sexta-feira, 16 de outubro de 2020

SUDARIO

 

SUDARIO

Como nosso grupo é eclético, possuindo 24 católicos acrescentamos o “Santo Sudário” como matéria de estudo devido a curiosidade quanto a sua autenticidade.

"Não é imagem de morto, mas de vivo se levantando"

Em Turim existe um Sudário, guardado a sete chaves, porque a simples exposição à luz do sol pode danificá-lo, sudário que a Igreja considera como a mortalha que cobriu o corpo do Cristo

O Rei Umberto I, da Itália, como chefe da família Saboia proprietária da peça, autorizou que fosse fotografado pela primeira vez, em 1898, o que foi feito duas vezes, com um tempo de exposição de 13 minutos e outra com 20 minutos.

Como as fotos foram feitas? Máquinas analógicas na posição que mantém aberta a lente...

Em 1898, um devoto do Santo Sudário, o advogado italiano Secondo Pia, não imaginava que um simples e despretensioso gesto seu iria mudar substancialmente a história daquela sagrada relíquia.

Sendo fotógrafo amador, foi ele quem pela primeira vez fotografou o venerável tecido durante uma exposição pública, no período de 25 a 28 de maio daquele ano.

Qual não foi sua surpresa ao constatar, quando revelou o filme, ter aparecido no negativo a figura de Nosso Senhor Jesus Cristo, imperceptível na observação direta do pano.

Diante desse acontecimento, o Santo Sudário saiu do quase anonimato, a que estava reduzido, para a glória. A descoberta foi considerada como "a revelação de fim de século", reacendendo o antigo fervor na devoção ao Sagrado Linho.

 

Em lugar da figura, que ele esperava, como em qualquer negativo fotográfico, surgia na chapa o retrato em positivo de um homem.

O desenho do corpo destacava-se como em relevo, enquanto as manchas prováveis de sangue apareciam em negativo.

O desenho do corpo destacava-se como em relevo, enquanto as manchas prováveis de sangue apareciam em negativo.

Em lugar da figura, que ele esperava, como em qualquer negativo fotográfico, surgia na chapa o retrato em positivo de um homem.

O desenho do corpo destacava-se como em relevo, enquanto as manchas prováveis de sangue apareciam em negativo.

Quanto à figura ali estampada, trata-se de um homem relativamente jovem - não menos de trinta anos de idade, não mais de quarenta e cinco, pesando cerca de 77 quilos, dono de “um proporcionado físico” - (na expressão do médico inglês

Dr. David Willis, um dos estudiosos do Sudário), e que relacionou os seguintes ferimentos na face impressa no pano:

Inchação em ambos os supercílios;

Dilaceração da pálpebra direita;

Grande inchação abaixo do olho direito;

Tumefação no nariz;

Ferimento de forma triangular na face direita;

Inchação na face esquerda;

Inchação à esquerda do queixo.

Tudo exatamente de acordo com a transcrição dos 4 evangelistas.

Ian Wilson (cientista), atualmente em pesquisas sobre o HIV, e responsável pela maioria dos remédios que retardam a doença, confrontou os diagnósticos científicos com os evangelistas

O corpo está coberto de ferimentos).

Inchações da face.

Sangramento do couro cabeludo por uma coroa de espinhos O crucificado teve que carregar uma pesada peça de madeira.

Este crucificado caiu várias vezes sobre os joelhos.

As pernas desse crucificado não foram partidas, o tórax foi penetrado por uma lança.

Dr. Pierre Barbet (médico e cirurgião do Hospital São José em Paris) chamou atenção para a “surpreendente expressão de relevo” da imagem que, parece tridimensional

Mais impressionante é a imperturbável serenidade daquele rosto que, a despeito do verdadeiro massacre que os hematomas testemunham, parece não guardar um traço de dor, medo ou aflição.

Aquele homem morreu em paz. E viveu em paz. Suas lágrimas eram de compaixão.

Sua dor era espiritual.

As manchas de sangue mais pronunciadas em torno das principais chagas e ferimentos aparecem em negativo, ou seja, figuram como áreas mais claras sobre

O fundo escuro da imagem.

Dr. Barbet ficou impressionado com a aparência de relevo dessas manchas, demonstrando, a seu ver, terem sido produzidas por decalque, pelos coágulos sanguíneos em contato direto com o tecido.

“Sobre” a mortalha, não há sangue que tenha escorrido; só coágulos decalcados.

Isso quer dizer que:

O homem do Sudário morreu, segundo o médico francês, por asfixia, pregado numa cruz.

Dois pontos indicam que este crucificado era muito especial.

Em primeiro lugar os ossos das pernas não estavam quebrados, como prescreve os Salmos:

A fratura nas pernas era de certa forma, um golpe de misericórdia na época.

 Isto porque a morte por asfixia, se dava mais depressa.

O crucificado somente podia respirar nos breves instantes em que, suportando as dores, apoiava-se no cravo que o prendia pelos pés para levantar o corpo e assim poder movimentar os músculos do tórax que, pela sua rígida contratura não permitia expelir o ar dos pulmões. Em seguida o supliciado deixava cair novamente o corpo, apoiando-se nos cravos das mãos. Novamente sufocava e tudo recomeçava....

E assim ficava enquanto aguentasse ou lhe quebrassem as pernas, quando não mais podia se apoiar no cravo dos pés e erguer o corpo para renovar o ar dos pulmões, morrendo.

Com o crucificado do Sudário não foi preciso quebrar-lhe as pernas porque a punhalada revelou que ele já havia falecido.

Os cravos não poderiam ser pregados na palma das mãos porque o tecido se romperia deixando cair o corpo.

Ao se pregar os cravos das mãos no chamado “espaço de Destot”, os polegares se fecham sobre a palma, pressionado pela contração de um nervo, o que mostra que o crucificado estava com os polegares fechados sobre as palmas.

 Portanto esse crucificado não teve um só osso fraturado, como afirma o Evangelho;

Os polegares se fecham sobre a palma, pressionado pela contração de um nervo, o que mostra que o crucificado estava com os polegares fechados sobre as palmas.

 Em segundo a coroa de espinhos.

Dificilmente alguém se lembraria de impor a um condenado vulgar esse símbolo de realeza; “És tu o rei dos Judeus? ”.

A coroa não tem a forma estética que quadros, gravuras e esculturas.

Não foi um pequeno feixe de espinhos em círculo em torno da cabeça, mas uma espécie de touca que a cobriu toda, fazendo-a sangrar abundantemente como atesta os coágulos perfeitamente visíveis na altura da testa e presos a massa dos cabelos.

Para os cientistas - e não há mais dúvidas para a ciência-  o corpo foi removido da cruz e transportado ainda pregado no patíbulo, esgotando pelo caminho o sangue que restava, pois, o sangue não se coagula dentro do cadáver. Nessa sexta-feira era o dia da preparação e as luzes do Sabá já estavam sendo acesas. A lei não permitia atividades no sábado.

 Pesquisadores modernos já estão aceitando a tese de um fenômeno raro classificado como paranormal, ou nuclear, pois a imagem foi produzida por um esforço consciente do ser que ali se encontrava envolvido na peça de linho.

O corpo foi estendido sobre a peça de linho dobrada, sob a pedra que permanece na igreja do santo sepulcro, =e retornariam após encerrado o Sabá na manhã de domingo para a preparação e o funeral, durante umas 36 horas.

Nesse intervalo algo como uma súbita desintegração nuclear, desmaterializou o corpo e chamuscou o pano apenas o suficiente para estampar nele, com absoluta fidelidade, a imagem do ser que ali estivera.

Ao atingir o tecido a energia imprimiu o retrato em negativo e o encontrara aderido os coágulos, e ao desmaterializá-los, reverter-lhes a imagem, transformando-os em manchas positivas

Esse flash energético é a única maneira de explicar a aparência chamuscada

da imagem.

Na manhã de domingo não havia mais corpo para ser lavado, ungido e sepultado, de acordo com o ritual judaico, conforme prescreve a

Profecia de Isaias

As forças dessas evidências movem até a fria dureza do ceticismo e da descrença

O Sudário de Turim é a mais espantosa e instrutiva prova de Jesus Cristo existente, mostrando na sua simplicidade, qual a sua aparência ante os homens

A convicção sobre a autenticidade do sudário, é hoje partilhada por muitos cientistas; médicos, radiologistas, criminologistas, físicos nucleares,

 técnicos em computação.

O Dr. Max Frei já aposentado, autoridade mundial na técnica de identificar minúsculos grãos de pólen, cortou pedaços de fita adesiva pressionou sobre o pano e concluiu que:

Há no sudário pólen de seis espécies de plantas “exclusivamente palestinas” e outras da Turquia

Isto autoriza a conclusão de que o Santo Sudário NÃO é uma adulteração, contradizendo a ciência convencional.

Mas Como teria Jesus produzido a imagem, se não existe o menor traço de tinta no sudário?

Então há sangue no sudário?

Parece que não, pois o que produziu a imagem não é uma substância que tenha penetrado na intimidade das fibras do tecido;

Coloriu apenas a camada superior da fibra, sem penetrar, sem haver, embebido o linho que é altamente absorvente.

Aliás, foi confirmado em 1973, que a imagem não aparece no avesso do pano, o que confirma estar impressa apenas levemente na superfície das fibras.

A imagem foi criada “a seco”; de acordo com verificações feitas por exame microscópico com aumentos de 17.000 e 50.000 vezes.

Todas as reações químicas para testar a existência de sangue resultaram negativas.

Os grânulos que produzem a coloração sépia da imagem no tecido, tratados quimicamente, revelaram-se insolúveis,

 “Indicação forte de que não há sangue no sudário”;

Ante a dificuldade de explicar o fenômeno desse auto-retrato, os cientistas começaram a apelar para os computadores, para física nuclear.

Todas as reações químicas para testar a existência de sangue resultaram negativas.

Os grânulos que produzem a coloração sépia da imagem no tecido, tratados quimicamente, revelaram-se insolúveis,

 “Indicação forte de que não há sangue no sudário”;

Ante a dificuldade de explicar o fenômeno desse autorretrato, os cientistas começaram a apelar para os computadores, para física nuclear.

Atenção:

A face impressa, não possui nenhuma deformação ou distorção.

A imagem corresponde a que se obteria na superfície plana de uma chapa de vidro (similar a uma cópia xerográfica) e não a que se formaria em torno de uma cabeça; além disso, é uma imagem negativa em si mesma.

“Pesquisadores modernos estão inclinados à aceitação de um fenômeno raro que alguns classificam como ‘parapsicológico’, paranormal ou mesmo “nuclear” “.

A reconstituição seria mais ou menos assim:

“O corpo do Cristo” – não parece mais haver dúvidas sobre sua autenticidade – foi removido da cruz e transportado horizontalmente, ainda pregado no travessão (patíbulo), esgotando pelo caminho praticamente todo o sangue que lhe restara (o sangue não se coagula nas veias mesmo em cadáver).

Depositaram-no no chão. Ali, os braços foram despregados. Ante o estado de rigidez cadavérica que começava, colocados na posição em que aparecem, com as mãos cruzadas e apoiadas sobre o púbis, como se vê na imagem. Para mantê-los ali foi preciso atá-los com tiras. Também o queixo foi preso por uma tira e, talvez os pés.

O corpo não foi lavado nem ungido, como prescrevia o ritual judaico, porque não havia mais tempo. O tempo corria. “Era o dia da preparação – escreve Lucas (23,54) e já brilhavam as luzes do Sabá”.

Sábado era o dia do descanso dedicado ao Senhor, depois transferido pela igreja para o domingo por causa da ressurreição. (que não existe).

A lei não permitia qualquer atividade no sábado, ainda mais com cadáveres. Com pressa foram tomadas as providências mínimas, deixando-se para depois o cumprimento das exigências do ritual.

Limitaram-se a estender o corpo sobre uma das metades do linho e dobraram a outra metade por cima da cabeça cobrindo-o até os pés, como se vê na gravura.

Quando encerrado o Sabá, voltariam para concluir o sepultamento. Ali ficaria o corpo durante as próximas 36 horas mais ou menos.

Nesse intervalo, porém, algo inesperado e extraordinário aconteceu.

Algo como súbita, não obstante, controlada desintegração nuclear desmaterializou o corpo e chamuscou o pano apenas o suficiente para estampar nele, com absoluta fidelidade a imagem do ser que ali estivera.

Ao atingir o tecido, a energia que imprimiu o retrato em negativo encontrou aderidos ao pano os coágulos, que ao serem desmaterializados, revertem à imagem, transformando-os em manchas positivas. Esse flash energético é a única maneira até agora admissível de explicar a aparência chamuscada da imagem bem como a não existência de um corpo ou restos para Jesus.

O corpo não foi roubado. Quem o roubasse teria também levado o pano que o envolvia.

Ao formular seus dogmas, a igreja entendeu considerar a ressurreição como recomposição ou reanimação do corpo.

Mas o texto básico da fé católica “o Credo”, ensina que Jesus “ressurgiu dos mortos” o que está longe de equivaler a ressuscitar, no sentido dogmático da palavra...

O termo latino correspondente – resuscitare – traduz-se no dicionário Santos Saraiva como despertar, reanimar,

A palavra suscitare – sem o prefixo - tem a significação que é dada normalmente no grego, ou seja, levantar, erguer, elevar.  A palavra foi empregada como expressão para descrever a chamada ressurreição do Cristo.

E se isto é assim, então, há realmente uma grande diferença entre dizer que o Cristo despertou ou reanimou-se depois de morto e afirmar que ele levantou ou ressurgiu dos mortos, como diz o Credo...

O primeiro significado pressupõe despertamento ou reanimação (trazer de volta a alma) ao mesmo corpo; enquanto o segundo pode conter o sentido de que ele abandonou um corpo – ou desintegrou-o – para levantar-se ou ressurgir em outro.

“Na primeira Epístola aos Coríntios Paulo explica como ressuscitam os mortos”.

Ele fala da existência de dois corpos, um corruptível – a que chama natural – e outro incorruptível ao que chama de corpo espiritual. Este é o que herdou o Reino do Céu e não “a carne e o sangue”, diz ele.

Seja qual for a posição de cada um não se pode ter dúvidas de que a imagem estampada no sudário de Turim é a de Jesus.

Certamente o autorretrato que Jesus escreveu e gravou com a sua luz tem muito a dizer.

Afinal, se o Cristo não houvesse “ressurgido dos mortos”, vã seria toda a nossa fé e continuaríamos presos aos nossos erros.

E se não tivesse tido um corpo de carne toda história teria sido um imenso teatro a céu aberto.

E no domingo, quando Madalena viu duas figuras vestidas de branco exatamente ali onde estivera o corpo do Mestre.

- Mulher porque choras?

- Porque levaram o corpo do meu senhor.

E ao dizer olhou para traz e viu outra figura que supôs ser o jardineiro que lhe perguntou.

- Mulher porque choras? A quem procuras?

- Senhor se tu o tiraste, dize-me onde o puseste e eu o levarei.

- E o “jardineiro”.

- Maria.

- E ela virou-se e entrou na história como a primeira testemunha da sobrevivência do Mestre.

- Raboni!

- E ele pediu que ela não o tocasse (era o espírito materializado e seus braços vazariam a imagem.).

- Vai a meus irmãos e dize-lhe que vou para meu Pai.

O Mestre se punha agora como irmão.

E algum dia estarão expulsas de nós as últimas sombras e nos ergueremos em corpos de luz...

Mas é preciso começar já pelo pensamento...

 

 

 

Esta devoção, até então apenas popular, passou a ser um verdadeiro desafio à ciência. Pesquisadores dos mais diversos países acorreram a Turim e debruçaram-se sobre o misterioso lençol para tentar decifrar o seu enigma.
Afinal, qual a origem daquele tecido? O que ele representava? Como foi estampada aquela figura na foto?

Para a piedade católica, porém, não havia dúvidas. Aquela imagem impressa no negativo era a prova mais evidente da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. E por isso a relíquia era digna de toda veneração.
O primeiro estudo sobre o Sudário que se tornou público foi a análise médico-científica feita pelo Dr. Pierre Barbet, em 1932. As conclusões, descritas no livro A paixão de Cristo segundo o cirurgião (Ed. Loyola, São Paulo, 1976), foram impressionantes:

‒ Na face havia sinais de contusões, o nariz estava fraturado e a cartilagem descolada do osso;

‒ No corpo foram contados 120 sinais de golpes de açoite, produzidos por dois flageladores, um de cada lado da vítima;

‒ o flagelo utilizado foi o que se usava no Império Romano, composto de duas ou três correias de couro, terminando em pequenos ossos de pontas agudas, ou em pequenas travas de chumbo com duas bolas nas extremidades;
‒ duas chagas marcavam o ombro direito e o omoplata esquerdo;

‒ o peito muito saliente denotava a terrível asfixia suportada durante a agonia;
‒ os pulsos apareciam perfurados, tendo o prego perfurante secionado em parte o nervo mediano, fazendo contrair o polegar para dentro da palma da mão;
‒ pela curvatura das pernas e as perfurações nos pés, tem-se a nítida impressão de que o esquerdo foi sobreposto ao direito e presos ao madeiro por um único prego;

‒ Os dois joelhos estavam chagados;

‒ Havia um sinal de sangramento, produzido por grande ferida, no lado direito do tórax;

‒ Por fim, havia 50 perfurações na fronte, cabeça e nuca, compatíveis com uma coroação de espinhos...

Era uma constatação científica, totalmente coerente com a descrição evangélica da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Tratava-se realmente do Santo Sudário que envolvera o corpo do Redentor, quando este foi descido da cruz para ser sepultado.

Continua inexplicável para as ciências humanas a formação da imagem de Jesus Cristo no Santo Sudário de Turim.

Até agora ninguém conseguiu reproduzi-la de modo satisfatório, explicou ao Vatican Insider o Dr. Nello Balossino, professor de Informática da Universidade de Turimvice diretor do Centro Internazionale di Sindonologia de Turim e especialista em elaboração de imagens.

Mais ainda, ele revelou que o Santo Sudário contém “informações tridimensionais”.
O Prof. Balossino esclareceu que a formação de uma imagem de tipo fotográfica é produzida por uma energia luminosa sobre uma superfície sensível como um filme ou um sensor digital.

Normalmente a impressão é superficial, por isso um negativo fotográfico não possui informações tridimensionais.

Mas é bem isso o que não acontece no Santo Sudário de Turim.

Nele, a imagem reage como um negativo fotográfico sob certos aspectos, mas, na verdade, não é um negativo no sentido da fotografia.

Cristo imprimiu o Sudário enquanto se erguia ressuscitado

O catedrático de Cirurgia Plástica, Estética e Reparadora da Clínica Universidade de Navarra, Dr. Bernardo Hontanilla, concluiu que o Santo Sudário, um objetos mais estudados do mundo, teria sido impresso por Nosso Senhor Jesus Cristo no momento exato em que seu Divino Corpo já ressuscitado começava a se erguer, segundo noticiou o cotidiano madrilense “ABC”.

A afirmação não é desprovida de polêmica, sobretudo quando esta relíquia foi objeto de toda espécie análises forenses, hematológicas, têxteis, químico-biológicas, botânicas e iconográficas, para dizer algo, mas nunca até agora havia sido analisada “do ponto de vista de um cirurgião plástico”.
O estudo do Dr. Hontanilla foi publicado na revista “Sciencia et Fides” (“Ciência e Fé”), num esforço conjunto da Universidade Nicolás Copérnico de Torun, Polônia, e da Universidade de Navarra.

Ele concluiu que o Santo Sudário de Turim “mostra simultaneamente sinais de morte e de vida de uma pessoa que deixou sua imagem impressa no momento em que estava viva”.

Para o professor anatomista espanhol, “é razoável achar que se a Sindone (do grego, lençol) cobriu o corpo de Jesus, Ele queria não somente nos mostrar os signos da morte, mas também da ressurreição no mesmo objeto”.
Para chegar a essa original conclusão, o catedrático
o, que é especializado em cirurgia de paralisia facial, analisou vários detalhes da postura do corpo estampado no Santo Sudário e em diversas reconstruções em 3D de cientistas recentes.

O mesmo trabalho de produção de uma imagem em três dimensões mais fidedigno possível foi realizado por equipes científicas independentes, que chegaram a resultados de uma semelhança notável.

O médico fez várias provas com homens de entre 30 e 40 anos, com características atléticas entre 1,70 e 1,80 m de altura.

Solicitou-lhes que se levantassem do solo a partir da posição decúbito supino. Todas essas personas “mostraram a tendência de levar as mãos às partes pudendas, a flexionar o tronco, a elevar a cabeça fazendo uma sem flexão, e a apoiar uma planta do pé com flexão menor da perna contralateral e certo grau de rotação interna, como acontece na figura observada no Santo Sudário”.

O Dr. Hontanilla reforça seu argumento de que o Homem do Sudário estava vivo no momento da impressão da imagem com os sulcos nasogenianos [parte da asa do nariz no sentido oblíquo até à comissura dos lábios, também chamada ruga de amargura] e nasolabiais [dobras da pele, uma de cada lado do rosto, da lateral do nariz até os cantos da boca. Eles separam as bochechas do lábio superior do rosto que se apreciam na imagem.

“A posição do corpo – acrescenta – mostra esse primeiro e incipiente gesto de levantamento que pode ter acontecido em décimas ou segundos para depois se desvanecer e atravessar o lençol”, diz.

Dessa maneira, o catedrático defende que “no momento em que essa imagem foi gravada a pessoa estava viva”.

“Afirmo e defendo cientificamente onde quer que seja. Se todos esses sinais que aparecem no Sudário nós os reunimos com quanto está escrito nos Evangelhos, então coincidem cem por cento, não só na morte, mas também na ressurreição.

“Tanto os sinais estáticos da morte quanto os dinâmicos de vida estão juntos no mesmo objeto. Se a imagem da Sindone é a de Jesus Cristo, então é uma prova para os cristãos de sua morte e ressurreição”, sustentou.

O presidente do Centro Espanhol de Sindologia (CES), Jorge Manuel Rodríguez Almenar, que dedicou boa parte de sua vida em investigar o impacto do Sudário na História da Arte, fala com prudência.

E destaca que a ciência “no Santo Sudário não pode falar de ressurreição, mas sim de desaparição do cadáver.

“Se a imagem estampada no Santo Sudário é uma pegada da transformação de um corpo físico a metafísico ou glorioso não é uma coisa que a ciência possa provar.

“Porque supõe dar um salto para além da ciência, porquanto a ressurreição é um conceito que não é físico”.

Na segunda guerra mundial os Estados Unidos, ao lançar a bomba atômica no Japão, descobriu sem pretensão o quarto estagio da matéria, o radiante, aquele que é capaz como ocorreu, de desmaterializar a matéria.

Prova disso é que em Hiroshima onde está preservado o relógio com a hora em que a bom explodiu, existe uma imagem semelhante na parede da desmaterialização de um homem quando a onda energia nuclear ali chegou

"O Sudário de Turim mostra a imagem impressa de uma pessoa no momento em que estava viva, ou revivendo"

Dr. Bernardo Hontanilla Calatayud, da Universidade de Navarra, na Espanha, publicou na revista Scientia et Fides um artigo inédito sobre a misteriosa figura que, de modo nunca explicado pela ciência, ficou estampada no Sudário de Turim. A tese do especialista é que a figura não corresponde à de uma pessoa inerte, como se pensava tradicionalmente, mas à de uma pessoa viva que está se levantando.

“São expostos vários sinais de vida que o Sudário de Turim representa. Com base no desenvolvimento da rigidez cadavérica, analisa-se a postura do corpo impressa no Sudário. A presença de sulcos faciais indica que a pessoa está viva. O Sudário de Turim mostra sinais de morte e vida de uma pessoa que deixou a sua imagem impressa num momento em que estava viva”.

Esta afirmação se encaixa de modo notável com a doutrina sobre a Ressurreição de Cristo e as proposições de outros especialistas sobre o momento em que a imagem teria ficado gravada no pano, como se correspondesse a uma radiação desconhecida, emitida pelo corpo que até então estava ali coberto.

“ Analisando uma série de sinais impressos na Sindone(Síndone, da palavra grega sindón, que passou ao latim (sindonem) significa lençol. O Dr. Pierre Barbet foi o primeiro a propor e empregar o termo sindonologia para indicar o conjunto de estudos sobre o Santo Sudário. Por conseguinte, (o estudioso da Santa Síndone é denominado sindonólogo.) de Turim que poderiam justificar que essa pessoa envolta no sudário estava viva no momento de imprimir a sua imagem”.

Rigidez e postura da figura

A primeira característica estudada na análise é a presença ou não de “rigidez cadavérica ou rigor mortis“. Tal rigidez é constatada nos defuntos “inicialmente na mandíbula e na musculatura ocular; depois afetará o rosto e passará para o pescoço. Posteriormente, se estenderá ao tórax, aos braços, ao tronco e, por último, às pernas”, expôs o catedrático. Este efeito chega à máxima expressão após 24 horas da morte e começa a desaparecer paulatinamente, em ordem inversa, cerca de 36 horas após o falecimento, levando 12 horas para deixar de ser notável. A gravidade dos traumas padecidos pelo Homem do Sudário e a sua perda de sangue teriam provocado uma rigidez precoce, desde 25 minutos após a morte, e ela chegaria à máxima expressão entre três e seis horas. “No entanto, os aparentes sinais de rigidez que aparecem na imagem poderiam não corresponder aos sinais de rigidez post mortem classicamente atribuídos”.

O especialista registrou “semiflexão do pescoço e semiflexão assimétrica das articulações do quadril, dos joelhos e dos tornozelos”. As características da posição registrada no Sudário não correspondem à rigidez que o corpo deveria ter ao ser descido da cruz. Mas a posição de levantar-se

As análises envolveram testes com “homens entre 30 e 40 anos com fenótipo atlético, entre 1,70m e 1,80m de altura”. Solicitados a se levantarem de uma posição semelhante à do Homem do Sudário, eles mostraram “um deslocamento das mãos para os órgãos genitais ao flexionarem o tronco, uma elevação e semiflexão da cabeça e o apoio de uma planta do pé com menos flexão da perna e algum grau de rotação interna, como a observada no Sudário”.

Uma análise mais detalhada da posição evidencia que, na imagem, não haveria rigidez cadavérica nos membros superiores, o que é contraditório, já que os músculos dos braços suportaram mais pressão durante a crucificação.

“Uma postura rígida de um crucificado implicaria antebraços e articulações carpianas em semiflexão típica, como observado em muitos cadáveres”, recordou Hontanilla, detalhando ainda que a posição dos dedos não corresponde ao esperado de um cadáver. “É razoável que também a ausência dos polegares no Sudário possa ser atribuída a sinais de vida e não apenas à paralisia de um cadáver rígido”.

Rosto vivo

Uma evidência de vitalidade na imagem poderia ser percebida na face, com a “presença de sulcos nasogenianos e nasolabiais”, linhas de expressão causadas pela ação dos músculos e que desaparecem em pacientes com paralisia facial ou após a morte. “Num cadáver recente, a musculatura facial relaxa e os sulcos desaparecem e a boca se abre. Esse é o momento inicial da flacidez post mortem“, expôs o especialista, que conclui:

“A postura assimétrica de semiflexão observada nas pernas, a semiflexão da cabeça e, principalmente, a presença dos sulcos nasogenianos e a colocação das mãos na região genital poderiam indicar que estamos diante de uma pessoa iniciando um movimento de levantar-se”.

Uma análise dos textos evangélicos em coerência com as evidências do Sudário situaria o momento do registro da imagem “entre a primeira vigília do domingo (19 às 21 horas do sábado) e a segunda vigília (21 horas à meia-noite), ou, quando muito, no início da terceira vigília do domingo (meia-noite até 3 da madrugada) do terceiro dia da morte”.

Autenticidade do Sudário

Se o Sudário fosse falso, os sinais de sangue e as outras características nele verificáveis requereriam “uma verdadeira obra de arte realizada por alguém com minuciosos conhecimentos médicos, forenses e de processamento de imagens em tecidos antigos”, e que ainda fosse capaz de realizar uma falsificação perfeita com as técnicas disponíveis no século XIV.

“Uma segunda opção, levando em conta o relato evangélico, é que se trata de um pano que pertenceu a um rabino, que foi enterrado segundo a tradição judaica após ter sido crucificado e flagelado conforme a prática romana. E podemos acrescentar que a imagem foi registrada quando ele estava vivo, já que contém sinais estáticos próprios de uma pessoa morta, mas também sinais dinâmicos de vida em contradição com a sequência natural da aparição dos sinais de rigidez cadavérica”.

O especialista vê em tais sinais a aparente vontade de Cristo de registrar o milagre.

“Se o Sudário cobriu o corpo de Jesus, é razoável pensar que Ele estaria interessado não apenas em nos mostrar os sinais da morte, mas também os da ressurreição, no mesmo objeto. Analisando os tempos transcorridos desde a morte até a ressurreição, e seguindo o relato evangélico, parece que Jesus Cristo queria morrer naquele momento, coincidindo com o sacrifício dos cordeiros no povo judeu, calculando tempo suficiente para que seu cadáver suportasse a corrupção. Insistimos no verbo ‘queria’, pois, o próprio Pilatos se surpreendeu por Ele ter morrido tão cedo”.

Em resumo:

O especialista Espanhol quer provar que o sudário fotografado foi no exato momento da ressurreição do Cristo, quando ele se levantava para a vida eterna desmaterializando o corpo físico.

FONTES:

Hermínio Carvalho Miranda - As Duas Faces da Vida

A Paixão de N.S. Jesus Cristo Segundo o Cirurgião Pierre Barbert

Outras fontes de apoio

Diogo Waki

Ciência confirma a igreja

cotidiano madrilense “ABC”.

Aleteia

O DUPLO ETÉRICO

 

O DUPLO ETÉRICO

O corpo denso organiza-se tendo como fonte modeladora o períspirito, cujas linhas de força servem, depois, à sua sustentação.

Já desde os primeiros instantes da reencarnação, o períspirito do reencarnante, como se sabe, passa a servir de suporte ao embrião, que se desenvolve graças, em grande parte, aos recursos oriundos do estoque de energia vital da mãe.

À medida que se desenvolve e se aprimora fisiologicamente a estrutura corpórea em formação, sob o impulso automático do períspirito do reencarnante, contingentes de energia vital (também qualificada como princípio vital), resultado da ação do corpo espiritual sobre os elementos físicos (EMMANUEL), não só são canalizados à consolidação do novo organismo, como são aglutinados em uma outra estrutura que vai servir de verdadeiro reservatório de vitalidade, necessário, durante a vida física, à reposição de energias gastas ou perdidas. E o chamado duplo eterico.

O duplo eterico parece mais uma duplicação do corpo físico que do períspirito, propriamente, mas como ele se organizaria simultaneamente, aglutinando-se no campo ensejado pelo psicossoma, comparece melhor como uma sua extensão ou revestimento, ainda que em caráter provisório - ao menos, em se tratando de Espírito encarnado na Terra. (Os termos extensão e revestimento são aqui aplicados num sentido didático, pois, em verdade, períspirito, duplo eterico e corpo físico interpenetram-se dinamicamente, distinguindo-se aos olhos dos Espíritos Superiores por sua qualidade energética e densidade).

Com a desencarnação, essa estrutura se desintegra com a própria organização física, perdendo, pois, o períspirito, em grande parte, essa túnica de vitalidade, essencial para o equilíbrio Espírito-corpo.

De feito, segundo se compreende, é através do duplo eterico, com seus recursos vitais disponíveis - catalogados por ANDRÉ LUIZ, em seu conjunto, sob a denominação genérica de "emanações neuropsíquicas”, que os centros de força do períspirito, compondo um complexo sistema de redes de intercomunicação e interação energética, sustentam a organização somática, possibilitando que cada célula física receba da respectiva célula psicossoma, sua matriz anatômica e fisiológica, a energia necessária à sua sustentação. (Isso, aliás, vem, de certa forma, confirmar o sustentado pela tradicional doutrina vitalista, segundo a qual, há um princípio vivificador do organismo material, irredutível ao domínio físico-químico). Daí a importância fundamental do duplo eterico na conservação da vida orgânica.

"O equilíbrio fisiológico reflete a harmonia que reina no cosmo," - observa Lacerda de - "e o corpo eterico tem por função estabelecer a saúde automaticamente, sem interferência da consciência. Distribuindo as energias vitalizantes pelo corpo físico, ele cuida para que as funções vitais permaneçam equilibradas e o conjunto corporal conserve seu equilíbrio harmônico. Promove, assim, as cicatrizações de ferimentos, a cura de enfermidades localizadas, etc."

 (No ato da desencarnação, segundo inúmeras constatações concordantes entre si, o duplo eterico, ao se desprender do corpo, pode, às vezes, ficar próximo a este ou pairar no ambiente, por algum tempo, inclusive depois do sepultamento, até que, ocorrido o desligamento definitivo, sobrevenha a sua desintegração. O registro de sua presença por pessoas sensíveis, mas despreparadas, têm gerado as mais diversas crendices, o que, aliás, não chega a causar estranheza quando se sabe que até em certos círculos espiritualistas, hipóteses as mais esdrúxulas são formuladas a respeito).

Tudo indica, a propósito, que a carga de energia vital contida no duplo eterico condiciona, basicamente, a maior ou menor longevidade do ser humano, ainda que não possam deixar de ser considerados fatores como a hereditariedade, as diminutas, mas efetivas reposições de energia via respiração e alimentação, e outros que possam, eventualmente, compor o esquema cármico de cada reencarnação.

E como a energia vital ("neuropsíquica") que o duplo eterico retém e distribui a todas as células, pela ação dos centros vitais, parece guardar relação com o ectoplasma, pode-se afirmar que a predisposição maior ou menor ao fornecimento deste, para a produção dos diversos efeitos de cura ou, simplesmente, demonstrativos da sobrevivência espiritual, diz com a própria quantidade de energia armazenada pelo duplo eterico.

(Bem possível" - escreve Jorge ANDRÉA - "que esse campo "é energético forneça boa parte do ectoplasma, substância que se completaria com outros elementos da organização física, principalmente o trifosfato de adenosina (ATP) resultante do ciclo bioquímico específico de Krebs. É preciso que se diga que o ectoplasma, para completar a sua estruturação, necessita arrecadar substâncias nos reinos da natureza (mineral, vegetal e animal)".

Entende-se, então, que os médiuns curadores, em geral, e os aptos à produção de fenômenos ectoplásmicos particularmente ostensivos, já trazem, em seu duplo eterico, reserva maior de energia.

E se compreende, também, como uma vida na carne pode, eventualmente, ser prolongada, como mostram inúmeros relatos, bem conhecidos, aliás, dos espíritas brasileiros. Em caso de necessidade de prolongamento da vida física, por razões especiais, avaliadas pelos Espíritos Superiores, surge o revigoramento fisiológico, graças a uma suplementação de recursos no duplo eterico da pessoa contemplada com tal benefício. E isso acontece, pelo aproveitamento do ectoplasma fornecido pelas diversas fontes, devidamente preparado pelos Espíritos responsáveis, para que, por processo dos mais complexos, possa servir de eficiente suprimento vital.

Uma estreita relação existe, pois, entre o duplo eterico e o corpo denso. A deficiência de energia em um, repercute diretamente no outro, com nítida queda de vitalidade. E, ao contrário, o revigoramento do primeiro resulta na revitalização do segundo.

O duplo eterico ainda deve ser melhor estudado, mas há evidências de que sua ação pode ser muito mais ampla do que hoje se admite. Por exemplo, já por constituir, basicamente, um aglomerado de energia neuropsíquica, no dizer de ANDRÉ LUIZ, tudo indica que seja de fundamental importância o seu papel nos fenômenos de exteriorização da sensibilidade, como agente

condutor de estímulos em direção ao sistema nervoso.

Nessa linha, pode também ser lembrado o fenômeno da insensibilização causada pelos anestésicos químicos ou provocada por meios outros, como os empregados nas cirurgias espirituais, na acupuntura e nos próprios processos hipnóticos.

A insensibilidade resultaria de um bloqueio induzido fisicamente, parcial ou não, localizado ou não, na passagem da energia do duplo eterico para o corpo, com a possibilidade, inclusive, de um afrouxamento dos próprios liames perispiríticos, que, no caso de anestesia geral, poderia até favorecer o seu desprendimento.

Um outro efeito que mostraria bem a relação corpo – duplo eterico é o que se verifica em casos de materialização completa, quando, por exemplo, qualquer agressão ao corpo materializado repercute imediatamente no corpo denso do médium, chegando, às vezes, a produzir ferimentos ou marcas dolorosas. Nesses fenômenos de repercussão, o fluxo do ectoplasma, do duplo eterico do médium ao psicossoma do Espírito em materialização, revestindo-o e possibilitando-lhe expressão física, pode também, servir de via aos estímulos oriundos de eventuais ofensas à forma

materializada, produzindo os efeitos citados no corpo do médium que, de resto, a energia vital que sustenta o universo celular é a que também diz com o ectoplasma.

Esses efeitos, aliás, lembram os fenômenos de estigmatização, em que o duplo eterico do médium é influenciado portais ações mentais que a fisiologia se altera, tecidos podem se romper, feridas aparecer e o sangue fluir, para, passado o momento de influenciação, restabelecer-se o estado de normalidade anátomo-fisiológica, com o pleno equilíbrio períspirito -duplo eterico - corpo.

Em verdade, praticamente todos os chamados efeitos físicos, magnificamente definidos no sistema kardeciano, por dependerem, basicamente, do ectoplasma, guardam relação com o duplo eterico, cujas propriedades e funções são ainda muito pouco conhecidas.

O duplo eterico - também denominado campo ou corpo vital, corpo ou campo eterico, corpo ou duplo etéreo, biossoma, corpo ódico, corpo bioplásmico, etc. - é conhecido desde épocas remotas (os hindus já o designavam como prânamâyakosha, veículo de prana), passando a ser, desde o início do século, alvo da atenção de renomados cientistas europeus.

Entre os autores, em geral, as informações ou estudos a respeito têm sido escassos - ainda que, nos últimos tempos, tenham surgido, em maior número, títulos que tratam do tema.

Mas, já por falta de maiores informações mediúnicas – e os Espíritos, obviamente, sabem das razões -, já por se tratar de assunto em plena investigação, a verdade é que, a rigor, ainda não se estabeleceu concordância desejável em torno de matéria tão importante como essa.

Os clássicos, em grande parte, ativeram-se a uma conceituação ampla do períspirito, usando, inclusive, às vezes, a expressão "duplo etéreo", para designar o corpo espiritual.

Nos tempos atuais, entre os espíritas, começou-se a prestar mais atenção à existência de tal estrutura, principalmente depois que o Espírito pela mediunidade de Francisco Cândido XAVIER trouxe notícias a respeito.

Deveras, em comentário acerca de um trabalho mediúnico, o assunto foi assim enfocado pelo notável Instrutor Espiritual: "Com o auxílio do Supervisor, o médium foi convenientemente exteriorizado. A princípio, seu períspirito ou corpo astral' estava revestido com os eflúvios vitais que asseguram o equilíbrio entre a alma e o corpo de carne, conhecidos aqueles, em seu conjunto, como sendo o 'duplo eterico', formado por emanações neuropsíquicas que pertencem ao campo fisiológico e que, por isso mesmo, não conseguem maior afastamento da organização terrestre,

destinando-se à desintegração, tanto quanto ocorre ao instrumento carnal, por ocasião da morte renovadora.

Em outro local, o celebrado Autor espiritual, ao tratar da importância da epífise, ensina: “Segregando delicadas energias psíquicas, a glândula pineal conserva ascendência em todo o sistema endocrínico.

Ligada à mente, através de princípios eletromagnéticos do campo vital, que a ciência comum ainda não pode identificar, comanda as forças subconscientes sob a determinação direta da vontade.

Essas e outras informações têm atraído, cada vez mais, o interesse dos estudiosos para as memoráveis investigações realizadas pelos metapsiquistas europeus, nas primeiras décadas do século.

Com efeito, Albert de antigo diretor da Escola ROCHAS, Politécnica de Paris e o grande pioneiro da Metapsíquica experimental,

Hector Hyppolite destacado DURVILLE, BARADUC, estudioso da força vital e da fotografia das formas-pensamentos construtor do revolucionário Biômetro de Baraduc, para o registro das emanações energéticas do corpo humano, L. Charles Charles Gustave LE FRANC, LANCELIN, RICHET Ernesto e outros destacados homens de ciência, com suas pesquisas e obras, dando passos gigantescos para o seu tempo, contribuíram notavelmente para o conhecimento da natureza espiritual do homem.

Os experimentos de ROCHAS, DURVILLE, BARADUC, LANCELIN e LEFRANC, especialmente, repercutem até hoje e servem, indubitavelmente, de estímulo para novos avanços. Operando com sujeitos {"passivos") de alta sensibilidade, que eram levados a estados profundos de hipnose, e apoiando-se, como método de controle, em videntes comprovadamente idôneos e em outros sujeitos, igualmente hipnotizados, examinando, ainda,

as correlações existentes entre os resultados que eram obtidos por outros grupos ou por intermédio de outros sujeitos, com assistentes também diferentes, esses cientistas conseguiram detectar uma outra estrutura, a destacar-se do corpo físico como um "fantasma exteriorizado"? (DE ROCHAS teria sido o pioneiro a conseguir tal exteriorização, relatando suas experiências na célebre obra "L'Extériorisation de la Sensibilité" – Exteriorização da Sensibilidade.

Hector DURVILLE, em particular ("Le Fantôme des Vivants"), depois de sucessivas experiências, concluiu que esse fantasma, ligado ao corpo por um cordão de substância mui tênue, era portador da sensibilidade do sujeito em transe. Lembrando as teorias existentes a respeito de duplos, denominou-o corpo ódico ou duplo eterico. (Consta que, prosseguindo em

suas investigações, DURVILLE teria chegado a verificar que um outro fantasma, permanecendo, de sua vez, ligado a este, também se exteriorizava do primeiro, por um cordão fluídico. Estimulando essas formações, segundo as indicações dos assistentes, teria constatado que a luminosidade e a sensibilidade do primeiro fantasma teriam passado para o segundo, aceitando, Hippolyte BARADUC chegou a fotografar sua mulher e seu filho no momento em que, respectivamente, desencarnavam, verificando na chapa uma espécie de nuvem luminosa pairando sobre os corpos inanimados. (Mais tarde, então, a ideia de que se tratava do corpo astral, citado, já, por outros pesquisadores).

Essas experiências vinham confirmar descrições anteriores de médiuns célebres, como Frederica Hauffe (1801-?), a célebre Vidente de Prevorst, Daniel Douglas HOME (1833-1886), Eusápia Paladino (1854-1918) e tantos outros. E há, aliás, passagens particularmente notáveis, como a citada pelo Dr. Justinus KERNER (1786-1862), que se tornou famoso pelos trabalhos feitos com Frau Hauffe. Antecipando revelações, e referindo-se ao "princípio de vitalidade nervosa", informava a médium que “por meio dessa substância, a alma entrava em relação com o corpo e o corpo com o mundo", asseverando mais: “Por esse intermediário, os Espíritos que se acham em uma esfera média são colocados em condições de atrair a si materiais atmosféricos que lhes conferem o poder de se fazer ouvir dos vivos, de interromper as leis da gravidade ou de mover objetos inertes. Quando uma pessoa morre em estado de grande pureza, não arrasta consigo nada do 'princípio de vitalidade nervosa'; é por isso que os Espíritos felizes, que não estão impregnados dessa vitalidade nervosa, não podem aparecer aos vivos nem deles se fazer ouvir, nem os tocar."

 

Após as investigações empreendidas pelos metapsiquistas citados, experiências surgiram que lhe conferiram maior valor ainda.

(WATTERS explicaria que a fotografia dessa nuvem luminosa, que se formava durante a desencarnação, era possível, porque, segundo observou, aderia a íons infinitamente pequenos, provocando, assim, um rastro suscetível de ser registrado).

Relata BOZZANO que no "Instituto de Investigações Psicológicas”, fundado pelo Dr. William Bernard Johnson, em Reno, Nevada (EUA), importantes experimentos foram levados a efeito por equipe comandada pelo Dr. WATTERS, daquela instituição, em torno da existência de um "duplo" do corpo. Na ocasião, com base em sugestão da Professora GASKEL (autora

de " What is Life?"- "Que é a Vida?"), foram realizadas experiências com insetos e pequenos animais, alcançando-se resultados realmente surpreendentes.  A Professora GASKEL sustentava que "os átomos físicos

que constituem o organismo de qualquer criatura viva, são interpenetrados por um elemento vital, uma certa vida, aos quais se deve a organização dos seres vivos. Essa nova unidade ou essência, não possuindo as propriedades físicas do átomo, não entraria nas combinações atômicas e, consequentemente, não poderia formar combinações químicas, mas permaneceria intra e infra-atômica e, na hora da morte, se desprenderia do sistema atômico que ela havia organizado e vitalizado."

E na citada obra, a cientista convidava seus colegas, físicos e químicos, que dispunham de laboratório, "para procederem a experiências cruciais sobre esta questão, consistindo em provocara morte e aplicar, ao mesmo tempo, métodos aptos para medir, registrar e assinalar, por qualquer modo, a 'quantidade de vida' que teoricamente deveria escapar-se de um organismo vivo (isto é, de um sistema atômico) durante a crise da morte."

Aceitando a ideia, o Dr. WATTERS e seus colaboradores, partindo do princípio de que, havendo um "elemento vital", seria possível fotografá-lo, imaginaram métodos e aparelhos minuciosamente descritos (Boletim do Instituto, outubro, 1933), "graças aos quais, os experimentadores efetivamente conseguiram obter fotografias de formas fantasmais bem definidas, determinadas por algo que se separa do corpo no momento da morte. Essas formas reproduziam exatamente o corpo físico do qual emanavam."

Embora trabalhando com pequenos seres vivos, os resultados foram altamente significativos. Por exemplo, trabalhando comum "grilo dos campos", e um equipamento fotográfico, acionado no momento de sua morte, conseguia registrar a "presença de um grilo-fantasma superposto ao cadáver do inseto". Resultados como este foram, também, obtidos com ratos e rãs.

 

GASKEL teria feito suas experiências empregando principalmente a câmara de Wilson, construída originalmente para o exame da ionização de gás por meio de raios X e de minerais radioativos.

Com a citada câmara, foi possível bem observar como uma névoa se desprendido animal moribundo, tomando a conformação de seu corpo.

"O que de mais sugestivo há nas experiências em apreço" -observa- "reside neste fato: quando os experimentadores, no fim de certas experiências, conseguiram restituir avida ao animalzinho 'eterizado', verificaram que a chapa fotográfica não fora impressionada. Ao contrário, quando a chapa havia fixado o fantasma fluídico do animalzinho morto, os experimentadores se esforçavam em vão para restituir a vida ao animal sacrificado, para o que nunca deixaram de recorrer a injeções de adrenalina."

Ao final, os experimentadores chegaram à convicção deque "durante a crise da morte do corpo físico escapava um 'corpo espiritual', inferindo, logicamente, que aquilo que se verifica nos animais pertencentes às formas inferiores da vida, deve evidentemente verificar-se também nas formas superiores da vida, inclusive a espécie humana, e que os mesmos resultados devem ser obtidos, o que parece incontestável

Experiências semelhantes foram relatadas por Raoul MONTANDO. Tais pesquisas, informa J. Herculano PIRES, encontram-se minuciosamente descritas no capítulo "Sobrevivência Animal". "Várias fotografias batidas com filmes sensíveis à luz infravermelha, de grupos de gafanhotos e insetos mortos com éter, revelavam ao lado dos animais mortos uma sombra semelhante ao corpo morto, enquanto ao lado dos que não haviam morrido, mas estavam em estado letárgico, não aparecia a mesma sombra”, observa o Autor.

Nesse capítulo, aliás, como lembra Herculano PIRES, reportando-se a fotografias ocasionais ou conseguidas em sessões mediúnicas experimentais, "os anais espíritas apresentam impressionante volume de casos significativos, cercados de todos os recursos de garantia da autenticidade do fenômeno."

Nos tempos atuais, por sua inegável importância, ainda repercutem as experiências realizadas pelos russos, a partir das descobertas do casal Kirlian, relativas à fotografia de alta frequência. Na década de 60, cientistas dedicados às pesquisas.

Evidentemente, o duplo eterico de pequenos ou grandes animais liga-se

a uma protoestrutura perispirítica, retro mencionada.

sobre os fenômenos de bioluminescência, revelados pela câmara Kirlian (e elas aconteciam em diversas universidades e institutos soviéticos), fizeram importante descoberta. Fotografando uma folha de uma planta, num campo elétrico de alta frequência, constatavam que, além de uma luminescência que aparecia ao redor de suas bordas, uma aura faiscante e colorida existia, espalhada por toda extensão da folha, uma "massa de luzes cintilantes”, mostrando "aqui e ali, clarões vívidos e brilhantes". Cortando,

a seguir, uma parte dessa mesma folha, o padrão de energia de toda a folha permanecia inalterado, como se a folha permanecesse inteira! Ficava, assim, evidente que o "fantasma" do pedaço cortado continuava emitindo energia.

Pouco depois, como informam Sheila OSTRANDER e Lynn SCHROEDER - as citadas jornalistas e pesquisadoras americanas, que visitaram a Bulgária, a Checoslováquia e a então União Soviética, estudando, especialmente, os programas de pesquisas que se desenvolviam em Alma-Ata, na conceituada Universidade de Kirov, do Estado de Casaque, Cazaquistão -, biologistas,

bioquímicos e biofísicos, acoplando um imenso microscópio ao equipamento dos Kirlian, viram, “na silenciosa descarga de alta frequência", o duplo vivo de um organismo vivo em movimento, aparentando uma espécie de “constelação elementar, semelhante ao plasma, feita de elétrons

e prótons ionizados, excitados, e possivelmente de outras partículas”, não aparecendo, porém, como constituído só de partículas, e mostrando ser todo um organismo unificado, atuando como unidade e, como tal, emitindo "os próprios campos eletromagnéticos “representando "a base de campos biológicos".

"Em 1968," - anotam as pesquisadoras, citando fontes certas- "os Drs. Inyushin, V. Grishchenko, N. Vorobev, N. Shouiski, N. Fedorova e F. Gibadulin anunciaram o seu descobrimento: todas as coisas vivas - plantas, animais e seres humanos- possuem não só um corpo físico, constituído de átomos e moléculas, mas também um corpo energético equivalente, a que

dão o nome de 'Corpo do Plasma Biológico."

A ideia, aliás, da existência de um bioplasma sustentador dos processos biológicos, não era nova entre os russos. Segundo INYUSHIN, já em 1944, seu colega V. S. Grishchenko,7 antes mencionado, levantou a hipótese de sua presença nos organismos vivos, parecendo, até, ser um "quarto estado da matéria existente nos seres vivos Experiências que se seguiram mostraram que, quando cortada parte do corpo físico de um ser vivo, "o corpo bioplasmático subsiste, inteiro e claramente visível num campo de alta frequência que, também, quando "o corpo energético desaparece, a

planta ou o animal morre."

Concluíram, então, os cientistas, que a bioluminescência visível nas fotografias de Kirlian "é causada pelo bioplasma e não pelo estado elétrico do organismo." O que leva a conjeturar7 Informa Carlos 1MBASSAHY: "Medindo com aparelhos espectrográficos, estes cientistas chegaram à conclusão de que o que definia a fecundidade da mulher não era somente sua capacidade biológica, mas, ainda, um campo estranho às suas entranhas e que lá se instalava, preparando-a ao engravidamento.

Sem ele, o processo não se realizaria.”.

Obviamente, esse campo já diz com o períspirito em si que se a aura registrável por meio da Kirliangrafia pode ser semelhante ao chamado efeito corona (campo eletromagnético apresentado por todo corpo que contenha energia - visível, às vezes, e até fotografável - e entendido como produto de radiações puramente físicas), como já anotado, esse efeito não seria, todavia, produzido só pela energia do corpo biológico em si, mas, principalmente - como evidenciam as experiências com estruturas vivas, tiradas algumas de suas partes -, pelo dinamismo ínsito ao duplo eterico, também de natureza física, sustentado, naturalmente, pelas forças fundamentais do períspirito (ouda proto-estrutura psicossômica, nos reinos infra-hominais), oque, representa, em si, sem dúvida, tema fascinante e desafiador, decisivo que é para o conhecimento dos princípios essenciais

que regem a Vida.

Registre-se que os pesquisadores da antiga União Soviética trabalharam muitas vezes com o momento da morte. "Por ocasião da morte do corpo físico de uma planta ou de um animal, os russos viram fagulhas e clarões do corpo bioplasmático arremessando-se, pouco a pouco, ao espaço, nadando para longe e desaparecendo.

Gradativamente se dissipava toda e qualquer luminescência proveniente da planta ou do animal mortos. Entrementes, detectores a distância do campo biológico continuavam a detectar campos de força pulsantes do corpo morto."

(Esses resultados obtidos pelos cientistas soviéticos guardam relação com os alcançados pelos suecos, a partir de 1972.

Relata, a propósito, Carlos de Brito IMBASSAHY, fato constatado por uma equipe sueca, em um desses aparentes acasos que abrem novas portas para o Conhecimento:

" Trabalhava com um moribundo no qual havia instalado um espectrógrafo com um dispositivo de dinamómetro acoplado a um osciloscópio, para as devidas leituras.

O osciloscópio registra as variações do campo orgânico, idêntico ao que as UTI e CTl dispõem, a fim de localizar avida do paciente; o dinamómetro mede a variação do peso do campo gravitacional, no caso, o da pessoa em quem se tenha instalado a aparelhagem.

Examinando os registros, o que se pôde notar é que, exatamente, no momento do trespasse, o paciente perdeu um campo cujo peso correspondia a 2,2 dam (decagrama-força), contudo, o campo bioenergético declinante que estava sendo detectado pelo osciloscópio, continuava se mostrando ativo no cadáver."

"Com isso, evidenciam-se duas coisas consecutivas: o dito campo de vida abandonou o corpo no momento do desencarne, mostrando que ele independe das funções celulares orgânicas que continuam ativas no corpo sem vida, e incapazes de o dotarem dela como ocorria antes.

" Essas investigações russas e suecas, nos momentos de morte, aliadas a informações e resultados alcançados por outros pesquisadores estudiosos, sugerem que, na desencarnação, como desligamento do períspirito, grande parte da energia vital contida no corpo eterico ainda permanece no cadáver, liberando-se pouco a pouco - e, às vezes, antes de diluir-se, adensando-se em suas proximidades; uma parcela reintegra-se, desde logo, no Todo, e uma outra parte permanece com o próprio períspirito, que o utiliza, em sua interação com o meio, enquanto necessário. Esse contingente de plasma físico que permanece agregado ao períspirito, em maior ou menor quantidade, de acordo com a evolução do Espírito, se dilui à medida que a alma se sensibiliza e se distancia das necessidades físicas.

Mas ao lado das pesquisas realizadas pelos cientistas suecos e do extinto bloco soviético, impõe-se não deslembrar, por sua indiscutível importância, as já mencionadas experiências de Harold Saxton BURR, e seus colaboradores, entre os quais, F. S.C. NORTHRUP e Leonard J. RAVITZ, em torno da provável existência de campos eletrodinâmicos vinculados às organizações biológicas.

A propósito, revela Guimarães ANDRADE, após meticulosa pesquisa que, já em 1935, portanto, antes das descobertas do casal Kirlian, BURR e NORTHRUP já publicavam um artigo em que tratavam de uma teoria eletrodinâmica da vida sugerindo "que os seres vivos devem ser considerados sob o ponto de vista eletrodinâmico. Depois disso, inúmeros trabalhos foram publicados por BURR e seus colegas, apresentando resultados que apontavam firmemente a favor da mencionada teoria eletrodinâmica da vida, atraindo centenas de comunicações da classe científica, valorizando o seu esforço.

O relato mais completo dessas investigações foi publicado em 1972, com a edição da obra "Blueprint for Immortality", em que BURR "explica minuciosamente os métodos usados para a obtenção de medidas dos campos elétricos, por ele previstos e encontrados em todos os seres vivos, desde as bactérias, sementes, ovos, vegetais, animais e até em seres humanos", informa o Prof. ANDRADE.

Outros cientistas teorizaram a respeito desses campos de força, detectados fisicamente - entre eles, na França, J. Berhier, e na Inglaterra, J. W. Campbell e G. D. Wassermann, que os denominou campos M (de morfogênese), referindo-se ao ser humano, e campos B (de "behavior"), aludindo ao comportamento animal -, todavia a tese de BURR e seus colegas, mesmo porque baseada em dezenas de anos de experiências, mostrando a efetiva existência dos campos vitais ("fields oíaíe"), é a que mais alcança repercussão, atraindo o justo respeito do mundo científico.

Essas investigações todas dizem da existência de uma estrutura com inúmeros pontos (projeção do corpo espiritual), em que o fluxo de energia vital surge mais acentuado. A respeito, opina Jorge ANDRÉA:

"Seria um campo de energias muito mais desenvolvido que o da zona física, cujo trabalho e estrutura mais avançada permitiria orientação e proteção nos esquemas fisiológicos das células, tecidos e órgãos. Portanto, a zona que assim se revela, não seria propriamente o períspirito, mas consequência

de suas irradiações e mesclagem com aquelas da matéria.

Esta zona de energias esfuziantes, mesmo após a morte do indivíduo, quando o próprio períspirito já se deslocou coma organização espiritual do corpo físico, por algum tempo ainda persiste como resultado da existência de uma zona intermediária, entre períspirito e matéria - o duplo eterico - com tendência a desaparecer também, tal qual acontece com o processo de cadaverização das células físicas. Entretanto, o tempo necessário para a dissolução do duplo eterico não estaria relacionado ao das células físicas; suas variações estariam ligadas à evolução do ser. "

Em conclusão, as informações já disponíveis asseguram a existência de um campo energético mais adensado, servindo de ligação entre as estruturas perispirítica e somática, interpenetrando-se com ambas. Esse campo - o chamado duplo ou corpo eterico - é o grande aglutinador de energia vital e sustenta o corpo físico sob o influxo das forças oriundas do corpo espiritual,

mostrando inúmeros pontos, dos quais, emana a energia vital, que, por sua qualidade, é mais detectável que a energia perispirítica, força matriz, propriamente.

Esses pontos energéticos - que podem ser relacionados com os pontos de acupuntura e outros -, por sua disposição, formam microcentros de força vital (os "campos de vida"), os quais, todavia, apenas refletem o comando dos núcleos energéticos do períspirito, regidos pelos sete grandes centros vitais, já citados; mesmo porque - cumpre ter presente - o duplo eterico só existe em função da sustentação perispirítica.

FONTE:

Períspirito – Zalmino Zilmmermann]

"Nos Domínios da Mediunidade".

Jorge ANDRÉA, "Correlações Espírito-Matéria”

REVISTA INTERNACIONAL DE ESPIRITISMO

Hernani Guimarães ANDRADE. "Morte, Renascimento, Evolução - Uma Biologia Transcendental"

XAVIER, Francisco Cândido. ANDRÉ

"Nos Domínios da Mediunidade".

Missionários da luz