domingo, 4 de julho de 2021

PANDEMIA

 

PANDEMIA

AS infecções respiratórias (bronquite, asma e pneumonia) continuará a ser as doenças transmissíveis mais mortais, causando mortes em todo o mundo. Durante os registros anteriores, a AIDS (doença causad pelo virus HIV) não etá mais entre as 10 principais causas de morte domundo. Os acidentes de transito matam  tnto quanto qualquer doença.

A doença pulmonar obstrutiva cronica (DPOC), provoicou morts enquanto pessoas morreram por cancer de poulmão traqueia e bronquios (asssociado ao fumo).

A diabetes matou e cointiua matando em ritmo  crescente. As morts por Alzheimer e demais demencias mais do que duplicaram tornando-se a setima principal causa de morts globauis.A cardiopatia esquemica (também chamada de doença arterial coronariana) e acidente vascular cerebral (AVC) são as que registram os maiors numeros de mortes combinadas.

Essa introdução foi solicitada para ciencia e comparação. A situação atual, porém, é completamente diferente. Estamos atravessando uma Pandemia onde o virus recebe mutação constante; e agora durante o inverno, acredita-se, por causa das temperaturas baixas, e oi natural relaxamento das pessoas, que deva se agravar.

 

A transição planetária já começou há um bom tempo nas esferas espirituais se iniciou n mundo espiritual quando um movimento de encarnação em massa de espíritos muito imperfeitos e que aportaram aqui na esfera corporal e alteraram por completo o cenário do mundo; essa legião de espíritos imperfeitos encarnaram e mudaram a arte a cultura a economia os costumes sociais mudara a estrutura da família; uma série de elementos se alterou quando esta legião de espíritos sofredores, imperfeitos, necessitados de dar um passo, de subir um degrau na escada do aperfeiçoamento, tiveram essa oportunidade e quando aqui chegaram, quando se corporificaram no mundo físico, alteraram por completo o panorama mundial.

Mudaram os países as comunidades, porque trazem uma serie de angustias, de sofrimentos íntimos, de hábitos nocivos e então o mundo se transformou por conta dessa encarnação em massa (os exilados de capela) desses espíritos e assim começava a transição planetária no mundo espiritual. Era necessário então que esse movimento de renovação que partiu do mundo espiritual se materializasse no mundo corporal; e por efeito da misericórdia divina nós temos agora um grande elemento, uma Pandemia de proporção nunca antes vista, porque nós temos um conjunto de características que se somam a essa Pandemia como a internet a conexão no mundo, a dinâmica da relações econômicas e sociais, avião; todas  essas conexões tornaram o mundo pequeno porque as conexões se tornaram possíveis, num patamar nunca antes imaginado.

Vem então essa pandemia e para o mundo inteiro, paralisa todas as guerras, todos os movimentos de conflito comercial, todos os movimentos políticos e o foco passa a ser um vírus que se multiplica com uma velocidade assustadora e que se espalha numa proporção gigantesca, colocando a humanidade em uma situação muito peculiar.

Primeira reflexão que nós fazemos então:

A transição planetária se corporificou; ela se tornou visível, muito palpável, constrangedoramente palpável; porque essa Pandemia nos colocou diante da morte. Muitas criaturas estão lado a lado com a morte. Algumas estavam doentes, enfrentando um câncer, uma doença terminal, uma degenerativa; quantos indivíduos no mundo estão aí frente a frente com a morte? Mas a Pandemia nos colocou a todos diante da morte, à espreita em nossos lares.

Colocou a humanidade para pensar na morte física como elemento iminente; então, e o que assistimos? Ao medo e ao pânico espalhando pelo mundo pela sociedade, atemorizada constrangida porque pensavam na possibilidade de morrer, se não sua, de um ente querido. E o medo se alastrou na mesma velocidade ou mais rápido do que o vírus e isso nos recorda uma mensagem que está no livro “A Gênese”, no último capítulo com o título “São Chegado os Tempos”, especialmente o item 33 que é uma mensagem “profética” porque descreve exatamente o que estamos vivendo, plena a materialização da transição planetária; regeneração da humanidade sem necessidade da renovação integral dos Espíritos; não é a retirada de todos os Espíritos e colocados uma população nova, porque isso seria inviável; não é assim que a banda toca!

O propósito é modificar as disposições morais da sociedade global, que se opera em tantos quantos são predispostos, desde que seja subtraída a influência perniciosa do mundo.

Nem sempre os que voltam nem sempre são outros espíritos; com frequência são os mesmos espíritos, mas pensando e sentindo de outra maneira.

Essa mensagem fala em flagelos destruidores, desencarnação coletiva quando centena de milhares de espíritos perdem sua existência corporal e regressam ao mundo espiritual. Esses que desencarnam sofrem um choque no seu estilo de vida, quem desencarnou agora pelo covid 19 regressa ao mundo espiritual , comovido, assustado, mexido refletindo sobre a vida que levou, sobre o que aconteceu com ele, sobre a fragilidade da existência corporal, dos poderes humanos, do dinheiro; e nesse estado de comoção e recebem o amparo dos amigos espirituais, orientação das entidades superiores e passam por um processo mais acelerado de transformação intima regressam modificados  porque  passaram por uma experiência muito dura. E voltam esses nossos irmãos e irmãs, que desencarnaram, agora regressarão a esfera física, transformados, tocados nas suas fibras mais intimas, sensibilizados por essa pandemia e outros dolorosos que ainda atingirão a humanidade no correr desse milênio; voltarão com uma vontade de praticar o bem de aprender, de amar eus semelhantes e de corrigirem suas imperfeições morais.

Veja que é um parágrafo precioso editado em 1868. E esse momento não est perto de acabar, pois ele está apenas começando; precisamos ter paciência pois vamos enfrentar ainda muitas outras situações devastadoras. Esse é o momento de reforçar nossa confiança desenvolver nossa religiosidade e a nossa espiritualidade.

A questão 784 do livro dos espíritos diz que é necessário que o mal chegue ao excesso. Agora é que a transição esta se materializando pois estamos há 2.000 anos rejeitando as lições morais do Cristo é natural que este momento seja particularmente doloroso.

(Daqui pra frente, Tudo vai ser diferente, Você tem que aprender a ser gente
Seu orgulho não vale nada, nada. Você teve a vida inteira pra viver
E saber o que é bom e o que é ruim, É melhor pensar depressa e escolher
Antes do fim (quem lembra da música do Roberto carlos?)

Daqui pra rente muitos espíritos já estão se sensibilizando e intensificando a ação do bem, mas por outro lado nós ainda temos milhões de seres teimosos, resistindo a proposta da previdência divina. Agora é momento que vamos ver atos de extrema bondade e atos de extrema crueldade; atos que vão expressar a rebeldia e imperfeição moral de milhões de indivíduos.  Pior coisa que temos agora contra nós é tomar as decisões ao impulso das emoções e das paixões. O que se percebe é que muitas pessoas estão se permitindo voltar a um clima e eleição, aquele clima que estamos vivendo na eleição de 2018 em que as pessoas estavam. Movidas pelas emoções, paixões, eu amo, eu odeio, e isso não ajudou em nada, vimos no que deu e ainda vivemos. É hora de ter equilíbrio, usar o bom senso não e deixar envolver por paixões, ódios. O que precisamos é manter a calma, a serenidade, não se deixar influenciar e seguirmos apenas as vozes do bom senso. O que se está vendo é gente desesperada agindo de forma irracional, sem querer perceber que o tempo passado acabou e nunca mais vai voltar. Quando um indivíduo se melhora passa desapercebido, e nenhuma influência causa ao mundo, mas o efeito é outro quando a melhora se processa sobre grandes massas. Nessa pandemia estamos presenciando uma massa de espíritos que estão sendo constrangidos a experimentar uma mudança porque conforme as proporções que assua numa geração pode modificar profundamente as ideias de um ovo ou de uma raça. No caso da Pandemia como está afetando a mentalidade da humanidade a gente vai perceber que isso vai mudar a mentalidade do mundo inteiro. Pé o que quase sempre se nota depois dos grandes choques que dizimam a população. Os flagelos destruidores apenas destroem corpos, mas não atinge o espirito. Ativa o movimento de vai e vem entre o mundo espiritual e o corporal e, por conseguinte o movimento progressivo dos espíritos encarnados e desencarnados. Opera-se presentemente um desses movimentos gerais destinados realizar a remodelação da humanidade. A multiplicidade das causas de destruição constitui sinal característico dos tempos visto que ela deve acelerar a eclosão dos novos germes.

Aqui está a comunicação transcrita no livro “A Gênese” de 1868 último capítulo item 32,33 e,35.

 

32. “As grandes partidas coletivas não têm por objetivo somente ativar as saídas, mas transformar mais rapidamente o espírito da massa, desembaraçando-a das más influências, e dar maior ascendências às

Ideias novas.

É porque muitos, malgrado suas imperfeições, estão maduros para essa transformação, que muitos partem a fim de se retemperarem em uma fonte mais pura. Enquanto eles ficarem no mesmo meio e sobas mesmas influências, teriam persistido em suas opiniões e em sua maneira de ver as coisas. Uma permanência no mundo dos Espíritos basta para lhes descerrar os olhos, porque ali veem o que não podia ver na Terra. O incrédulo, o fanático, os absolutistas poderão, portanto, voltar com ideias inatas de fé, de tolerância e de liberdade. Ao retornarem, encontrarão as coisas mudadas e sofrerão a ascendência do novo meio em que nascerem. Em vez de oporem-se às novas ideias, eles serão auxiliares”.

33. “A regeneração da Humanidade não tem, absolutamente, necessidade da renovação integral dos Espíritos: é suficiente uma modificação em suas disposições morais. Essa transformação se opera em todos aqueles que estão predispostos, assim que são subtraídos à influência perniciosa do mundo. Os que retornam, então, nem sempre são outros Espíritos, mas muitas vezes os mesmos que agora pensam e sentem diferentemente.

Quando este melhoramento é isolado e individual, passa despercebido e não tem influência ostensiva sobre o mundo. O efeito é diferente, quando ele se opera simultaneamente sobre grandes massas; porque, então, segundo as proporções, em uma geração as ideias de um povo ou de uma raça podem ser profundamente modificadas.

É o que se nota quase sempre após os grandes abalos que dizimam as populações. Os flagelos destruidores assolam apenas o corpo, mas não atingem o Espírito; ativam o movimento de vaivém entre o mundo7 -

Os tempos chegaram corporal e o espiritual, e, por consequência, o movimento progressivo dos Espíritos encarnados e desencarnados. É de se notar que em todas as épocas da História, as grandes crises sociais são seguidas de uma era de progresso”.

34. “É um desses movimentos gerais que se opera neste momento e que deve trazer o remanejamento da Humanidade. A multiplicidade das causas de destruição é sinal característico dos tempos, porque devem acelerar a eclosão dos novos germes. São as folhas de outono que caem, e às quais sucederão novas folhas cheias de vida, porque os Seres Humanos têm suas estações, como os indivíduos têm suas idades.

As folhas mortas da Humanidade caem carregadas pelas rajadas e pelos golpes do vento, mas para renascer mais vivazes sob o mesmo sopro de vida, que não se extingue, mas se purifica”.

35. “Para o materialista, os flagelos destruidores são calamidades sem compensação, sem resultados úteis, pois que, segundo ele, aniquilam os seres para sempre. Mas para aquele que sabe que a morte destrói apenas o envoltório, os flagelos não têm as mesmas consequências e não lhe causam o menor temor. Ele compreende a finalidade deles, e sabe também que os homens não perdem mais por morrerem juntos, ou isoladamente, já que, de uma maneira ou de outra, é necessário sempre lá chegar.

Os incrédulos rirão destas coisas e as tratarão como quimeras; mas, o que quer que eles digam, não escaparão à lei comum. Tombarão por sua vez como os outros e, então, o que será deles? Dizem: Nada! Mas viverão a despeito de si mesmos e serão, um dia, forçados a abrir os olhos”.

A cada 100 anos parece surgir uma bactéria ou um vírus mortal.

praga de Justiniano 541-544 foi uma pandemia, ocorrida no reinado do imperador Justiniano (527–565), causada pela peste bubônica que afetou o mundo mediterrâneo, com maior incidência no Império Bizantino entre os anos de 541 e 544.

Foi uma das maiores pandemias da história, com impactos similares aos da Peste negra que ocorreria mais tarde. É estimado que entre 25 e 100 milhões de pessoas tenham morrido ao longo de dois séculos como consequência da Peste de Justiniano. A doença foi transmitida pelas pulgas, que vieram junto com os ratos em navios com carregamento de grãos do Egito. Pensa-se que a praga justiniana matou talvez metade da população da Europa e facilitou a aquisição árabe das províncias bizantinas no Oriente Médio e na África.

Estudos genéticos apontam que a doença teria se originado na China e seria causado pela bactéria Yersinia pestis, assim como as outras grandes pragas.

PESTE NEGRA1320

Peste Negra, 1347 1351também conhecida como Peste BubónicaGrande Peste ou Peste, foi a pandemia mais devastadora registada na história humana, tendo resultado na morte de 75 a 200 milhões de pessoas na Eurásia, atingindo o pico na Europa entre os anos de 1347 e 1351. Acredita-se que a bactéria Yersinia pestis, que resulta em várias formas de peste (septicémica, pneumónica e, a mais comum, bubónica), tenha sido a causa. A Peste Negra foi o primeiro grande surto europeu de peste e a segunda pandemia de peste  A praga criou uma série de convulsões religiosas, sociais e económicas, com efeitos profundos no curso da história da Europa.

A Peste Negra provavelmente teve a sua origem na Ásia Central ou na Ásia Oriental, de onde viajou ao longo da Rota da Seda, atingindo a Crimeia em 1343.  De lá, era provavelmente transportada por pulgas que viviam nos ratos que viajavam em navios mercantes genoveses, espalhando-se por toda a bacia do Mediterrâneo, atingindo o resto da Europa através da península italiana.

Estima-se que a Peste Negra tenha morto entre 30% a 60% da população da Europa. No total, a praga pode ter reduzido a população mundial de 475 milhões para 350-375 milhões no século XIV. A população da Europa demorou cerca de 200 anos a recuperar o nível anterior e algumas regiões (como Florença ) recuperaram apenas no século XIX. A praga retornou várias vezes como surtos até ao início do século XX

A doença da peste, causada por Yersinia pestis, é (geralmente presente) em populações de pulgas transportadas por roedores terrestres, incluindo marmotas, em várias áreas, incluindo Ásia CentralCurdistãoÁsia OcidentalNorte da Índia e Uganda .  Devido às mudanças climáticas na Ásia, os roedores começaram a fugir dos prados secos para áreas mais populosas, espalhando a doença

 

PESTE BUBÓNICA 1420  OU PESTE BUBÔNICA 

é um dos três tipos de peste causada pela bactéria Yersinia pestis. Entre 1 a 7 dias após a exposição à bactéria começam-se a manifestar sintomas semelhantes aos da gripe, incluindo febredores de cabeça, e vómitos. Os gânglios linfáticos mais próximos do local onde a bactéria penetrou na pele podem encontrar-se inchados e dolorosos. Em alguns casos os gânglios inflamados podem abrir-se.

Os três tipos de peste são classificados em função da via de infeção: peste bubónica, peste septicémica e peste pneumónica. A peste bubónica é transmitida principalmente por pulgas entre animais de pequeno porte. Pode também ser o resultado da exposição aos fluidos corporais de um animal infetado com a peste. Na forma bubónica da peste, as bactérias penetram na pele pela mordedura da pulga e deslocam-se pelos vasos linfáticos até um gânglio linfático, fazendo com que inflame. O diagnóstico é confirmado com a detecção da bactéria no sangue, no escarro ou no líquido dos gânglios linfáticos.

A primeira grande pandemia de peste bubónica foi a Praga de Justiniano, que se estima ter morto 25 a 50 milhões de pessoas no século VI. Acredita-se que a peste bubónica tenha sido a causa da Peste Negra que assolou a Europa, Ásia e África no século XIV. Estima-se que a Peste Negra tenha resultado na morte de cerca de 50 milhões de pessoas, entre as quais um número correspondente a 25–60% da população europeia na época.

 

SARAMPO

A história do sarampo submeteu-se a uma mudança radical em 1963 com o advento da vacina. Que reduziu em 99% os casos. A vacina foi licenciada primeiramente nos Estados Unidos em 1963.Isolada em 1954 (9 anos para surgir)

Antes da vacina, o sarampo afetou quase toda a população a dada altura de suas vidas. Havia aproximadamente três a quatro milhão casos, e uma média de 450 mortes devido ao sarampo anualmente nos Estados Unidos. Cada dois a três anos lá era uma epidemia que afetava milhões. Aproximadamente 50 por cento da população tiveram sarampo antes dos seis anos de idade e 90 por cento tiveram a doença antes dos 15 anos.

Entre 1985 e 1988 descobriu-se que as crianças com apenas somente uma dose surgiram muitos casos como nas crianças que tinham sido vacinadas com uma única dose.

Isto conduziu à uma segunda dose para crianças entre 5 e 19 anos de idade. A segunda dose aumentou a proteção

Os casos surgiram outra vez entre 1989 e 1991. Por estes três anos 55.622 casos foram relatados. Os casos eram na maior parte crianças abaixo dos cinco anos de idade exceto do grupo de 5 a 19 anos sendo os que estão com menos de 5 anos de idade.

Os óbitos foram por quem não tinha sido vacinado.

Em 1520 A Espanha também foi visitada por doenças como varíola e sarampo, que dizimaram os astecas. Esse foi o fim do Império Asteca.

 

EM 1720 PRAGA

Em 1720, houve a última pandemia de peste bubônica em larga escala, também chamada de A Grande Praga de Marselha. Os registros mostram que a bactéria matou cerca de 100.000 pessoas em Marselha.

Supõe-se que a bactéria tenha se espalhado por moscas infectadas com esta bactéria.

Peste negra (ou Morte negra) é o nome pela qual ficou conhecida uma das mais devastadoras pandemias na história humana, resultando na morte de 75 a 200 milhões de pessoas na Eurásia. Somente no continente europeu, estima-se que tenha vitimado pelo menos um-terço da população em geral, sendo o auge da peste acontecendo entre os anos de 1346 e 1353. A doença é causada pela bactéria Yersinia pestis, transmitida através das pulgas (Xenopsylla cheopis) dos ratos-pretos (Rattus rattus) ou outros roedores.

Acredita-se que a peste tenha surgido nas planícies áridas da Ásia Central e foi se espalhando principalmente pela rota da seda, alcançando a Crimeia em 1343. No total, a praga pode ter reduzido a população mundial de em torno de 450 milhões de pessoas para 350–375 milhões em meados de século XIV. A população humana não retornou aos níveis pré-peste até o século XVII. A peste negra continuou a aparecer de forma intermitente e em pequena escala pela Europa até praticamente desaparecer do continente no começo do século XIX.

A peste bubônica, popularmente chamada de peste negra – aquela mesma que alarmou a Europa lá no século 14 –, é causada pela bactéria Yersinia pestes, comum em roedores. Quem a conhece já sabe que ela é transmitida para o homem pelas pulgas presentes nesses animais contaminados. E aqui vai uma curiosidade: na Europa, a crença era de que a peste era transmitida pelo ar, então os médicos usavam máscaras que se assemelhavam ao bico de uma ave, feitas de couro; dentro delas existiam ervas aromáticas para evitar o contágio.

A peste bubônica ou peste negra é uma doença provocada por uma bactéria presente em ratos. O contágio humano com a doença ocorre através da mordida de ratos e pulgas ou por transmissão aérea.

A doença atingiu todo o continente europeu. Estudiosos deduzem que a peste negra matou aproximadamente um terço da população europeia durante o século XIV.

A escassez de saneamento básico, higiene e recursos científicos impossibilitou um real controle da doença.

A doença chegou a se alastrar até o continente asiático, matando milhares de pessoas. Espalhou-se pela Europa e Ásia na metade do século XIV.

 

CÓLERA

cólera teve seu primeiro surto em escala global em 1817. Entretanto, já era uma doença conhecida desde a Antiguidade.

Alguns estudiosos apontam que talvez essa tenha sido a primeira pandemia, por ter alcançado todos os continentes. Matou milhares de pessoas em todo o mundo.

Não é uma doença erradicada, ou seja, o vírus que a sustenta ainda se manifesta na sociedade. Ele provoca diarreia, náuseas, vômitos, dores abdominais, além de outros sintomas.

A principal forma de infecção é por meio de alimentos e água infectados. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), essa doença mata cerca de 100 a 120 mil pessoas por ano.

peste negra é como ficou conhecida a peste bubônica, doença causada pela bactéria Yersinia pestis, que atingiu o continente europeu em meados do século XIV. Os historiadores acreditam que a doença surgiu em algum lugar da Ásia Central e foi levada por genoveses para o continente europeu.

O resultado foi catastrófico, pois a doença atingiu praticamente todo o continente e resultou na morte de milhões de pessoas. As estimativas mais tradicionais falam que cerca de 1/3 da população europeia morreu por causa da crise de peste negra, mas algumas estatísticas sugerem que a quantidade de mortos possa ter ultrapassado a metade da população europeia.

 

1820 cólera

As primeiras infeções de uma pandemia de cólera ocorreram em 1820, realizada na Ásia, na Tailândia, Indonésia e Filipinas. No ano de 1820, são registradas mais de 100.000 mortes na Ásia causadas por esta bactéria. 

A pandemia começou com as pessoas que bebiam água de lagos contaminados.

Desde 2015, milícias xiitas houthis e forças governamentais disputam o poder no Iêmen. Além das mais de 13 mil vítimas, a guerra civil também destruiu a infraestrutura de água, lixo e esgoto do país. Esse foi o estopim para que, desde abril deste ano, a cólera tenha tomado conta do Iêmen. Mais de 590 mil pessoas já foram diagnosticadas com a doença e 2 mil morreram. A OMS considera o surto de cólera no Iêmen como o pior patamar já registrado.

Apesar de organizações humanitárias estarem alertas sobre o tamanho da epidemia, outro motivo de preocupação é a velocidade de contágio: a cólera se alastrou por quase todas as províncias do país devastado pela guerra e em poucos meses infecta uma média de 5 mil pessoas por dia.

“Este surto mortal de cólera é a consequência direta de dois anos de conflito pesado.

As instituições estimam que as crianças correspondam a um quarto das vítimas e que o número de mortos ainda aumente.

Para piorar, os combates atingiram grande parte dos hospitais e cerca de 30 mil funcionários de saúde pública ficaram sem receber salário 10 meses,

“Nas duas primeiras semanas da cólera o cemitério transbordou, e não ficou um único lugar nas igrejas, apesar de haverem passado ao ossuário comum os restos carcomidos de numerosos próceres sem nome. O ar da catedral ficou rarefeito com os vapores das criptas mal lacradas, e suas portas só vieram a se abrir três anos depois”.

Acima é um trecho do livro O Amor nos Tempos do Cólera. Apesar de ter surgido num passado remoto, na Ásia, o mundo moderno continua a ser um lugar ideal e hospitaleiro para a cólera. Em 1970, foram registradas 150 mil casos e 20 mil mortes de cólera na África Ocidental. A doença avançou primeiro na água contaminada ao longo da costa, provavelmente disseminada por pescadores indo depois para o interior onde as pessoas carregavam a doença consigo. Nas grandes festas a doença transformava-se em surtos fatais, numa época em que já se conhecia as causas da cólera e como tratá-la.

A cólera era desconhecida fora da Índia antes de 1817 onde ficou escondida por milhares de anos. Com os novos métodos de viagem, chegou a quase todas as partes do mundo em pouco mais de um século. 

Sua primeira aparição no Brasil, ocorreu na década de 1820, no Rio de Janeiro, então capital do país. Em 1855 mais de 200 mil pessoas morreram somente nessa cidade.

Com o pouco conhecimento sobre a doença transmissível, ela era tratada com dieta a base de café e cachaça.

Acreditava-se que o desenvolvimento da cólera tinha relação com os sepultamentos que eram feitos sob os pisos de assoalho das igrejas. O governo imperial proibiu essa forma de sepultar os mortos.

No final do séc. XIX a doença foi erradicada no Brasil ,as  retornou depois de quase cem anos. A primeira epidemia na América do Sul no séc. XX, começou no Peru em 1991.

O micróbio causador da cólera é o vibrião colérico, a bactéria Vibrio cholerae, descoberto em 1884 pelo cientista alemão Robert Koch, considerado um dos pais da microbiologia.

A infecção causada por essa bactéria, geralmente é moderada ou sem sintomas, mas as vezes pode ser grave.

Aproximadamente uma em cada 20 pessoas infectadas sofre de doença grave, caracterizada por diarreia aquosa abundante, vômitos e cãibras nas pernas. Nessas pessoas, a perda rápida dos líquidos do corpo leva à desidratação e à prostração. A morte pode ocorrer em questão de algumas horas.

A forma de aquisição da doença é bebendo água ou comendo alimentos contaminados com a bactéria da cólera.

Numa epidemia, a fonte de contaminação é geralmente as fezes de uma pessoa infectada. 

A doença pode se espalhar rapidamente aos lugares com tratamento inadequados das águas sanitária e potável.

A bactéria da cólera pode também viver no meio ambiente nos rios de alta salinidade ou nas águas litorais. Os mariscos quando são comidos em estado cru, tem sido uma fonte de cólera; algumas pessoas nos Estados Unidos contraíram cólera após comer mariscos do Golfo de México em estado cru ou pouco cozidos. 

Não é comum que a doença seja contagiosa; o contato casual com uma pessoa infectada não constitui um risco de contrair a doença.

Existem casos de portadores sãos de cólera, isto é, assintomáticos.

Existe vacina para a cólera, mas com imunidade incompleta e de curta duração.

A cólera pode ser tratada com sucesso e de maneira simples restituindo imediatamente os líquidos e sais minerais perdidos através da diarreia. Os pacientes podem ser tratados com soluções para reidratação por via oral, uma mistura de açúcar e sais pré-condicionada que se combina com água e se bebe em grandes quantidades, requerem reposição dos líquidos também por via intravenosa.

Os antibióticos encurtam o curso da doença e diminuem sua gravidade, mas não são tão importantes como a reidratação. Quando o tratamento é iniciado logo que surgem os primeiros sintomas, é grande a chance de cura dos doentes.

 

Cólera é uma infeção do intestino delgado por algumas estirpes das bactérias Vibrio cholerae. Os sintomas podem variar entre nenhum, moderados ou graves. O sintoma clássico é a grande quantidade de diarreia aquosa com duração de alguns dias. Podem também ocorrer vómitos e cãibras musculares. A diarreia pode ser de tal forma grave que em poucas horas provoca grave desidratação e distúrbio eletrolítico. Isto pode levar a que os olhos se afundem nas órbitas, à diminuição de elasticidade da pele e ao enrugamento das mãos e dos pés. A desidratação pode ainda provocar a coloração azulada da pele. A manifestação de sintomas tem início entre duas horas e cinco dias após a infeção.

A cólera é causada por uma série de tipos da bactéria Vibrio cholerae.. A doença transmite-se principalmente através da água e de alimentos contaminados com fezes humanas com presença das bactérias. O marisco mal cozinhado é uma das principais fontes de cólera. Os seres humanos são o único animal afetado.. A vacina contra a cólera, administrada por via oral, oferece proteção razoável por um período de seis meses. O tratamento de primeira linha é a terapia de reidratação oral, em que os líquidos perdidos são repostos por soluções salinas e ligeiramente doces. São preferidas soluções à base de arroz.

Estima-se que a cólera afete 3–5 milhões de pessoas em todo o mundo e tenha sido a causa de 58 000–130 000 mortes em 2010. Embora atualmente seja considerada uma pandemia, a doença é rara em países desenvolvidos. As crianças são o principal grupo etário afetado. A cólera ocorre tanto em surtos como de forma endémica em determinadas regiões. As áreas em maior risco são a África e o sudeste asiático. Embora o risco de morte entre as pessoas infetadas seja geralmente inferior a 5%, em alguns grupos sem acesso a tratamentos pode chegar aos 50%. Os primeiros registos de descrição da cólera, em sânscrito, datam do século V. O estudo da doença por John Snow entre 1849 e 1854 levou a progressos significativos no campo da epidemiologia.

CÓLERA 1820

Centenas de milhares de mortos – 1817 a 1824

Conhecida desde a Antiguidade, teve sua primeira epidemia global em 1817. Desde então, o vibrião colérico (Vibrio cholerae) sofreu diversas mutações, causando novos ciclos epidêmicos de tempos em tempos

Contaminação é por meio de água ou alimentos contaminados

Sintomas – A bactéria se multiplica no intestino e elimina uma toxina que provoca diarreia intensa

 

1920 GRIPE ESPANHOLA

A gripe espanhola ocorreu há 100 anos, na época as pessoas estavam lidando com o vírus da gripe H1N1, que havia sofrido uma mutação genética, tornando-o muito mais perigoso que o vírus normal. Esse vírus infectou 500 milhões de pessoas e matou mais de 100 milhões de pessoas em todo o mundo. Essa pandemia foi a mais mortal da história.

A gripe espanhola é uma variação do vírus influenza. Os primeiros casos registrados datam de 1918 e desde então ela é considerada como uma das doenças mais resistentes do mundo.

Acredita-se que cerca de 50% da população mundial foi contaminada, o que ocasionou cerca de 40 milhões de mortes.

É considerada a pior pandemia de toda a história.

A gripe espanhola foi uma pandemia que ocorreu em 1918. Calcula-se que tenham morrido cerca de 50 a 75 milhões de pessoas ou o equivalente a 5% da população do planeta.

No Brasil, o número de vítimas fatais foi de 35.000 pessoas.

Origem da gripe espanhola (que não era espanhola)

Apesar de ser chamada assim, a gripe espanhola não se originou na Espanha.

O nome vem do fato de que a Espanha foi o primeiro país a noticiar sobre a doença. Como a Espanha não estava na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), seus jornais não sofriam censura, ao contrário das outras nações que lutavam.

Na verdade, a patologia começou no sul da França, onde as tropas americanas e inglesas estavam acampadas. Dali, os soldados americanos levaram o vírus para os Estados Unidos.

O primeiro caso, nos Estados Unidos, provavelmente foi de um cozinheiro que trabalhava num quartel militar. Ele apresentava os sintomas de uma gripe normal, porém piorava rapidamente.

Horas depois de sua internação, cem pessoas já apresentavam sinais da enfermidade.

Os 3 principais sintomas da gripe espanhola

A gripe espanhola tinha os seguintes sintomas:

·         Febre alta,

·         Dores no corpo,

·         Dificuldade respiratória.

Em poucos dias, os pulmões se enchiam de líquido e, como consequência, a circulação sanguínea ficava comprometida. Num curto espaço de tempo, os doentes ficavam com a pele escura pela falta de oxigênio.

Como e quando chegou a gripe espanhola ao Brasil

O vírus da gripe espanhola chegou ao Brasil em outubro de 1918, provavelmente trazido pelo navio inglês “Demerara”, que fez escala em Recife, Rio de Janeiro e Santos.

Outra possibilidade é que os soldados brasileiros que haviam participado do confronto europeu tenham voltado infectados para o país.

Seja como for, em outubro de 1918, as atividades comerciais e culturais foram paralisadas em todo país, e as ruas ficaram desertas. Em São Paulo, os cadáveres acumulavam-se na rua, enquanto em Porto Alegre foi preciso construir outro cemitério para abrigar seus 1.316 mortos.

O Rio de Janeiro foi o estado mais atingido pela pandemia, pois 12.700 vítimas morreram na então capital do país.

O vírus atingia as pessoas de 20 a 40 anos e não respeitou classes sociais. O presidente Rodrigues Alves, que combateu a febre amarela junto a Oswaldo Cruz, foi reeleito presidente. Contudo, não pôde assumir, pois morreu da gripe espanhola.

Curiosidades

·         A fim de prevenir um novo surto, o governo brasileiro começou a organizar um sistema nacional de saúde. Este seria criado em 1919 com o nome de Departamento Nacional de Saúde e oficializado em 2 de janeiro de 1920.

·         O compositor Assis Valente lembrou-se da pandemia no samba “E o mundo não se acabou”, de 1938 e gravado por Carmem Miranda.

A gripe espanhola no Brasil

O Brasil não ficou imune da doença, que chegou em um navio vindo de Lisboa com doentes que desembarcaram em Recife, Salvador e no Rio de Janeiro em setembro de 1918. Apesar de as autoridades brasileiras não terem dado a devida atenção às notícias europeias, rapidamente a população ficou em estado de alerta.

Por ser uma doença desconhecida, as informações que circulavam eram que as pessoas deveriam evitar aglomerações e praticar as receitas caseiras, como defumação de lavanda e alecrim para desinfetar o ar.

Entre outubro e dezembro de 1918, 65% da população brasileira adoeceu. O pânico se estabeleceu, pois em cidades como o Rio de Janeiro, famílias inteiras faleciam e os corpos eram deixados nas ruas por falta de caixões e coveiros. Só no Rio morreram 15 mil pessoas em apenas um mês.

Carlos Chagas, que havia assumido a direção do Instituto Oswaldo Cruz em 1917, liderou a campanha de combate ao agravamento da doença, criando hospitais emergenciais e postos de atendimento à população.

O vírus da gripe espanhola atualmente

O H1N1, que causou a gripe espanhola, tem algumas diferenças do que ocorre na atualidade, mas ambos podem se agravar para quadros graves de pneumonia e levar a óbito. Além disso, há 100 anos não havia antibióticos para combater a pneumonia nem vacinas para a prevenção da doença.

Devido às altas taxas de recombinações do influenza, as vacinas contra a gripe devem ser renovadas anualmente, já que são utilizadas as linhagens predominantes na população naquele ano.

Para a fabricação das vacinas, são utilizados vírus inativados e, por isso, as pessoas imunizadas não desenvolvem a doença após a administração da vacina. Em 2019, o Brasil completou 20 anos de campanhas de vacinação da população contra a gripe.

 

Parece que a história se repete a cada 100 anos.

Em 2019, a China enfrentou uma pandemia de grandes proporções. Cinco cidades da China com uma população de 11 milhões de habitantes ficaram em quarentena, completamente isoladas do resto do mundo. Wuhan, o foco original da pandemia de Covid-19 na China, tem oito necrotérios. Por que será que precisa de tantos se informaram que apenas 2.553 foram a óbito?

O vírus que a China enfrentou já matou muitas pessoas até agora apesar dos esforços do governo e de outras instituições para colocar cidades inteiras em quarentena, parece que o vírus se espalhou além das fronteiras da China.

novo coronavirus (Covid-19) passou a ser considerado uma pandemia pela OMS por ter atingido todos os continentes.

A doença se manifestou na província de Wuhan, na China, no final de 2019 e se espalhou por todo o mundo.

Eventos culturais e esportivos foram cancelados, cidades pararam com as suas atividades por medo de contraírem o vírus que se alastrou de maneira veloz. Além disso, as fronteiras do continente europeu e de países de outros continentes foram fechadas.

O vírus possui um índice de letalidade/morte de 2%. Entretanto, em pessoas idosas, com mais de 80 anos, essa estimativa sobe para 15%. Pessoas com problemas respiratórios e baixa imunidade estão vulneráveis ao vírus.

O Covid-19 pode infectar até 70% de toda a população mundial. Por isso, também pode ser considerado como uma das maiores pandemias da história.

Saiba mais em:

gripe espanhola, também conhecida como gripe de 1918, foi uma pandemia do vírus influenza incomumente mortal. De janeiro de 1918 a dezembro de 1920, infectou 500 milhões de pessoas, cerca de um quarto da população mundial na época. Estima-se que o número de mortos esteja entre 17 milhões a 50 milhões, e possivelmente até 100 milhões, tornando-a uma das epidemias mais mortais da história da humanidade. A gripe espanhola foi a primeira de duas pandemias causadas pelo influenza vírus H1N1, sendo a segunda ocorrida em 2009.

Para manter o ânimo, os censores da Mundial minimizaram os primeiros relatos de doenças e sua mortalidade na AlemanhaReino UnidoFrança e Estados Unidos. Os artigos eram livres para relatar os efeitos da pandemia na Espanha, que se manteve neutra, como a grave enfermidade que acometeu o rei Afonso XIII. Tais artigos criaram a falsa impressão que a Espanha estava sendo especialmente atingida. Consequentemente, a pandemia se tornou conhecida como "gripe espanhola. "Os dados históricos e epidemiológicos são inadequados para identificar com segurança a origem geográfica da pandemia, com diferentes pontos de vista sobre sua origem.

A maioria dos surtos de gripe mata desproporcionalmente os mais jovens e os mais velhos, com uma taxa de sobrevivência mais alta entre os dois, mas a pandemia de gripe espanhola resultou em uma taxa de mortalidade acima do esperado para adultos jovens. Os cientistas ofereceram várias explicações possíveis para esta alta taxa de mortalidade de 2 a 3%.Algumas análises mostraram que o vírus foi particularmente mortal por desencadear uma tempestade de citocinas, que destrói o sistema imunológico mais forte de adultos jovens. Por outro lado, uma análise de 2007 de revistas médicas do período da pandemia descobriu que a infecção viral não era mais agressiva que as estirpes anteriores de influenza. Em vez disso, asseveraram que a desnutrição, falta de higiene e os acampamentos médicos e hospitais superlotados promoveram uma superinfecção bacteriana, responsável pela alta mortalidade.

Peste bubônica ou peste negra

A peste bubônica ou peste negra é uma doença provocada por uma bactéria presente em ratos. O contágio humano com a doença ocorre através da mordida de ratos e pulgas ou por transmissão aérea.

A doença poderia atacar os seguintes sistemas do corpo humano:

·         Linfático: Cria inchaços pelo corpo;

·         Circulatório: Encurta a vida do infectado de um a dois dias;

·         Respiratório: Quando atacado, a pessoa infectada passa a ter uma expectativa de vida de cerca de uma semana;

·         Sanguíneo.

A doença atingiu todo o continente europeu. Estudiosos deduzem que a peste negra matou aproximadamente um terço da população europeia durante o século XIV.

A escassez de saneamento básico, higiene e recursos científicos impossibilitou um real controle da doença.

A doença chegou a se alastrar até o continente asiático, matando milhares de pessoas. Espalhou-se pela Europa e Ásia na metade do século XIV.

Cólera

cólera teve seu primeiro surto em escala global em 1817. Entretanto, já era uma doença conhecida desde a Antiguidade.

Alguns estudiosos apontam que talvez essa tenha sido a primeira pandemia, por ter alcançado todos os continentes. Matou milhares de pessoas em todo o mundo.

Não é uma doença erradicada, ou seja, o vírus que a sustenta ainda se manifesta na sociedade. Ele provoca diarreia, náuseas, vômitos, dores abdominais, além de outros sintomas.

A principal forma de infecção é por meio de alimentos e água infectados. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), essa doença mata cerca de 100 a 120 mil pessoas por ano. É necessário que o poder público invista em vacinação e saneamento básico como principal forma de prevenção.

 

Gripe russa

O primeiro surto de gripe russa com registros ocorreu em Bukhara, atual Uzbequistão, em 1889. Espalhou-se com grande rapidez, chegando rapidamente na África, Europa e América.

Os sintomas eram observados por meio de pneumonia e febre. Matou mais de um milhão de pessoas. Foi a primeira pandemia detalhadamente documentada.

Tuberculose

O surto de tuberculose ocorreu entre os anos de 1850 e 1950. A doença ataca violentamente o sistema respiratório. Chegou a matar milhões de pessoas no Brasil e estima-se que ela tenha feito cerca de 1 bilhão de vítimas no mundo durante o período.

A doença foi tratada de forma eficiente a partir da penicilina. Atualmente, a tuberculose é considerada controlada.

Gripe espanhola

A gripe espanhola é uma variação do vírus influenza. Os primeiros casos registrados datam de 1918 e desde então ela é considerada como uma das doenças mais resistentes do mundo.

Acredita-se que cerca de 50% da população mundial foi contaminada, o que ocasionou cerca de 40 milhões de mortes.

É considerada a pior pandemia de toda a história.

Gripe asiática

A gripe asiática se manifestou na China em 1957, avançando rapidamente para o restante do continente asiático, chegando à Oceania, Europa, África e aos Estados Unidos.

Com o avanço da medicina, criou-se uma vacina capaz de curar a doença. Entretanto, foram fabricadas em pouca quantidade, fato que impossibilitou a imunização de todos os infectados. O número de mortes chegou a aproximadamente 2 milhões de vítimas.

Gripe suína

A gripe suína se manifestou no México, país em que o vírus sofreu uma mutação e passou a infectar humanos.

Antes disso, ele só conseguia atingir os suínos. Matou cerca de 17 mil pessoas em todo o mundo, incluindo jovens.

Detectada no ano de 2009, a doença se alastrou por todo o mundo.

Coronavirus

novo coronavirus (Covid-19) passou a ser considerado uma pandemia pela OMS por ter atingido todos os continentes, e muito mais por uma pressão social, pois a primeira medida da OMS foi negar a existência de uma doença letal.

A doença se manifestou na província de Wuhan, na China, no final de 2019 e se espalhou por todo o mundo.

Eventos culturais e esportivos foram cancelados, cidades pararam com as suas atividades por medo de contraírem o vírus que se alastrou de maneira veloz. Além disso, as fronteiras do continente europeu e de países de outros continentes foram fechadas.

O vírus possuiu um índice de letalidade/morte de 2% no início. Entretanto, em pessoas idosas, com mais de 80 anos, essa estimativa sobe para 15%. Pessoas com problemas respiratórios e baixa imunidade estão vulneráveis ao vírus.

O Covid-19 pode infectar até 70% de toda a população mundial. Por isso, também pode ser considerado como uma das maiores pandemias da história.

A globalização, a estranha ideia que encapsula nossa interconexão, já estava sob ataque de populistas, terroristas, guerreiros comerciais e ativistas climáticos, tendo se tornado um alvo fácil para muitas coisas que nos afligem.

Agora, chegou o coronavirus.

Especialistas não conhecem nada. Eles e a população em geral sabem o que está ocorrendo, mas não se preocuparam em entender porque está ocorrendo. O planeta estava à beira de uma terceira guerra mundial e para evitar cataclismas foi necessário a forma mais dolorosa de expurgo; um vírus mortal que sem consciência e cuidados devidos poderá se estender por anos

O vírus deu um golpe na desaceleração das economias e encorajou os populistas a reviver os discursos – com tons de racismo e xenofobia – por controles mais rígidos de migrantes, turistas e até mesmo corporações multinacionais.

 “Sempre nos esquecemos de que estamos à mercê da natureza, e, quando os episódios passam, nós nos esquecemos e continuamos. Mas esse vírus trouxe à tona todas essas questões sobre a interconectividade do mundo que estamos construindo. Viagens aéreas, cadeias globais de suprimentos – está tudo ligado”, disse um membro do Instituto de Ciências Humanas de Viena.

A rápida propagação do vírus vindo da Ásia foi “mais uma gota d’água da globalização”.

A globalização da doença não é uma novidade, observou um diretor de uma instituição de pesquisa econômica em Bruxelas, citando as mortes maciças que se seguiram à chegada dos europeus às Américas, ou a peste, agora em parte celebrada pelo Carnaval de Veneza, que foi cancelado.

“O que é diferente é que, com o avião, as coisas podem se espalhar muito rápido”, como foi feito pois sem o fechamento de fronteiras de imediato os chineses continuaram a viajar e espalhar o vírus. O impulso imediato foi recuar e erguer barreiras.

De certa forma, esse vírus ressalta o desequilíbrio na globalização. As cadeias de suprimentos do setor privado se tornaram muito eficazes.

Os governos também não podem fazer muito para restringir as cadeias de suprimentos, e poucos deles na Europa têm flexibilidade financeira para injetar dinheiro extra na economia.

“O crescimento da China é uma história longa e positiva, mas tudo que sobe tem de descer”, com o vírus surgindo como “uma espécie de cisne negro que mostra quão diferente o país é”.

Essa crise de confiança na China vai além da capacidade chinesa de lidar com o vírus.

O impacto racial do vírus que se espalha é delicado, todos concordam, mas existe.

“É sempre diferente quando acontece em seu próprio bairro, entre pessoas como você. Quando isso acontece na Dinamarca, Espanha ou Itália, você tem mais a sensação de que isso ocorre entre as pessoas que compartilham o mesmo estilo de vida – portanto você pode ver isso acontecendo com você”.

2020

A Espanha entrou em sinal vermelho, a Itália chegou lá. Ninguém se iludiu; a pandemia não só continua, mas atravessa 2021 atingindo um nível muito alto e a Europa sofreu muito mais do que em 2020. Apesar do baque econômico causado pela pandemia, a Alemanha continuará distribuindo renda de sobrevivência para todos os cidadãos sem renda; a Alemanha “banca” 75% do faturamento médio de cada empresa que tiver que parar ou entrar em dificuldade. Penso no Brasil. Com números tão altos ainda e as pessoas se comportando como se a pandemia estivesse indo embora (não havia espaço nas praias de Ipanema e Leblon e filas de espera nos bares lotados. Com o fechamento, os números ficaram mais estáveis e os leitos das UTI’s menos ocupados.

Mas você dá uma mão e o brasileiro puxa um braço sendo preciso várias cepas para que se caia na realidade.

 A pandemia não passou, nem está passando e nem vai passar. Vacina será apenas uma ilusão. Estamos muito longe disso. Embora passaram a existir “vacinas”, estavam sempre somente acalmando a psicologia popular. A única que veio foi a da China que não a usou para vacinar sua população, foi à Suécia comprar da Pfizer, mas usou o Brasil para testar sua fase 3.

A Universidade de Oxford na Inglaterra suspendeu os testes com sua vacina experimental, devido a inúmeros casos de efeitos colaterais inclusive fatais.

Precisamos não ser idiotas e sair por aí celebrando o fim de uma pandemia que ainda se alastra. O que devemos fazer é continuar confinados, saindo minimamente para o estritamente necessário. Podemos, sim, ver alguns amigos e família em pequenos números, com máscaras e mantendo o distanciamento social, com cuidados e precauções. Qualquer coisa além disso, é estar se expondo ao perigo de contágio. A pandemia continua. É muito triste, mas é a verdade. E vai continuar ou se agravando caso a população relaxe nos cuidados

Lembrando que o planeta está em fase de transição planetária e só estará apto a novos rumos partir de 2057, conforme disse Francisco Candido Xavier em 1952

FONTE:

Texto e live de Haroldo Dutra Dias

SÉRGIO ANTÔNIO DA SILVA LEITE

Professor o Departamento de Psicologia Educacional da UNICAMP

Wikipédia

Wikipédia - inglês

CIVES

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

terça-feira, 29 de junho de 2021

O DUPLO ETÉRICO

 

O DUPLO ETÉRICO

Esse assunto já foi abordado por ocasião do estudo do períspirito (ou corpo espiritual; como quiserem)

 

Sua função primordial é servir de ligação entre o períspirito e o corpo carnal, funcionando como um filtro das energias que chegam e saem do físico, protegendo o ser de cargas negativas que podem gerar desequilíbrios e doenças.
Quando os elementos espiritual, perispiritual e físico se contataram, observou-se a necessidade de haver um filtro que absorvesse e reciclasse as energias vitalizadoras que passariam a percorrer essas três entidades. Assim, criou-se o filtro conhecido como "duplo eterico", que é a sede dos centros de captação de energia, o elo mais tênue, que liga o corpo ao seu períspirito, ou o mais denso, que une o períspirito e o espírito ao seu corpo físico momentâneo.

O duplo eterico, composto por energias bastante densas, quase materiais, mas ainda ocultas da visão humana, é o responsável pela repercussão vibratória direta do períspirito sobre o corpo carnal. Sua atividade principal é filtrar, captar e, por isso mesmo, canalizar para o corpo físico todas as energias que deverão alimentá-lo. Esta comunicação é feita através dos chacras, que captam as vibrações do espírito e as transferem para as regiões correspondentes na matéria física.

As obras complementares, sobretudo as de autoria de André Luiz, trouxeram mais dados sobre a especificação dos invólucros dos espíritos. Ele afirma que o corpo mental é o envoltório sutil da mente e que o corpo vital ou duplo eterico é a duplicata energética que reveste o corpo físico do homem. Diz ainda que o corpo mental preside a formação do corpo espiritual, que, por sua vez, comanda a formação do corpo físico juntamente com o corpo vital.

 

Natureza e Características

O duplo eterico é permanentemente acoplado ao corpo físico, sendo responsável por sua vitalização. Portanto, morrendo o corpo físico, imediatamente morrerá o correspondente corpo eterico. É constituído por éter físico emanado do próprio planeta Terra e funciona com êxito tanto no limiar do plano espiritual como do plano físico. Sua textura varia conforme o tipo biológico humano, ou seja, será mais sutil e delicado nos seres superiores e mais denso nas criaturas primitivas.

Ele funciona como um mediador na ligação entre o corpo físico e o períspirito, não sendo, portanto, um veículo separado da consciência. É um campo mais denso que o perispiritual, condensando as energias espirituais que seguem para o físico, mas, ao mesmo tempo, recebe os impulsos físicos, converte-os e direciona-os aos arquivos perispiríticos, mentais, inconscientes e espirituais. Atua como uma proteção natural contra investidas mais intensas de habitantes menos esclarecidos do plano espiritual, defendendo também do ataque de bactérias e larvas que podem invadir não só a organização física durante a encarnação, mas a própria constituição perispiritual.

No entanto, o duplo eterico é a reprodução exata do corpo físico do homem e se distancia ligeiramente da epiderme, formando uma cópia vital e de idênticos contornos. Apesar dele ser um corpo invisível aos olhos carnais, apresenta-se aos videntes e aos desencarnados como uma capa densa e algo física. De aparência violeta-pálida ou cinza-azulada, o duplo eterico, em condições normais, estende-se cerca de 6mm além da superfície do corpo denso correspondente.

As energias que entram no organismo físico, como o fluido vital, passam pelas regiões do duplo eterico responsáveis pela absorção e circulação destas: os centros de força conhecidos como chacras. Os chacras do duplo eterico são temporários, durando o tempo que este existir, ao contrário dos chacras perispirituais, que são permanentes. Cada chacra conta com uma localização e função principal, correspondente a uma região de plexos nervosos do corpo físico. São sete os principais chacras, ligados entre si por condutos conhecidos como meridianos, por onde flui a energia vital modificada pelo duplo eterico.


Sensibilidade do Duplo Eterico

O duplo eterico acusa de imediato qualquer hostilidade ao corpo físico e ao períspirito, através dos centros sensoriais correspondentes na consciência perispiritual e física. O períspirito, por sua vez, como um equipamento de atuação nos planos sutilíssimos do espírito imortal, ao manifestar seu pensamento, seus desejos ou sentimentos em direção à consciência física, também obriga o duplo eterico a sofrer os impulsos bons e maus, tal qual os espíritos desencarnados quando atuam no mundo oculto, inclusive acusando aos sentidos físicos os ataques dos espíritos malfeitores.

Algumas criaturas que sofreram mutilação de um ou mais membros do seu corpo sê queixam de dores nesses órgãos físicos amputados. Essa sensibilidade ocorre porque a operação cirúrgica não foi exercida sobre o duplo eterico, que é inacessível às ferramentas do mundo material. Assim, é comum às pessoas sem pernas ou braços ainda conservarem uma sensibilidade reflexa por algum tempo, a qual é transmitida para sua consciência pelos correspondentes membros etéricos.

Apesar do duplo eterico ser desprovido de inteligência e não apresentar sensibilidade consciente, ele não é apenas um intermediário passivo entre o períspirito e o organismo carnal, reagindo de forma instintiva às emoções e aos pensamentos daninhos que perturbam o períspirito e, depois, causam efeitos enfermiços no corpo carnal. Este automatismo instintivo lhe possibilita deter a carga deletéria dos aturdimentos mentais que baixam do períspirito para o corpo físico, pois, do contrário, bastaria o primeiro impacto de cólera para desintegrar o organismo carnal e romper sua ligação com o períspirito, resultando no desencarne do ser.

Deve-se considerar que os pensamentos desatinados provocam emoções indisciplinadas, gerando ondas, raios ou dardos violentos que se lançam da mente incontrolada para o cérebro físico por meio do duplo eterico, destrambelhando o sistema nervoso do homem sob esse mar revolto de vibrações antagônicas. Em seguida, perturba-se a função delicada dos sistemas endócrino, linfático e sanguíneo, podendo ocorrer consequências físicas na forma de patologias, como apoplexia, decorrente do derrame de sangue vertido em excesso pela cólera, síncope cardíaca, em virtude da contenção súbita da corrente sanguínea alterada pelos impactos do ódio, ou a repressão violenta da vesícula, devido a uma explosão de ciúme.
Algumas emoções afetam o duplo eterico em sua tarefa de medianeiro entre o períspirito e o corpo físico. No entanto, quando submetido a impactos agressivos do períspirito perturbado, o duplo eterico baixa seu tom vibratório, impedindo que os raios emocionais que descem da consciência perispiritual afetem o corpo carnal, promovendo uma espécie de barreira vibratória. Assim, faz com que haja uma imunização contra a frequência vibratória violenta do períspirito, contraindo sua densidade no sentido de evitar o fluxo dessas toxinas mortíferas, deixando o impacto psíquico de ódio, cólera ou ciúme impossibilitado de fluir livremente e atingir o sistema fisiológico do corpo físico.


Afastamento compulsório

Entretanto, quando o duplo eterico não consegue reagir com seus recursos instintivos de modo a proteger o corpo físico contra uma explosão emocional do períspirito, recebe um impulso de afastamento compulsório. Neste caso, a vitalidade orgânica do homem cai instantaneamente, fazendo com que desmaie ou tenha o que chamamos de "ataques".

Ante os impactos súbitos e violentos do períspirito, o chacra cardíaco é o centro de forças etéricas que mais sofre os efeitos de tal descarga, por ser o responsável pelo equilíbrio vital e fisiológico do coração. É por isso que, nestes casos, há o risco de enfartes cardíacos de consequências fatais. No entanto, o duplo eterico, por seu instinto de defesa, mobiliza todos os recursos no sentido de evitar que os centros de força etéricas se desintegrem por completo.

Agora, caso a descarga violenta do períspirito não consiga atingir o corpo físico devido à reação defensiva do duplo eterico, as toxinas emocionais sofrem um choque de retorno e voltam a se fixar no períspirito, ficando nele instaladas até que sejam expurgadas na atual ou em uma futura encarnação. Isto porque a única válvula de escape para esses venenos psíquicos é o corpo físico, que, para propiciar essa "limpeza", sofre o traumatismo das moléstias específicas inerentes às causas que lhes dão origem.
Aliás, os desajustes morais são uma fonte crescente de distúrbios psíquicos, gerando um número cada vez maior de indivíduos neuróticos, esquizofrênicos e desesperados, tudo isso como consequência da intensa explosão de emoções alucinantes que destrambelham o sistema nervoso. Isto resulta em um aumento cotidiano do índice de vítimas, pois o duplo eterico torna-se impotente para resistir ao bombardeio incessante das emoções tóxicas e agudas vertidas pela alma e alojadas no períspirito até que sejam transferidas ao corpo físico. Se a carga deletéria acumulada em vidas anteriores for aumentada com desatinos da existência atual, essa saturação pode gerar afecções mórbidas mais rudes e cruciantes, como o câncer e outras enfermidades.

O transe mediúnico, a anestesia total, os passes, os ataques epilépticos, a hipnose, a catalepsia e os acidentes bruscos são fatores que afastam o períspirito e o duplo eterico. Quando este se separa do corpo carnal, provoca no homem uma redução de vitalidade física e queda de temperatura, pois o corpo físico se mantém com reduzida cota de fluido vital para se nutrir, esteja adormecido ou em transe.


Epilepsia e hipnose

O epiléptico é uma pessoa cujo duplo eterico se afasta com frequência de seu corpo físico. O ataque epiléptico e o transe mediúnico do médium de fenômenos físicos apresentam certa semelhança entre si, com a diferença de que o médium ingressa no transe de forma espontânea, enquanto o epiléptico é atirado ao solo assim que seu duplo eterico fica saturado dos venenos expurgados pelo períspirito e se afasta violentamente, a fim de escoá-los no meio ambiente sob absoluta imprevisão de seu portador. Em certos casos, verifica-se que o epiléptico também é um médium de fenômenos físicos em potencial, já que a incessante saída de seu duplo eterico pode lhe abrir uma brecha medi única que o sensibiliza para a fenomenologia mediúnica.

Todo ataque epiléptico é um estado de defesa do corpo físico, que expulsa o duplo eterico e o períspirito para que estes se recomponham energeticamente, trocando energias negativas por positivas. Os epilépticos são pessoas que tiveram ação com energias muito densas em encarnações passadas. Assim, os psicotrópicos utilizados pelos médicos dificultam o desprendimento do duplo eterico, evitando os ataques.

Já o hipnotizador atua pela sugestão na mente do hipnotizado, induzindo-o ao estado de transe hipnótico. Resulta daí o afastamento parcial do duplo eterico, que fica à deriva, permitindo a imersão no subconsciente. Com isso, o hipnotizado abre uma fresta no plano espiritual que lhe permite até mesmo manifestar e dar vivência aos estágios de sua infância e juventude ou mesmo de alguns acontecimentos e fatos de suas vidas pretéritas.
Quando o duplo eterico se distancia por alguns centímetros do corpo físico, a ação física diminui e a abertura para a atuação do períspirito se amplia, tornando-se um catalisador das energias espirituais. Por isso, favorece o despertar de seu subconsciente e a imersão ou exteriorização dos acontecimentos arquivados nas camadas mais profundas do ser.
As anestesias operatórias, os anti-espasmódicos, os gases voláteis, as drogas e sedativos hipnóticos, o óxido de carbono, óxido de carbono, o fumo, os barbitúricos, os entorpecentes, o ácido lisérgico e certos alcaloides como a mescalina são substâncias que operam violentamente nos interstícios do duplo eterico. Embora a necessidade obrigue o médium a se utilizar por vezes de algumas destas substâncias em momentos imprescindíveis, é sempre imprudente exagerar no uso delas sob qualquer pretexto ou motivo. O médium que abusa de entorpecentes que atuam com demasiada frequência em seu duplo eterico se transforma em um alvo mais acessível ao assédio do mundo inferior.


Rompimentos do duplo eterico

A estrutura íntima do duplo eterico fica seriamente afetada quando, por meio de desregramentos e vícios, a pessoa utiliza substâncias corrosivas como álcool, fumo, drogas em geral e certos medicamentos cujos componentes químicos sejam inegavelmente tóxicos. Ocorre um bombardeio à constituição do duplo eterico, queimando e envenenando as células etéricas e formando buracos semelhantes às bordas queimadas de um papel, criando brechas por onde penetram as comunidades de larvas e vírus do sub-plano espiritual, utilizados comumente por inteligências sombrias como uma maneira de facilitar seu domínio sobre o homem.
Acontece que sem a proteção dessa tela, que os mantém naturalmente afastados dos habitantes dos sub-planos espirituais, os médiuns começam a perceber formas horripilantes, criadas e mantidas pelos seres infelizes que estagiam nas regiões mais densas do plano umbralino, ocorrendo os mais diversos distúrbios que comprometem o equilíbrio físico-psíquico do ser humano. Falta aos médiuns a proteção etérica que violentaram pelo uso de substâncias químicas tóxicas que lhes destruíram parte do escudo que a natureza lhes dotou para sua segurança, a fim de impedir a abertura prematura da comunicação entre o plano espiritual e o físico. Embora essa destruição não seja completa, criando apenas rasgos ou brechas, sua falta é verdadeiramente nociva, pois o duplo eterico é de suma importância para o equilíbrio do ser humano.

As lesões do duplo eterico são difíceis de serem recompostas. Para restabelecer o equilíbrio em tais casos, além dos recursos terapêuticos utilizados com frequência nos centros espíritas, deve-se promover a doação e a transfusão de fluido vital citoplasmático, suprindo a falta ou revitalizando a parte afetada do duplo eterico.


Camada protetora

O duplo eterico é, para o ser encarnado, como um manto protetor, protegendo a pessoa contra o ataque e a multiplicação de bactérias e larvas espirituais que, sem a proteção da tela eterica, invadiriam a organização não somente do corpo físico como a constituição perispiritual durante a encarnação.
O duplo eterico assemelha-se à camada de ozônio que reveste o planeta Terra, pois, na verdade, essa camada protetora tem, por analogia, a mesma função do duplo eterico no ser humano.

Quando é destruída a camada de ozônio do planeta, formando "buracos" em locais onde deveria haver a proteção natural, certos raios solares penetram pelas falhas e produzem diversos tipos de males nas pessoas imprevidentes do mundo.

FONTE:

IPPB

Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas

Eduardo Kulcheski

Wagner Borges

Editora Vivencia

O FERMENTO

 

O FERMENTO

(Mt 13,33-35; Lc 13,20-21)

O fermento. Propôs-lhe ainda outra parábola: “O reino dos céus é semelhante a um fermento, que urna mulher tomou e meteu em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado”.

Tudo isto dizia Jesus ao povo em parábolas, e não lhe falava senão por parábolas, vindo a cumprir-se, assim, a palavra do profeta: “Abrirei os meus lábios, propondo parábolas; revelarei o que estava oculto desde a criação do mundo”.

A experiência mística transforma todas as vivências profanas.

Esta parábola abrange apenas duas ou três linhas. Nasceu, certamente, na cozinha da modesta casinha de Nazaré, onde Maria preparava a massa de farinha para o pão do dia seguinte; e o jovem carpinteiro acompanhava, interessado e curioso, todo o processo. Durante a noite, um punhadinho de fermento vivo levedou grande massa de farinha, fazendo-a crescer, crescer – até que toda a massa compacta se transformasse na massa leve e porosa para o pão do dia seguinte.

E logo surgiu na alma intuitiva de Jesus o simbolizado espiritual correspondente a esse símbolo material. Não era isto mesmo que aconteceria com o fermento sagrado do Reino de Deus que ele ia lançar na massa da humanidade profana?

O fermento atua lentamente, silenciosamente, constantemente, de dentro para fora. Ninguém vê a causa invisível dos efeitos visíveis. A qualidade permeia totalmente as quantidades. Do invisível vem o visível.

O fermento é o elemento divino no homem que os hindus chamam Atman (Atman ou Atma (na escrita devanágari, आत्म ) é uma palavra em sânscrito que significa alma ou sopro vital.), os livros sacros Alma, a nossa filosofia designa pelo Eu central, e Jesus denomina o “Reino de Deus no homem”.

As três medidas de farinha simbolizam os três aspectos do ego humano: material, mental e emocional.

Para que haja transformação do ego pelo Eu, do homem profano pelo homem sacro, deve haver contato direto entre esses invólucros periféricos da natureza humana e seu conteúdo central; deve haver uma interpenetração entre o seu Eu divino e seus egos humanos. O homem profano, que só conhece o ego e ignora o Eu, não pode levedar-se por si mesmo. O homem místico, que aceita o Eu e rejeita o ego, não pode transformar este, por falta de contato; pode intensificar o fermento espiritual, mas não transforma os elementos do ego hominal. O homem cósmico, porém, permeia as três medidas do ego humano pelo fermento do Eu divino; verificará uma paulatina transformação da vida externa pela vitalidade da essência interna. Em vez de um resignado conformismo, ou de um fugitivo escapismo, realiza o homem crístico uma total transformação da sua natureza.

Quando falamos na necessidade de contato entre o fermento e a massa de farinha, não nos referimos a um contato material ou social. Por via de regra, o contato externo é inversamente proporcional ao contato interno; um homem social e sociável é, geralmente, incapaz de carregar devidamente a sua bateria espiritual; enquanto ele não cortar os fios-terra da sua permanente dispersividade, não acumulará energia espiritual e não beneficiará os homens.

Somente um homem solitário em Deus pode ser proveitosamente solidário com os homens.

Daí a imperiosa necessidade de profunda e diuturna meditação e de prolongado retiro espiritual.

É ilusão de muitos profanos pensar que um místico, vivendo em longínqua e ignota solidão, não tenha contato real com a humanidade. As invisíveis auras espirituais de um verdadeiro místico ou homem auto realizado, mesmo que ninguém saiba de sua existência, atuam poderosamente sobre outros homens, suposto que estes sejam receptíveis para esse recebimento de fluidos espirituais. E esses fluidos invisíveis atuam a qualquer distância. O contato real não é necessariamente material nem social. Aliás, a nossa própria ciência já não identifica o real com o material; muitas vezes o real é totalmente imaterial. Uma vibração aérea produzida por um agente material, como a voz humana, morre apouca distância, ao passo que uma vibração eletrônica, totalmente imperceptível, atravessa espaços imensos, vai até à Lua e além.

Basta que um homem eleve à mais alta voltagem o fermento da sua espiritualidade – e beneficiará a todos os beneficiáveis. Um receptor de rádio não tem necessidade de saber onde se acha a estação emissora; esta lança assuas ondas eletrônicas em todas as direções, e qualquer receptor devidamente afinado pela frequência do emissor receberá a irradiação.

É importante que haja estações de alta voltagem espiritual na humanidade – e todos os homens devidamente afinados serão beneficiados por esses emissores místicos, embora totalmente desconhecidos. Neste sentido escreveu Mahatma Gandhi: “Quando um único homem chega à plenitude do amor, neutraliza o ódio de muitos milhões”.

No mundo da metafísica e da mística vale a mesma lei que a ciência conhece no mundo da física. Nenhuma energia se perde – todas as energias se transformam.

A torre e a empresa bélica

Cristianismo integral. Grandes multidões o acompanhavam. Jesus voltou e disse-0lhes: Se alguém vem a mim e n]ao odeia seu próprio pai e mãe, voltou-se Jesus e disse-lhes: “Se alguém vier a mim, mas não odiar seu pai e mãe, mulher, filhos, irmãos, irmãs, e até a própria vida, não pode ser meu discípulo.

Quem de vós, com efeito, querendo construir uma torre, não se senta para calcular as despesas e ponderar se tem com que terminar? Não aconteça que, tendo colocado o alicerce e não sendo capaz de acabar, todos os          que virem comecem a caçoar dele, dizendo: Esse homem começou a construir e não pôde acabar! Ou ainda: qual o rei que partindo para guerrear com outro rei, não se senta para examinar se, com dez mil homens, poderá confrontar-se com aquele que vem contra ele com vinte mil? Do contrário enquanto o outro ainda está longe envia uma embaixada para perguntar as condições de paz. Igualmente, portanto, qualquer de vós, que não enunciar a tudo o que possui não pode ser meu discípulo. O sal, de fato, é bom. Porém se até o sal se tornar insosso, com que se há de PARA temperar? NÃO preta para a terra, nem é útil para esterco: jogam-no fora. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça! “Ainda a si mesmo, não pode ser meu discípulo. Quem não carregar a sua cruz e me seguir, não pode ser meu discípulo.

Quando algum de vós quer edificar uma torre, não se senta antes para calcular-se dispõe dos meios necessários para a obra? Pois, se lançar os alicerces e não puder terminar a obra, toda a gente que o vir zombará dele, dizendo: Esse homem começou uma construção, e não a pôde levar a termo.

Ou quando um rei quer empreender uma guerra contra outro rei, não se senta antes para deliberar, se com dez mil homens pode sair a campo contra quem vem atacá-lo com vinte mil? No caso contrário, mandará uma embaixada, enquanto o outro ainda está longe, solicitando convênios de paz.

Do mesmo modo, não pode nenhum de vós ser meu discípulo, se não renunciara tudo quanto possui.

O sal é coisa boa. Mas, se o sal se desvirtuar, com que se há de temperá-lo?

Não presta nem para terra nem para estrume; mas é lançado fora. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça! ” (Lc 14, 25-35)

 

Pela renúncia voluntária a todos realiza o homem o seu Ser.

Entre os seguidores de Jesus havia muitas pessoas de boa vontade, dispostas a serem virtuosas - mas havia poucos sapientes, dispostos a se desapegarem de todo e qualquer apego ao ego humano para se entregarem sem reservas ao Eu divino.

A esses discípulos medíocres, indecisos, vacilantes, propõe o Mestre duas pequenas parábolas para mostrar que, com essas meias-medidas, não alcançariam a meta suprema, a redenção ou auto realização.

Como muitas outras parábolas, também estas duas, referentes à construção de uma torre e ao empreendimento bélico, são flagrantemente paradoxais, incompreensíveis à luz do nosso ego humano. Quando alguém quer construir uma torre – digamos, um arranha-céu de trinta andares – não deve começar a construção sem primeiro fazer um orçamento cuidadoso, calculando se tem os recursos suficientes para terminar o edifício; do contrário, terá de deixar a obra inacabada, com grandes prejuízos e, ainda por cima, expõe-se ao escárnio dos vizinhos, que o tacharão de inepto e tolo.

Ou, se alguém resolver declarar guerra a outro país, deve calcular primeiro se com dez mil soldados pode sair ao encontro de um exército de vinte mil; do contrário, depois de iniciar a guerra, e vendo-se inferior ao inimigo, será obrigado a solicitar convênios de paz, que, como se sabe, são sempre humilhantes e desastrosos para o derrotado.

Até aqui, Jesus falou como um verdadeiro perito em assuntos financeiros e como um estrategista em assuntos militares. Tem-se mesmo a impressão de ouvir falar um moderno Rockefeller ou Eisenhower. E o leitor de nossos dias esperaria que o Mestre prosseguisse na mesma linha de lógica e perícia, recomendando ao construtor da torre que arranjasse o dobro ou triplo do dinheiro para terminar o seu arranha-céu inacabado; esperaríamos que aconselhasse ao general do exército de dez mil soldados que duplicasse o efetivo das suas forças militares, para poder derrotar o inimigo que dispõe de vinte mil soldados.

É o que todo homem sensatamente egocêntrico esperaria.

Mas, para nosso imenso espanto, o Mestre propõe exatamente o contrário. Em vez de aumentar os recursos para a vitória final, manda ele diminuí-los, não pelame ade, mas até zero – a fim de poder vencer... manda subtrair em vez de adicionar.

A conclusão das duas parábolas, da torre e da guerra, é a seguinte: “Do mesmo modo, não pode nenhum de vós ser meu discípulo se não renunciar a tudo que tem”.

O Mestre manda reduzir a zero tudo que o homem tem, ou pode ter, a fim de intensificar ao máximo o seu Ser. Os seus teres são o motivo da sua derrota, o seu Ser é garantia de vitória. Ter algo é desastroso – ser alguém é glorioso. O ter é inversamente proporcional ao ser.

Quem tem muitos algozes não os deve aumentar para vencer, mas deve renunciara todos eles, a fim de ser alguém – e só assim é que pode construir a torre da sua auto realização e derrotar os inimigos da mesma, o ego e seus aliados.

“Bem-aventurados os pobres pelo espírito – porque deles é o Reino dos Céus”.

É deveras estranha, e positivamente incompreensível, essa linguagem dos grandes Mestres da sapiência e da potência. A consciência deles habita numa dimensão totalmente diferente da nossa; para nós, o poder está na quantidade– para eles, na qualidade. Pura nós, poder é ter muito – para eles, renunciar voluntariamente ao ter é realizar o ser.

Que sabemos nós do Ser? É uma palavra abstrata, e nada mais –, para os

Mestres o Ser é a quintessência de todo o poder.

Há quase 2000 anos que esta sapiência apareceu na face da terra – mas quem a compreendeu? Dentre os que se dizem discípulos do Cristo não há 1 entre 1milhão que compreenda e viva a realidade do seu ser, do seu Eu, da sua alma.

Ser cristão é, para nós, uma convenção social, uma rotina tradicional – não é uma experiência interior.

Nos últimos tempos, está prevalecendo cada vez mais a ânsia do autoconhecimento e da auto realização. Quase 2000 anos de chamado cristianismo nos alhearam do Cristo; mas a alma humana, cristica por sua própria natureza, tem veementes anseios de cristificação.

Quem lê o Evangelho superficialmente tem a impressão ingrata de que o Cristo vivia totalmente no mundo do além, e nada queria saber do mundo do aquém; quantas vezes repete ele “quem não renunciar a tudo o que tem não pode ser meu discípulo”?! Em face desse aparente além-nismo, o grosso da humanidade, que não pode viver sem ter algo, desanima e acaba por se convencer de que a mensagem do Cristo é para uma pequenina elite de privilegiados, de místicos escapistas, e que a humanidade como tal não pode realizar essa mensagem transcendental.

Esta é a impressão à primeira vista, e muitos nunca conseguem emancipar-se dessa impressão desanimadora; os aquém-nistas nada sabem do além-nismo.

Limitam-se apenas a certas práticas cristãs externas, ou se tornam totalmente indiferentes à mensagem do Cristo.

Somente uma visão e uma vivência mais profundas do Evangelho nos convencem de que Jesus não era um espiritualista místico, um além-nista alheio às coisas do aquém. O que nele havia de diferente e incompreensível é o modo como o homem deve possuir as coisas materiais. Diz ele, com absoluta clareza: “Vosso Pai celeste sabe que de tudo isto haveis mister”, isto é, que tendes necessidade das coisas materiais, casa, roupa, alimentos etc., para uma vida dignamente humana; ele não nega absolutamente que o homem deva possuir certos bens e certo conforto material; Jesus nunca professou a filosofia niilista de Diógenes, que fazia consistir a felicidade em não ter nada e não desejar nada.

O que há de estranho na mentalidade do Nazareno é uma certa matemática desconhecida: ele deriva o ter material do Ser imaterial. Para ele, a raiz de todos os teres é o Ser; o algoz, ou objetivos da vida, vêm da consciência do alguém, da consciência da nossa razão de ser.

Resumindo em poucas palavras toda a filosofia cósmica, diz ele: “Buscai,

Portanto, em primeiro lugar o Reino de Deus e sua harmonia – e todas as outras coisas vos serão dadas de acréscimo”. Não diz que não necessitamos das outras coisas, dos bens materiais, para um conforto normal da vida; diz que estas coisas materiais nos serão dadas de presente, e não em consequência dessa desenfreada lufa-lufa que caracteriza a vida dos profanos, que não buscaram o Reino de Deus, isto é, a realização do seu Eu divino.

Jesus não condena o fato de termos bens materiais, mas sim o modo errôneo como o homem profano procura apoderar-se deles e possuí-los.

Jesus nunca sofreu falta de nenhum bem material digno de uma vida humana; se renunciou a muitos deles, fê-lo livremente, e não compulsoriamente; se diz que não tem onde reclinar a cabeça, é porque não sentia necessidade desse conforto do ego em face da plena realização do seu Eu crístico. Logo no início da sua vida pública, vai ele a um festa de casamento, onde oferece aos convivas 600 litros do melhor vinho que já se bebera em Canaã da Galileia, como afirma o mordomo da festa; aceita convite para jantares, até de publicanos e pecadores; aceita as homenagens de Maria de Betânia, aceita uma verdadeira apoteose nacional no domingo de ramos; anda muito bem vestido, ao ponto de os quatro soldados romanos que guardavam a cruz repartirem entre si as vestimentas dele e, sobrando ainda a túnica inconsútil, lançarem sobre ela a sorte.

Jesus nunca andou de tanga, como certos místicos orientais, nem sem tanga, como Diógenes.

Há, na pessoa do Nazareno, um perfeito equilíbrio entre o seu Eu espiritual e o seu ego humano. Ele não é um materialista profano, nem um espiritualista místico – ele é o homem cósmico por excelência. Dizer que não levou vida integralmente humana por não ter casado é desconhecer totalmente a natureza real do homem. A libido é herança nossa do mundo animal, que um homem superior pode dispensar sem deixar de ter verdadeiro amor humano. É impressionante o amor que Jesus tinha à sua discípula predileta Madalena; idem a Maria de Betânia e ao discípulo amado João, que o acompanha até ao Calvário.

Todas as coisas dignamente humanas serão dadas ao homem superior que realiza em si o Reino de Deus.

Mas em primeiro lugar o homem tem de renunciar a tudo o que tem, para construir a torre da sua auto realização e derrotar o seu ego. O homem tem de renunciar a tudo o que seu ego humano tem, a fim de construir a torre do seu Eu espiritual e alcançar a vitória sobre seus inimigos.

Com muita sabedoria diz Krishna na Bhagavad Gita: “O ego é o pior inimigo do Eu, mas o Eu é o melhor amigo do ego... O ego um péssimo senhor – mas é um ótimo servidor”.

Quando o ego humano se integrar totalmente no Eu divino então será ele altamente beneficiado.

“Quem quiser ganhar a sua vida (ego) perdê-la-á – mas quem perder a sua vida, ganhá-la-á”.

Quem realizar o mais realizará o menos – mas quem quiser realizar o menos, sacrificando o mais, perderá tudo.

É esta a suprema sapiência da parábola da construção da torre e da empresa bélica.

FONTE:

Huberto Rodhen

Bíblia de Jerusalém

OBSERVAÇÃO:

Niilismo (do latim nihil, nada) é uma doutrina filosófica que atinge as mais variadas esferas do mundo contemporâneo (literaturaarteciências humanas, teorias sociais, ética e moral) cuja principal característica é uma visão cética radical e sobretudo pessimista em relação às interpretações da realidade, que aniquila valores e convicções. É a desvalorização e a morte do sentido, a ausência de finalidade e de resposta ao “por quê”. Os valores tradicionais depreciam-se e os "princípios e critérios absolutos dissolvem-se". "Tudo é sacudido, posto radicalmente em discussão. A superfície, antes congelada, das verdades e dos valores tradicionais está despedaçada e torna-se difícil prosseguir no caminho, avistar um ancoradouro".