terça-feira, 20 de julho de 2021

2057

 

Então se esse é o plano qual é o deslize? Qual é o tempo? Quantos dias tem uma semana? Sete! A cada sete dias a revelação do velho testamento manda parar; que é o shabat! E o que é o shabat? É o dia da conexão com Deus. Você se desconecta com o mundo para se conectar apenas a Deus. Sete dias, apenas um.

Mas se você for ao salmo 90.4 (da Bíblia hebraica que é a que seguimos) ou 89 da Vulgata, que desconsideramos e na segunda (II) epistola de Pedro capitulo 3 versículo 8, Pedro vai dizer assim, repetindo o salmo:

“Há, contudo uma coisa, amados, que não deveis ignorar: É que para o Senhor um dia é como mil anos e mil anos como um dia”.

Se um dia são mil anos quanto é uma semana de mil anos? Sete mil anos! Como é que Emmanuel chama a raça dos degredados? Raça adâmica. Na questão 59 do Livro dos Espíritos Kardec faz duas perguntas desconcertantes.

1.     A espécie humana começou por um único homem?

R: Não aquele a quem chamais de Adão não foi o primeiro nem o único a povoar a Terra

2.     Podemos saber em que época viveu Adão?

R: Mais ou menos na que lhe assinais: cerca de 4.000 anos antes do Cristo

 

Ou seja; 4.000 anos antes de Cristo começou a última semana do mundo de expiação e provas – sete mil anos.

Porque 4.000 anos atrás foi feita uma peneirada e uma turma voltou pra Capela (vocês já leram a história dos Exilados de Capela em diversos autores, sendo apenas um Espiritual); quase todos os Egípcios e muito pouco dos Hebreus; ariano você até conta nos dedos e uma turma razoável dos Hindus. Ficou a rapa da panela. E aí começou o projeto do resgate dos caídos pela segunda vez, que é o projeto do resgate de Adão. Fazendo uma curva: 4.000 anos antes de Cristo... 2.000 anos depois de Cristo... Sexto dia; a Terra vai entrar num shabat. Está no apocalipse cap. 20, 21. São mil anos de recuperação e que Kardec fala de convalescência.

Ismael, antes da codificação um pouquinho antes de 1831, antes de se encerrar o primeiro reinado, reúne a plêiade de Espíritos que cooperam com ele e várias plêiades se reúnem ele diz mais ou menos assim: “não ignorais que estamos no século do advento do consolador. Serão 100 anos preparatórios dos próximos 100 anos. ”

1857(lançamento da codificação espírita) mais 100 = 1957 + 100 = 2057. Francisco Candido Xavier no pinga fogo: “em que data aproximada entraremos na regeneração”? Resposta do Chico: Emmanuel nos diz que por volta de 2057.

Ok. Se eu tenho uma semana em que cada dia são mil anos, cada dia é igual a 24 horas. Quantas horas tem o dia? 24. Se nessa semana um dia são mil anos, quanto vale a hora? 1000: 24 e sabe quanto da isso? 41,666 dízimas que vamos arredondar para 41 anos.

2057 – 41 = 2016.

“É necessário que haja escândalos, mas ai do homem pelo qual o escândalo vem! ”

Meus caros amigos benvindos! Vocês são os trabalhadores da última hora. Não importa nem interessa a que religião vocês seguem, mas apenas a consciência de que vocês são os trabalhadores da última hora!

Isso significa que: o que não foi feito em 6.000 anos nos teremos que fazer em 41 anos. Como já estamos em 2016 são 41 anos. Por quê? Porque não importa a quantidade o que vale é a qualidade. Se você for um verdadeiro cristão essa encarnação vai valer por 20 encarnações. Se nós conseguirmos cumprir nosso papel em 41 anos pode significar um trabalho que você está fazendo há séculos, e ainda não conseguir fazer; porque a transformação moral não é um processo linear. Se você se transforma moralmente você dá um salto. Os últimos serão os primeiros, os primeiros serão os últimos, porque não importa se você começou há 6.000 anos, porque quem ficou 6.000 é igual aquela pessoa que tem 60 anos em uma empresa e é o pior funcionário, porque tempo não é sinônimo de competência (lembram-se daquela máxima que antiguidade não é posto?), mas pode ser um indicio de paciência, acomodação; tempo pode ser um sinal aparente de competência, mas não é equivalente. O tempo só é sinônimo de competência se você usou cada minuto para se aprimorar. Quem recebe o salário primeiro? Os trabalhadores da ultima hora, porque em 41 anos já no ultimo capitulo do livro gênese: ” reencarnações” estão sendo preparadas e muitos já nasceram. Os arianos vão reconectar-se com sua origem espiritual; vão abrir o cofre e vão deixar o coração bater, vão entrar em contato com seus sentimentos; vão perceber que Deus é um Pai amoroso e os povos vão se dar as mãos para limpar os destroços, as ruínas e construir um novo mundo em que o progresso civilizatório ande de mãos dadas com o progresso moral. Todos terão reeducação, todos teremos cultura, arte, todos seremos religiosos bondosos, amorosos felizes. Nesse dia o nosso Cristo vai dar uma festa, uma festa espiritual da regeneração da Terra. Você não tem que fazer nada demais, apenas o que você nasceu para fazer, mas faca. Faça o que você nasceu para fazer, mas com dignidade, com espiritualidade. Chega de querer fazer um paraíso só para a gente, pois esse foi o erro dos hebreus, dos egípcios e dos hindus. Você ficou chocado com a eleição de Donald Trump? Pois é nós não.

OB: texto de 2015

Fonte

Dr. Haroldo Dutra Dias

Bíblia de Jerusalém

Bíblia Hebraica

Livro dos Espíritos

Grupo de estudos Sentido da Vida

domingo, 4 de julho de 2021

QUANDO NÃO SE APRENDE PELO AMOR SERÁ PELA DOR

 

QUANDO NÃO SE APRENDE PELO AMOR SERÁ PELA DOR


                          AMOR                                                           DOR

 


        

 


 

 

ORGULHO --> HUMILDADE  
 
EGOISMO -->CARIDADE

IRRITAÇÃO------------>PACIENCIA

INSEGURANÇA------->

VAIDADE--------------->SIMPLICIDADE

MAGOA----------------->PERDÃO

MALECIDENCIA------>INDULGENCIA

BRUTALIDADE------->MANSIDÃO

REVOLTA--------------->OBEDIÊNCIA

IGNORANCIA--------->RAZÃO


QUANDO NÃO SE APRENDE PELO AMOR SERÁ PELA DOR


                          AMOR                                                           DOR

 

ORGULHO ------------> HUMILDADE  
 
EGOISMO ------------->CARIDADE

IRRITAÇÃO------------>PACIENCIA

INSEGURANÇA------->

VAIDADE--------------->SIMPLICIDADE

MAGOA----------------->PERDÃO

MALECIDENCIA------>INDULGENCIA

BRUTALIDADE------->MANSIDÃO

REVOLTA--------------->OBEDIÊNCIA

IGNORANCIA--------->RAZÃO

  "Quando não se aprende através do Amor, aprende-se através da Dor", demonstrando que realmente existem dois principais caminhos a escolhermos durante a nossa existência e as suas devidas consequências. Podemos escolher o caminho do aprendizado e do esforço próprio, mais difícil, mas meritório e com consequências felizes; ou, o caminho mais fácil, que é o das paixões e da preguiça, que com certeza nos trará consequências dolorosas.

A Doutrina Espírita tem como maior objetivo nos fazer adquirir uma fé racional, nos ajudando a mudar os nossos posicionamentos perante as mais variadas situações da vida. Esta mudança se dá quando procuramos pensar antes de agir ou de falar, raciocinando se aquela atitude é correta ou não, se as consequências são boas ou ruins. Mas para fazermos este julgamento de valores, devemos procurar conhecimentos em que possamos basear nossas análises, para termos uma visão mais justa do conjunto de fatos em que estamos inseridos. Mostrar que o Evangelho Do Senhor Jesus Cristo, junto com a Doutrina Espírita, são os que nos oferecem as mais perfeitas informações neste sentido, onde acharemos a fonte dos mais valiosos ensinos morais e comportamentais, para a melhoria de nossa personalidade.

Foi enumerada uma lista das mais variadas qualidades morais, junto com os correspondentes defeitos, para analisarmos as consequências de cada um deles em nossas vidas, gerando, conforme o caminho que escolhermos, felicidade ou sofrimentos.

Humildade e Orgulho: O orgulho é o maior dos defeitos e o mais difícil de ser combatido, pois ele está no âmago do nosso ser, por ser um sentimento que deriva de uma Lei Divina – A Lei da Preservação das espécies. Por isso mesmo dizem os espíritos superiores que é o último a ser eliminado e por isso mesmo inibe a humildade. Ele nos faz ter a falsa ideia de que somos melhores e superiores às outras pessoas, e em alguns casos até mais que o próprio Deus. Ele dificulta muito o aprendizado moral, pois o orgulhoso não está disposto a se melhorar porque acha que não necessita disto. Este defeito se manifesta de várias formas e maneiras. Podemos encontrar dentro de nós o orgulho racial, profissional, religioso, social entre outros. Citamos o exemplo do Senador Publius Lentulus, (livro há 2.000 anos) que voltou como Nestório (50 anos depois). Tenho orgulho de ser espírita, mas o orgulho é tão sutil que um espírita criticou a (frase do carro “espírita cristão a bordo”), mas tenho a humildade de perceber que não tenho tanta caridade assim apenas prego e por isso nos iludimos por nos acharmos melhor que as outras pessoas.

O melhor combate a este perigoso defeito é adquirirmos a humildade, que se faz quando nos colocamos abaixo de Deus e iguais aos nossos irmãos. O exercício da humildade se dá quando procuramos em nós os defeitos que vemos nos outros, que na verdade são os nossos defeitos, procurando aprender com tudo e todos que estão em nossa volta.

 

Humildade – Não se iluda com a humildade porque sua estrutura moral exige paciência, tolerância, abstinência, perseverança, compreensão, perdão, justiça, bondade e muito equilíbrio na maneira de proceder.

Exemplo de humildade, Chico, Madre Tereza, irmã Dulce, Divaldo...

 

Caridade e Egoísmo: O Egoísta pensa primeiro em si, por isso onde há o egoísmo não consegue crescer a caridade. Depois o egoísmo pensa nas necessidades dos outros, e é isto exatamente que o mundo nos ensina atualmente.

Se deixarmos o materialismo tomar conta do nosso ser, iremos nos tornar uma pessoa do mundo, ou seja, um egoísta de primeira. Para combater isto é necessário procurarmos compreender o que a Doutrina fala a respeito da verdadeira caridade e vivenciarmos este sentimento que vai trazer a felicidade para nós e para os que nos rodeiam.

A verdadeira caridade modifica o nosso posicionamento de vida, fazendo-nos perceber que os nossos problemas não são os maiores e nem os mais importantes do mundo.

Onde vamos compreender as necessidades e os problemas dos nossos semelhantes e trabalhar para melhorar este estado de coisas.

A solução dos maiores problemas da nossa sociedade é a prática da caridade cristã, onde o mais forte e preparado deveria ajudar e amparar o mais fraco e oprimido.

Paciência e Irritação: Irritação e nervosismo mostram bem a situação atual de desequilíbrio por que passa a sociedade. Todos estão com pressa, correndo atrás apenas de sua vida e de seus interesses. E se alguém ou algo atrapalha esta correria, as pessoas se descontrolam e se atiram contra este obstáculo de uma forma lamentável. Estes descontroles emocionais não só trazem consequências espirituais funestas, como também causam graves males físicos.

Com a prática diária da paciência, que é a tranquilidade e a calma perante os obstáculos ou às coisas que nos atingem, nós iremos cultivar uma vida mais saudável, tanto no campo espiritual como na parte física.

No Evangelho de (Mateus, 6;25,34) o Mestre nos diz: "por isso vos digo: não vos preocupeis com a vossa vida quanto ao que haver de comer nem com o vosso corpo com o que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento e o corpo mais do que a roupa? Olhai as aves do céu, não semeiam, nem colhem, nem ajuntam em celeiros. E, no entanto, o vosso Pai Celeste as alimenta. Ora não valeis mais do que elas? Quem dentre vós com as suas preocupações pode acrescentar um só côvado a duração da sua vida? E com a roupa porque andais preocupados? Observai os lírios do campo como crescem e não trabalham nem fiam. E, no entanto, eu vos asseguro que nem Salomão em toda a sua gloria se vestiu como um deles. Ora se Deus veste assim a erva do campo que existe hoje e amanhã será lançado ao forno, não fará ele muito mais por vós, homens fracos na fé? Por isso não andeis preocupados dizendo. Que iremos comer? Ou que iremos beber? Ou que iremos vestir? De fato, são os gentios que estão à procura de tudo isso; vosso Pai celeste sabe que tendes necessidade de todas vessas coisas. Buscai em primeiro lugar, seu Reino e sua justiça e todas essas coisas vos serão acrescentadas. Não vos preocupeis, portanto, com o dia de amanhã pois o dia de amanhã se preocupará consigo mesmo. A cada um basta o seu mal.

Nos ensina Kardec que a fé não é só religiosa, mas é sim um sentimento de força de vontade, ou vontade de querer, que pode ser usado em todos os aspectos de nossa vida. A fé nos dá a capacidade de usarmos os nossos atributos para atingirmos certos objetivos. Ela tem que estar aliada à humildade, para reconhecermos as nossas limitações e procurarmos superá-las. Já a fé religiosa direciona todas as nossas capacidades para procurar somente o bem, dando-nos uma confiança no futuro e na justiça de Deus. A Doutrina Espírita alia a este sentimento a lógica e a razão, transformando este sentimento em fé racional, que é o maior instrumento para combater as inseguranças que tomam conta do nosso ser em alguns momentos de nossa vida.

Simplicidade e Vaidade: A vaidade reflete em todos os aspectos do nosso ser e não somente na aparência. Claro que devemos nos vestir de uma forma adequada ao lugar em que estivermos indo. Para as mulheres não é proibido se arrumar ou usar maquiagem ou joias. Também não é proibido cuidar do nosso corpo com exercícios ou dietas. O que a Doutrina pede é que não haja exageros e que não se faça disto o objetivo de nossa existência. Antes de tudo, deve-se pensar no Espírito, e depois na saúde do corpo e então a boa aparência física será consequência, pois o belo não é só aquilo que está na moda. É bom lembrar-nos que a simplicidade é a atitude dos espíritos superiores, aqueles que já estão despidos dos defeitos mais grosseiros.

Perdão e Mágoa: A mágoa é um dos mais destrutivos venenos espirituais, trazendo prejuízos incalculáveis ao ser. Jesus colocou uma grande ênfase ao perdão das ofensas, porque ele sabia que só assim poderemos evitar sofrimentos profundos, para nós e os nossos companheiros de vida. E só se perdoa de verdade quando esquecemos emocionalmente as ofensas recebidas, não relembrando mais os sentimentos negativos que aquele ato gerou. Esta atitude é indispensável para a nossa saúde mental, espiritual e física.

Indulgência e Maledicência: A pessoa indulgente é aquela que é tolerante e compreensiva para com os defeitos alheios. Não comenta levianamente os erros dos outros, e sempre procura realçar o melhor lado das pessoas. Quando fala de um defeito ou erro alheio, é sempre com caridade e benevolência e com objetivo de aprender ou ensinar.

Disse Jesus: "pois com o julgamento com que julgais sereis julgados, e com a medida com que medis sereis medidos” (Mateus, 7; vers. 2), para que compreendamos que se falarmos mal de alguém, não poderemos reclamar quando outros agirem da mesma forma conosco.

Mansidão e Brutalidade: Jesus ensinou que precisamos ser como ele, que foi manso e humilde de coração. E ser manso é ser afável com o próximo, evitando ao máximo a destemperança e a violência, mesmo em situações adversas. Nós que pretendemos ser cristãos/espíritas temos a obrigação de cultivarmos a mansidão, pois ela é filha da racionalidade, viga mestra da Fé Espírita.

Obediência e Revolta: A obediência aos desígnios da vida e às Leis de Deus é a condição primordial para evitarmos um sentimento comum, que é a revolta perante as mais variadas situações da vida. Ensinam-nos os espíritos evoluídos, que a melhor e mais rápida maneira de passarmos por um período ruim é aceitarmos a situação, e não reclamar dela, trabalhando incessantemente para melhorá-la. Revolta gera desequilíbrio e desequilíbrio gera mais dor e sofrimento.

Razão e Ignorância: A ignorância é a ausência de conhecimento e compreensão das coisas. E nós só iremos superar a ignorância que mora dentro de todos nós, exercitando o que Deus nos deu de mais valioso, que é a nossa inteligência. E ela deve ser usada a todo o momento para analisarmos tudo o que iremos falar ou fazer, para evitarmos o máximo os erros provenientes de nossa ignorância das situações vivenciadas por nós. A razão ou racionalidade é o exercício deste ato, que deve ser contínuo e diário. Só assim iremos aproveitar o máximo das oportunidades de aprendizado que esta atual reencarnação nos oferece.

Você Age ou Reage?

Certa vez, há algum tempo, um amigo meu foi com um conhecido à banca de jornais. Ele comprou o jornal, e agradeceu com educação ao jornaleiro.

 Este, nem se abalou.

"Camarada mal-educado, não é?"

"Ah, ele é sempre assim!"

"Nesse caso, por que continua sendo delicado com ele?"

"Por que não?" "Por que eu iria deixar que ele decidisse como eu devo agir?"

Pensando mais tarde nesse fato, me ocorreu que a palavra importante era "agir". Esse meu amigo age com relação aos outros;

Quase todos nós reagimos.

Apesar de não ter uma religião definida ele tem senso de equilíbrio interior que falta à maioria das pessoas; ele sabe como é, o que é, e como deve proceder; tem convicções próprias.

Recusa-se a retribuir incivilidade com incivilidade, porque assim já não seria senhor de sua própria conduta.

Quando a Bíblia nos recomenda que paguemos o mal com o bem, consideramos isso uma injunção (imposição, exigência) moral, o que é verdade. Mas é também uma receita psicológica para nossa saúde emocional.

Ninguém é mais infeliz do que aquele que apenas reage.

Seu centro de gravidade emocional não tem raízes em si mesmo, como deve ser, mas no mundo fora dele.

Sua temperatura espiritual está sempre sendo elevada ou abaixada pelo clima social que o cerca, e ele é uma simples criatura à mercê desses elementos.

O elogio lhe dá uma sensação de euforia, que é falsa porque não provém de auto aprovação.

As críticas o deixam deprimido mais do que devem, porque confirmam sua própria opinião insegura de si mesmo.

As caras feias que lhe fazem ferem-no e a mais leve suspeita de antipatia o deixa amargurado.

A serenidade de espírito não poderá ser atingida enquanto não nos tornamos senhores de nossas próprias ações e atitudes.

Deixar que os outros determinem se devemos ser rudes ou delicados, se devemos vibrar ou ficar deprimidos, é abrir mão do controle sobre nossa própria personalidade, que, afinal, é tudo quanto possuímos.

Parece difícil? Peça a ajuda!

Para terminar devemos pensar que esta é a única forma que conseguiremos cumprir a nossa tarefa aqui na Terra, que é a de sairmos desta vida mais evoluídos e mais sábios do que entramos.

A evolução é constante, porém o progresso pode estacionar.

Costumei dizer para meus filhos que as únicas coisas que ninguém consegue tirar de você, mesmo que queiram, é a moral e a cultura.

FONTE:

Espírito.Org.br

Bíblia de Jerusalém

OS ENSINAMENTOS DE JESUS

 

OS ENSINAMENTOS DE JESUS

 

Quase todas as parábolas de Jesus* giram em torno da ideia do “Reino de Deus “ou “Reino dos Céus”.

Vamos reproduzir, o texto completo da respectiva parábola, na tradução feita diretamente do texto grego do primeiro século, realizada pelo próprio Huberto Rohden.

Reino é um conceito orgânico, que lembra hierarquia.

Num reino há superior e súditos, alguém que orienta e os que seguem sua orientação.

E como, segundo as palavras do Cristo, o Reino de Deus está dentro do homem, deve esse reino consistir numa hierarquia de valores e de fatos que integram a natureza humana.

O Reino de Deus no homem é o Eu divino da sua alma, que governa o ego

humano da sua mente, das suas emoções e do seu corpo.

Esse Reino de Deus existe em todo homem; mas, na maior parte, existe em

estado dormente, potencial, embrionário; compete ao homem despertar,

atualizar, desenvolver esse reino, que o Mestre chama a “luz sob o alqueire”, o “tesouro oculto”, a “pérola preciosa”.

Há no Evangelho dezenas de parábolas que visam esse Reino dos Céus que o homem deve despertar, desenvolver dentro de si e pôr a serviço da vida própria e alheia.

Quem nos conta essas parábolas já havia realizado plenamente esse Reino de Deus em si mesmo.

Mas aos seus ouvintes inexperientes não podia ele dizer o que, na realidade, era esse Reino; só lhes podia indigitar, através de comparações e analogias, a que era semelhante esse Reino; o Reino dos Céus é semelhante a um grão de mostarda... a um fermento... a uma rede de pescar... a uma festa nupcial... a dez virgens... a uma pérola preciosa etc.

Já aos 12 anos manifestou Jesus um lampejo desse Reino divino. Por ocasião

da Páscoa – festa que comemora o êxodo do Egito, ficou o menino Jesus três Dias em silêncio e meditação num lugar ignorado do templo; e, quando sua mãe perguntou pelo motivo desse isolamento, ele respondeu: “Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas que são de meu Pai? ” referindo-se à vivência do Reino de Deus em sua alma.

Depois subiu com seus pais a Nazaré, cidade da Galileia, onde passou os 18 anos até os 30, e “foi crescendo em sabedoria e graça perante Deus e os homens”.

Muitos livros foram escritos sobre esses 18 anos, que os Evangelhos resumem na única frase citada. Escritores fantasiosos inventaram viagens, mas os seus conterrâneos de Nazaré nada sabem, apenas que trabalhou com o Pai José e conviveu com a comunidade Essênia ( grupo ascetaapocalíptico messiânico do movimento judaico antigo que foi fundado em meados do 2º século a.C. e dizimados no ano 68, com a destruição de seus assentamentos em Qumran, local onde foi encontrado o evangelho de Tiago, mais importante que os quatro evangelhos da Bíblia pois foi encontrado em 1945 não tendo sofrido, pois, as adulterações –inclusões e exclusões, e cujos autores não se sabe quem foram, apenas nomeados pela Igreja criada na ocasião).

Se tivesse estado ausente durante quase dois decênios, os nazarenos teriam tido uma explicação plausível para a grande sabedoria que o jovem profeta revela aos 30 anos.

E, contudo, Jesus fez viagens através das “muitas moradas que há em casa do Pai celeste”, percorreu as ignotas amplitudes dos Reinos de Deus, não fisicamente, mas em espírito e em verdade.

Podemos imaginar o jovem carpinteiro, depois dos labores diurnos, subir

lentamente os montes escarpados que se erguem por detrás da cidadezinha de Nazaré, sentar-se num dos penhascos cinzentos, com o rosto voltado para o Ocidente, onde o sol mergulhava nas águas azuis do Mar Mediterrâneo... Horas e horas, imagina-se, que lá ficava Jesus, imóvel como uma estátua de granito, enquanto sua alma contemplativa mergulhava nas maravilhas do Universo, não apenas do Universo material, mas sobretudo do Universo espiritual, que só os cosmo videntes enxergam...

Altas horas da noite, às vezes só pela madrugada, descia o jovem dos montes de Nazaré e voltava para casa. E, enquanto descia lentamente, envolto ainda no invisível halo do Reino de Deus, que contemplara, poderia dizer ele de si para si: Como vou falar ao povo dessas maravilhas?... Como fazer-lhe compreender o que é o Reino dos Céus?... Só balbuciando comparações, alegorias, parábolas primitivas... O Reino dos Céus é semelhante a isto, é semelhante àquilo...

Jesus sorria ligeiramente da ingenuidade da sua ideia de falar ao povo de coisas tão transcendentais.

Aos 30 anos, fechou a modesta carpintaria, despediu-se de sua mãe e desceu das alturas da Galileia. Dirigiu-se rumo sul, à Judéia, afim de se encontrar com seu primo João, que proclamava o Reino de Deus às margens do Jordão.

Mas, antes de fazer transbordar umas gotinhas da sua plenitude interior, retirou-se Jesus mais uma vez por 40 dias, ao silêncio do deserto, revivendo as suas experiências de Nazaré sobre o Reino dos Céus.

Só depois dessas grandes e profundas experiências resolveu ele falar ao povo sobre o que vivera e saboreara interiormente.

Durante os três anos da sua vida pública, fala os Evangelhos, passava Jesus

noites inteiras no alto dos montes ou na solidão do ermo, em sintonia cósmica com o Infinito.

Dessa profunda e vasta experiência direta do Reino de Deus brotavam as

Parábolas.

“A vós – disse ele a seus discípulos – vos é dado compreender os mistérios do Reino de Deus, mas ao povo só lhe falo em parábolas”.

Nenhuma das parábolas foi excogitada por Jesus; todas elas foram vividas por ele – e só podem ser compreendidas por nós quando plenamente vividas.

* * *

Toda parábola consta de dois elementos: o símbolo material e o simbolizado espiritual.

O símbolo material, tirado da natureza ou da sociedade humana, é compreensível a todos; mas a compreensão do simbolizado espiritual depende do estado de evolução de cada um. Quem tem 10 graus de evolução espiritual interpreta a parábola como sendo 10; quem tem 50 graus compreende-a no nível 50; quem tem 100 graus de evolução compreende a parábola no grau 100.

Devido a essa ilimitada elasticidade do simbolizado espiritual da parábola, esse modo de ensinar se presta para toda e qualquer classe de homens. Por outro lado, porém, não é possível dar uma explicação definitiva e universalmente válida das parábolas; a sua relatividade admite inúmeras interpretações, proporcionais ao estado de evolução espiritual de cada ouvinte ou leitor.

A explicação que daremos nas postagens não ordenadas ou sequencial corresponde sempre ao estado evolutivo do grupo, mas pode ser ultrapassada e completada por quem ler.

Sempre bom lembrar que as parábolas não visam, em primeiro lugar, uma certa moralidade de agir, mas, acima de tudo, a consciência do Ser.

Quando o homem se limita a certa vivência do agir moral, mas não atinge a

realidade do seu Ser metafisico, ontológico, corre ele o perigo de marcar passo na zona superficial de um moralismo convencional, sem atingir a consciência da realidade.

As parábolas nos levam a um profundo conhecimento metafisico e místico, cujo transbordamento espontâneo será revelado infalivelmente em auto realização ética. A experiência da mística do “primeiro e maior de todos os mandamentos “se manifestará na vivência da ética do segundo mandamento.

* * *

A continuidade do estudo irá girar em torno da “Mística das Beatitudes”. As oito bem-aventuranças, que formam o início do Sermão da Montanha, representam uma profunda experiência transcendental de Jesus, a vivência do “terceiro céu”, completando admiravelmente a Sabedoria das Parábolas.

 

FONTE:

Huberto Rodhen.

Grupo de Estudos Sentido da Vida

A TAL QUEDA DOS ANJOS

 

A TAL QUEDA DOS ANJOS

Síntese do resumo da conclusão a respeito do Apocalipse, sem nos preocuparmos em abordar as alegorias, apenas aprofundando e encerrando o assunto da questão da “ queda dos anjos”

Fomos, todos, criados como essências divinas e puras (a imagem e semelhança do criador), no seio imaculado de Deus. Nascemos, portanto, fora do tempo e do espaço, como individuações da substância divina, o único substrato possível para a Criação original. Não haveria outra possibilidade para essa Primeira Criação, pois, Deus, sendo um domínio fora das medidas do Relativo, somente poderia criar verdadeiramente no palco do Absoluto, onde Ele se expressa em plenipotência. Gerados sob o estigma da perfeição, fora-nos dado, no entanto, o atributo da autonomia, uma vez que Deus não pretendeu a geração de autômatos que se Lhe filiassem por imperativo de Lei. Ele desejava uma adesão por amor e por isso deu-nos a opção de existir no regime de vida que nos propunha ou mesmo, experimentar outra possibilidade. Aquela que nos seduziu foi a de provar a dilatação do próprio auto centrismo, fazendo-nos, por nossa vez, centros e não periferia da Criação. Ou seja, tivemos a ególatra pretensão de nos tornarmos “Eus maiores” e não “eus menores” da original formação divina. Esse era o “fruto proibido”, a árvore do dualismo (do bem e do mal), da qual não nos convinha comer de seu fruto, ou sequer tocá-lo, pois “no dia que o comêssemos, morreríamos” (Gênesis 3:3). “Então muitos ‘deuses’ menores –, feitos de substância divina, livremente decidiram tornar-se ‘Deuses’ maiores, iguais a Deus. A escolha foi por eles feita, e o universo, abalado até aos fundamentos que estão no espírito, estremeceu e parte dele desmo­ronou, involvendo na matéria (a tão famosa queda dos anjos). Mas não foi assim para todos os se­res. A balança em que foram colocados os dois impulsos, para uma outra multidão de espíritos se inclinou, ao invés, para o lado Amor, oposto ao da rebelião por orgulho”.

Precipitadas por uma queda dimensional, as forças rebeldes impactaram-se no chamado “átomo primordial”, de densidade infinita e dimensão nula, o qual, ao explodir, gerou o universo físico. Nascem assim o espaço e o tempo, onde se formaram a energia e a matéria, elementos até então inexistentes na realidade divina. O Absoluto, no entanto, permaneceu intacto, além das medidas do Relativismo.

Justifica-se, desse modo, o nascimento de um cosmo a partir do caos que agora precisa ser organizado na esteira do tempo, pelas forças salvadoras de Deus, que caiu com a criatura para resgatá-lo do báratro onde se prendeu. E o espírito caído, algemado agora ao redemoinho atômico, necessita crescer e progredir, com seu esforço e sua dor, através do longo caminho evolutivo, para então retornar ao “Paraíso Perdido”, o Reino divino.

Essa informação, que agora nos choca e nos parece ser a maior novidade de nossos dias, é conhecida de todos os séculos. Está estampada em todos os mitos cosmogônicos e perfeitamente delineada na simbólica desobediência de Adão e Eva e na revolta e queda dos Anjos, relatadas na Bíblia. Nessa belíssima teoria, devidamente explicada por Ubaldi, o Evangelho do Cristo é resgatado, em sua sagrada essência, como o “edifício da redenção humana”, e Jesus reassume seu papel de um enviado divino para a salvação do grande e degenerado rebanho humano. E, assim, se tornam a nós compreensíveis, assertivas evangélicas que antes nos pareciam absurdas, como a do apóstolo Pedro: “Deus não poupou os anjos quando pecaram, mas lançou-os no inferno, e os entregou aos abismos da escuridão, reservando-os para o juízo” (Pedro II 2:44).

Ante essa estupenda revelação, nosso universo é agora entendido como uma construção secundária, provisória, destinada unicamente a acolher os espíritos que caíram e permitir-lhes o retorno ao Plano divino, o Paraíso perdido.

Nosso cosmo seria nada mais que “uma suntuosa construção de Satanás”.

Entendemos aqui que Satanás representa a adversidade, ou a oposição aos princípios divinos, ou seja, todos nós, a massa de espíritos falidos pelo exercício da rebeldia às Leis de Deus. Consequentemente, nosso universo, apesar de esplêndido em muitos aspectos e majestoso em sua grandiosidade, não passa de uma temporária e imensa ilusão de nossos sentidos. Assim como nasceu um dia, tem já demarcada a sua morte, como muito bem nos determinam atualmente os estudos da moderna Cosmologia.

Nossa casa cósmica, portanto, está cerceada no tempo, além de estar contida também nos limites do espaço. Não é uma edificação ilimitada e eterna, como antes pensávamos.

Pietro Ubaldi, traduzido por carlos T. Pastorino, denominou nosso universo de Antissistema (AS), em oposição ao universo original e realmente divino, por ele chamado de Sistema (S). Essa proposição explica-nos então por que em nossa realidade digladiam-se a ordem (S) com a desordem (AS), a felicidade (S) com a dor (AS), a construção (S) com a destruição (AS), a vida (S) com a morte (AS). Exatamente por vivermos em um palco onde as forças divinas do S lutam permanentemente para sobrepujar as rebeldes forças satânicas do AS. E assim entendemos por que encontramos na natureza, ao lado de formas belíssimas, figuras horrendas, como os animais peçonhentos; junto ao colaboracionismo, o injustificável parasitismo dos vermes e protozoários; e, antepondo-se ao amor, a carnificina das feras. E ainda, em meio ao aparente equilíbrio das leis de atração que sustentam os mundos, divisamos fenomenais hecatombes cósmicas, como os choques de galáxias (recentemente o telescópio Hubble capturou várias galáxias se entredevorando em espetaculares embates, como, por exemplo, a galáxia da Antena, na constelação de Peixes).

Mediante a tese da Queda, Deus é colocado em seu devido lugar de Criador perfeito, em um universo também perfeito, muito além do nosso. O Evangelho é refeito e o Cristo assume o papel de real condutor de nossa humanidade de volta à Casa Paterna (Parábola do filho pródigo).

Essa nova visão de síntese alberga também a Doutrina Espírita, uma vez que se continua a admitir a técnica evolutiva das almas. Apenas se agrega que as reencarnações sucessivas não nos conduzem por primeira vez a Deus, mas levam-nos agora de volta ao regaço divino. O criacionismo judaico-cristão abraça-se aqui com o moderno evolucionismo, compondo dois polos de uma mesma e mais abrangente verdade.

Servidos por essa fundamental visão da criação, podemos agora compreender com mais exatidão a revelação de João. A grande batalha do universo que se desenvolve não apenas no palco sideral, mas igualmente em nosso próprio mundo interior, representa a luta entre as forças positivas do S-Sistema- (o bem) e as potências negativas do AS –Anti sistema (o mal). Esse ciclópico prélio não pode ser explicado de outra forma senão pela Queda, pois do contrário compromete-se a inteligência do Criador, que terminaria por criar oposição a si mesmo. “A gigantesca luta entre o bem e o mal só pode ser expli­cada com a teoria da ruína ou Queda dos Anjos O Apocalipse é a história da volta, representa o caminho da reascensão, dividido em episódios de luta e conquista, até a meta final”.

Nosso universo, é como um imenso e desbaratado jogo de miragens e fantasias, não poderá sobreviver na eternidade do tempo: “Tudo é jogo de ilusões da nossa dimensão tempo, tu­do escapa no irreal, amarrado nesta sua corrida a um presente que jamais se detém. E as forças do mal em vão se agarram às crinas desse cavalo em fuga, porque nenhum edifício estável pode construir-se, cor­rendo sobre as areias movediças do transformismo da evolução, mas só na zona alta do espírito, onde as tempestades do tempo se acalmam, em mais elevadas dimensões. O mal, porém, é força decaída, repele e renega o espírito, permanecendo desesperadamen­te preso à matéria e à sua forma. Traz assim, em si mesmo, na própria natureza, a sua própria con­denação, como ele mesmo a quis”.

 O Apocalipse faz-nos ver o lento amadurecimento subterrâneo dos grandes fenômenos cósmicos (...). Num perfeito jogo de equilíbrios, acumulam-se em silêncio os impulsos reativos, e sobem, sobem, até a ex­plosão final, que é ao mesmo tempo o resultado de um cálculo de forças e um ato de justiça, fenômeno físico de elementos desencadeados, e fenômeno moral de punição dos culpados, terrificante fim de um mun­do e afirmação do Reino do Espírito, desespero de mor­te para os maus e vitória de vida para os bons”.

Estamos todos mergulhados na Lei de Deus, que não poderá ser interminavelmente transgredida e que atingirá os seus fins, inexoravelmente. “Se os maus quisessem fazer mau uso do amor de Deus, nem por isso a Lei poderia ficar violada pa­ra sempre

Apocalipse fala-nos exatamente do fim do universo conhecido e suas medidas. Ou seja, a dimensão espaço-tempo terminará por ser reabsorvida pelo Absoluto, de onde proveio. Seus deletérios produtos, a energia e a matéria, desaparecerão da realidade, para dar lugar apenas ao substrato divino, a substância essencial, imaculada, que a tudo compõe na esfera do Absoluto. O espírito sobreviverá como um domínio impreterivelmente imaterial, em sua pura essência, tal como foi criado. O AS então morrerá e, aqui não restará um átomo sequer. O grande tumor que é o AS será definitivamente curado, mediante sua completa extinção. Eis o fim a que está destinada a criação secundária em que vivemos, cujo término tudo nos indica estar delineado nas incisivas palavras do último livro da Bíblia.

Esse conceito não afasta a possibilidade de estarmos vivendo, na atualidade, uma mudança de fase em nossa evolução planetária.

Desse importante momento, como o do nascimento de uma nova civilização, a civilização do terceiro milênio. Não se nega também a probabilidade de que espíritos que não tenham atingido a condição evolutiva para aqui permanecer sejam deportados para outros mundos. Ou seja, o conceito de “Juízo parcial” mantém-se, ao que se agrega um “Juízo” verdadeiramente “final”.

Os símbolos, embora carreiem importantes e ocultas mensagens, não nos possibilitam, na atualidade, ser decifrados com exatidão. Não detemos ainda todos os elementos necessários para interpretá-los corretamente e emprestamos-lhes sempre significados próprios do período em que nos situamos.

Divaldo Franco declarou, logo que a AIDS foi descoberta, no início dos anos 80, que esta seria a clara designação do cavaleiro amarelo – “aquele que tinha assentado sobre ele a morte e o inferno o seguia, com o poder de matar a quarta parte da humanidade, com a espada, com fome e com a peste” Passados 30 anos, essa enfermidade, embora ainda represente grave problema de saúde pública, perdeu seu caráter emblemático e não se faz jus a essa metáfora apocalíptica.

Não obstante, a inspiração que nos guia e à qual não resistimos, induz-nos a um pequeno intento de emprestar significado a duas figuras apocalípticas, as quais se nos apresentam como de especial importância. Aqui, temos a ousadia de ir um pouco além.

A primeira delas é a “besta”. João, a princípio parece distinguir três bestas: a que “sobe do abismo”, a que “sai do mar” e a que “se levanta da terra”. A seguir, o apóstolo parece não mais fazer distinção entre elas e passa a se referir nada mais que a uma única besta. Podemos, portanto, entendê-las como sendo uma só.

O que seria o “abismo”, de onde “sobe a besta”. Esse termo aparece em diversas citações bíblicas, sendo a própria palavra sagrada que o define como sendo a região que está “embaixo” do Céu (Gen. 49:25, Deut. 13:33). Em Gênesis 1:2, deparamo-nos por primeira vez com esse intrigante vocábulo, na curiosa informação de que “o Espírito de Deus pairava sobre as águas do abismo”. A criação divina, paradoxalmente, inicia-se já com a presença desse abismo, ao qual a inteligência do Criador deve impor sua ordem no desenrolar do tempo – encontramo-nos aqui com uma clara referência ao nosso universo físico. Conforme nos revela a hodierna Cosmologia, nosso cosmo de fato nasceu do caos e, em seus primórdios, no início do big bang, assemelhava-se a um imenso vórtice negro de forças cósmicas altamente condensadas, contendo em si toda a substância cósmica – chamado pela Cosmologia de “ponto de singularidade” ou “átomo primordial”. Abismo então é clara referência ao AS, o nosso pobre universo deteriorado – e as poéticas palavras do Gênesis indicam-nos que o Criador, no instante da grande Queda, “preparava-se” para interferir, com suas leis salvadoras, em seu necessário resgate. Para aqueles que insistem em considerar nossa morada cósmica como uma edificação perfeita e divina, afirmamos, com Ubaldi e com a Cosmologia, que ela nasceu de uma imensa revolta dos “filhos de Deus” e fez-se no início uma barafunda de forças caóticas. Não podemos, desse modo, deixar de vê-la como um desbaratado e descomunal “buraco negro”, um sorvedouro contorcido em espaço, tempo, matéria e energia, o verdadeiro abismo.

Exatamente por isso é que o apóstolo Pedro, exarou em sua 2ª missiva que os anjos que pecaram estão presos no abismo, aguardando o juízo dos tempos, para, enfim, retornarem ao seio de Deus (Pedro II 2:44). E do mesmo modo André Luiz/Chico Xavier, na obra Entre a Terra e o Céu afirma-nos que “a cadeia de ascensão do espírito vai da intimidade do abismo à suprema glória celeste”.

REFERÊNCIAS:

Kardec, Allan. A Gênese.

Ubaldi, Pietro,

Bíblia de Jerusalém

Gilson Freire