da vesícula, devido a uma explosão de ciúme.
Algumas emoções afetam o duplo eterico em sua tarefa de medianeiro entre o períspirito e o corpo físico. No entanto, quando submetido a impactos agressivos do períspirito perturbado, o duplo eterico baixa seu tom vibratório, impedindo que os raios emocionais que descem da consciência perispiritual afetem o corpo carnal, promovendo uma espécie de barreira vibratória. Assim, faz com que haja uma imunização contra a frequência vibratória violenta do períspirito, contraindo sua densidade no sentido de evitar o fluxo dessas toxinas mortíferas, deixando o impacto psíquico de ódio, cólera ou ciúme impossibilitado de fluir livremente e atingir o sistema fisiológico do corpo físico.


Afastamento compulsório

Entretanto, quando o duplo eterico não consegue reagir com seus recursos instintivos de modo a proteger o corpo físico contra uma explosão emocional do períspirito, recebe um impulso de afastamento compulsório. Neste caso, a vitalidade orgânica do homem cai instantaneamente, fazendo com que desmaie ou tenha o que chamamos de "ataques".

Ante os impactos súbitos e violentos do períspirito, o chacra cardíaco é o centro de forças etéricas que mais sofre os efeitos de tal descarga, por ser o responsável pelo equilíbrio vital e fisiológico do coração. É por isso que, nestes casos, há o risco de enfartes cardíacos de consequências fatais. No entanto, o duplo eterico, por seu instinto de defesa, mobiliza todos os recursos no sentido de evitar que os centros de força etéricas se desintegrem por completo.

Agora, caso a descarga violenta do períspirito não consiga atingir o corpo físico devido à reação defensiva do duplo eterico, as toxinas emocionais sofrem um choque de retorno e voltam a se fixar no períspirito, ficando nele instaladas até que sejam expurgadas na atual ou em uma futura encarnação. Isto porque a única válvula de escape para esses venenos psíquicos é o corpo físico, que, para propiciar essa "limpeza", sofre o traumatismo das moléstias específicas inerentes às causas que lhes dão origem.
Aliás, os desajustes morais são uma fonte crescente de distúrbios psíquicos, gerando um número cada vez maior de indivíduos neuróticos, esquizofrênicos e desesperados, tudo isso como consequência da intensa explosão de emoções alucinantes que destrambelham o sistema nervoso. Isto resulta em um aumento cotidiano do índice de vítimas, pois o duplo eterico torna-se impotente para resistir ao bombardeio incessante das emoções tóxicas e agudas vertidas pela alma e alojadas no períspirito até que sejam transferidas ao corpo físico. Se a carga deletéria acumulada em vidas anteriores for aumentada com desatinos da existência atual, essa saturação pode gerar afecções mórbidas mais rudes e cruciantes, como o câncer e outras enfermidades.

O transe mediúnico, a anestesia total, os passes, os ataques epilépticos, a hipnose, a catalepsia e os acidentes bruscos são fatores que afastam o períspirito e o duplo eterico. Quando este se separa do corpo carnal, provoca no homem uma redução de vitalidade física e queda de temperatura, pois o corpo físico se mantém com reduzida cota de fluido vital para se nutrir, esteja adormecido ou em transe.


Epilepsia e hipnose

O epiléptico é uma pessoa cujo duplo eterico se afasta com frequência de seu corpo físico. O ataque epiléptico e o transe mediúnico do médium de fenômenos físicos apresentam certa semelhança entre si, com a diferença de que o médium ingressa no transe de forma espontânea, enquanto o epiléptico é atirado ao solo assim que seu duplo eterico fica saturado dos venenos expurgados pelo períspirito e se afasta violentamente, a fim de escoá-los no meio ambiente sob absoluta imprevisão de seu portador. Em certos casos, verifica-se que o epiléptico também é um médium de fenômenos físicos em potencial, já que a incessante saída de seu duplo eterico pode lhe abrir uma brecha medi única que o sensibiliza para a fenomenologia mediúnica.

Todo ataque epiléptico é um estado de defesa do corpo físico, que expulsa o duplo eterico e o períspirito para que estes se recomponham energeticamente, trocando energias negativas por positivas. Os epilépticos são pessoas que tiveram ação com energias muito densas em encarnações passadas. Assim, os psicotrópicos utilizados pelos médicos dificultam o desprendimento do duplo eterico, evitando os ataques.

Já o hipnotizador atua pela sugestão na mente do hipnotizado, induzindo-o ao estado de transe hipnótico. Resulta daí o afastamento parcial do duplo eterico, que fica à deriva, permitindo a imersão no subconsciente. Com isso, o hipnotizado abre uma fresta no plano espiritual que lhe permite até mesmo manifestar e dar vivência aos estágios de sua infância e juventude ou mesmo de alguns acontecimentos e fatos de suas vidas pretéritas.
Quando o duplo eterico se distancia por alguns centímetros do corpo físico, a ação física diminui e a abertura para a atuação do períspirito se amplia, tornando-se um catalisador das energias espirituais. Por isso, favorece o despertar de seu subconsciente e a imersão ou exteriorização dos acontecimentos arquivados nas camadas mais profundas do ser.
As anestesias operatórias, os anti-espasmódicos, os gases voláteis, as drogas e sedativos hipnóticos, o óxido de carbono, óxido de carbono, o fumo, os barbitúricos, os entorpecentes, o ácido lisérgico e certos alcaloides como a mescalina são substâncias que operam violentamente nos interstícios do duplo eterico. Embora a necessidade obrigue o médium a se utilizar por vezes de algumas destas substâncias em momentos imprescindíveis, é sempre imprudente exagerar no uso delas sob qualquer pretexto ou motivo. O médium que abusa de entorpecentes que atuam com demasiada frequência em seu duplo eterico se transforma em um alvo mais acessível ao assédio do mundo inferior.


Rompimentos do duplo eterico

A estrutura íntima do duplo eterico fica seriamente afetada quando, por meio de desregramentos e vícios, a pessoa utiliza substâncias corrosivas como álcool, fumo, drogas em geral e certos medicamentos cujos componentes químicos sejam inegavelmente tóxicos. Ocorre um bombardeio à constituição do duplo eterico, queimando e envenenando as células etéricas e formando buracos semelhantes às bordas queimadas de um papel, criando brechas por onde penetram as comunidades de larvas e vírus do sub-plano espiritual, utilizados comumente por inteligências sombrias como uma maneira de facilitar seu domínio sobre o homem.
Acontece que sem a proteção dessa tela, que os mantém naturalmente afastados dos habitantes dos sub-planos espirituais, os médiuns começam a perceber formas horripilantes, criadas e mantidas pelos seres infelizes que estagiam nas regiões mais densas do plano umbralino, ocorrendo os mais diversos distúrbios que comprometem o equilíbrio físico-psíquico do ser humano. Falta aos médiuns a proteção etérica que violentaram pelo uso de substâncias químicas tóxicas que lhes destruíram parte do escudo que a natureza lhes dotou para sua segurança, a fim de impedir a abertura prematura da comunicação entre o plano espiritual e o físico. Embora essa destruição não seja completa, criando apenas rasgos ou brechas, sua falta é verdadeiramente nociva, pois o duplo eterico é de suma importância para o equilíbrio do ser humano.

As lesões do duplo eterico são difíceis de serem recompostas. Para restabelecer o equilíbrio em tais casos, além dos recursos terapêuticos utilizados com frequência nos centros espíritas, deve-se promover a doação e a transfusão de fluido vital citoplasmático, suprindo a falta ou revitalizando a parte afetada do duplo eterico.


Camada protetora

O duplo eterico é, para o ser encarnado, como um manto protetor, protegendo a pessoa contra o ataque e a multiplicação de bactérias e larvas espirituais que, sem a proteção da tela eterica, invadiriam a organização não somente do corpo físico como a constituição perispiritual durante a encarnação.
O duplo eterico assemelha-se à camada de ozônio que reveste o planeta Terra, pois, na verdade, essa camada protetora tem, por analogia, a mesma função do duplo eterico no ser humano.

Quando é destruída a camada de ozônio do planeta, formando "buracos" em locais onde deveria haver a proteção natural, certos raios solares penetram pelas falhas e produzem diversos tipos de males nas pessoas imprevidentes do mundo.

FONTE:

IPPB

Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas

Eduardo Kulcheski

Wagner Borges

Editora Vivencia

AS VIRGENS SÁBIAS E AS VIRGENS TOLAS

 

AS VIRGENS SÁBIAS E AS VIRGENS TOLAS

(Mt 25,1-13)

As dez virgens. Então será o reino dos céus semelhante a dez virgens que,

empunhando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo. Cinco delas

eram tolas, e cinco sábias. As tolas tomaram as suas lâmpadas, mas não

levaram azeite consigo; ao passo que as sábias levaram azeite nas suas vasilhas juntamente com as lâmpadas. Ora, como o esposo tardasse a vir, ficaram todas com sono e adormeceram. À meia-noite, soou o grito: Eis que vem o esposo; sai ao seu encontro! Então se levantaram todas aquelas virgens e aprontaram assuas lâmpadas. As tolas pediram às sábias: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagaram. Não – responderam as sábias –, não chegaria para nós e para vós; ide antes aos vendedores, e comprai para vós.

Enquanto iam comprar, chegou o esposo. As que estavam preparadas entraram com ele para as núpcias, e fechou-se a porta. Finalmente, chegaram as outras virgens e disseram: Senhor, Senhor, abre-nos!

Ele, porém, replicou: Em verdade, vos digo que não vos conheço.

Ficai, pois, alerta! Porque não sabeis nem o dia nem a hora.

É necessário manter acesa a luz permanente do Eu divino, e não apenas acender lampejos intermitentes do ego humano

“O Reino dos Céus é semelhante a dez virgens”. Nesta conhecida parábola fala Jesus de almas humanas à espera das núpcias místicas com o divino Esposo.

Em plena noite da vida terrestre aguardam elas o advento do conúbio espiritual.

Essas jovens são virgens, que ainda não conceberam o Cristo; cinco delas são idôneas, e cinco não, para essa concepção mística.

Todas essas virgens levam consigo as suas lâmpadas, ainda, mas ao alcance

da mão, durante o sono. A diferença entre umas e outras não está nas lâmpadas, que todas têm, mas sim no conteúdo delas: cinco têm óleo em suas vasilhas, juntamente com as lâmpadas, ao passo que cinco só têm as suas lâmpadas vazias, sem óleo nas vasilhas. A sapiência de umas consiste na presença desse óleo, e a insipiência das outras está na ausência desse combustível.

Em todos os tempos, foi o óleo de oliva considerado como símbolo de

espiritualidade ou experiência mística. No Antigo Testamento, eram ungidos com óleo os sacerdotes, os profetas e os reis, como pessoas consagradas a Deus.

A palavra grega para ungir é chriein (χρίω), cujo particípio passado é christós (ungido).

Nas paredes das catacumbas de Roma se encontra frequentemente o monograma do christós CHR, que em grego são apenas duas letras XP (CX =

CH, P = R), geralmente entrelaçadas em forma de XP, as iniciais do nome Cristo.

A pessoa humana de Jesus foi ungida, totalmente permeada pelo Espírito de Deus, que é o Cristo Cósmico, o divino Logos ou Verbo.

As cinco virgens sábias eram penetradas pelo espírito de Deus, pela consciência da presença do Cristo, mesmo em plena noite.

Óleo é um combustível que alimenta a chama, e, enquanto houver óleo, o fogo não se apaga. A experiência mantém aceso o espírito de Deus na alma.

As cinco virgens sem óleo acendem as suas lâmpadas, mas essas logo se apagam, por falta de combustível. Quem não tem experiência espiritual pode ter lampejos intermitentes, mas falta-lhe a luz permanente da consciência de Deus.

O ego humano de boa vontade tem, de vez em quando, ímpetos espirituais, até ao ponto de derramar lágrimas de emoção e doçura – mas toda a boa vontade do ego humano não é sabedoria do Eu divino; esta consiste numa atitude permanente, e não apenas em atos transitórios; a sabedoria divina é uma nova dimensão da consciência do ser, e não apenas um modo de agir; é a consciência nítida. “Eu e o Pai somos um... Não sou eu que faço as obras, é o Pai em mim que as faz; de mim mesmo eu nada posso fazer”.

O óleo da sapiência divina é autoconhecimento, que se revela em auto-

realização; é a experiência intuitiva da “verdade libertadora” sobre nós mesmos.

O conhecimento meramente analítico-intelectual do homem profano é como um lampejo em plena noite, uma luz momentânea entre duas trevas.

Todas as dez virgens adormeceram, enquanto aguardavam o Esposo. A vida

terrestre é uma espécie de sono. A natureza infra-humana jaz num sono total; o homem comum vive num sono parcial: está mentalmente acordado, porém espiritualmente adormecido. Somente o homem de consciência espiritual está plenamente acordado.

O óleo, mesmo antes de transformado em luz, é potencialmente luz, é lucificável.

O homem deve adquirir a idoneidade de poder atualizar a qualquer momento a sua potencialidade espiritual. O que é decisivo é que ele tenha em si o óleo dessa idoneidade espiritual. A aquisição e o desenvolvimento dessa idoneidade lucificável é a razão de ser da vida terrestre do homem. Sem isto, a vida é um círculo vicioso, uma grande falência.

* * *

Ocorre na parábola um episódio que revela toda a insipiência das virgens tolas:

pedem às suas colegas sapientes que lhes emprestem do seu óleo, para alimentarem as suas lâmpadas que se apagam. Somente um tolo pode proceder tão tolamente, pedindo experiência espiritual emprestada. Experiência mística, sabedoria espiritual, não é transmissível de pessoa a pessoa; só é adquirível de dentro do próprio ser, como bem fazem ver as virgens sábias: ide e adquiri óleo para vós mesmas.

Nenhum Mestre espiritual, nenhum guru, pode transferir a sua experiência

espiritual a seu discípulo; pode apenas mostrar-lhe o caminho por onde o iniciado possa adquirir iniciação, possa tornar-se um iniciado, um auto iniciado. Não existe nenhuma alo-iniciação, só existe auto-iniciação. Se assim não fosse, teria Jesus iniciado seus discípulos; mas, segundo o Evangelho, ele não iniciou ninguém. Os discípulos de Jesus, e outros, se auto-iniciaram na gloriosa manhã do Pentecostes, na ausência do Jesus visível, mas pela presença do Cristo invisível. Auto-iniciação é o despertar do Cristo interno. Um Mestre externo pode preludiar essa eclosão do Cristo Cósmico, pode mesmo facilitá-la, mas não apode realizar no outro. A ideia de alo-iniciação representa, talvez, um dos maiores equívocos da humanidade, e a sua prática é uma grande fraude, uma tentativa de contrabando do Reino dos Céus. “O que vem de fora não torna o homem puro nem impuro, mas somente o que vem de dentro do homem”.

* * *

As cinco virgens tolas vão, de fato, adquirir óleo, mas quando voltam está

fechada a porta do banquete nupcial, e elas não conseguem realizar as suas

núpcias com o divino Esposo. Aqui termina a parábola, mas deixa a porta aberta para conclusões tácitas. Se as cinco virgens regressaram com o óleo da experiência adquirida, não teriam elas o direito de serem admitidas ao banquete nupcial do Reino de Deus? Tanto mais que a parábola diz que “o Reino dos Céus é semelhante a dez virgens”, e não apenas a cinco.

É lícito concluir que as cinco virgens retardatárias tenham entrado no Reino dos Céus em outro ciclo evolutivo, posterior ao das suas colegas. Se é verdade que na casa do Pai celeste há muitas moradas, não seria lícito admitir a possibilidade de uma evolução em períodos após a existência terrestre?

Certas teologias só admitem a possibilidade de conversão e redenção para os poucos decênios da vida terrestre – como se o livre-arbítrio fosse um atributo do corpo físico dissolvido pela morte. Se o livre-arbítrio é um atributo da alma sobrevivente à morte, por que não poderia o homem realizar a sua redenção em todo o tempo da existência da sua alma livre? Seria absurdo supor que, durante uns poucos decênios de vida terrestre, o homem possa decidir o seu destino para toda a eternidade.

Entretanto, é razoável e prudente que o homem inicie, aqui na terra, esta tarefa, que aprenda pelo menos o abc da sua realização espiritual, para continuá-la emoutras regiões do Universo

FONTE:

Huberto Rodhen

Bíblia de Jerusalém