sexta-feira, 25 de setembro de 2020

O PAIS CONDENA O MENOR E O ENCAMINHA PARA O CRIME

 

Alison maia é repórter do plantão policial de caldas novas – Goiás além de policial militar

A hipocrisia de quem lê e acusa o texto de político é o reconhecimento de que há décadas roubar foi sinônimo de sucesso e posição política e social. Por outro lado, é adepto de que menor não pode s

Trabalhar, baseado em uma ridícula lei de proteção ao menor e alegação de escravidão de trabalho infantil.

Esses hipócritas geralmente são pessoas inconformadas com a impossibilidade de roubar pouco ligando quanto ao futuro do menor e favoráveis a diminuição da maioridade penal. Por isso o tráfico agradece.

 

Vejam uma das consequências dessa droga de “politicamente correto” ...

Olá ...

Me chamo Alison Maia sou Repórter Policial;

Hoje um adolescente infrator me deixou sem ação e reação diante dele! Estava eu na delegacia fazendo mais uma cobertura de notícias policiais quando me deparei com um adolescente de 14 anos sentando esperando para ser autuado por porte ilegal de arma de fogo. Olhei para ele e pensei, mais um moleque que não fica preso, então nem vou perder meu tempo, mas enquanto aguardava uma outra ocorrência que estava a caminho da delegacia me aproximei dele e como as vezes faço comecei a dar conselhos para ele,

- Sai dessa vida rapaz, você vai morrer, a vida das drogas e do crime não compensa."

Foi quando ele que até então estava calado olhou bem para mim e disse:

- Seu Alisson, esse papo do senhor eu já cansei de ouvir, estava armado porque vendo droga, e ganho muito fazendo isso, mas eu antes de ser vendedor eu trabalhava numa oficina e sabe o que fizeram?

Denunciaram o dono da oficina porque eu estava trabalhando lá, ele me pagava legal, eu tinha minhas coisas, meu tênis, tinha tudo...

Mas ele teve que me mandar embora para não ir preso, mas acho que ele está até hoje respondendo na justiça por ter dado emprego a um menor. Depois eu fui trabalhar na feira da Avenida Antônio Sanches, trabalhei 07 meses e sabe o que aconteceu lá? A mesma coisa que na oficina, tive que sair. Não sei quem é meu pai e minha mãe é uma coitada e eu tentei seu Alisson trabalhar honestamente, e até trabalhava e estudava direito, mas não deixaram e achei no tráfico o sustento meu e da minha casa, então seu Alisson, guarda seus conselhos para esses safados que vocês votam e que acham que menor não pode trabalhar, mas pode roubar, matar e traficar, entrei nessa vida porque sem trabalhar quero um tênis mas não posso, quero comer um sanduíche no Bobs mas também não posso, quero ir no cinema também não posso, então já que não posso trabalhar como gente, vou traficar, pelo menos assim tenho dinheiro .

Tive que ouvir isto de um garoto de 14 anos estragado pelo sistema. Logo chamaram ele e não podemos continuar conversando.

Fiquei mudo e saí calado, sei que há vítimas do sistema, mas foi um garoto de 14 anos que me calou mostrando-me o quanto nós, com nossas escolhas políticas erradas, estamos acabando com a juventude. Por causa dessas quadrilhas que colocamos e ainda mantemos no poder é que jovens estão matando, roubando e traficando... Ele disse: "Não posso trabalhar, mas posso roubar, traficar e matar!" Esse é o futuro que estamos construindo nesse país! Senhores eleitores, leiam isso e se envergonhem do Brasil que você está deixando para essa juventude!

 

A MORTE DE JESUS

 

A Morte de Jesus

 

"Era quase a hora sexta e, escurecendo-se o Sol, houve trevas sobre toda a Terra até a hora nona; e rasgou-se pelo meio o véu do santuário. Jesus, clamando em alta voz, disse: Pai, nas tuas mãos rendo o meu espírito. E tendo dito isto expirou. Vendo o centurião o que acontecera, deu glória a Deus, dizendo: realmente este homem era justo. Toda a multidão que se reunira para presenciar este espetáculo, vendo o que acontecera, retiravam-se, batendo nos peitos. Mas todos os conhecidos de Jesus e as mulheres que o tinham seguido desde a Galileia, conservavam-se de longe contemplando estas coisas.

Um homem chamado José, membro do Sinédrio, homem bom e justo (que não anuíra ao propósito e ato dos outros) de Arimatéia, cidade dos judeus, o qual esperava o Reino de Deus, foi ter com Pilatos e pediu o corpo de Jesus; e tirando-o da cruz, envolveu-o num pano de linho e o depositou num túmulo aberto em rocha, onde ninguém havia sido sepultado, pois já era tarde do dia e o sábado era sagrado, não convindo ficar o corpo exposto para possível adoração." (Lucas, XXII, 44-53-p” era já mais ou menos a hora sexta quando o sol se apagou e houve treva sobre a terra inteira até a hora nona, tendo desaparecido o sol. O véu do santuário rasgou-se ao meio e Jesus deu um forte grito: Pai em tuas mãos entrego o meu espirito. Dizendo isso expirou. O centurião~]ao vendo o que aconteceram glorificava a Deus dizendo: “realmente esse homem era justo”. E toda a multidão que houvera ocorrido para o espetáculo, vendo o que havia acontecido, voltou, batendo no peito. Todos os seus amigos, bem como as mulheres que o haviam acompanhado desde a Galileia, permaneciam a distância, observando essas coisas exceto Maria, sua irmã Salomé, Madalena e João o apóstolo. Eis que havia um homem chamado Jose, membro do conselho, homem bom e justo, que não concordava nem com o desígnio nem com a ação deles. Era de Arimatéia, cidade dos judeus, e esperava o reino de Deus, Indo procurar Pilatos, pediu o corpo de Jesus. E descendo-o envolveu-o num lençol e colocou-o numa tumba talhada na pedra, onde ninguém ainda havia sido posto. Era o dia da preparação, e o sábado começava a luzir”.)

"Chegada a hora sexta, houve trevas sobre toda a Terra e até a hora nona. E à hora nona bradou Jesus em voz alta. Eli, Eli, lama sabactâni? que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Alguns dos que ali estavam, ouvindo isto disseram: Ele chama por Elias. Um deles, correndo, ensopou uma esponja em vinagre, e pondo-a numa cana deu-lhe de beber, dizendo: Deixai, vejamos se Elias vem tirá-lo. Jesus, dando um grande brado, expirou. E o véu do santuário rasgou-se em duas partes de alto a baixo. O centurião, que estava em frente de Jesus, vendo-o assim expirar, disse: Verdadeiramente este homem era Filho de Deus. Estavam ali também algumas mulheres observando de longe, entre elas, Maria Madalena, Maria mãe de Tiago o Menor e de José, e Salomé; as quais, quando Jesus estava na Galileia, o acompanhavam e serviam; e além destas, muitas outras que tinham subido com ele a Jerusalém." (Marcos, XV, 33-41-“a hora sexta houve treva sobre toda a terra, até a hora nona, e a hora nona, Jesus deu um grande grito, dizendo:>”Eloi, Eloi, lemá sabachthani, que traduzido significa: Deus meu, Deus meu porque me abandonastes? Alguns dos presentes ao ouvirem isso, disseram: eis que ele chama por Elias! E um deles, correndo, encheu uma esponja de vinagre e, fixando-a numa vara, dava-=lhe de beber dizendo: Deixai! Vejamos se Elias vem desce-lo. Jesus então dando um grande grito, expirou. E o véu do santuário se rasgou em duas partes, de cima a baixo. O centurião que se achava bem defronte dele, vendo que havia expirado desse modo, disse: verdadeiramente esse homem era filho de Deus! E também estavam ali algumas mulheres, olhando de longe. Entre elas maria de Magdala, maria mãe de Tiago o menor, e de Joset, e Salomé. Elas o seguiam e serviam enquanto esteve na galileia e ainda muitas outras que subiram com ele para Jerusalém e já chegada à tarde, sendo o dia da preparação, isto é a véspera de sábado, veio Jose de Arimatéia, ilustre membro do conselho, que também esperava o reino de Deus. Ousando entrar onde estava Pilatos, pediu-lhe o corpo de Jesus. Pilatos ficou admirado de que ele já estivesse morto e, chamando o centurião, perguntou-lhe se fazia muito tempo que morrera. Informado pelo centurião, cedeu o cadáver a Jose, o qual tendo comprado um lençol, desceu-o e enrolou-o no lençol e o pôs num tumulo, que fora talhado na rocha. Em seguida rolou uma pedra fechando a entrada d tumulo. Maria de Magdala e maria mãe de joset, observavam onde ele fora posto”.)

"Desde a hora sexta até a hora nona houve trevas sobre a Terra. E cerca da hora nona deu Jesus um alto brado: Eli, Eli, lama sabactâni? que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Alguns daqueles que estavam presentes, ouvindo isto, disseram: ele chama por Elias. No mesmo instante um deles correu, tomou uma esponja, ensopou-a de vinagre e pondo-a numa cana, deu-lhe de beber. Mas os outros disseram: Deixa, vejamos se Elias vem salvá-lo. De novo dando Jesus um alto brado, expirou. E o véu do santuário rasgou-se em duas partes de alto a baixo, tremeu a terra, fenderam-se as rochas, abriram-se os túmulos e muitos corpos de santos já falecidos, foram ressuscitados; e saindo dos túmulos depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos. O centurião e os que com ele guardavam a Jesus, vendo o terremoto e o que se passara, tiveram medo e disseram: Verdadeiramente este era Filho de Deus. E estavam ali muitas mulheres observando de longe, as quais desde a Galileia tinham seguido a Jesus para o servir; entre elas se achavam Maria Madalena, Maria mãe de Tiago e de José, e a mulher de Zebedeu. A tarde veio um homem rico de Arimatéia, chamado José, que era também discípulo de Jesus; ele foi a Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Então Pilatos mandou que lho entregassem. E José levou o corpo, envolveu-o em pano de linho e depositou-o no seu túmulo novo, que fizera abrir na rocha; e pondo uma grande pedra a entrada do túmulo, retirou-se. Achavam-se ali Maria Madalena e a outra Maria, sentadas à frente do sepulcro. No outro dia, que era o seguinte ao da Preparação, reunidos os principais sacerdotes e os fariseus dirigiram-se a Pilatos e disseram-lhe: Senhor, lembramo-nos de que aquele embusteiro ainda em vida. afirmou: Depois de três dias ressuscitarei. Ordena, pois, que se faça seguro o sepulcro até o terceiro dia, para não suceder que, vindo os discípulos, o furtem e depois digam ao povo que ele ressuscitou dos mortos; e será o último embuste pior que a primeiro. Disse-lhes Pilatos: Aí tendes uma guarda; ide segurá-lo, como entendeis. Partiram eles e tornaram seguro o sepulcro, selando a pedra e deixando ali a guarda." (Mateus, XXVII, 45-66 –“desde a hora sexta até a hora nona houve treva em toda a terra. Por volta da hora nona, Jesus deu um grande grito. ” Eli, Eli, lamá sabachtháni?, isto é: Deus meu, Deus meu, porque me abandonastes? Alguns dos que tinham ficado ali, ouvindo-o disseram: Está chamando Elias! Imediatamente um deles saiu correndo, pegou uma esponja, embebeu-a em vinagre e, fixando-a numa vara, dava-lhe de beber. Mas os outros diziam: deixa! Vejamos de as vem salva-lo. Jesus porem tornando a dar um grande grito, rendeu o espirito. Nisso o santuário se rasgou em duas partes, de cima a baixo, a terra tremeu e as rochas se fenderam. Abriram-se os túmulos e muitos corpos dos santos falecidos ressuscitaram. E, saindo dos túmulos após a ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e foram vistos por muitos o centurião e os que com ele guardava a Jesus, ao verem o terremoto e tudo o mais que estava acontecendo, ficaram muito amedrontados e disseram: “De fato esse era filho de Deus! ” Estavam ali mulheres olhando de longe, haviam acompanhado Jesus desde a galileia a servi-lo. Entre elas Maria Madalena, maria mãe de Tiago e de Jose, e a mãe dos filhos de Zebedeu. Chagada a tarde, veio um homem rico de Arimatéia, chamado Jose, o qual também e tornara discípulo de jesus, e dirigindo-se a Pilatos, pediu-lhe o corpo de Jesus. Em tão Pilatos mandou que lhe fosse entregue. Jose tomando o corpo, envolveu-o num lençol limpo e o pois sem eu tumulo novo, que talhara na rocha. Em seguida rolando uma grande pedra para a entrada do tumulo, retirou-se. Ora, Maria Madalena e a outra maria estavam ali sentadas em frente ao sepulcro. No dia seguinte um dia depois da preparação o chefe dos sacerdotes e os fariseus, reunidos junto a Pilatos diziam: ” Senhor, lembramo-nos de que aquele impostor disse, quando ainda vivo: depois de três dias ressuscitarei. Ordena, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até o terceiro dia, para que os discípulos não venham rouba-lo e depois digam ao povo: ele ressuscitou dos mortos! E última impostura será pior do que a primeira. Pilatos respondeu: “tendes uma guarda “ide guardai o sepulcro como entendeis. E saindo eles puseram em segurança o sepulcro, selando a pedra e montando guarda”.)

"Depois disto sabendo Jesus que tudo estava consumado, para se cumprir a Escritura, disse: Tenho sede. Estava ali um vaso cheio de vinagre; ensopando nele uma esponja e pondo-a em um hissope (nos dias de hoje é um instrumento para aspergir agua benta, naqueles tempos é uma vara comprida), chegaram-lhe a boca. Jesus, depois de ter tomado o Vinagre, disse: Está consumado; e inclinando a cabeça, rendeu o seu espírito. Os judeus, porém, como era a Preparação e para que os corpos não ficassem na cruz ao sábado (pois era grande o dia de sábado), pediram a Pilatos que lhes quebrassem as pernas e que fossem eles dali retirados. Os soldados foram e quebraram as pernas ao primeiro e ao outro que fora com ele crucificado; chegando-se, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados lhe abriu o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água (esse soldado é o conhecido são longuinho que a igreja de Roma tornou santo; "Longuinho" foi um dos soldados romanos destacados para acompanharem o castigo, a crucificação e a morte de Jesus. Chamava-se, na verdade, Longinus, nome que significa "Uma Lança". Por isso, acredita-se que ele tenha sido o soldado que perfurou com uma lança o lado de Jesus, de onde brotou sangue e água, como São João afirma em seu Evangelho (Jo 19,34). São Longuinho, como é conhecido, foi provavelmente o soldado que reconheceu Jesus como o "Verdadeiro Filho de Deus", logo após a morte do Mestre. Ele é citado pelos evangelistas São Mateus 27,54, São Lucas 23,47 e São Marcos 15,39 no momento da morte de Jesus.). Aquele que viu isto, deu testemunho, e o seu testemunho é verdadeiro; e ele sabe que diz a verdade, para que também vós creais. Porque estas coisas aconteceram para se cumprir a Escritura: Nenhum dos seus ossos será quebrado. E diz ainda outra passagem: olharam para aquele a quem transpassaram.

"Depois disto José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus, ainda que oculto por medo dos judeus, pediu a Pilatos permissão para tirar o corpo de Jesus; e Pilatos concedeu-a. Foi José quem tirou o corpo. Nicodemos, aquele que no princípio viera ter com Jesus à noite, foi também, levando uma composição de cerca de cem libras de mirra e aloés. Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos de linho com os aromas, como é costume dos judeus sepultar os mortos. No lugar em que Jesus fora crucificado, havia um jardim, e neste um túmulo novo, em que ninguém ainda havia sido posto. Ali, pois, por causa da Preparação aos judeus e por estar perto o túmulo, depositaram a Jesus." (João, XIX, 28-42-“depois, sabendo Jesus que estava tudo consumado disse para que se cumprisse a escritura até o fim. Tenho sede!. Estava ali um vaso cheio de vinagre. Fixando então uma esponja embebida de vinagre num ramo de hissopo (Planta com folhas e ramos finos usada para aspergir sangue ou água nas cerimônias de purificação. Possivelmente se tratava da manjerona (Origanum maru; Origanum syriacum). O hissopo mencionado em João 19:29 talvez fosse manjerona amarrada a um galho ou a uma haste de sorgo (Sorghum vulgare), visto que essa planta poderia ser comprida o suficiente para levar a esponja com o vinho acre à boca de Jesus. .),levaram-na a sua boca. Quando Jesus tomou o vinagre disse: esta consumado! E inclinando a cabeça entregou o espirito”. Como era a preparação (da pascoa) os judeus para que os corpos não ficassem na cruz durante o sábado porque esse sábado era grande dia, pediram a Pilatos que lhes quebrassem as pernas e fossem retirados vieram então os soldados e quebraram as pernas do primeiro e depois do outro, que fora crucificado com ele. Chegando a Jesus e vendo-o já morto não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados transpassou-lhe o lado com uma lança e imediatamente seu sangue e água. Aquele que viu dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro (João era o único apostolo ao pé da cruz junto com as marias e Salomé); e ele que sabe, que diz a verdade para que também vós creiais, pois isso aconteceu para que se cumprisse a escritura. “ Nenhum osso lhe será quebrado”. E uma outra escritura diz ainda: olharão para aquele que transpassaram. Depois José de Arimatéia que era discípulo de jesus, mas secretamente por medo dos judeus pediu a Pilatos que lhe permitiu se tirar o corpo de Jesus. Pilatos o permitiu. Vieram então e retiraram o seu corpo. Nicodemos aquele que anteriormente procurara Jesus a noite, também veio trazendo cerca de cem libras de uma mistura de mirra e aloés. Eles tomaram então o corpo de Jesus e o envolveram em faixas de linho com os aromas como os judeus costumam sepultar. Havia um jardim no lugar onde ele fora crucificado. Ali então, por causa da preparação dos judeus e porque o sepulcro estava próximo, eles depuseram Jesus. ”

A morte tem sido o espantalho de todos os tempos. Todas as filosofias, todas as religiões têm procurado decifrá-la, mas, afinal, são vencidas e devoradas pela terrível esfinge.

Examine-se a história das religiões com seus mistérios e artigos de fé, seus ritos e sacramentos, e ver-se-á quão distanciadas, se acham elas, de resolver o problema da Morte.

Alguns raros filósofos da Antiguidade, que ousaram rasgar esse véu, foram tachados de heréticos; caluniados, perseguidos e mortos, suas palavras não chegaram a fazer eco nos seus contemporâneos, que os consideraram visionários.

E assim o mundo perecia sob o guante de uma ciência sem ideal, conjugada com uma religião teórica, quando apareceu na Terra a singular Individualidade que, desde o berço até o túmulo, maravilhou as massas, não só com o saber e altas virtudes de que era portador, mas pelos extraordinários fenômenos que durante os três longos anos de sua vida pública produziu.

Nascido de família humilde, seguido de amigos que lhe dedicavam toda a confiança, esse extraordinário moço tornou-se o vulto mais popular da Judéia, chegando a atrair a si as multidões que durante dias consecutivos o seguiam pelas ruas, pelas estradas, pelas cidades e aldeias, até pelos desertos, onde recebiam as provas do seu amor e o testemunho dos seus altos poderes.

O nome de Jesus de Nazaré andava de boca em boca e não havia quem ignorasse a existência do grande Missionário, que acariciava as criancinhas, consolava os aflitos, curava os enfermos, ensinava os ignorantes, e tinha sempre um olhar de benevolência para todos os que, atraídos pelo seu amor, aproximavam-se de sua confortante companhia. Todos, grandes e pequenos, pobres e ricos, ignorantes e letrados, sacerdotes e leigos, rabinos, doutores da lei, escribas, fariseus, saduceus, essênios, soldados e paisanos, governadores, juízes, pontífices, autoridades, sabiam existir na Judéia um tal Jesus, filho de uma Senhora de Nazaré, esposada com um carpinteiro chamado José, e que pregava uma "religião nova", bordada de parábolas e de ensinos que escandalizavam a classe sacerdotal; que produzia maravilhas; que improvisava milagres e que fazia estremecer as multidões.

Nenhum homem no mundo foi tão falado, nenhum teve uma vida tão pública, embora nada escrevesse, como o moço Nazareno.

Um escritor, falando de Jesus Nazareno, de sua atividade, de seu poder, de suas virtudes, disse que sua vida é um milagre que assombra.

Este fato tem grande influência no desdobramento da Doutrina do Filho de Deus. Ele quis deixar bem marcante a sua passagem por este mundo, quis torná-la conhecida de todos, para que, mais tarde, não negassem a sua existência, nem o julgassem um ser metafísico, abstrato, sem a responsabilidade dos ditames exarados no seu Evangelho, que constitui o Grande Monumento, de cujo Areópago sairá sempre o Espírito vivificador da sua Doutrina.

A existência de Jesus no nosso mundo é um fato digno de nota, que importa ser sempre lembrado. Não faltam testemunhos históricos que a ela se referem. Suetônio, na História dos Primeiros Césares, fala do suplício do Cristo. Tácito menciona a existência da seita cristã entre os judeus, antes da tomada de Jerusalém por Tito.

O Talmude fala da morte de Jesus na cruz, todos os rabinos israelitas reconhecem o alto valor desse testemunho (1).

Nos Evangelhos, nos Atos, nas Epístolas temos o testemunho dos discípulos sobre a existência de Jesus.

Diz Lucas: "Jesus de Nazaré foi um profeta, poderoso em obras e em palavras diante de Deus e dos homens." (XXIV, 18. 19-“Um deles chamado Cleofas, lhe perguntou: ”tu és oi único forasteiro em Jerusalém que ignora os fatos que nela aconteceram nestes dias? Quais? Disse-lhes: -eles responderam: o que aconteceu a Jesus o nazareno que foi profeta poderoso em obras e em palavras, diante de Deus e diante de todo o povo? ”.)

Pedro, nos Atos, diz: "Homens israelitas, escutais as minhas palavras: Jesus, o Nazareno, foi um varão aprovado por Deus entre vós, pelos efeitos do seu poder, por seus milagres que, por si, no meio de vós realizou. (At2:14 –“homens da Judeia e todos vós habitantes de Jerusalém... sim sobre meus servos e minhas servas derramarei do meu espirito e farei aparecer prodígios em cima, no céu, e sinais embaixo, sobre a terra...”.)"Pedro era conhecido como o homem que curava até com sua sombra.

Enfim, Jesus, para a boa compreensão da sua missão e da sua Doutrina, fez questão de nascer, viver no nosso meio, dar repercussão à sua vida, fazê-la constatar como um fato positivo, para que fosse excluído o valor aparente que se dá à morte, e se lhe desse o valor real, fato que Ele demonstrou com a sua Ressurreição.

De modo que a Morte de Jesus não é mais do que um preparativo para a sua Ressurreição. Sem o nascimento do Mestre aqui na Terra, sem a sua vida no nosso planeta, e sem a sua morte, não poderia Ele efetuar a Ressurreição, que é o testemunho mais valoroso que tinha para destruir a falsa ideia que se fazia da morte, como sendo o aniquilamento final do ser.

Baseando-se a sua Doutrina na Vida Eterna, ela só poderia prevalecer com as demonstrações de Imortalidade do seu Fundador.

*

Examinando-se os quatro Evangelhos e procurando-se estabelecer as concordâncias dos trechos neles exarados, chegamos à conclusão de que a morte de Jesus é um fato constatado pelos quatro Evangelistas. Nos Evangelhos Sinóticos lemos que o passamento se efetuou logo após a hora nona. O Evangelho de João não menciona a hora, limitando-se o Evangelista a narrar a morte com a naturalidade que com certeza se deu, e sem aqueles brados de desânimo, atribuídos pelos Evangelistas Mateus e Marcos a Jesus: "Eli, Eli, lama sabactâni? Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?"

Estas exclamações, dizem diversos Espíritos que se encarregaram de elucidar a Doutrina do Mestre, de fato, foram ouvidas, mas não partiram dos lábios de Jesus e; sim, do bom ladrão, crucificado na mesma ocasião que o Senhor e a que este havia prometido consoladoras esperanças, e que morrera depois de Jesus exalar o último suspiro.

Cremos sinceramente que assim fosse, mesmo porque Lucas e João descrevem a morte de Jesus sem essas notas, encontradas só nos dois primeiros Evangelistas. Além de tudo, um Espírito da têmpera de Jesus não poderia ter desfalecimento naquele momento solene, em que deveria legar ao mundo o juízo que a sua Doutrina faz da morte, e a coragem que nos proporciona para enfrentar aquele transe.

Diz Lucas: "Jesus clamando em alta voz, disse: Pai, nas tuas mãos rendo o meu espírito. E tendo dito isto expirou." João diz: "Jesus depois de ter tomado vinagre, disse: está consumado; e inclinando a cabeça rendeu o seu espírito."

Consideramos muito o testemunho deste Apostolo, porque foi o que sempre acompanhou Jesus em todos os seus passos. No seu Evangelho ele diz: "Aquele que isto viu deu testemunho, e o seu testemunho é verdadeiro; e ele sabe que diz a verdade, para que também vós creais, pois era o único apostolo ao pé da cruz"

A solicitação de Jesus, pedindo água: "Tenho sede", é um dos fenômenos precursores da morte com tortura, que ocasiona certamente grandes dispêndios de dupla força - material e psíquica.

O vinagre que lhe chegaram aos lábios por essa ocasião também é um sinal de que os paroxismos da morte haviam começado.

Os judeus tinham por costume, para prolongar os sofrimentos dos condenados, dar-lhes, quando iam desfalecendo, vinagre, no qual haviam posto de infusão hissope. Esta planta, pela sua propriedade estimulante, fortificava o indivíduo. O sabor amargo do hissope no vinagre fez um dos Evangelistas dizer que deram a Jesus vinagre com fel.

Finalmente, a morte verificou-se com todos os seus característicos, comprovada por um dos soldados encarregados da guarda, que abriu o lado de Jesus com uma lança, de cuja ferida saiu sangue e água. O corpo de Jesus foi embalsamado, conforme o costume da Palestina, gastando José de Arimatéia, para esse fim, segundo diz João, cem libras de mirra e aloés trazidos por Nicodemos; em seguida, o Mestre foi depositado no sepulcro envolto em panos de linho com aromas.

A morte de Jesus é a primícias de um fenômeno transcendental que devia servir de base inamovível à sua Religião: a Ressurreição.

Encarando-a sob esse prisma, novos horizontes se dilatam às nossas vistas, aclara-se a nossa compreensão sobre o motivo da vida terrestre, surgem na alma atribulada grandes consolações e esperanças, e, em vez de temer a morte, aguardá-la-emos calmos, com a certeza de que ela nada leva do nosso Eu, mas afeta unicamente a roupagem carnal de que nos revestimos para efetuar um trabalho de evolução e de benefício em prol daqueles que necessitam da nossa presença objetiva no mundo material, como, também, um trabalho de perfeição da nossa própria individualidade.

Conhecida a pessoa, testemunhada a morte, verificado o óbito, constatada a ressurreição, quem duvidará da sobrevivência, da imortalidade?

O escopo de Jesus consistiu justamente nisso: deixar-se matar para demonstrar que a morte não anula o ser, não destrói a individualidade, não extingue o espírito, que é a causa dominante imorredoura, que teve princípio, porém não terá fim, pois é infinito pelos séculos dos séculos.

Encarada por essa forma, a morte de Jesus tem grande alcance espiritual; não só espiritual, como também material e moral. Encarando-a de outra forma, nenhum valor tem, porque supliciados, torturados e mortos injustamente têm sido muitos heróis, muitos dignitários da Ciência e da Religião. Entretanto, nenhum deles soube orientar a sua morte como Jesus, dando-lhe a verdadeira significação, confirmada pelos fenômenos da Ressurreição que o Mestre, com singular sabedoria, demonstrou, não só aos seus discípulos, como a inúmeras pessoas que com Ele privaram e ainda a outras que o conheceram ligeiramente.

O Evangelho de Mateus narra vários fenômenos ocorridos por ocasião da morte de Jesus, fatos, aliás, de ordem espírita, muito prováveis de se terem verificado, mesmo como um solene protesto dos Espíritos contra a ideia da morte que faziam os contemporâneos de Jesus e a título de convite ao estudo da imortalidade para as gerações vindouras.

Diz Mateus que o "véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo, tremeu a terra, fenderam-se as rochas, abriram-se os túmulos e muitos corpos de santos já falecidos foram ressuscitados."

Esta narrativa simples indica bem claro que houve fenômenos interessantes, mas cuja descrição vem impregnada das ideias do Apóstolo, como, por exemplo, a ressurreição dos corpos dos santos saídos dos túmulos. Isto indica a ideia errônea que os próprios crentes faziam da outra vida e da imortalidade. Acreditavam na ressurreição dos corpos porque nenhumas noções tinham do períspirito, que é justamente o corpo com que o princípio pensante, o espírito, ressuscita.

A abertura feita no véu do santuário, de alto a baixo, é um símbolo muito significativo. Quer dizer que aquele santuário, que tinha um véu obscurecido pela morte, separando os homens da vida imortal, não poderia permanecer e só teria vigor se desdobrasse a sua ação do outro lado do túmulo, porque a vida terrena é solidária com a vida espiritual.

A morte de Jesus vinha provar essa verdade, cuja demonstração tinha como premissa aqueles fenômenos que se estavam verificando, inclusive o fato de "rasgar-se o véu do templo de oito a baixo."

Concluímos afirmando mais uma vez que a Doutrina de Jesus não se funda na morte do Senhor, que é obra do "espírito da ignorância", do "espírito das trevas", mas sim na sua vida, na sua palavra, nos seus exemplos, nos seus prodígios, na sua ressurreição.

O Espírito do Cristianismo é vida, sabedoria, amor, poder.

FONTE:

Huberto Rodhen

Carlos T Pastorino

Wikipédia

Bíblia de Jerusalém

sábado, 19 de setembro de 2020

As 3 REVELAÇÕES

 

As 3 REVELAÇÕES

MOISÉS. CRISTIANISMO. ESPIRITISMO

A Humanidade recebeu no decorrer da história Três Revelações Divinas: os ensinamentos de Moisés, do Cristo e do Espiritismo, no texto que se segue apresentamos um resumo destas três revelações, conforme foi estudado e debatido.

CONSIDERAÇÃO

Revelação: Re + velar (velar = Latim “Velum”) Tirar o véu, por a nu, figuradamente descobrir, fazer conhecer uma coisa secreta ou escondida.

E de forma mais geral ainda: qualquer ideia nova que nos põe a par daquilo que não sabemos. O caráter de qualquer revelação deve ser a verdade.

Ponto de Vista Religioso: A revelação diz respeito mais particularmente às coisas espirituais que o Homem não pode descobrir por meio de seus próprios sentido, conforme diversas vezes o Cristo falou sendo que o conhecimento lhe é dado por Deus ou por seus mensageiros (Profetas, Messias ou Missionários).

Ponto de Vista Científico: Investigações da Ciência que nos fazem conhecer fenômenos e leis da Natureza, que antes desconhecíamos.

As Três Revelações

·        1ª Revelação: MOISÉS

Moisés foi a primeira revelação. Na sua Lei há duas partes distintas: A Lei de Deus, recebida mediunicamente no Monte Sinai e a Civil ou Disciplinar, apropriada aos costumes e ao caráter do povo.

Modifica-se com o tempo. Para imprimir autoridade às suas leis, Moisés atribuiu-lhes origem divina. A autoridade do Homem precisa apoiar-se na autoridade de Deus.

Algumas das leis civis ou disciplinares de Moisés: “Olho por olho, dente por dente” – “Amareis o vosso próximo e odiareis o vosso inimigo”.

2ª Revelação – O CRISTIANISMO

Depois de Moisés e antes do aparecimento de Jesus, na Galileia, surgiu a palavra dos profetas por todos os cantos da Palestina. As profecias anunciavam a chaga do Messias Salvador do Mundo.
Em Mateus, V: 17-18, (“não penseis que vim revogar a Lei e os profetas. Não vim revoga-los, mas dar-lhes pleno cumprimento”) encontramos a advertência do Cristo de que não veio destruir a Lei, mas cumpri-la . Porque em verdade vos digo, até que passem o céu e a terra, não será omitido nem um só “i”, uma só virgula da Lei, sem que tudo seja realizado.

Jesus chama Deus de Pai. Totalmente diferente do Deus de Moisés, vingativo e impiedoso, o Deus de Jesus é clemente, misericordioso, soberanamente justo e bom. Jesus acrescenta à revelação de Moisés, a vida futura, o amor ao inimigo e a necessidade do perdão; e dá como condição única de salvação: “Amai a Deus sobre todas as coisas e ao vosso próximo como a vós mesmos”.

3ª Revelação – O ESPIRITISMO

As manifestações dos Espíritos com os encarnados são de todos os tempos e de todos os países. É, portanto, impossível fixar uma data para as primeiras aparições de uma força inteligente exterior, de maior ou menor elevação, influindo nas relações humanas. Esses fenômenos espíritas, porém, foram sempre esporádicos, mal interpretados, e a partir de um determinado momento, causadores de perseguições religiosas (lembremos Joanna D’arc).

Foi somente em meados do século 19, que as manifestações espíritas se tornaram ostensivas, sistemáticas, públicas e repetidas, abalando os incrédulos, acordando consciências e tomando o aspecto de uma invasão organizada, pois apesar de ter seu ponto de partida nos Estados Unidos através das irmãs Fox, cumpriu-se a promessa dos índios que se revelavam aos Shakers (quando retornarmos será para invadir o mundo). O fato, porém, é que o Espiritismo, como doutrina, surgiu no mundo a 18 de abril de 1857, data em que apareceram nas livrarias de Paris os primeiros volumes de “O Livro dos Espíritos”.

O Espiritismo é a Terceira das Grandes Revelações, ao mesmo tempo em que o Consolador prometido por Jesus. Eis alguns pontos que confirmam essa afirmativa:

1 – O fato de o Homem poder comunicar-se com os Espíritos traz consequências da mais alta gravidade: é um mundo novo que nos é revelado e é o mais importante de todos os mundos, porque todos os Homens, sem exceção, terão de voltar a ele.

2 – O conhecimento de tal fato causa profunda modificação nos hábitos e no caráter das pessoas, influindo sobre as relações sociais.

3 – Essa revolução não se limita a um só povo, atingindo todas as classes, nacionalidades, cultos, etc., invadiu o mundo ocorrendo em todos os países. Confirma, explica e desenvolve o que Cristo disse e fez. Não mais uma ideia vaga ou imprecisa da vida futura, mas uma revelação consistente do mundo invisível que nos rodeia e povoa o espaço.

4 – Saber que a alma progride incessantemente através de uma série de existências sucessivas, até atingir o grau de perfeição que se aproxima de Deus; explica racionalmente a palavra de Jesus, deturpada por vários sistemas religiosos, que lhes deram características essencialmente mundanas.

 

FONTES:

1.     Allan Kardec

2.     150 anos Desencarne de Allan Kardec

3.     Espiritismo – O que é?!

4.     Estudando Kardec

 

 

A Autoridade do Batismo

 

A Autoridade do Batismo

 

"Aconteceu que certo dia, enquanto ele ensinava o povo no templo anunciando a Boa Nova, os chefes dos sacerdotes, os escribas, e os anciãos, se apresentaram dizendo-lhe: Dize-nos: com que autoridade fazes estas coisas, ou quem é que te concedeu esta autoridade? Ele respondeu: Também eu vos proporei uma questão dizei-me: O batismo de João era do Céu ou dos homens? Eles, porém, raciocinavam entre si dizendo-se respondermos ‘do Céu’, ele dirá: Porque, não creste nele? se respondermos ‘dos homens’, o povo todo nos apedrejará, porque está convicto que João era profeta. E responderam que não sabiam de onde era. e Jesus lhes disse: Nem eu vos digo com que autoridade faço estas coisas." (Lucas, XX, 1-8.)

"foram de novo a Jerusalém e enquanto ele circulava pelo templo, aproximaram-se os chefes dos sacerdotes, os escribas e os anciãos e lhe perguntavam: Com que autoridade fazes estas coisas? Ou quem te concedeu tal esta autoridade para faze-las? Jesus Respondeu: e Eu vos proporei uma só questão. respondei-me; e eu vos direi com que autoridade faço estas coisas. O batismo de João era do Céu ou dos homens? Respondei-me. Eles arrazoavam uns com os outros dizendo: Se respondermos ‘Do Céu’, ele dirá: Por que então não crestes nele? Mas se respondermos ‘Dos homens’ temiam a multidão pois todos pensavam que João era de fato profeta. Diante disso Responderam a Jesus: Não sabemos. Jesus então lhes disse: Nem eu vos digo com que autoridade faço estas coisas." (Marcos, XI,27-33.)

"vindo ele ao templo, quando estava a ensinar, quando os chefes dos sacerdotes e os anciãos do povo, se aproximaram e perguntaram-lhe: Com que autoridade fazes estas coisas? E quem te concedeu esta autoridade? Jesus Respondeu: Também eu vos proporei uma só questão. se me responderdes, também eu vos direi com que autoridade faço estas coisas. o Batismo de João de onde era? “do Céu ou dos homens”?  eles, porém, arrazoavam entre si dizendo: se respondermos ele nos dirá: Por que, então, não crestes nele? Se respondermos dos homens, temos medo da multidão pois todos consideravam João como profeta. Diante disso Responderam a Jesus: Não sabemos. Ao que ele, também respondeu: Nem eu vos digo com que autoridade faço estas coisas." (Mateus, XXI, 23-27.)

A autoridade do batismo tem sido objeto de controvérsia desde os inícios do Cristianismo.

Em tempo algum se deu crédito ao "batismo de João"; o próprio Batista repetia sempre, aos que buscavam o seu batismo, não ser este um preceito divino, uma prática necessária à purificação espiritual.

Já tivemos ocasião de tratar deste assunto, não mais fazendo agora senão confirmar o que deixamos dito.

O batismo de João nunca mereceu a sanção de quem quer que fosse, inclusive a de Jesus que a chamava - de João - isto é, humano, pessoal, e não divino, espiritual.

A questão nesse caso não se cifra em saber se o batismo era realmente do Céu; não se trata de uma dúvida que se teria de resolver, mas, sim do pronunciamento dos escribas, dos fariseus, dos principais sacerdotes a tal respeito. Eles não criam no batismo de João, mas não o atacavam por medo do povo.

Não havia nessa gente o desassombro preciso para confessar o seu modo de ver, externando a sua opinião: eram escravos do preconceito. Para aparecerem e dominarem, curvavam-se às injunções bastardas, ao julgamento inconsciente da massa popular, às tradições de família, aos dogmas esdrúxulos. Acontecia com essa gente o que acontece atualmente com toda a "gente boa" de representação governativa e social: são católicos porque a maioria do povo é. Se a maioria fosse ateia, eles também seriam ateus.

Homem sem ideal, sem espírito religioso, sem conhecimento de Deus, adstritos a vida aparente do berço ao túmulo, e tirando sempre o maior proveito que esse trecho da existência lhes dá, não fazem questão da lapidação do caráter; dominando, divertindo-se, enriquecendo, tudo o mais pouco ou nada se lhes dá, pouco se incomodam que o "batismo de João" seja do Céu ou da Terra, contanto que ninguém os exceda em autoridade, para viverem fartamente, usufruindo a seiva da existência que desfrutam

Corra a religião como correr, tudo lhes serve.

Encham-se os templos de mercadores, esvoacem neles as pombas, pinoteiem as ovelhas, chifrem-se mutuamente os bois! Contanto que comam e bebam a "páscoa", que apareçam nas festas como os mais festejados santos, como as maiores dignidades da era, o resto não importa!

Interpelando-os sobre a autoridade do "batismo de João", Jesus teve por fim desmascarar aqueles hipócritas em praça pública; teve por intuito demonstrar ao povo quem eram os seus chefes, os seus guias, os mestres que lhe ensinavam a "moral", os sacerdotes que lhe ensinavam a "religião", os filósofos que lhe ensinavam a "sabedoria".

O povo não admitia que se fizesse a mínima recriminação a João Batista, e eles não tiveram coragem de fazê-lo.

Como poderiam ter coragem de fazer o expurgo do templo, se eles próprios eram templos infectos, de caráter duvidoso, de consciência transviada!

A autoridade de Jesus era, de fato, a autoridade de quem possui a Verdade e rege-se pelos ditames da Verdade.

O Mestre não se limitava a dizer que tinha autoridade e que essa autoridade Ele a havia recebido de Deus. A sua palavra doutrinária, as suas ações edificantes eram o melhor testemunho da sua autoridade, que o povo, em geral, não deixou de reconhecer, pois, como se viu, o Senhor efetuou com a maior facilidade o expurgo do templo, coisa que os principais sacerdotes, os fariseus e os escribas não puderam fazer.

A verdadeira autoridade é a autoridade moral, porque é a única que merece a sanção divina, e, portanto o auxílio dos Mensageiros de Deus.

Quanto ao "batismo de João", todos sabem muito bem que não era do Céu; se o fosse, não passaria, porque a Palavra do Céu não passa. Disse-o o próprio João vos batizo com água, mas após mim virá quem vos batizará com o Espírito Santo."

FONTES:

Bíblia de Jerusalém Carlos T. Pastorino

Huberto Rodhen

 

 

A Luta contra os Fariseus

 

A Luta contra os Fariseus

 

"Enquanto falava, um fariseu convidou-o para almoçar em sua casa. Entrou e pôs-se a mesa. O fariseu vendo isso ficou admirado de que ele b

Não fizesse primeiro as abluções (Lavagem do corpo ou de parte dele) antes do almoço. O Senhor, porém, lhe disse: ” agora vós, ó fariseus! Purificais o exterior do copo e do prato, e por dentro, e por dentro estais cheios de rapina e de perversidade. Insensatos! Quem fez o exterior não fez também o interior? Antes dai o que tendes em esmola e tudo ficará puro para vós! Mas ai de vós, fariseus, que pagais o dizimo da hortelã da arruda e de todas as hortaliças, mas deixais de lado a justiça e o amor de Deus Importava praticar essas coisas sem deixar de lado aquelas. Ai de vós fariseus, que apreciais o primeiro lugar nas sinagogas e as saudações nas praças públicas! Ai de vós porque sois como esses túmulos disfarçados, sobre os quais se pode transitar sem o saber!

Um dos legistas tomou então a palavra: ”mestre falando assim tu nos insultas assim! ”

Ele respondeu: “igualmente ai de vós, legistas, porque impondes aos homens fardos insuportáveis, e vós mesmos não tocais esses fardos com um dedo sequer! Ai de vós que edificais os túmulos dos profetas, mortos enquanto foram vossos pais que os mataram! assim, sois vós testemunhas e aprovais os atos dos vossos pais: eles mataram e vós edificais!”

Eis porque a sabedoria de Deus disse: eu lhes enviarei profetas e apóstolos; eles matarão e perseguirão a algum deles, a fim de que se peçam Contas a essa geração de sangue de todos s profetas que foi derramado, desde a criação do mundo, do sangue de Abel até o sangue de Zacarias que pereceu entre o altar e o santuário.

Sim digo-vos serão pedidas contas a esta geração.

Ai de vós, legistas, porque tomaram a chave da ciência! Vós mesmos não entrastes e impedistes os que queriam entrar”!

Quando ele saiu de lá, os escribas e fariseus começaram a persegui-lo terrivelmente e a cerca-lo de interrogatórios a respeito de muitas coisas, armando-lhe ciladas para surpreenderem uma palavra de sua boca.

 (Lucas XI, 37-54.-)

Nada nos confrange mais o coração do que uma humilhação injusta. A censura humilhante da injustiça chega a revoltar os mais puros corações. E momentos há em que a complacência com a injustiça constitui grande falta de caridade.

Após uma tocante exortação de Jesus a seus discípulos e à multidão que o ouvia, um fariseu convida-o para almoçar. O Nazareno, que encarava os homens e as coisas pelo lado bom, acede ao convite, entra, senta-se à mesa, e o primeiro menu que lhe oferece o dono da casa é perguntar-lhe porque não se havia lavado antes de vir para a mesa! De modo que Jesus não foi convidado para almoçar, foi convidado para ser injustamente humilhado e maltratado por quem, alguns minutos antes, havia assistido a uma parte dos seus belos ensinamentos.

Que fazer diante de tal conjuntura? Deixar-se vilipendiar? Deixar-se triturar? Deixar-se desmoralizar por um grosseirão, que tinha o dever de respeitar a todos, de ser educado, correto, civil? Perder a bela ocasião de ensinar a quem precisava aprender? Não, Jesus não era um covarde, não era um tímido, não era um subserviente passivo. Sua humildade era altaneira, sua mansidão era cheia de atividade e sua bondade não chegava ao extremo de renunciar o espírito de justiça que o caracterizava. Além de tudo, devia defender sua integridade moral, precisando manter-se à altura da sua Doutrina, que não podia ser rebaixada na sua pessoa.

Se era costume, naquele tempo, quando chegava um hóspede para comer ou dormir, os próprios fariseus e doutores da Lei oferecerem "água para os pés", "água para o rosto e para as mãos", como aquele fariseu que nenhuma oferta fez poderia admirar-se e questionar com Jesus sobre o não se ter Ele lavado, se foi justamente por falta dessa cortesia e oferecimento de água que Jesus por condescendência e humildade, sentou-se à mesa sem se lavar!

Os fariseus convidavam a Jesus para almoçar ou jantar, mas não lhe ofereciam antes água para banho, nem lhe davam o osculo costumeiro, o beijo que davam a todos os que os visitavam e com eles se sentavam à mesa.

No capítulo VII, 44-45 do Evangelista Lucas (“com efeito, uma árvore é conhecida por seu o próprio fruto; não se colhem figos de espinheiros, nem se vindimam uvas de sarças. O homem bom, do bom tesouro do coração tira o que é bom-mas o mau, de seu mal tira o que é mau; porque a boca fala daquilo de que está cheio o coração”), vemos Jesus em casa de Simão, fariseu, reclamando essa falta de água e de ósculo, daquele que o havia convidado para jantar, e que também duvidou da sua moral porque Maria Madalena entrou para oferecer, com lágrimas e nardo (Originária do Nepal, China e Índia, de sua raiz é extraído um óleo cheiroso, usado em bálsamos e pomadas.

A palavra nardo pode ser sinônimo de perfume, porque o óleo aromático é usado para essa finalidade. O bálsamo de nardo tem, ainda, várias propriedades medicinais, sendo usado no tratamento da pele (possui propriedades anti-inflamatórias, fungicidas e bactericidas). Também tem efeito sedativo, sendo usado como calmante e possui características antissépticas, sendo utilizado para tratar problemas no sistema digestivo e respiratório), o seu arrependimento, ao Filho de Deus, dos pecados que havia praticado.

"Pois se tu me convidas para sentar à tua mesa e não me ofereces banho primeiramente, como podes censurar-me de estar eu sentado à tua mesa, não tendo lavado as mãos e os pés à tua vista?"

Está-se vendo que a censura de Simão foi preparada de emboscada, e que o fim do convite não foi para matar a fome, e, sim, para tornar ainda mais faminto de amor e compreensão aquele cujo alimento principal era fazer a vontade do Pai que está nos Céus!

O Cristianismo é uma doutrina de virtudes ativas, e o cristão não deixa passar ocasião em que possa demonstrar a sua fé, a sua coragem, a sua superioridade espiritual, manifestando com o maior desassombro as suas ideias, o seu pensamento embora com grande sacrifício até da sua vida.

Não se pense que o cristão é um escravo, um moleque, um títere de qualquer condecorado ou potentado, que o possa torcer para este ou aquele lado.

Jesus aceitava por dever assim demonstrar aos fariseus e escribas, que o assaltavam continuamente com perguntas estapafúrdias, armando-lhe ciladas e fingindo-se seus admiradores, a ponto de convidá-lo para almoçar e jantar, mas com o fim de oprimi-lo e acusá-lo.

Demais, não se pode ter certeza se Jesus lançara seus olhos cheios de luz sobre o coração daquele fariseu atrevido, ou o olhara pela rama, vendo nele somente os dentes alvos, como aconteceu com a história do "cão morto"

É possível que o Mestre, cheio de boa-fé, não tivesse percebido a cilada e daí partissem os arroubos de justa indignação que teve para desmascarar aquece hipócrita. Esse trecho citado por Lucas no referido capítulo XI, versículo 44: ("Ai de vós, porque sois como esses túmulos disfarçados, sobre os quais se pode transitar, sem o saber!", confirma o haver Jesus ido de boa-fé a casa do fariseu.

E só depois da censura é que o Mestre ficou sabendo com quem tratava. Foi preciso que o túmulo exalasse a podridão para que se tornasse conhecido!

Quantos túmulos existiriam naquelas condições, que não apareciam e sobre os quais andavam os homens sem o saber!

Quantos túmulos existem ainda hoje nas mesmas condições, sem ao menos uma cruz que os assinale!

Essa matéria de túmulos, parece serem os mais perigosos. Há os túmulos ornados, mas em cujo interior só se acham podridões; há os sepulcros branqueados, que parecem belos aos olhos dos homens, mas dentro dos quais somente existem ossos. Contudo, de todos estes, os piores são os que nada assinalam: parece que caminhamos em terra firme, quando caminhamos sobre túmulos!

Se é verdade que uma parte dos escribas e fariseus era semelhante a túmulos vistosos, cheios de ossatura e podridões, não há que duvidar que uma grande parte deles era como os túmulos que não apareciam e sobre os quais andavam os homens sem o saber!

Daí a necessidade da demarcação para evitar o contágio de alguma mazela perigosa.

E Jesus não deixou de fazê-lo. Quantos modernos fariseus e escribas necessitam atualmente da mesma lição!

Quantos deles pagam o dízimo do endro (é uma erva aromática da mesma família da salsa e da cenoura. Originária da Europa, tanto suas folhas como suas sementes podem ser utilizadas, como temperos, para fazer chá e também para fins medicinais. Assim como a salsa, o endro é rico em fibras, vitaminas e minerais, principalmente o ferro), da hortelã e do cominho e se esquecem da Justiça e do Amor de Deus!

Quantos querem as primeiras cadeiras nas igrejas e nos banquetes e gostam de ser saudados nas praças públicas!

Quantos "doutores da Lei" carregam os homens de pesados fardos, difíceis de suportar e eles mesmos nem com as pontas dos dedos os tocam!

Continuam na religião de seus pais, mas erigem altares e levantam imagens dos profetas que seus pais mataram, dando assim testemunho que estão de acordo com a obra de seus pais!

A História do Cristianismo em sua rude singeleza mostra muito bem a atitude estoica de Jesus para manter a sua Palavra, que deveria chegar até nós e reviver nos corações a fé no Ideal. E essa história não se limita unicamente ao que se passou, ela é uma previsão do futuro com as suas conquistas e suas lutas, para o verdadeiro estabelecimento dos princípios de moral, que servem de base à excelente doutrina.

O mundo, dominado por uma legião de espíritos orgulhosos, egoístas, despóticos, somente conquistará a sua liberdade com o expurgo desse elemento prejudicial, conservantista, inimigo do progresso. Todos esses assassinos, que fizeram correr rios de sangue; que tolheram a liberdade, que inutilizaram os dons de Deus, que mataram em nome da Lei e do Altar, hão de dar contas dos seus feitos, e então, ai deles! Ai dos que espoliaram os pobres! Dos que tentaram apagar o archote da Verdade, destinado a iluminar a Humanidade! Ai dos salteadores do Poder! Dos lobos vestidos com peles de ovelhas; dos mercenários e mercadores das coisas santas! Ai dos que humilharam os justos.

Fonte:

Carlos T. Pastorino

Bíblia de Jerusalém

Wikipédia

Cuidai