quarta-feira, 19 de maio de 2021

COVID19 ‘A PANDEMIA DO MEDO

 

COVID19 ‘A PANDEMIA DO MEDO’

O Jovem Demônio e o Velho Diabo

 

 

Trecho do livro:

“E como você conseguiu levar tantas almas para o inferno naquela época?

– Por causa do medo.

– Ah sim. Excelente estratégia; velho e sempre atual. Mas do que eles estavam com medo? Medo de ser torturado? Com medo da guerra? Fome?

– Não. Medo de ficar doente.

– Mas então, ninguém mais ficou doente naquele momento?

– Sim, eles ficaram doentes.

–  Mais ninguém morreu?

– Sim, eles morreram.

– Mas não havia cura para a doença?

– Teve.

– Então eu não entendo.

–  Como ninguém mais acreditou e ensinou sobre a vida eterna e a morte eterna, eles pensaram que tinham apenas aquela vida, e se apegaram a ela com toda a força, mesmo que isso lhes custasse seu carinho (eles não se abraçavam ou se cumprimentavam, não tinham contato) humano por dias e dias); seu dinheiro (perderam o emprego, gastaram toda a poupança e ainda pensavam que tinham sorte de ser impedidos de ganhar pão); a inteligência deles (um dia a imprensa disse uma coisa e no dia seguinte se contradiz, e ainda assim eles acreditavam em tudo); a liberdade deles (eles não saíram de casa, não andaram, não visitaram seus parentes… foi um grande campo de concentração para prisioneiros voluntários!

Eles aceitaram tudo, tudo, desde que pudessem passar por suas vidas miseráveis ​​mais um dia. Eles não tinham mais a menor ideia de que Ele, e somente Ele, é quem dá a vida e a termina. “Era assim, tão fácil como nunca fora”.

 

INTERPRETAÇÃO:

O jovem demônio pergunta:

Como você conseguiu enviar tantas almas para o inferno?

O velho diabo responde:

O medo…

O jovem: Bom trabalho… e do que eles estavam com medo? Da guerra? Da fome?

O velho: Não…de uma doença.

O jovem: Eles não ficaram doentes? Eles não estavam morrendo? Não havia cura?

O Velho: Adoeceram, morreram e teve cura.

O jovem: Eu não entendi…

O Velho responde: Eles acidentalmente acreditaram que a única coisa que eles tinham que manter a todo custo era a vida.

Eles não se abraçaram, eles não se cumprimentaram, se afastaram um do outro. Eles renunciaram a todo contato humano e a tudo que era humano;

Ficaram sem dinheiro, perderam o emprego, mas optaram por temer pela vida; mesmo que não tivesse pão, eles acreditaram em tudo o que ouviam.

Leram jornais e acreditaram cegamente em tudo o que leram; eles desistiram de sua liberdade; eles não saíram de casa, não foram a lugar nenhum; eles não visitaram parentes e amigos.

O mundo se transformou em um grande campo de concentração com prisioneiros voluntários. Eles aceitaram tudo só para sobreviver a outro dia miserável.

Eles não viviam, morriam todos os dias. Foi fácil tirar suas almas miseráveis.

 

Fonte:

Web

MAURÍCIO MORAES

 lupa@lupa.news

19.JUN.2020

‘Cartas do Diabo a Aprendiz’, de C. S. Lewis, o autor das ‘Crônicas de Nárnia’.  livro foi publicado em 1942.

COMENTÁRIO:

Circula pelas redes sociais um texto supostamente extraído do livro Cartas de um Diabo a seu Aprendiz, do escritor irlandês C. S. Lewis (1898-1963), que teria relação com a pandemia de Covid-19.

Bela fantasia de quem interpretou Lewis

PENSAMENTO, TELEVISÃO E IDEOPLASTIAS

 

PENSAMENTO, TELEVISÃO E IDEOPLASTIAS

 Ação e Reação, o instrutor Silas comparou a funções da televisão às do pensamento; E ressalta: ...na radiofonia e na televisão os elétrons que carreiam as modulações da palavra e os elementos da imagem se deslocam no espaço com velocidade iguala da luz, ou seja, a trezentos mil quilômetros por segundo. Ora, num só local podem funcionar um posto de emissão e outro de recepção, compreendendo-se que, num segundo, as palavras e as imagens podem ser irradiadas e captadas, simultaneamente, depois de atravessarem imensos domínios do espaço, em fração infinitesimal de tempo. Imaginemos agora o pensamento, força viva e atuante, cuja velocidade supera a da luz. Emitido por nós, volta inevitavelmente a nós mesmos, compelindo-nos a viver, de maneira espontânea, em sua onda de formas criadoras, que naturalmente se nos fixam o espírito, quando alimentadas pelo combustível de nosso desejo ou de nossa atenção.

Daí a necessidade imperiosa de nos situarmos nos ideais mais nobres e nos propósitos mais puros da vi da, porque energias atraem energias da mesma natureza, e quando estacionários na viciação ou na sombra, as forças mentais que exteriorizamos retornam ao nosso espírito, Reanimadas e intensificadas pelos elementos que com elas se harmonizam, engrossando, dessa forma, as grades da prisão em que nos detemos irrefletidamente, convertendo-se nós, a alma, num mundo fechado, em que as vozes e os quadros de nossos próprios pensamentos, acrescidos pelas sugestões daqueles que se ajustam ao nosso modo de ser, nos impõem reiteradas alucinações, anulando-nos, de modo temporário, os sentidos sutis. Em seguida, Silas lembrou que, após a morte, no mundo espiritual, a criatura desencarnada utiliza um corpo muito mais plástico e influenciável, o períspirito.

Como consequência, as criações menos construtivas podem levá-la a um cativeiro muito mais longo, na companhia de todas aquelas outras criaturas que vivem os mesmos pesadelos e enganos. Sempre que pensamos, expressando o campo íntimo na ideação e na palavra, na atitude e no exemplo, criamos formas pensamentos ou imagens-moldes que arrojamos para fora de nós, pela atmosfera psíquica que nos caracteriza a presença.  Sobre todos os que nos aceitem o modo de sentir e de ser, consciente ou inconscientemente, atuamos à maneira do hipnotizador sobre o hipnotizado, verificando-se o inverso, toda vez que aderimos ao modo de ser e de sentir dos outros.

IDEOPLASTIAS

Para maior compreensão de qualquer fenômeno da transmissão mediúnica ou anímica é importante lembrar a ideoplastia, através da qual o pensamento pode materializar-se, criando formas de duração variável, conforme o grau de permanência da onda emitida. Assim, muitos fantasmas das casas mal-assombradas são ideoplastias ou formas-pensamentos que desafiam o tempo e teimam em permanecer nesses locais, tal a força da onda com que foram emitidas pelos ex-moradores. Não se pode esquecer que A ideia é um ser organizado por nosso espírito, a que o pensamento dá forma e ao qual a vontade imprime movimento e direção, conforme ensina Albério em Nos Domínios da Mediunidade.

Como as partículas do pensamento são passivas diante do sentimento que lhes dá forma e natureza para o bem ou para o mal, é fácil concluir que as ideias têm as características dos sentimentos que as produziram.  Ernesto Bozzano, em seu excelente Pensamento e Vontade acentua: nada é tão importante para a Ciência e para a Filosofia, como averiguar que a força do pensamento e a vontade são elementos plásticos e organizadores. Gustave Geley ressalta também o valor da ideoplastia, afirmando ser ela moldagem viva, feita pela ideia.

No mesmo livro, Bozzano cita Annie Besant e Leadbeater em Thought-formes : O corpo mental, graças ao impulso do pensamento, exterioriza uma fração de si mesmo, que toma forma correspondente à intensidade vibratória, tal como o pó de licopódio ( de um amarelo pálido, formado pelos esporos da planta e empregado para diversos fins (seja para envolver pílulas farmacêuticas, seja como secativo, seja ainda, graças à sua inflamabilidade, para simular fogo em peça teatral), que, colocado sobre um disco sonante, dispõe-se em figuras geométricas, sempre uniformes em relação com as notas musicais emitidas .

Se retomarmos o que André Luiz fala sobre o tálamo (e também sobre as funções da epífise (Epífise é a glândula da vida mental e elo com a espiritualidade.), vamos ver que o corpo mental entra em conexão com essas importantes estruturas do diencéfalo. Assim é que a epífise ou glândula pineal concentra e traduz as radiações mentais e depois as distribui através do tálamo. Desse modo, a mente elabora as criações que lhe fluem da vontade, apropriando-se dos elementos que a circundam, e o centro coronário incumbe-se, automaticamente, de fixar a natureza da responsabilidade que lhes diga respeito, marcando no próprio ser as consequências felizes ou infelizes de sua movimentação consciencial no campo do destino.

Bozzano ressalta que as formas-pensamentos podem ser observadas, através das fotografias, uma vez que elas podem impressionar a chapa. O coronel Albert de Rochas obteve várias dessas fotos em experiências com a médium Eusápia Paladino, relatadas nos Annales des Sciences Psychiques, em 1908.

Hernani Guimarães Andrade, em artigo na Folha Espirita, relata as pesquisas desse tipo com o sensitivo Ted Sérios, realizadas pelo parapsicólogo dr. J. Eisenbud, nos EUA. Ted Sérios fixa a objetiva de uma câmera polaroide e, ao mesmo tempo, pensa intensamente em uma dada imagem, durante alguns segundos, ao revelar-se a foto encontra-se a imagem pensada. No mesmo texto, Andrade relata as investigações feitas também pelo dr. Eisenbud e pelo casal Walter e Mary Jo Uphoff com o sensitivo japonês, Masuaki Kiyota, com resultados positivos.

Tem razão Bozzano quando afirma que o fenômeno da fotografia mental dos vivos demonstra que pensamento e vontade são forças plásticas e organizadoras....

As ideoplastias são, portanto, fundamentais para se entender o fenômeno da transmissão mediúnica e, consequentemente, o mecanismo do processo obsessivo. O hipnotizado, no caso o médium, contempla as imagens que lhe são sugeridas pelo hipnotizador, o Espírito, ou por si mesmo, nos fenômenos de auto hipnose, como nos processos de emersão de personalidades do passado (TRVP-terapia de regressão de vidas passadas), vivendo um estado alucinatório que não é fruto da sua imaginação, mas que lhe é passado por sugestão. Nos casos, de hipnose, a mente do sujet, governada pelo hipnotizador, concentrará os próprios raios mentais no ponto indicado, aí plasmando o quadro sugerido, segundo o princípio da reflexão, pelo qual, como no cinematógrafo, a projeção de cenas repetidas mantém a estabilidade transitória da imagem, com o movimento e som respectivos. O sensitivo contemplará o quadro sugerido com todas as minúcias. Emprega-se comumente a palavra alucinação para designar tal fenômeno; contudo ela é imprópria, porque não se trata de um devaneio ou ilusão.

Há muita alucinação assim considerada, quando se trata da projeção de mentes conturbadas e enfermiças em autêntico fenômeno hipnótico. Qual acontece nos espetáculos de televisão, em que a cena transmitida é essencialmente real, através da conjugação de ondas, o quadro sugerido pela mente do magnetizador é captado e trabalhado pelo magnetizado, de modo que não se pode considerar como alucinação tal fenômeno. Nos círculos da magia, esse processo é largamente empregado, desde longa data. Nesse caso, a mediunidade é rebaixada a processos inferiores, e deixa-se aprisionar por seres de posição primitiva ou por Inteligências degradadas que cunham ideias escravizantes para quantos se permitem vampirizar, gerando obsessões com psicopatologias as mais diversas.

Como se vê, há uma reflexão natural e incessante entre os cérebros que se afinam. Mas não apenas de forma negativa. Desde tempos imemoriais, os Espíritos Superiores transmitem às humanidades da Terra, tanto encarnadas quanto desencarnadas, as ideações progressistas, as noções de civilização mais apurada. Foi assim que essas mesmas entidades superiores, em contato com as tribos encarnadas do paleolítico, transmitiram noções, que aos poucos foram se concretizando no solo do Planeta, disciplinando as criaturas e indicando caminhos a serem palmilhados. O que vale dizer que o progresso é orientado, consoante o princípio de ordem que vige em todos os escaninhos do Universo. Pela reflexão das ideias, surge, assim, entre as duas esferas entranhado circuito de forças. 

Notas

Pensamento e Vontade Ernesto Bozzano

Alucinações e Visões, Folha Espírita

Obsessões e suas Máscaras Marlene Nobre

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Historias DE CHICO

 

Historias DE CHICO

Em 1938 um dos grandes cientistas que colaboraram com os fenômenos espíritas era o russo, Alexander Aksakof; a cúpula soviética ficou interessada em vincular os ideais comunistas ao Espiritismo, para fins proselitistas 

Queriam produzir algo como a Teologia da Libertação, porém voltada à doutrinação de espíritas.

Fizeram uma proposta a Chico Xavier:

Teria passagens e estadia pagas para a URSS, além de receber 500 contos. Na época quantia suficiente para comprar 50 casas populares.

Chico, então com 28 anos de idade, funcionário público modestíssimo, responsável pelo sustento de mais de 15 irmãos, cunhadas viúvas e sobrinhos, vivia em estado de pobreza, às vezes até passando necessidades. Já havia publicado alguns livros de sucesso, com boas vendas, porém doava todos os direitos às entidades de caridade e Espíritas.

Diante dessa proposta, que poderia lhe proporcionar, e a sua família, uma vida confortável, resolveu consultar seu mentor espiritual, Emmanuel, que respondeu:

"- Se achar que deve ir, vá! Eu ficarei por aqui mesmo."

Chico não foi.

Essa é UMA das diferenças entre um homem religioso iluminado e falsos profetas materialistas

Fonte:

Pedro Possas

AS COISAS QUE A COVID19 NOS FAZ ENXERGAR"

 

"

 

  1. Os Estados Unidos não são mais o líder mundial; 

  2. A China aparentemente venceu a Terceira Guerra Mundial sem disparar      

      um míssil e ninguém percebeu;

  3. A pessoa se volta para Deus somente no momento de sua necessidade;

  4. A prevenção salva mais vidas do que agir no último momento.

  5. Os profissionais de saúde valem mais de um jogador de futebol, mas

       ganham menos; 

  6. As crianças ocupam um lugar privilegiado na natureza;

  7. O petróleo não vale nada em uma sociedade sem consumo; 

  8. A morte não distingue raça, cor ou status social;

  9. O ser humano pode ser oportunista e desprezível;

  10. A mídia social nos aproxima, mas é também o meio de criar pânico e 

        iludir o povo, além de prejudicara sociedade;

  11. Agora sabemos como os animais se sentem nos jardins zoológicos;

  12. As crianças de hoje não sabem mais brincar sem internet ou TV; 

  13. Alguns ganham milhões e não servem à humanidade; outros servem a   

        humanidade e são miseravelmente pagos ou nem são;

  14. Os profissionais de saúde estão sozinhos, abandonados e   

         esquecidos.  No entanto, eles nunca desistem; 

  15. As crianças estão agora sendo educadas pelos seus próprios pais; em  

        casa sem a má influência de professores;

  16. Começamos a apreciar o grande gesto de confiança que significa

        apertar as mãos;

  17. Os seres humanos são os verdadeiros vírus do planeta;

  18. O planeta se regenera rapidamente sem humanos;

  19. Nunca estamos prontos para qualquer pandemia; 

  20. Os políticos sempre aproveitam qualquer oportunidade para puxar o  

         tapete do rival e se aproveitam das dificuldades para ganhar dinheiro;

  21. Precisamos investir mais em saúde, em vez de investir em bancos

         falidos.

 

FONTE:

Copiado, colado e traduzido de post das redes sociais da Itália”

 

AS ESTAÇÕES MUDAM

AS ESTAÇÕES MUDAM

As estações mudam. Às vezes é inverno, as vezes verão. Se você permanecer sempre no mesmo clima, você estará estagnado. É preciso aprender a gostar daquilo que está acontecendo. E isso é maturidade. É importante gostar daquilo que já está presente.

Imaturidade é o "poderia" o “deveria" e sem vivenciar aquilo que "é" – e aquilo que "é” ético o "poderia”, apenas uma ilusão. Tudo o que for ético, é bom. Ame isso, goste disso e relaxe nisso.

Quando algumas vezes vier a intensidade, curta; analise porque chegou e como chegou. Sem ilusões; lembra daquela brincadeira que anda rolando pela net?

O amor não é aquilo que te pega de surpresa e te deixa totalmente sem ar. O nome disso é asma

Quando ela for embora, (tanto a asma quanto a intensidade) despeça-se dela. As coisas mudam, porque a vida é um fluxo. Nada permanece o mesmo; às vezes há grandes espaços e às vezes não há para onde se mover.
Mas as duas coisas são dádivas da existência. Você deveria ser grato, reconhecido por tudo o que possui e o que acontece. Desfrutando o que for. É isso que está acontecendo agora. Amanhã poderá mudar, então desfrute agora a vida. Depois de amanhã algo mais poderá acontecer. Desfrute.
Não compare o passado com as inúteis fantasias futuras. Viva o momento. Às vezes é quente, às vezes é frio, mas ambos são necessários; porque de outro modo, a vida não teria sentido. Ela existe nas polaridades”.

FONTES:

ZAP

WEB 

PLASMA DIVINO

 

PLASMA DIVINO

Desde 18 de abril de 1857, com o surgimento de O Livro dos Espíritos e, consequentemente, da própria Doutrina Espírita, tomamos conhecimento da existência de um elemento primordial que dá origem aos envoltórios perecíveis do Espírito - corpo e períspirito - e de suas inumeráveis combinações com a matéria, sendo suscetível de produzir uma variedade infinita de coisas, das quais conhecemos apenas uma pequena parcela. A esse elemento, os Instrutores Espirituais denominaram fluido cósmico ou universal, ou primitivo.

No século passado, os Espíritos Superiores, por intermédio de Chico Xavier, ampliaram as in formações: o Universo é constituído de um elemento básico, primordial - o fluido cósmico ou plasma divino, também compreendido como hausto do Criador ou força nervosa do Todo-Sábio.

O Universo é   projeção da Mente Divina, ensinam.

Sobre essa substância original, operam os grandes Devas da teologia indu ou os Arcanjos de outras concepções religiosas, construindo habitações cósmicas, radiantes ou obscuras, gaseificadas ou sólidas, obedecendo a leis predeterminadas. É a chamada Co-Criação, em plano maior das Inteligências Gloriosas agregadas ao Pai, em processo de comunhão indescritível.

Essas co-criações podem perdurar por milênios e milênios, mas, por fim, desgastam-se, sofrendo transformações, de vez que o Espírito Criado pode formar ou co-formar, mas só Deus é o Criador de toda a Eternidade.

É aí, no seio dessas formações assombrosas, que se estruturam, inter-relacionados, a matéria, o espaço e o tempo, a se renovarem constantes, oferecendo campos gigantescos ao progresso do Espírito.

No século XIX, em mensagem dirigida a Allan Kardec, o espírito de Galileu assim se expressou: ” Revestida de leis e do impulso inicial inerente à sua própria formação, a matéria cósmica primitiva deu sucessivamente nascimento a turbilhões, a aglomerações desse fluido difuso, a acumulações de matéria nebulosa que se dividiram, elas mesmas, e se modificaram ao infinito, para dar à luz, nas regiões incomensuráveis da extensão, diversos centros de criações simultâneas ou sucessivas”.

Referia-se Galileu à formação do Universo a partir de vários centros de criações simultâneas sucessivas, ou seja, de vários big-bangs ao mesmo tempo ou um após o outro. Desde os anos 40, os cientistas aperfeiçoam uma teoria, segundo a qual o universo nasceu há cerca de 15 bilhões de anos numa explosão colossal, que catapultou matéria e energia em todas as direções. Com o passar do tempo, formaram-se as galáxias, estrelas e planetas. Como o universo continua em expansão, um dia as estrelas consumirão todo o seu combustível e se extinguirão para mergulhar no espaço em uma eterna escuridão gelada.

Sena o Big Crunch (em português, o Grande Colapso, uma hipótese, já descartada,), a Grande Implosão, o fim da vida.

A esse estudo se dedicaram Stephen Hawking, Penrose, Fred Hoyle, e tantos outros físicos de renome.

A partir de 1983, porém, a teoria do Big-Bang sofreu uma radical mudança. Andrei Linde, um dos mais importantes astrofísicos da atualidade, trabalhava no renomado Instituto Levede de Física, quando formulou uma nova e revolucionária teoria, a da expansão inflacionária do universo. Segundo Linde, o universo é formado por uma sopa de plasma, onde não existem átomos, nem elétrons, nem galáxias.

A densidade e a temperatura do plasma são variáveis. Existem regiões do universo mais ou menos densas e esta densidade também varia com o tempo. Quando um determinado ponto do universo atinge densidade máxima, este ponto explode num Big-Bang para criar uma região do espaço que chamamos universo-bolha. Nesse momento, a teoria original do Big-Bang torna-se válida, pois a bolha em expansão começa a produzir partículas subatômicas e depois átomos, galáxias e estrelas. 

Linde explica que existem outras porções do Universo onde o plasma ainda não atingiu essa densidade. A partir do momento que atingirem, delas surgirão novos universos bolhas.

Do mesmo modo, existem regiões que no passado já se expandiram, criando outros universos-bolhas paralelos ao nosso. É um processo eterno de expansão universal, onde a região em que vivemos é apenas uma entre inúmeras que já existiram e ainda surgirão. Segundo enfatiza: Não há fim na evolução do universo, a inflação jamais acaba. Cada Big-Ban pode criar um universo-bolha com suas próprias leis físicas. A revelação de Galileu de que existem vários centros de criações simultâneas e sucessivas está, portanto, de acordo com a teoria do universo inflacionário de Andrei Linde. Galileu, na mesma mensagem à Kardec, cunhou também uma frase interessante: “O Universo nasceu criança”. Hoje, a expressão universo-bebê é fartamente empregada pelos físicos. Interessante também a explicação de André Luiz de que as regiões do universo atingem o ponto de densidade máxima sob o comando do Pensamento Divino, fato ainda não detectado pela maioria dos cientistas terrenos.

É oportuno lembrar aqui a Teoria das Supercordas; o mais novo suporte teórico da Física para o tão procurado elemento primordial constitutivo de todas as coisas. Essa teoria parece conter previsões revolucionárias, como a existência de um grande número de novas partículas, de novas dimensões, além das três já conhecidas e do tempo, e as possibilidades de existência de uma nova forma de matéria no universo com a qual só é possível contato através da gravitação. Segundo essa teoria, as partículas atômicas e subatômicas seriam cordas energéticas: a vibração de um grupo de cordas, de forma peculiar, por exemplo, formaria um elétron, outra forma específica, um nêutron, e assim por diante. A forma fundamental seria a corda estável, no caso da visão dos Espíritos, o elemento-chave do fluido cósmico universal ou plasma divino.

Não há ainda laboratório no Planeta, mesmo os mais sofisticados, capaz de comprovar essa teoria. O jeito é aguardar o futuro, porque muito mais ainda teremos, através do avanço da Ciência. Mas o que gostaríamos de destacar, ainda com relação ao pensamento, é a Co-criação em plano menor, aquela que está afeta às Inteligências humanas.

Por sua capacidade criativa original, os Espíritos utilizam o mesmo fluido cósmico, em permanente circulação no Universo, para formar o seu períspirito ou psicossoma e cunhar as civilizações que abrangem, no mundo, tanto a Humanidade encarnada quanto a desencarnada, ficando compreendidos, entre essas criações, os lugares sombrios de purgação infernal, onde aglutinam-se a s mentes desequilibradas ou criminosas. André Luiz deixa claro que: na essência, toda a matéria é energia tornada visível e que toda energia, originariamente, é força divina de que nos apropriamos para interpor os nossos propósitos aos propósitos da Criação, cujas leis nos conservam e prestigiam o bem praticado, constrangendo-nos a transformar o mal de nossa autoria no bem que de vemos realizar, porque o Bem de Todos é o seu Eterno Princípio.

Assim, no plano espiritual, o homem desencarnado vai lidar mais diretamente com o fluido vivo e multiforme, estuante e inestancável a nascer-lhe da própria alma, o seu pensamento contínuo. Este seria um subproduto do fluido cósmico, de 166 A Obsessão e suas Máscaras modo que, através dele, a criatura assimilaria a força emanante do Criador, esparsa em todo o Cosmo, transubstanciando-a, sob a própria responsabilidade, para influenciar na Criação, a partir de si mesma.

Esse fluido vivo é a matéria mental de fundamental importância para o entendimento do homem e dos seus canais de comunicação com os outros seres do universo, com o seu Criador e a sua própria essência divina.

FONTE

Questão 27 de O Livro dos Espíritos

A Gênese, cap. XIV, n. 7 2

 Evolução em dois mundos Cap. 3

Entrevista do físico Andrei Linde a Peter Moon, de Paio Alto, in Revista IstoÉ,

POSSESSÃO PARTILHADA (PARCEIROS NO VÍCIO)

 

POSSESSÃO PARTILHADA (PARCEIROS NO VÍCIO)

Procuramos abordar aqui a obsessão, genericamente conhecida como de encarnado para desencarnado.

A dificuldade de classificação é muito grande porque há casos em que a predominância do encarnado é franca e inequívoca; outros em que ela é variável, em escala de 80% a 60%; e outros ainda - e estes em maior número - em que a responsabilidade fica repartida em partes iguais, meio a meio.

Na obra de André Luiz, não há um exemplo típico de predomínio da vontade do encarnado sobre o desencarnado. Sobre esse assunto, os centros espíritas poderiam apresentar suas próprias estatísticas, contribuindo para esse estudo. Na verdade, muitas vezes nos perguntamos, se não deveríamos colocar a Possessão Partilhada entre as obsessões espiríticas, já que o termo possessão está indicando a subjugação de um encarnado por espírito já desenfaixado da matéria. Na série André Luiz, fica bem claro, porém, que na maioria dos casos de viciados, de qualquer natureza, a responsabilidade do espírito encarnado é muito grande; referindo-se, especificamente, ao conluio entre Cláudio Nogueira e os parceiros desencarnados, Félix teve oportunidade de dizer que, em nenhum momento, Cláudio fora constrangido a aceitar a companhia do outro. A escolha fora dele. A responsabilidade estava dividida em quotas iguais, porque era uma associação natural, uma parceria consentida.

CASO CLÁUDIO NOGUEIRA

Acompanhemos esse caso em Sexo e Destino: Félix e André Luiz alcançaram o espaçoso apartamento do Flamengo, no Rio de Janeiro, adentrando a residência de Cláudio Nogueira.

No limiar do recinto doméstico, os benfeitores espirituais surpreenderam dois homens desencarnados a debaterem casos de vampirismo. Nenhum dos dois registrara a presença dos Espíritos amigos. Prometiam arruaças. Semelhantes companhias indicavam a falta de defesa daquele lar, os riscos a que se expunham os moradores desse ninho de cimento armado, suspenso em enorme edifício.

Na sala principal, escarrapachado no sofá, Cláudio lia um jornal vespertino, com atenção. Em meio aos adornos delicados da peça, o contraste de uma garrafa de uísque, deitando emanações alcoólicas no ambiente, que se casavam com o hálito do dono da casa.

Cláudio Nogueira, homem maduro, na quadra dos quarenta e cinco janeiros, lutando contra os desgastes do tempo, tinha o rosto bem cuidado, os cabelos penteados com distinção, unhas polidas, e envergava pijama impecável. Naquele momento, acompanhava o jornal como quem estava à cata de notícias maliciosas, conservando entre os dedos um cigarro fumegante. O cinzeiro próximo já estava repleto, indicando o abuso da nicotina.

Repentinamente, surgiram ambos os desencarnados infelizes que estavam na soleira da entrada, abordando Cláudio, sem cerimônia. Um deles tateou-lhe os ombros e gritou:

- Beber, meu caro, quero beber!

A voz escarnecedora agredia a sensibilidade auditiva de André Luiz e Félix. Cláudio, embora não pudesse detectar-lhe o chamado pelos sentidos físicos, trazia a acústica da mente sintonizada com o apelante, que repetiu a solicitação, algumas vezes, na atitude do hipnotizador que insufla o próprio desejo, repetindo uma ordem.

O resultado não se fez esperar. O paciente desviou-se do artigo político no qual estava interessado e sem que pudesse explicar a si mesmo, passou a deslocar o pensamento noutra direção.

Beber, beber!... e a sede de álcool se lhe articulou na ideia, ganhando forma. A mucosa pituitária aguçou-se, como que impregnada do cheiro que vagueava no ar. O parceiro desencarnado coçou-lhe brandamente os gorgomilos. Cláudio sentiu-se apoquentado.

Indefinível secura constrangia-lhe a laringe.

Tinha necessidade de tranquilizar-se.

O amigo sagaz percebeu-lhe a adesão tácita e colou-se a ele. De começo, a carícia leve; depois o abraço envolvente; e finalmente o abraço de profundidade, a associação recíproca.

Uma verdadeira enxertia fluídica.

Cláudio-homem absorvia o desencarnado, à guisa de sapato que se ajusta ao pé. Fundiram-se os dois, como se morassem eventualmente num só corpo. Altura idêntica. Volume igual. Movimentos sincrônicos. Identificação positiva.

Levantaram-se a um tempo e giraram integralmente incorporados um ao outro, na área estreita, arrebatando o delgado frasco.

André Luiz não saberia especificar a quem atribuir o impulso inicial de semelhante gesto, se a Cláudio que admitia a instigação ou se ao obsessor que a propunha.

A talagada rolou através da garganta, que se exprimia por dualidade singular. Ambos os drogaditos estalaram a língua de prazer, em ação simultânea.

Desmanchou-se a parelha e Cláudio, desembaraçado, se dispunha a sentar, quando o outro colega, que se mantinha a distância, investiu sobre ele e protestou: eu também, eu também quero!

Absolutamente passivo diante do apelo que o assaltava, reconstituiu, mecanicamente, a impressão de insaciedade.

Bastou isso, e o vampiro, sorridente, apossou-se dele, repetindo-se o fenômeno da conjugação completa.

Encarnado e desencarnado a se justaporem. Duas peças conscientes, reunidas em sistema irrepreensível de compensação mútua.

André Luiz acompanhou a posição mental de Cláudio e pode constatar que ele continuava livre no íntimo. Não experimentava qualquer tortura, a fim de render-se. Hospedava o outro, aceitando-lhe a direção, entregando-se por deliberação própria. Não era caso de simbiose em que se destacasse por vítima. Era uma associação natural.

Félix explicou que não se tratava de temíveis obsessores como poderia parecer. E ponderou:

- Cláudio desfruta de excelente saúde física. Cérebro claro, raciocínio seguro. E inteligente, maduro, experimentado. Não carrega inibições corpóreas que o recomendem a cuidados especiais. Sabe o que quer. Possui materialmente o que deseja. Permanece no tipo de vida que procura. E natural que esteja respirando a influência de companhias que julgue aceitáveis. Retém liberdade ampla e valiosos recursos de instrução e discernimento para juntar-se aos missionários do bem que operam entre os homens, assegurando edificação e felicidade a si mesmo. Se elege para comensais da própria casa os companheiros que acabamos de ver, é assunto dele.

Félix descartou qualquer possibilidade de expulsar as companhias de Cláudio, principalmente porque o dono da casa os tinha à conta de sócios estimáveis, amigos caros. Há também que se considerar se os vínculos seriam de agora ou de existência passada.

A violência para separar os parceiros seria totalmente desaconselhada, em qualquer caso, sobretudo neste de parceria consentida.

A responsabilidade tem o tamanho do conhecimento, lembrou Félix.

Não podemos impedir que um amigo contraia dívidas ou despenque em desatinos deploráveis, conquanto nos seja lícito dar-lhe o auxílio possível. Neste sentido foi a explicação de Félix.

A justiça humana apenas cerceia as manifestações de alguém, quando esse alguém compromete o equilíbrio e a segurança dos outros, deixando a cada um o direito de agir como melhor lhe pareça. Como a Espiritualidade poderia agir de outra forma, desrespeitando o livre-arbítrio, ou seja, a liberdade de escolha das companhias que desejamos usufruir?

Muitas vezes, os benfeitores espirituais providenciam doenças ou impedimentos temporários para chamar a atenção do encarnado, quanto ao caminho enganoso escolhido. Mas essas são providências restritas, surgem como advertências dos que nos amam, quando mereçam esse amparo de exceção.

Mais tarde, Cláudio, enrodilhado a um dos seus parceiros Moreira - vai tentar vencer as defesas morais da jovem Manta, a filha que ele julgava ser adotivo.

André Luiz descreve assim essa parceria:

O verbo enrodilhar-se, na linguagem humana, figura-se o mais adequado a definição daquela ocorrência de possessão partilhada, que se nos apresentava ao exame, conquanto não exprima, com exatidão, todo o processo de enrolamento fluídico, em que se imantavam. E afirmamos possessão partilhada, porque, efetivamente, ali, um aspirava ardentemente aos objetivos desonestos do outro, completando-se, euforicamente, na divisão da responsabilidade em quotas iguais.

Qual acontecera, no instante em que bebiam juntos, forneciam a impressão de dois seres num corpo só.

Ao entrarem no quarto de Manta, Cláudio e o parceiro estavam singularmente brutalizados pelo desejo infeliz, constituíam juntos uma fera astuciosa.

André Luiz descreve esse instante: A incorporação medianímica, espontânea e consciente, positivava-se em plenitude selvagem. O fenômeno da comunhão entre duas inteligências - uma delas, encarnada, e a outra, desencarnada

- Levantava-se, franco; ainda assim, desdobrava-se tão agreste quanto o furacão ou a maré, que se expressam por forças ainda desgovernadas da Natureza terrestre...

Conforme explica o benfeitor, toda a cena passava-se no plano mental, no silêncio, sem que a pobre jovem percebesse.

Não vou entrar em maiores detalhes deste livro extraordinário. Sexo e Destino merece ser levado ao cinema e adaptado para uma série de televisão: é uma contribuição notável dos Espíritos Superiores para a valorização do emprego das energias sexuais e um cântico à vitória do amor universal.

PARCEIROS NO VÍCIO

No livro Nos Domínios da Mediunidade, o assistente Aulus, André Luiz e Hilário observavam uma casa noturna, onde se reuniam fumantes e bebedores inveterados. O ambiente saturado de emanações negativas produzia mal estar nos três observadores espirituais. Junto dos encarnados que fumavam e bebiam, criaturas de triste feição se demoravam expectantes. Algumas sorviam as baforadas de fumo arremessadas ao ar, a

Inda aquecidas pelo calor dos pulmões que as expulsavam, nisso encontrando alegria e alimento. Outras aspiravam o hálito de alcoólatras inveterados.

Aulus explicou que os desencarnados que se apegam com desvario às sensações da experiência física, ficam colados aos amigos terrestres, temporariamente desequilibrados nos costumes porque se deixam influenciar. Esses nossos companheiros situaram a mente nos apetites mais baixos do mundo, alimentando-se de emoções tipo inferior que os localiza na vizinhança da animalidade. Na Terra, preferiram o culto das satisfações menos dignas.

Como cada alma recebe da vida de conformidade com aquilo que dá, não encontram interesse senão nos lugares onde podem nutriras ilusões que lhes são peculiares. Tinham medo da verdade, eram como a coruja que foge da luz.

Como essas almas transformar-se-ão?

Áulus responde que há mil processos de reajuste, no Universo Infinito em que se cumprem os desígnios do Senhor, chamem-se eles aflição, desencanto, cansaço, tédio, sofrimento, cárcere....

O que seria a prisão regeneradora? Desejou saber Hilário.

Áulus explicou: Há dolorosas reencarnações que significam tremenda luta expiatória para as almas necrosadas no vício. Temos, por exemplo, o mongolismo, a hidrocefalia, a paralisia, a cegueira, a epilepsia secundária, o idiotismo, o aleijão de nascença e muitos outros recursos, angustiosos embora, mas necessários, e que podem funcionar, em benefício da mente desequilibrada, desde o berço, em plena fase infantil. Na maioria das vezes, semelhantes processos de cura prodigalizam bons resultados pelas provações obrigatórias que oferecem....

Áulus ressaltou ainda que era possível a recuperação aqueles Espíritos, pela renovação mental contribuindo para a consequente melhoria dos encarnados, mas precisariam despender esforço heroico.

Observando os beberrões, cujas taças eram partilhadas pelos sócios que lhes eram invisíveis, Hilário fez uma observação e uma pergunta:

- Ontem, visitamos um templo, em que desencarnados sofredores se exprimiam por intermédio de criaturas necessitadas de auxílio, e ali estudámos algo sobre mediunidade

... aqui, vemos entidades viciosas valendo-se de pessoas que com elas se afinam numa perfeita comunhão de forças inferiores... aqui, tanto quanto lá, seria lícito ver a mediunidade em ação?

Aulus confirmou: Sem qualquer dúvida; recursos psíquicos, nesse ou naquele grau de desenvolvimento, são peculiares a todos, tanto quanto o poder de locomoção ou a faculdade de respirar, constituindo forças que o Espirito encarnado ou desencarnado pode empregar no bem ou no mal de si mesmo. Ser médium não quer dizer que a alma esteja agraciada por privilégios ou conquistas feitas. Muitas vezes, é possível encontrar pessoas altamente favorecidas com o dom da mediunidade, mas dominadas, subjugadas por entidades sombrias ou delinquentes, com as quais se afinam de modo perfeito, servindo ao escândalo e a perturbação, em vez de cooperarem na extensão do bem.

E concluiu: Por isso é que não basta a mediunidade para a concretização dos serviços que nos competem. Precisamos da Doutrina do Espiritismo, do Cristianismo Puro, a fim de controlar a energia medianímica, de maneira a mobilizá-la em favor da sublimação espiritual na fé religiosa, tanto quanto disciplinamos a eletricidade, a benefício do conforto na Civilização.

No livro No Mundo Maior, Calderaro explicou porque os alcoólatras inveterados costumam ter visões estranhas de cobras, morcegos e outros bichos. No caso ao qual prestavam assistência, o encarnado, sob o efeito do álcool, mantinha-se parcialmente desligado do corpo físico, mas, dessa forma, passou a ter uma identificação maior com as quatro entidades que o vampirizavam, e estas tinham a mente invadida por visões terríveis do túmulo, que haviam atravessado como alcoólatras.

Estudando esse tema das forças viciadas, a forma como os parceiros de Cláudio atuaram sobre ele, lembramo-nos de uma passagem que consta de um outro livro muito importante da série: Libertação. Nele, há um apontamento do instrutor Gúbio quanto ao modo de atuar dos Espíritos inferiores:

O espírito encarnado sofre a influenciação inferior, através das regiões em que se situam o sexo e o estômago, e recebe os estímulos superiores, ainda mesmo procedentes de almas não sublimadas, através do coração e do cérebro.

Além dessa observação importante, gostaríamos de ressaltar que os drogaditos não devem ser tratados, primordialmente, como obsidiados. Uma das lutas dos profissionais da saúde, que atuam nessa área, é a de conscientizar o viciado em drogas ou álcool, enfim, o dependente químico, de que precisa tratar-se, aderindo ao esquema de desintoxicação, à psicoterapia, ao programa dos dez passos, e outros mais indicados a cada caso.

É claro que o tratamento espiritual na fase de manutenção do tratamento pode ser feito, desde que o interessado se conscientize da sua necessidade de mudar e não descarte sua responsabilidade, atribuindo sua doença à influência de desencarnados.

Embora reconhecendo os diversos graus de parceria, somos levados a considerar, com o estudo da obra de André Luiz, que o espírito do encarnado tem um papel preponderante nesse tipo de ligação viciosa.

Há, nesses casos, uma comunhão de forças negativas e, como já afirmamos, no início, muitas vezes, fica difícil determinar a linha demarcatória entre a obsessão anímica e a espirítica.

FONTES:

Sexo e Destino

Mecanismos da Mediunidade

No Mundo Maior

Libertação