quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

O CORPO FÍSICO SEGUNDO A FILOSOFIA

 

O CORPO FÍSICO SEGUNDO A FILOSOFIA

 

A concepção filosófica antiga mais difundida considera o corpo físico como o

instrumento da alma. E, como todo instrumento, “[…] pode receber apreço

pela função que exerce, sendo por isso elogiado ou exaltado, ou pode ser

criticado por não corresponder a um objetivo específico ou, ainda implicar

limites e condições.”

 

Platão (428 ou 427-348 ou 347 a.C.) pregava que o corpo físico é uma prisão

 ou túmulo da alma, pois a existência física mantém a alma prisioneira,

 limitando a sua ampla capacidade de manifestação. Contudo, este

 pensamento platônico, de corpo como prisão, só é aplicado literalmente às

pessoas que se deixam subjugar pela vida na matéria, incapazes de regrar os

 desejos e as tendências.

Para Aristóteles (384-322 a.C.) o corpo é o instrumento natural da alma.

Entendia que a teoria filosófica de Platão definia a existência de dois mundos:

o inteligível, campo de atuação da alma, e o sensível, modulado pelas

necessidades corporais. O pensamento platônico é essencial para a

compreensão de toda uma linhagem filosófica que valoriza o mundo inteligível

em detrimento do sensível.

Os filósofos medievais ensinavam que o corpo físico é a instrumentalidade

da alma, conceito firmemente defendido por Santo Agostinho (354-430).

Com Renée Descartes (2) (1596-1650), o corpo físico passa a não ser mais

considerado instrumento da alma, considerando-a independente do corpo.

Com essa dualidade corpo-espírito fez surgir o conceito de corpo como uma

máquina orgânica, que não guardaria qualquer relação com a alma.

Entretanto, para os filósofos que viam o corpo como instrumento da alma,

o cartesianismo se revelou como equivocado, uma vez que não explica de

forma convincente como o corpo seria criado, já que nada tinha a ver com a

alma.

As proposições de Descartes serviram de base para o desenvolvimento das

ideias científicas que, sobretudo a partir do século XIX, passam a não

considerar a alma, focalizando os seus estudos na máquina orgânica.

Para os filósofos materialistas, que não aceitam a existência e sobrevivência

da alma, o corpo é sempre exaltado, como o fazia o filósofo alemão Friedrich

Wilhelm Nietzsche (1844-1900),  †  crítico severo das religiões, inclusive do

cristianismo: “Quem estiver desperto e consciente diz: sou todo corpo e nada

fora dele.”

Para a Doutrina Espírita o corpo físico e o Espírito são entidades distintas,

ainda que um atue sobre o outro, sendo que o primeiro foi criado pelo

segundo, utilizando como molde o perispírito. Ensina também que o homem

corpóreo constrói uma personalidade em cada existência física, limitada ao

planejamento reencarnatório.

 

A corporeidade para o espírita deve ser o reconhecimento do corpo como

limite para o conhecimento e a sensação do Espírito, bem como a

materialização de sua vontade e necessidade. É o elo que o homem tem com

o mundo espiritual e as experiências relativas a esta realidade. Para fins de

conceituação, o homem encarnado não pode ser dicotomizado em corpo e

alma, isso seria o mesmo que separar a música do som.

 

2. O CORPO FÍSICO SEGUNDO A CIÊNCIA

O ser humano tem a estrutura corpórea muito semelhante à dos animais,

deles se distanciando, em termos evolutivos, pelo desenvolvimento

encefálico, conquista da razão com raciocínio contínuo, aquisição e

desenvolvimento de virtudes, livre-arbítrio, noção de si, do outro e de Deus.

Nos animais predomina o instinto.

O corpo humano se divide em cabeça, tronco e membros, do ponto de vista

anatômico. Mas do ponto de vista morfológico e funcional, é composto de

células, tecidos e sistemas orgânicos. Os sistemas são em número de oito,

assim especificados: digestivo, circulatório, muscular, esquelético, nervoso,

respiratório, urinário e reprodutor feminino/masculino.

As diferentes partes do corpo humano se interrelacionam, funcionando

dentro de um sistema fechado, de forma integrada, no qual cada sistema,

cada órgão, é responsável por uma ou mais atividades, controladas pelo

sistema nervoso central e periférico. Milhares de reações químicas acontecem

a todo instante dentro do corpo, seja para captar energia para a manutenção

da vida, movimentar os músculos, recuperar-se de ferimentos e doenças, ou

manter temperatura adequada à vida.

A unidade básica de formação do ser vivo, animal e vegetal, é a célula,

descoberta em 1667 pelo inglês Robert Hooke (1635-1703),  †  ao observar ao

microscópio um pedaço de cortiça (tecido vegetal morto). A célula animal

possui as seguintes estruturas básicas: a) membrana envoltória, rica em

gorduras (lipídios), proteínas e açúcares (glicídios); b) citoplasma, local onde

existem várias pequenas estruturas (organelas) que desempenham funções

específicas: respiração, nutrição, digestão, excreção, etc.; c) núcleo, região

onde estão localizados os cromossomos. Estes são quimicamente constituídos

de DNA, sigla que, em inglês, significa deoxyribonucleic acid, ou, em

português, ácido desoxirribonucleico (ADN). †  Nos cromossomos estão

situados os genes — unidades hereditárias que determinam as características

de cada indivíduo (genótipo ou genoma).

O número de cromossomos é variável nas diferentes espécies biológicas. No

caso do ser humano, suas células corporais (somáticas) possuem 23 pares de

cromossomos. Destes, 22 pares são semelhantes em ambos os sexos e

denominados autossomos. O par restante compreende os cromossomos

sexuais, de morfologia diferente entre si, que recebem o nome de X e Y. No

 sexo feminino existem dois cromossomos X e no masculino existem um

 cromossomo X e um Y.

As células corporais (somáticas) são formadoras de tecidos e as células

reprodutoras (gametas) dão origem a outro ser, dentro de cada espécie,

animal ou vegetal.

 

3. A EVOLUÇÃO DO HOMEM CORPÓREO

A Ciência considera o corpo humano como um produto bem sucedido da

evolução biológica, sobretudo a partir dos mamíferos, animais vertebrados

mais evoluídos. Entende que o surgimento do homem decorre de processo

evolutivo, tendo como base a Teoria das Espécies, + - elaborada pelo cientista

 inglês Charles Darwin (1809-1882), cuja síntese é a seguinte.

Os peixes originaram os anfíbios; estes deram aparecimento aos répteis e, a

partir de grupos diferentes de répteis, surgiram, primeiramente os mamíferos

e, a seguir, as aves (ainda que muito comumente se pense que as aves

surgiram antes dos mamíferos).

Nos mamíferos surgiram características inexistentes nos demais animais que

os antecederam na escala zoológica: glândulas mamárias, útero — órgão

exclusivo da fêmea e destinado a abrigar o concepto durante o

desenvolvimento embrionário e fetal — e membranas uterinas, âmnio e

alantoide, necessárias ao desenvolvimento embrionário, e placenta, anexo

que permite trocas respiratórias e nutritivas entre a mãe e o feto.

Evolutivamente, os mamíferos não necessitaram de pelos para a manutenção

da temperatura corpórea, como acontece em outros animais, porque

são homeotérmicos ou de “sangue quente” — animais, (os mamíferos e as

 aves) cujo metabolismo lhes permite manter a temperatura corporal

constante. Os peixes e répteis são de “sangue frio” (pecilotérmicos), daí

 precisarem de calor externo, como o do sol, para se aquecerem.

A cabeça dos mamíferos não permite rotação ampla sobre o pescoço, tal como

acontece nas aves. A circulação sanguínea é dupla e completa, tendo o

coração quatro cavidades distintas, dois átrios e dois ventrículos, sendo os

únicos animais da Natureza que contêm hemácias bicôncavas e sem núcleo

celular, fato que impede a reprodução dessas células (a medula óssea é que

produz as células sanguíneas).

Os mamíferos são também os únicos animais que apresentam pulmões

revestidos por uma membrana, a pleura, e possuem um músculo, o diafragma,

que separa as cavidades torácica e abdominal. O encéfalo dos mamíferos é

altamente desenvolvido, mostrando numerosas circunvoluções que expõem

ou fornecem maior extensão à superfície do córtex cerebral, onde se aloja a

massa cinzenta, fundamental ao raciocínio e aos processos cognitivos da

espécie humana.

O homem pertence ao gênero e espécie Homo sapiens †  espécie distinta dos

demais hominídeos (orangotangos, gorilas e chipanzés). O estudo da evolução

humana engloba várias disciplinas científicas, sendo que a antropologia

biológica ou física estuda a evolução biológica, a herança genética, a

adaptabilidade e a variabilidade humana, a primatologia e o registro fóssil da

evolução humana. É por esta disciplina (evolução) que se sabe que o gênero

Homo afastou-se, em determinado momento evolutivo,

dos australopithecus †  cerca de 2,3 a 2,4 milhões de anos, na África. Diversas

espécies do gênero Homo evoluíram, mas por não se adaptarem ao meio

ambiente foram extintas, como aconteceu com o H. erectus  †  (que habitou a

Ásia) e o H. neanderthalensis †  que viveu na Europa. Acredita-se que o

surgimento do H. sapiens tenha ocorrido entre 400.000 e 250.000 anos atrás.

Atualmente há duas teorias científicas sobre a evolução da espécie humana.

Uma, a mais dominante, é conhecida como “Hipótese da Origem

Única”. 

Prega que o H. sapiens surgiu na África e migrou para fora do continente, em torno de 50-100 mil anos atrás, substituindo as populações do H. erectus na Ásia, e a do H. neanderthalensis na Europa. A outra teoria é denominada “Hipótese Multirregional”,  †  ou seja, o H. sapiens surgiu e evoluiu em regiões geográficas distintas e separadas.

Independentemente das teorias da origem do homem moderno, o seguinte

 mapa oferece uma visão mais ampla da distribuição do H. sapiens no Planeta.

 

4. O CORPO HUMANO SEGUNDO O ESPIRITISMO

A Hipótese Multirregional +- de formação da espécie humana é a defendida

pelo Espiritismo, consoante estas explicações existentes em O Livro dos

Espíritos:

·        Questão 53O homem surgiu em vários pontos do globo? — 

o   Resposta: “Sim, e em diversas épocas, e essa é também uma das causas da diversidade das raças. Mais tarde os homens, dispersando-se nos diferentes climas e aliando-se a outras raças, formaram novos tipos.”

·        Questão 53-aEssas diferenças constituem espécies distintas? —

o    Resposta: “Certamente que não; todos são da mesma família. Porventura as múltiplas variedades de um mesmo fruto o impedem de pertencer à mesma espécie?”

·        Questão 689Os homens atuais formam uma nova criação ou são descendentes aperfeiçoados dos seres primitivos? — 

o   Resposta: “São os mesmos Espíritos que voltaram, para se aperfeiçoar em novos corpos, mas que ainda estão longe da perfeição. Assim, a atual raça humana que, pelo seu crescimento, tende a invadir toda a Terra e a substituir as raças que se extinguem, terá sua fase de decrescimento e de desaparição. Será substituída por outras raças mais aperfeiçoadas, que descenderão da atual, como os homens civilizados de hoje descendem dos seres brutos e selvagens dos tempos primitivos.”

·        Questão 690Do ponto de vista puramente físico, os corpos da raça atual são de criação especial, ou procedem dos corpos primitivos, par meio da reprodução? 

o   Resposta: “A origem das raças se perde na noite dos tempos. Mas, como pertencem todas à grande família humana, qualquer que tenha sido o tronco primitivo de cada uma, elas puderam aliar-se entre si e produzir tipos novos.”

O Espírito André Luiz assinala que o processo evolutivo é bem mais amplo do que se supõe:

O corpo espiritual que modela o corpo físico e o corpo físico que representa o corpo espiritual constituem a obra de séculos numerosos, pacientemente elaborada em duas esferas diferentes da vida, n se retomarem no berço e no túmulo com a orientação dos Instrutores Divinos que supervisionam a evolução terrestre. […] O veículo do Espírito, além do sepulcro, no Plano extra físico ou quando reconstituído no berço, é a soma de experiências infinitamente repetidas, avançando vagarosamente da obscuridade para a luz. Nele, situamos a individualidade espiritual, que se vale das vidas menores para afirmar-se, das vidas menores que lhe prestam serviço -, dela recolhendo preciosa cooperação para crescerem a seu turno, conforme os inelutáveis objetivos do progresso.

Não devemos ignorar, igualmente, que a hereditariedade “é mecanismo

biológico intimamente relacionado à evolução. Trata-se de processo de

transmissão de caracteres genéticos de uma geração para outra. No homem,

as células reprodutoras transferem esses caracteres durante a fecundação,

definindo, assim, o conjunto de genes  †  que cada indivíduo terá em uma

reencarnação.”

Embora a Ciência considere os cromossomos e os genes agentes

exclusivamente físicos, necessários à transmissão de caracteres hereditários

necessários à formação de um novo corpo, o Espiritismo dá-lhes outra

 dimensão, que extrapola a matéria do plano físico em que estamos situados:

“os cromossomos, +- estruturados em grânulos infinitesimais de

natureza fisiopsicossomática partilham do corpo físico pelo núcleo da célula

em que se mantêm e do corpo espiritual pelo citoplasma em que se

implantam.”

É importante assinalar que o corpo físico não é, segundo o Espiritismo, um

mero conjunto de células, tecidos, órgãos, etc., ainda que harmonioso, e que

reflete a sabedoria divina. O Espírito molda o seu corpo físico de acordo com

os aprendizados pelos quais necessita passar em cada existência física, como

esclarece o ministro Clarêncio, da colônia espiritual Nosso Lar: “No círculo da

matéria densa, sofre a alma encarnada os efeitos da herança recolhida dos

pais, entretanto, na essência, a lei da herança funciona invariavelmente do

indivíduo para ele mesmo […].”

Tais ideias são admiravelmente completadas pelo Benfeitor Alexandre,

destacada personagem da colônia espiritual citada:

O organismo dos nascituros, em sua expressão mais densa, provém do corpo

dos pais, que lhes entretêm a vida […]; todavia, em semelhante imperativo

das leis divinas para o serviço de reprodução das formas, não devemos ver a

subversão dos princípios de liberdade espiritual, imanente na ordem da

Criação Infinita. Por isso mesmo, a criatura terrena herda tendências e não

qualidades. As primeiras cercam o homem que renasce, desde os primeiros

dias de luta, não só em seu corpo transitório, mas também no ambiente geral

a que foi chamado a viver, aprimorando-se; as segundas resultam do labor

individual da alma encarnada, na defesa, educação e aperfeiçoamento de si

mesma nos círculos benditos da experiência.

 

CONCLUSÕES:

“Quem estiver desperto e consciente diz: sou todo corpo e nada fora dele.” F.

Wilhelm Nietzsche (1844-1900). 

“Desde a fase embrionária do instrumento em que se manifestará no mundo,

o Espírito nele [no corpo físico] plasma reflexos que lhe são próprios.”

“Para a Ciência o surgimento do homem passou por processo evolutivo, tendo

como base a Teoria das Espécies do cientista inglês Charles Darwin (1809-

1882), cujo processo pode ser assim sintetizado: os peixes originaram os

anfíbios; estes os répteis; e, a partir de diferentes grupos de répteis, surgiram

primeiramente os mamíferos, e depois as aves.” José Luiz Soares (Biologia)

·        “O corpo é para o homem santuário real de manifestação, obra prima do trabalho seletivo de todos os reinos em que a vida planetária se subdivide. […] Da sensação à irritabilidade, da irritabilidade ao instinto, do instinto à inteligência e da inteligência ao discernimento, séculos e séculos correram incessantes. A evolução é fruto do tempo infinito.”

“Atualmente há duas teorias científicas sobre a evolução das espécies. Uma,

a mais dominante, é conhecida como “hipótese de Origem Única”, + - e prega

que o Homo sapiens surgiu na África e migrou para fora do continente, algo

em torno de 50 a 100 mil anos atrás, substituindo as populações do Homo

erectus, na Ásia, e a do Homo neanderthalensis, na Europa. A outra teoria,

denominada “Hipótese Multirregional”, + - diz que o H. sapiens evoluiu em

regiões geográficas distintas e separadas.”

“É assim que dos organismos monocelulares aos organismos complexos, em

que a inteligência disciplina as células, colocando-as a seu serviço, o ser viaja

no rumo da elevada destinação que lhe foi traçada do Plano Superior, tecendo

com os fios da experiência a túnica da própria exteriorização, segundo o

molde mental que traz consigo, dentro das leis de ação, reação e renovação

em que mecaniza as próprias aquisições.

Allan Kardec introduziu esse conceito quando falou sobre corpo, perispírito e

espírito o que é, sem sombra de dúvidas, uma visão simplificada dos corpos

astrais. Não estamos aqui dizendo que ele não sabia sobre a existência de todos

os corpos astrais. Imagine você que, quando começou a escrever seus livros,

Kardec introduziu uma infinidade de informações e falou sobre coisas antes

nunca ditas tão diretamente. Abordar os sete corpos poderia mais confundir do

que explicar.

O Espírito não é um ponto, uma abstração, mas sim um ser limitado e

circunscrito, que só falta ser visível e palpável, para se assemelhar aos seres

humanos. Ele é definido pelo conjunto total das faculdades intelectuais, um

princípio ou essência da vida incorpórea. Seria equivalente ao Corpo Átmico (ou

Divino).

Já o perispírito modela o organismo de acordo com a necessidade de cada

espírito no processo de reencarnação. Sabendo disso, podemos concluir que

cada ser em desenvolvimento na Terra possui o corpo necessário para a sua

própria evolução. O perispírito pode ser considerado a junção dos seguintes

 corpos: Corpo Búdico, Mental Superior, Mental Inferior, Corpo Astral e Duplo

Etérico.

O corpo físico é esse mesmo que todos conhecemos! Também chamado de

“edifício biológico”

Resumo dos 9 corpos:
1. Corpo Físico

2. Duplo Etérico

3. Corpo Astral

4. Mental Inferior

5. Mental Superior 6. Corpo Búdico
7. Corpo Átmico

8. Corpo atômico

9. Corpo sub atômico

10-Corpo Espiritual segundo Paulo e Perispírito conforme Kardec

Alguns questionaram se tínhamos todos esses corpos realmente e respondemos sem hesitação. Sim!

Todos os seres encarnados na terra possuem os 10 corpos coexistindo.

Joanna de Angelis, em psicografia de Divaldo Franco fala sobre isso:

“De acordo com investigadores modernos (como também para alguns místicos antigos), possuímos vários corpos espirituais dentro de nosso próprio corpo físico, cada qual vibrando numa frequência específica, de modo que informações de frequências diferentes podem existir, semelhantes à difusão de diferentes ondas de rádio num mesmo quarto, ou como mensagens de telefone fluindo ao longo de uma única fibra ótica sem se misturarem. (…) Desde que mantenham suas frequências próprias, também esses corpos podem coexistir como entidades distintas num mesmo espaço.”

Quando morremos, nos desfazemos do corpo físico e, geralmente, mantemos por algum tempo o corpo etérico, com mesmo “formato” do corpo físico. Continuamos existindo de forma mais sutil e vibrando numa frequência tão rápida que o nosso novo corpo se torna invisível à maioria das pessoas não-clarividentes.

Alguns dias depois de nosso desencarne, abandonamos também o Corpo Etérico e passamos a residir no Corpo Astral por um novo período de tempo, que pode durar algumas semanas até séculos, dependendo de inúmeros fatores como reencarnação, elevação espiritual etc. Assim como o Etérico, o corpo Astral tem a mesma forma básica que o nosso corpo físico teve, porém mais sutil. À medida que galgamos degraus na evolução espiritual e nos elevamos às dimensões superiores, nos despojaremos do Corpo Astral.

 

FONTES:

1. Dicionário de filosofia - Google Books

2. COELHO, Humberto Schubert. Genealogia do Espírito

3. SOARES, José Luís. Biologia 2.°grau.

4. Evolução em dois Mundos

5. Evolução e hereditariedade 

6. Entre a Terra e o Céu

7. Missionários da luz.

8. Public Library of Science journal.   

9. http://www.plosbiology.org/article/info:doi/10.1371/journal.pbio.002030

10.O circulo

11. Pensamento e vida

12.Roteiro

PREFACIODE OBSESSÃO E SUAS MASCARAS

 

Estudamos os capítulos do livro Obsessão e suas Mascaras que abrange estudo dos casos obsessivos dos livros da série de André Luiz. Livros que já foram lidos e cuja discussão foi esclarecida pela presente obra. Por isso achamos por bem colocar o prefacio do livro, com a explanação da autora Dra. Marlene Nobre, presidente da AME SP (Associação Médico Espirita de São Paulo).

 

 

PREFACIODE OBSESSÃO E SUAS MASCARAS

 

Se não crerdes, não entendereis. (Isaías, VII, 9 –” a cabeça de Efraim é Samaria e a cabeça de Samaria é o filho de Romelias. Se não o credes, não vos mantereis firmes”)

A fé procura, o intelecto encontra, (comentário de Santo Agostinho -[a Isaías, VII, 9 – “... porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado; ele recebeu o poder sobre os seus ombros e lhe foi dado este nome conselheiro maravilhoso, Deus forte, Pai para sempre, príncipe da paz, para que se multiplique o poder assegurando o estabelecimento de uma paz sem fim, sobre o trono de Davi e sobre o seu reino”] - De Trinitate, XV –“ O Espírito Santo não é o Pai nem o Filho, mas o Espírito   do   Pai   e   do   Filho.   Um      Deus; porém   são   distintos   em   suas operações. As ações relatadas nas Escrituras (atribuídas ora ao Pai, ora ao Filho, ora ao Espírito Santo) são específicas das respectivas Pessoas Divinas.

Nestas ações, porém, as Pessoas Divinas são inseparáveis, como o são em si.

Segundo Agostinho é justamente pela inseparabilidade das ações das Pessoas Divinas que afirmamos a inseparabilidade da Trindade em si.

A   partir   do   texto   do   Evangelista   João, Agostinho   demonstra   a

consubstancialidade do Filho em relação ao Pai. Esta demonstração parte de que o Filho não foi criado pelo Pai, logo, se não é criatura, é Deus. Na carta de São Paulo a Timóteo (I Tm 6,14-16 – “guarda o mandamento imaculado, irrepreensível, até a Aparição de nosso Senhor Jesus Cristo que mostrará nos tempos estabelecidos o bendito e único soberano o ri dos reis e Senhor dos senhores o único que possui a mortalidade que habita uma luz inacessível, que nenhum homem viu, nem pode ser. A ele, honra e poder eterno! Amém!”), Agostinho percebe a menção da Trindade quando o Apóstolo se refere ao “bendito e único Soberano”. Em uma mesma perspectiva lógica, Agostinho conclui que o Filho não foi criado, pois João

escreve: “Todas as coisas foram feitas por ele” (Jo 1,3 – “tudo foi feito por meio dele e sem ele nada foi feito”), então, se tudo foi feito pelo Filho, o Pai não teria podido ter criado o Filho, sem o Filho.

Em   relação   ao   Espírito   Santo   Agostinho   realiza   um   encadeamento   de versículos para demonstrar a sua divindade. Na epístola aos Efésios Paulo declara que os santos servem ao Espírito de Deus. Ajunta-se a este versículo o conteúdo de (Rm 1,25 – “eles trocaram a verdade de Deus pela mentira e adoraram a criatura em lugar do criador que é bendito pelos séculos amem!) que prescreve que não servimos às criaturas, mas ao Criador.

Agostinho também   deseja esclarecer as diversas   passagens das Sagradas

Escrituras que insinuariam que Cristo Jesus seria inferior ao Pai, como, por

exemplo, no   Evangelho   de   João: “O   Pai   é   maior   do   que   eu” (Jo   14,28 – “vós ouvistes o que vos disse: vou e retorno a vós. Se me amasseis ficaríeis alegres por eu ir para o Pai porque o Pai é maior do que eu).

condição humana.

É sobre esta questão que Santo Agostinho mais se detém em seu primeiro

capítulo – como compreender as diversas passagens bíblicas nas quais se

encontra   uma   aparente   dissonância   entre   Jesus   Cristo   verdadeiro   Deus   e Jesus Cristo verdadeiro homem. Para Agostinho Jesus Cristo opera através da natureza humana e através da natureza divina. Enquanto Filho do Homem foi crucificado, enquanto Filho de Deus é o Senhor da Glória e virá para julgar.

Raciocínio interessante surge destas reflexões a respeito das ações de Jesus

Cristo. Agostinho argumenta que, no Julgamento Final, será Jesus na forma

em que é Filho do Homem que virá para julgar, uma vez que em sua essência divina, naquilo que é igual ao Pai, não poderia ser contemplado pelos ímpios, pois “bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5,8 – “felizes os puros de coração porque verão a Deus).

Esta contemplação será somente para aqueles de puro coração que verão a Jesus Cristo em sua forma de Deus.)

Durante muitos anos, temos esperado o aparecimento de livros que comentem a Obra de André Luiz.  Acompanhamos, com entusiasmo, o esforço de J. Martins Peralva, trazendo à publicação Estudando a Mediunidade e Mensageiros do Bem, com excelentes comentários a dois livros desse acervo - Nos Domínios da Mediunidade e Os Mensageiros, indicações constantes nossas a quantos estejam interessados no estudo da Doutrina Espírita, especialmente nesses temas.

Em agosto e setembro de 1987, frequentamos o curso ministrado pelo dr. Paulo Bearzoti sobre o livro Evolução em Dois Mundos, realizado nas reuniões de sábado da Associação Médico-Espírita de S. Paulo (AME-SP), à época, sediada na rua Maestro Cardim e presidida pelo dr. Ary Lex, tendo como secretária-geral a dra. Maria Julia de M. Prieto Peres.

O dr. Bearzoti foi assistente do professor Oswaldo de Freitas Julião e chefe do Ambulatório de Neuropediatra da Universidade de Campinas (Unicamp); era também, à época, docente do Instituto de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-CAMP), de modo que, aliando sua bagagem científica e cultural ao conhecimento espírita, trouxe uma valiosa contribuição a esse estudo. Posteriormente, essas aulas foram enfeixadas no Boletim 5, publicação da própria AMESP, cuja primeira edição saiu no mesmo ano de 1987 e a terceira8ºacaba de ser publicada.

Inúmeros cursos, estudos sistemáticos e simpósios ocorrem no Brasil, dissecando, especialmente, essa série, fatos que, por si mesmos, já ressaltam o seu valor inestimável, dentro do contexto da obra monumental carreada por Francisco Cândido Xavier, dos Cimos para a Terra.

A própria AME-SP, no momento na sede da Av. Pedro Severino Jr., 325 tem continuado a realizar, em sua programação anual, os estudos desta Coletânea, de fundamental importância para o entendimento mais amplo da saúde humana.

Em 30 de novembro de 1996, nós mesmos tivemos a oportunidade de dar a primeira aula, na Universidade de São Paulo (USP), sobre a valiosa contribuição de André Luiz, abordando, especialmente, assuntos que constam deste livro, a convite do dr. Sérgio Felipe de Oliveira, coordenador do Curso de Psicobiofísica Pós-Graduação Lato Sensu. A intenção do coordenador é prosseguir trabalhando com os alunos, de modo a dissecar mais amplamente os estudos revelados pelo médico desencarnado.

Já lemos, aqui e ali, artigos em jornais e revistas, com algum comentário sobre determinado aspecto dessa coleção; desconhecemos, porém, outros livros com essa função precípua.

Depois de alguns decênios de estudo, partilhado, de certo modo, com os companheiros do Grupo Espírita Cairbar Schutel (Jabaquara-S. Paulo), decidimos, por nossa vez, publicar alguns comentários e apontamentos sobre essa Obra, visando temas específicos, que abrangessem os 14 livros.

Como assunto inicial, escolhemos os estudos que temos feito sobre Obsessão, visando, principalmente, uma tentativa de classificação e uma melhor compreensão, dada a sua grande complexidade. Essa escolha foi reforçada por dois eventos: o 1º Congresso Espírita Mundial, realizado em Brasília, pelo Conselho Espírita Internacional, em 1995, e a série de palestras que fizemos, a 9ᵅ, a convite do médico Fábio Villarraga, em oito cidades colombianas e depois na Guatemala, abordando esse mesmo tema, que despertou sempre um vivo interesse por parte do público.

Para fazer parte deste trabalho, preparamos igualmente um estudo introdutório sobre a importância do Pensamento, base fundamental de todo o intercâmbio espiritual, e assuntos correlatos, tais como os Reflexos Condicionados e alguns apontamentos sobre a Pineal, dividindo, assim, o livro em duas partes.

Na montagem definitiva do livro, decidimos, no entanto, colocar as anotações sobre o Pensamento na Parte II. Essa opção, embora não seja muito didática, vai favorecer àqueles que desejarem, tão-somente, maiores informações sobre obsessão.

Com esta observação, estamos remetendo o leitor para a Parte II do livro, se desejar primeiramente maiores esclarecimentos sobre as bases de operação do pensamento, antes de entrar no estudo das obsessões. O caminho fica a seu critério.

Cremos que há uma carência de discussão dos temas aqui propostos, sob o enfoque holístico. Essa falta básica fundamenta-se, especialmente, no paradigma reducionista-materialista, que a maioria dos cientistas elegeu, pelo menos até o momento, para orientação de suas atividades intelectuais e do próprio comportamento. De acordo com esses princípios materialistas, o pensamento é secreção do cérebro, produto do quimismo celular e como tal deve ser estudado, o que, na prática, significa necessidade de maior avanço tecnológico para ampliar conhecimentos acerca das funções do sistema nervoso, expoente máximo de sua produção.

Aqui e ali repontam testemunhos importantes em favor da preponderância do Espírito sobre a matéria. Devemos especialmente a um grupo de físicos essa ênfase. Entre estes, é inegável a tarefa missionária do professor Fritjof Capra. Seguindo os passos de Einstein, não apenas por sua inclinação10ºpela física, mas igualmente por sua convicção espiritualista, Capra publicou livros importantes, como O Tao da Física e O Ponto de Mutação e vem contribuindo, de forma efetiva, para a mudança do paradigma reducionista-materialista, no qual ainda se fundamentam as nossas universidades e a sociedade como um todo. No campo médico, o neurocirurgião Wilder Penfield também constitui uma das honrosas exceções à regra dos cientistas materialistas, afirmando que o cérebro é o computador e a mente o programador, e enfatizando o aspecto dualista do ser humano. Estes e outros testemunhos importantes, como os de Karl Pribram, Stanislav Grof, Ken Wilber, Richard Gerber, entre outros, citados no corpo deste livro, ainda não conseguiram, todavia, a grande mudança, a estrutural. Para esta, há que se esperar mais, porque está diretamente vinculada à madureza dos tempos, como enfatiza Kardec.

Com os singelos apontamentos deste livro, desejamos lembrar que a Doutrina Espírita, desde o seu surgimento no século passado, tem contribuído para essa mudança, uma vez que é uma das minorias criativas a apontar caminhos para os Tempos Novos, a civilização porvindoura.

Kardec e a falange da Terceira Revelação ressaltam, entre seus ensinos, a importância dos atributos e propriedades do Espírito, destacando o pensamento como sua produção específica, que lhe permite as conexões com os demais seres do universo.

Neste século, a revelação continua, com os Benfeitores Espirituais, dos quais André Luiz é porta-voz, afirmando que O Universo é a exteriorização do Pensamento Divino, e a civilização produto da mente humana. E muito mais, que tentamos resumir na Parte II.

Quanto à obsessão, em termos de população terrestre, o desconhecimento também é visceral. Para admitir a influência de espíritos inferiores em nossa mente e, consequentemente, em nossos pensamentos e atos, é preciso aceitar a imortalidade da alma e sua capacidade de associação - benéfica ou maléfica - em todos os planos da vida. Em geral, as concepções religiosas são muito imprecisas no que concerne ao destino das almas após a morte, colocando um sono profundo, eterno, no dealbar desse mundo, ressaltado como desconhecido e ameaçador, dificultando, sobremaneira, qualquer discussão benéfica sobre avida no além e seus habitantes.

Com raras exceções, cientistas e investigadores, psiquiatras e psicólogos, desconhecem o assunto, quando não o ignoram, deliberadamente. Com isso, a obsessão tem sido subestimada no mundo, fazendo vítimas, a cada dia, favorecendo o aumento lastimável de crimes, muitas vezes hediondos, e doenças as mais variadas.

Cremos que é chegado o momento de se estudar mais esse flagelo antigo.

Médicos, psicólogos e profissionais da área da saúde precisam debruçar-se sobre esse tema, procurando oferecer mais amparo à mente humana, que, atualmente, periclita, de forma assustadora, tendendo ao total desequilíbrio. Sobretudo, quando se sabe que a humanidade terrena se aproxima, a cada dia, da esfera de vibrações dos invisíveis de condição inferior, que a rodeia em todos os sentidos e, e na verdade, a esmagadora percentagem de habitantes da Terra não se preparou para os atuais acontecimentos evolutivos.

O número de agentes de saúde que mourejam, anonimamente, nos centros espíritas, oferecendo seu modesto trabalho, quer como médiuns, quer como doutrinadores ou esclarecedores, precisa ser multiplicado. Ficaríamos muito gratificados se esta publicação fosse um estímulo ao surgimento de um maior número de companheiros empenhados nesta área de serviço abnegado.

Neste livro, procuramos vasculhar a Obra de André Luiz e enfeixar seus ensinamentos sobre os temas propostos, comentando-os à luz dos conceitos de Allan Kardec e de outros pesquisadores que se interessam pelo paradigma espiritualista.

O nosso intuito maior foi apresentar os ensinamentos da forma como foram transmitidos, por esse notável porta-voz da Espiritualidade Superior, verdadeiro Dante Alighieri do século XX, sem a preocupação de justificá-los com comprovações científicas, mesmo porque esse é um campo quase inexplorado, onde há praticamente tudo por fazer e está a exigir muito esforço humano no campo da pesquisa.

Cremos que é chegado o momento de a própria revelação do mundo superior influir no ânimo dos investigadores espiritualistas para que se ponham a campo, tentando levar maior apoio à mente humana; por essa razão, não temos nenhum prurido se nos considerarem demasiado crédula, alienadas ou mesmo fora do contexto científico. Sabemos, perfeitamente, que esta é uma área ainda eivada de preconceitos, mas não se pode esquecer a relatividade do tempo, muitas teorias ontem consideradas indestrutíveis já foram varridas da face do planeta e outras estão em vias de desaparecer. Assim é a existência, os rótulos provisórios também passam...

Temos certeza de que outras obras vão se originar com o desdobramento de um capítulo deste livro ou da junção de vários deles, para melhor compreensão de assuntos tão complexos. Quem sabe, a partir do surgimento deste primeiro volume, mais colegas, psicólogos e especialistas, além de militantes espíritas da área da desobsessão, não se entusiasmarão em aprofundá-los, enriquecendo-os também com as suas próprias casuísticas?

Cremos que o trabalho é vasto, faz-se necessário, e é de todo aconselhável, que os vários subtemas tenham, na medida do possível, aprofundamento científico, com a divulgação de pesquisas específicas realizadas nas universidades, cotejadas com os resultados obtidos na prática mediúnica dos centros espíritas, que se dedicam a essas tarefas. Como vemos, o trabalho apenas se esboça.

Interessamo-nos em continuar aprendendo. Temos certeza de que, após a publicação deste livro, a cada dia, estaremos observando o que deixou de ser dito e anotando a compreensão a mais a que chegamos, com o passar do tempo. É isso o que ocorre quando se estuda uma coletânea que faz parte de uma Revelação do Mundo Maior: a cada leitura, descobrem-se novos conceitos, a compreensão amplia-se, abrindo novos campos à observação.

Reconhecemos os limites de nossos conhecimentos e as restrições de espaço e tempo, no exame de ideias tão abrangentes; se saímos a campo, é principalmente para não nos omitirmos diante desse legado de valor inestimável.

Sei que André Luiz, com a generosidade do seu coração, já nos perdoou o cometimento.

Quanto a você, leitor amigo, pedimos que se deixe levar pelo belo pensamento de nosso admirado Fernando Pessoa: Tudo vale a pena se a alma não é pequena.

Dra. Marlene Rossi S. Nobre

 

CONCLUSÃO DO GRUPO

Agostinho de Hipona braça a trindade e cita várias passagens bíblicas onde se contradiz perfeitamente quando defende Jesus ser Deus o que justifica o absurdo da trindade. Agostinho deseja provar que Deus não é único nem soberano absoluto pois teria descido no corpo biológico de Jesus em uma gravidez perfeitamente dentro dos princípios humanos, pois jamais derrogaria sua lei. Agostinho se perde citando muito e em sua última justificativa, João em 14:28 é imperativo: “o Pai é maior que eu”.

Mas como Agostinho era bispo de Hipona prevaleceu sua argumentação que provavelmente foi aprovada por não ser entendida e não quererem criar discussões.

FONTES:

Bíblia de Jerusalém

Embora o espírito de André Luiz tenha escrito mais livros, através da psicografia de Francisco Cândido Xavier, estamos considerando como sendo sua obra, para a finalidade deste estudo, quatorze deles:

Nosso Lar,

 Os Mensageiros, 

Missionários da Luz

Obreiros da Vida Eterna

No Mundo Maior

 Libertação

Entre a Terra e o Céu

Nos Domínios da Mediunidade

Ação e Reação

Evolução em dois Mundos

Mecanismos da Mediunidade

Sexo e Destino

Desobsessão

E a Vida Continua...

Obsessão e suas mascaras

O Mistério da Mente

 

Renovação

Ano Novo é também renovação de nossa oportunidade de aprender, trabalhar e servir.

O tempo, como paternal amigo, como que se reencarna no corpo do calendário, nos descerrando

horizontes mais claros para a necessária ascensão.

Lembra-te de que o ano em retorno é novo dia a te convocar para execução de velhas promessas,

que ainda não tiveste a coragem de cumprir.

Se tens desafeto, faze das horas te renascer o caminho da reconciliação. Se foste ofendido, perdoa,

a fim de que o amor te clareie a estrada para frente.

Se descansaste em demasia, retorne ao arado de tuas obrigações e planta o bem com destemor para

a colheita do porvir. Se a tristeza te requisita, esquece-a e procura a alegria serena da consciência

feliz no dever bem cumprido.

Novo Ano! Novo Dia!

Sorri para os que te feriram e busca harmonia com aqueles que não te entenderam até agora.

Recorda que há mais ignorância que maldade, em torno de teu destino. Não maldigas, nem condenes.

Auxilia a acender alguma luz para quem passa ao teu lado, na inquietude da escuridão.

Não te desanimes, nem te desconsoles.

Cultiva o bom ânimo com os que te visitam, dominados pelo frio do desencanto ou da indiferença.

Não te esqueças de que Jesus jamais se desespera conosco e, como que oculto ao nosso lado,

paciente e bondoso, nos repete de hora a hora:

– Ama e auxilia sempre.

Ajuda aos outros, amparando a ti mesmo, porque se o dia volta amanhã, Jesus está contigo,

 esperando pela doce alegria da porta aberta de teu coração.

Francisco Candido Xavier

UM NVO MANDAMENTO VOS DOU

 

 

“Um novo mandamento vos dou:

que vos ameia uns aos outros.”

  

O amor é o estágio mais elevado do sentimento.

O ser somente atinge a plenitude quando ama. Enquanto anseia e busca ser amado, foge à responsabilidade de amar e padece a infância emocional.

No contexto social da atualidade dos dias de hoje, a expressão amor sofre a desvalorização do seu significado para experimentar a decomposição do tormento sexual, que não passa de instinto em desgoverno.

Sem dúvida, o sexo amparado pelo amor caracteriza a superioridade do ser, facultando-lhe harmonia íntima e perfeito intercâmbio de vibrações e hormônios a benefício da existência.

Sexo sem amor, porém, representa regressão da inteligência às formas primitivas do desejo desordenado, com o comprometimento das aspirações elevadas em detrimento de si mesmo e dos outros.

Por essa razão, vige em todos os departamentos do Cosmo a mensagem do amor.

Na perfeita identificação das almas o amor produz a bênção da felicidade em regime de paz.

Nem sempre, porém, se encontrará no ser amado a recíproca. Difícel mas é essencial, amar, sem solicitação.

De todos os construtores do pensamento universal, o amor recebeu a contribuição valiosa de urgência. Isto, porque Deus, Nosso Pai, é a mais alta manifestação do amor.

E Jesus, padronizando as necessidades humanas quanto solucionando-as, sintetizou-as no amor, como única diretriz segura por meio da qual se pode chegar a meta que todos perseguimos nas sucessivas existências.

* * *

Se por acaso o céu dos teus sorrisos está com as estrelas da alegria apagadas, ama, assim mesmo, e clarearás outros corações que permanecem em noites mais sombrias, percebendo que todo aquele que irradia luz e calor, se aquece e se  ilumina, permanecendo feliz em qualquer circunstância.

Haja, pois, o que haja, ama.

Em plena cruz, apesar do desprezo , da traição, castigo e a dor total, Jesus prosseguiu amando e até hoje, fiel ao postulado que elaborou como base do Seu ministério, continua amando-nos sem cansaço.

Amem-se com respeito, perdão, dialogo e paixão, pois essa é a chave do céu.

(João: capítulo 13º, versículo 34.)

 

MARIO QUINTANA

Um pouco de Quintana

eu queria trazer-te uns versos muito lindos
colhidos no mais íntimo de mim...
Suas palavras seriam as mais simples do mundo, 
porém não sei que luz as iluminaria
que terias de fechar teus olhos para as ouvir...
Sim! Uma luz que viria de dentro delas,
como essa que acende inesperadas cores
nas lanternas chinesas de papel!
Trago-te palavras, apenas... e que estão escritas
do lado de fora do papel... Não sei, eu nunca soube o que dizer-te
e este poema vai morrendo, ardente e puro, ao vento
da Poesia...
como uma pobre lanterna que incendiou!

 

 

Para reflexão 🤍

_Vamos refletir?

 

Há dois anos atrás, quando estávamos planejando as festas de final de ano, fizemos muitos planos para o futuro de 2020 e 2021.

Reclamamos muito de 2019

Reclamamos mais do que agradecemos, não é verdade?

Daí, chegou o tão esperado 2020.

Quantos sonhos e planos...

Quantos planejamentos e expectativas por um ano de número par... dois mil e vinte.

E 2020 foi um ano ímpar

Diferente de tudo que já vivemos até hoje

Famílias separadas

Avós adoecendo sem ver os netos

Netos sem afagos dos avós

Pai e mãe longe de seus filhos

Filhos longe de seus amigos

Partidas sem despedidas

Muito choro sem entender por que tão rápido

Sorrisos embaixo de máscaras

Rostos cansados com marcas de máscaras

Mãos aflitas a procura de água, sabão e álcool gel

Médicos e profissionais da saúde exaustos

Cidades vazias

Hospitais cheios

Cemitérios lotados de rico, pobre, velho, jovem, crianças, negros, brancos, artistas famosos, anônimos, gente dos quatro cantos do mundo indo para o mesmo lugar

Um lugar sem volta

Um vírus e milhões de sonhos cancelados

Um vírus e milhões de famílias destruídas

Um vírus e milhões de expectativas trancadas em casas

E você, que lição tirou de tudo isso?

Já agradeceu por ter chegado até aqui?

Você entendeu que os planos de Deus são diferentes dos nossos?

Você entendeu a importância do Agradecer?

Você entendeu a importância e a falta que um abraço faz?

Você entendeu que a sua família vale muito?

Você entendeu que a ganância por ganhar dinheiro não vale a pena?

Você entendeu que a cor da pele não faz diferença?

Você entendeu a importância de viver o hoje?

Você entendeu a importância de dizer eu te amo pra quem você ama agora?

Você entendeu a importância de pedir perdão a quem você ofendeu?

Você entendeu que bens materiais como: roupa de marca, o carro do ano e a mansão tão cobiçada, nada disso você leva quando vai embora?

Você entendeu a importância dos minutos com seus filhos?

Você sabia que muitas famílias não vão comemorar o Natal esse ano?

Você sabia que você é privilegiado em ter a sua família reunida neste Natal?

Você entendeu o que é gratidão?

Gratidão é agradecer a Deus por cada minuto vivido.

Gratidão é ter aconchego da família.

É poder respirar e sorrir sem máscaras.

Gratidão é poder compartilhar um abraço entre pessoas

Gratidão é viver o hoje intensamente

Gratidão é viver em harmonia

Agora eu te faço um convite:

Vamos orar e agradecer pelo ano de 2020, 2021 e planejar menos em 2022?

Vamos somente orar por dias melhores?

Vamos aproveitar mais cada minuto ao lado de quem a gente ama?

Vamos reclamar menos?

Vamos deixar Deus conduzir à maneira Dele?

Vamos refletir o que realmente importa?

Cada minuto vale muito, lembre-se disso!

Cada minuto importa.

Que Deus nos abençoe!

Amém! 🙏✨🙌🏼

 

(Autor desconhecido) _

 Bom Dia!

Depois de um longo e tenebroso inverso, estamos tentando dar continuidade aos nossos estudos virtuais já que o presencial não tem tempo de retorno.

Publicamos os últimos textos em dezembro e estamos recomeçando devagar. Afinal nosso grupo eclético era composto de 40 membros e agora estamos começando a voltar com apenas 32. Nossos oito(8) companheiros retornaram a nossa casa, sem que saibamos se foram para retorno a Capela ou preparação para retorno a este planeta junto com a nova geração.

De qualquer forma estamos recomeçando.

Feliz 2022