sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

CALICE afasta de mim esse... “CONCLUSÃO DO GRUPO”

 

 CALICE afasta de mim esse... “CONCLUSÃO DO GRUPO”

“Jesus jamais pediria tal coisa para ele sabendo que seria preciso ocorrer como previsto. Como Jesus falava para a humanidade, podemos entender que isso seria um apelo pelo povo uma ajuda para se afastarem das, mas inclinações e dos erros que os levariam a julgamento pelos homens e por Deus”.

 (Mt 26:39 – “e indo um pouco adiante, prostou-se com o rosto em terra e orou: meu Pai se é possível, que passe de mim esse cálice, contudo, não seja como eu quero, mas como tu queres”)

(Cl 22:42 – “Pai, se queres, afasta de mim esse cálice! Contudo, não a minha vontade, mas a tua seja feita!

Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar. (...) A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo.” 

O significado da palavra vigiar, especificamente nesse caso, equivale a estar de vigília ou sentinela.  E estar de vigília é o “estado de quem à noite se conserva desperto, atento”, velando ou tomando conta de algo ou de alguém. Em outras situações, vigiar também pode representar: “observar atentamente; acautelar-se, precaver-se”.

Depois dessas palavras, Jesus se afastou e assim orou a Deus:

E, voltando para os discípulos, encontrou-os dormindo, e foi dizendo a Pedro:

·         “Então, nem uma hora pudestes vós vigiar comigo? Vigiai e orai (ou seja, fiquem acordados e orando comigo), para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” Podemos afirmar que a intenção dos discípulos até era manterem-se despertos, mas cederam à tentação do sono.

No entanto, a interpretação evangélica para o termo vigiar também diz respeito à necessidade de tomarmos as devidas precauções, sustentando, assim, o indispensável equilíbrio e lucidez, para perceber além das aparências e, com isso, escolher o que verdadeiramente será o melhor para nós, nas várias situações de nosso cotidiano.

Com isso, o “vigiai e orai” consiste em um alerta sempre oportuno a envolver a razão e a emoção de cada um de nós. A razão, porque é através de sua observação atenta e constante que nos conscientizamos de nossas negativas predisposições íntimas. A emoção, porque é ela que nos ajuda a estabelecer, através da prece, uma sintonia mais intensa com Deus e com o plano espiritual superior, de modo a nos fortalecermos, moralmente, perante as dúvidas e os conflitos. Sendo a fé espírita caracterizada pelo uso da razão, necessariamente, ela converge esses dois indutores de nosso aprimoramento intelecto-moral: a mente e o coração.

Quanto à importância desse comportamento cuidadoso, o Espírito Miramez ensina:

·        Se o homem fosse espírito puro, não estaria reencarnado na Terra, sofrendo as duras consequências deste plano. A evolução é uma lei criada por Deus, e é contemplando os horizontes da Terra, que os espíritos se tornam conscientes das necessidades das lutas que devem empreender, para se libertarem do pesado fardo da ignorância em que se encontram.

Desde os primeiros instantes em que ingressa pelas portas da reencarnação, o espírito carrega consigo a bagagem das experiências e das necessidades, e se vê ante as lutas indispensáveis que vai enfrentar com o dragão dos seus instintos inferiores.

(...) Para o combate, a primeira arma necessária é a vigilância. Quem não aprendeu a vigiar, continua caindo nas armadilhas dos lobos. E como o Evangelho diz que só lobos caem em armadilha de lobos, os que não conseguem vigiar, continuam a ser lobos.

(...) Vigiar constitui a primeira defesa da alma na batalha consigo mesma: policiar suas mais caras experiências contra as investidas do mal que deturpa, da ignorância que desestimula, da sombra que entristece.

O exercício do pensamento poderá ser uma lavoura de conhecimentos inesgotáveis e, desse manejo individual, tiraremos lições valiosas, porque a razão constitui professor insubstituível, no templo do coração.

(...) Com esse exercício, os sentimentos tomarão outros rumos, e a alma entrará na era dos pensamentos puros, frutos da vigilância com Jesus, ensinada pelo Evangelho. A vigilância é a força que constrói, nas almas, as boas tendências. Deves vigiar no pensar, no falar e no viver.  

O “vigiai e orai” é um ensinamento tão relevante, que o próprio Cristo deixou um modelo de prece. Assim, no Sermão da Montanha (Mt 6:9-13), ensinou a oração dominical, ou o Pai Nosso, pedindo em um de seus pontos: “e não nos deixeis cair em tentação; mas livrai-nos do mal.” 

A tentação traduz-se por um “impulso íntimo dirigido para o pecado, originado dos instintos inferiores ou da malignidade do tentador”. E pecado expressa-se por meio de uma “transgressão da lei, ou de um preceito religioso ou qualquer regra”.

Na realidade, esse desejo mais intenso sempre tem origem em nós, muito embora possa ser estimulado por fora de nós. É nesse sentido que o Espírito André Luiz afirma: “Cada um é tentado exteriormente pela tentação que alimenta em si próprio”.  

É natural a todo ser humano possuir anseios e necessidades. E a diligência pela conquista de compensação e gratificação para as suas mais variadas aspirações é que o impulsiona ao desenvolvimento pessoal, à superação de obstáculos, à obtenção de bem-estar. Entretanto, existem criaturas que nem sempre conseguem bem direcionar essa busca de satisfações.

Principalmente aquelas que possuem sérias carências íntimas, algumas complicações os podem ocorrer, uma vez que procuram concretizar no mundo exterior muito dos anseios conflituosos que alimentam em sua mente e em seu coração. E é nesse contexto que o mecanismo da tentação pode acontecer: quando algo no exterior acena com a possibilidade de uma gratificação interior, porém, de forma inadequada.

Em vista disso, o Espírito Emmanuel realça

·        Ser tentado é ouvir a malícia própria, é abrigar os inferiores alvitres de si mesmo (os inferiores desejos, necessidades, anseios), porquanto, ainda que o mal venha de fora, somente se concretiza e persevera se com ele afinizamos (ou seja, se mantemos sintonia), na intimidade do coração.  

Daquilo que apreendemos do estudo da Doutrina Espírita, podemos afirmar que, qualquer que seja a tentação, ela sempre representará uma espécie de prova, diante da qual poderemos constatar o grau de nosso adiantamento moral.

Mas, em virtude de esse impulso se caracterizar por uma força viciada que se exterioriza de nós, tende a nos predispor a inferiores e maléficas influências, sejam elas oriundas do mundo físico ou do mundo espiritual, porque toda sintonia com o negativo começa, invariavelmente, com a negatividade que acalentamos no íntimo.

·        Cada qual de nós vive e respira nos reflexos mentais de si mesmo, angariando as influências felizes ou infelizes que nos mantêm na situação que buscamos... 

Daí a importância do alerta de Jesus, o “vigiai e orai”, porque, através da prece, temos a possibilidade de captar, com maior facilidade, a salutar influência dos espíritos que nos amam e que sempre procuram nos intuir nas melhores decisões e atitudes. Se atentarmos para as suas palavras, percebemos que, ao deixar-nos o Pai Nosso, ele não nos ensinou a pedir o afastamento ou supressão das tentações, mas a força necessária para vencê-las.

 Sintonia

·        “Pedi e vos será dado; buscai e achareis; batei e vos será aberto” (Mt 7:7)

Todas as coisas que existem no Universo vivem em regime de afinidade. Desde o átomo até os arcanjos tudo é atração e sintonia. Nada que te alcança a existência é ocasional ou fruto de uma reação sem nexo.

Teu livre arbítrio indica com precisão a posição que ocupas no Cosmo, uma vez que cada indivíduo deve a si mesmo a conjuntura favorável ou adversa em que se situa no momento atual.

 Vieste da inconsciência – simples e ignorante – e, pela lei da evolução, caminhas para a consciência escolhendo a estrada a ser percorrida.

·        Encontrarás o que busca

·        Tens a posse daquilo que deste.

·        Convives com quem sintonizas.

·        Conhecerás o que aprendeste, mas somente incorporarás na memória o que vivenciaste.

·        Avanças ou retrocedes de acordo com a tua casa mental.

·        Felicidade e infelicidade são subprodutos do teu estado íntimo.

·        Amigos são escolhas de longo tempo.

·        Teu círculo doméstico é a materialização de teus anseios e de tuas      

           necessidades de aprendizagem.

·        Pelo seu jeito de ser, conquistarás admiração ou desconsideração.

·        O que fizeres consigo hoje refletirá no teu amanhã, visto que o teu ontem decidiu o teu hoje.

Com teus pensamentos, atrais, absorves, impulsionas ou rechaças. Com tua vontade, conferes orientação e rumo, apontando para as mais variadas direções. Disse Jesus: ‘Pedi e vos será dado; buscai e achareis; batei e vos será aberto’.

Sintonia é a base da existência de toda alma imortal. Seja na vida física seja na vida astral, a lei de afinidade é princípio divino regendo a ti, a todos os outros e a tudo.

Observa: viver no drama ou na realidade, na aflição ou na serenidade, na sombra ou na luz, é postura que está estritamente relacionada com teu modo de sentir, pensar e agir.  

 

 

 

 

 

 

 

 

“Pai, afasta de mim este cálice” é, portanto, numa análise profunda da alma, o brado do Cristo interno pedindo ao seu criador que afaste dele as intérminas injunções do ego inferior que nos impede de crescer espiritualmente.

Há, portanto, que deslocar o brado de Jesus em favor da humanidade e entender o brado que o nosso Cristo interior faz continuamente enquanto o prendemos e açoitamos pelas nossas ignorâncias e descasos com a evolução espiritual.

considerando o texto evangélico contado por Mateus e Marcos que não estavam presentes, podemos considerar que em tal ocorrência Jesus estaria pedindo pela humanidade que seria alvo de perseguições e expiações, além de persistir nos erros que viria atrasar sua evolução que só será conseguida pela liberdade do Cristo interno de cada um.

FONTE:

Silvia Helena Visnadi Pessenda

Michaelis:

Miramez (espírito); João Nunes maia

André Luiz (espírito); Francisco Cândido Xavier,

EMMANUEL (espírito), Francisco Cândido Xavier

HAMMED (espírito); Francisco do Espírito santo neto

 

A PRECE

 

A Prece

Ao deitarmos fazemos uma prece, ao levantarmos fazemos uma prece, ao iniciarmos um estudo doutrinário fazemos uma prece, ao encerrarmos fazemos uma prece, para os trabalhos de passe fazemos uma prece, fazemos uma prece nos momentos alegres; e oramos também nos momentos de aflição.

Muito se tem dito a respeito da prece, mas muito pouco ainda conhecemos do seu mecanismo de funcionamento. Por isso mesmo, pouco a valorizamos, e por vezes até a esquecemos.

Mas afinal, o que é a Prece?

Poderíamos dizer que a prece é uma projeção do pensamento, a partir do qual irá se estabelecer uma corrente fluídica cuja intensidade dependerá do teor vibratório de quem ora, e nisto reside o seu poder e o seu alcance, pois nesta relação fluídica o homem atrai para si a ajuda dos Espíritos Superiores a lhe inspirar bons pensamentos. Por que pensamentos? Porque são a origem da quase totalidade de nossas ações. (Primeiro pensamos depois agimos).

Poderíamos dizer também que a prece é uma invocação e que por meio dela pomos o pensamento em contato com o ente a quem nos dirigimos.

A prece é a expressão de um sentimento que sempre alcança a Deus, quando ditada pelo coração de quem ora.

Pode orar para si ou para outra pessoa?

O Espiritismo faz compreender a ação da prece explicando o processo da transmissão do pensamento: quer o ser por quem se ora venha ao nosso chamado, quer o nosso pensamento chegue até ele.

Para compreender o que se passa nessa circunstância, convém considerar todos os seres, encarnados e desencarnados, mergulhados no mesmo fluido universal que ocupa o espaço, como neste planeta estamos nós na atmosfera. O ar é o veículo do som com a diferença que as vibrações do ar são circunscritas ao planeta Terra, ao passo que as do fluido universal se estendem ao infinito.

Então, logo que o pensamento é dirigido para um ser qualquer na Terra ou no espaço, de encarnado a desencarnado, ou vice-versa, uma corrente fluídica se estabelece de um para o outro, transmitindo o pensamento, como o ar transmite o som. A energia da corrente está na razão da energia do pensamento e da vontade. É por esse meio que a prece é ouvida pelos espíritos onde quer que estejam; que eles se comunicam entre si; que nos transmitem as suas inspirações; que as relações se estabelecem a distância etc.

Esta é sua visão científica.

Pela prece podemos fazer três coisas louvar, pedir e agradecer (LE, 659). Mas o que isso significa exatamente?

Louvar é enaltecer os desígnios de Deus sobre todas as coisas, aceitando-O como Ser Supremo, causa primária de tudo o que existe, bendizendo-Lhe o nome.

Pedir é recorrer ao Pai Todo-Poderoso em busca de luz, equilíbrio, forças, paciência, discernimento e coragem para lutar contra as forças do mal; enfim, tudo, desde que não se contrarie a lei de amor que rege e sustenta a Harmonia Universal.

Agradecer é reconhecer as inúmeras bênçãos recebidas, ainda que em diferentes graus de entendimento e aceitação: a alegria, a fé, a bênção do trabalho, a oportunidade de servir, a esperança, a família, os amigos, a dádiva da vida.

As preces devem ser feitas diretamente ao Criador, mas também pode ser-Lhe endereçada por intermédio dos bons Espíritos, que são os Seus mensageiros e executores da Sua vontade. Quando se ora a outros seres além de Deus, é simplesmente como a intermediários ou intercessores, pois nada se pode obter sem a vontade de Deus.

A prece torna o homem melhor porque aquele que faz preces com fervor e confiança se torna mais forte contra as tentações do mal, e Deus lhe envia bons Espíritos para o assistir (LE 660).

O essencial é orar com sinceridade e aceitar os próprios defeitos, porque a prece não redime as faltas cometidas; aquele que pede a Deus perdão pelos seus erros, só o obtêm mudando sua conduta na prática do bem. Deste modo, as boas ações são a melhor prece, e por isso os atos valem mais do que as palavras.

Através da prece pode-se ainda fazer o bem aos semelhantes, porque o Espírito que ora, atuando pela vontade de praticar o bem, atrai a influência de Espíritos mais evoluídos que se associam ao bem que se deseja fazer.

Entretanto, a prece não pode mudar a natureza das provas pelas quais o homem tem que passar, ou até mesmo desviar-lhe seu curso, e isto porque elas (...) estão nas mãos de Deus e há as que devem ser suportadas até o fim, mas Deus leva sempre em conta a resignação.

Deve-se considerar, também, que nem sempre aquilo que o homem implora corresponde ao que realmente lhe convém, tendo em vista sua felicidade futura. Deus, em Sua onisciência e suprema bondade, deixa de atender ao que lhe seria prejudicial.

Todavia, as súplicas justas são atendidas mais vezes do que supomos, podendo a resposta a uma prece vir por meios indiretos ou por meios de ideias com as quais saímos das dificuldades.

A prece em favor dos desencarnados não muda os desígnios de Deus a seu respeito; contudo, o Espírito pelo qual se ora experimenta alívio e conforto ao receber o influxo amoroso dos entes que compartilham de suas dores. Além do mais, o efeito benéfico da prece sobre o desencarnado é tal, que pode levá-lo à conscientização das faltas cometidas e ao desejo de fazer o bem.

É nesse sentido que se pode abreviar a sua pena, se do seu lado ele contribui com a sua boa vontade. Esse desejo de melhora, excitado pela prece, atrai para o Espírito sofredor os Espíritos melhores que vêm esclarecê-lo, consolá-lo e dar-lhe esperanças (LE, 664).

Qual a importância da prece?

Lembremo-nos de um exemplo prático. Se não limparmos periodicamente o nosso quintal, a sujeira se acumula, o mato cresce, e há a proliferação de bichos. No campo espiritual, se não limparmos o nosso psiquismo, os espíritos luminosos se afastam (mesmo que temporariamente), as trevas tomam conta favorecendo a ação de espíritos endurecidos.

Deus atende àqueles que oram com fé e fervor?

Deus envia-lhes sempre bons Espíritos para os auxiliarem. Não existem fórmulas especiais de orações. A bondade de Deus não está voltada para as fórmulas e o número de palavras, mas sim para as intenções de quem ora.

O que dizer das orações repetidas inúmeras vezes?

As intermináveis ladainhas e “PAI NOSSOS”, repetidos algumas vezes, as rezas pronunciadas com os lábios apenas, que o coração não sente e a inteligência não compreende, não têm valor perante Deus. Jesus disse: “Não vos assemelheis aos hipócritas que pensam que pelo muito falar serão ouvidos” (Mateus C6:V7). O essencial é orar bem e não muito.

Por que existe então, mesmo no espiritismo, orações ditadas por espíritos e publicadas em livros?

Para ensinar aos homens a raciocinar quando se dirigem a Deus e fazê-lo não só por meio de palavras, como também pelo sentimento e com inteligência. Estas orações não constituem rituais, uma vez que, no espiritismo não existem rituais de nenhuma espécie, nem formalismo.

Por quem devemos orar?

Primeiramente por nós mesmos, por nossos parentes, pelos nossos amigos e inimigos, deste e do outro mundo; devemos orar pelos que sofrem e por aqueles por quem ninguém ora.

O que pedir?

Em Mateus C26:V39, há a passagem amarga do Cristo, que antecedia as suas dores supremas no calvário, onde Ele nos diz: “Pai, se quiserdes, afasta de mim este cálice, mas acima de tudo faça-se a Tua vontade e não a minha”. Demonstrava-nos o Mestre que as Leis Naturais são sábias e justas e que são aplicadas indistintamente. Assim, não peçamos “milagres ou prodígios”, mas tão somente forças para suportar aquilo que não está ao nosso alcance mudar, paciência, resignação, fé e coragem.

Formas da Prece

A prece deve ser curta e feita em segredo, no recôndito da consciência e em profunda meditação. Preces prolongadas ou repetidas tornam-se cansativas, sonolentas e, muitas vezes, delas não participam o pensamento e o coração.

Assim, a condição da prece está no pensamento reto, podendo-se orar em qualquer lugar, a qualquer hora, a sós ou em conjunto, em pé, deitado, de luz acesa ou apagada, de olhos abertos ou fechado; desde que haja o recolhimento íntimo necessário para se estabelecer a sintonia harmoniosa. Por isto a importância do sentimento amoroso, humilde, piedoso, livre de qualquer ressentimento ou mágoa, dessa maneira o homem irá absorver a força moral necessária para vencer as dificuldades com seus próprios méritos.

Eficácia da Prece

Existem aqueles que contestam a eficácia da prece, alegando que, pelo fato de Deus conhecer as necessidades humanas, torna-se dispensável o ato de orar, pois sendo o Universo regido por leis sábias e eternas, as súplicas jamais poderão alterar os desígnios do Criador. No entanto, o ensinamento de Jesus vem esclarecer que a justiça divina não é inflexível a ponto de não atender os que lhe fazem súplicas. Ocorre que existem determinadas leis naturais e imutáveis que não se alteram segundo os caprichos de cada um. Porém, isso não deve levar à crença de que tudo esteja submetido à fatalidade. O homem desfruta do livre-arbítrio para compor a trajetória de sua encarnação, pois Deus não lhe concedeu a inteligência e o entendimento para que não os utilizasse.

Existem acontecimentos na vida atual aos quais o homem não pode furtar-se; são consequências de falhas e deslizes de passado que necessitam de reajustes; é a aplicação da Lei de Causa e Efeito e isto explica porque alguns alegam que pedem benefícios a Deus, mas que nunca são concedidos; o que parece, a princípio, contrariar o ensinamento de Jesus citado em Marcos C11:V24 “O que quer que seja que pedirdes na prece, crede que obtereis, e vos será concedido”.

Muitas coisas que na vida presente parecem úteis e essenciais para a felicidade do homem, poderão ser-lhe prejudiciais e esta é a razão por que elas não lhe são concedidas. Contudo, o egoísmo e o imediatismo não permitem que ele perceba com exatidão a eficácia da prece.

Porém, seus efeitos ocorrem segundo os desígnios divinos: a curto prazo na medida em que consola, alivia os sofrimentos, reanima e encoraja; a médio e longo prazo porque pelo pensamento edificante dá-se a aproximação das forças do bem a restaurar as energias de quem ora.

Àquele que pede, Deus está sempre pronto a conceder-lhe a coragem, a paciência, a resignação para enfrentar as dificuldades e os dissabores inerentes à natureza humana, com ideias que lhes são sugeridas pelos Espíritos benfeitores, deixando-nos contudo o mérito da ação, e isto porque não se deve ficar ocioso à espera de um milagre, pois a Providência Divina sempre ampara os que se ajudam a si mesmos, como asseverou o Mestre: “Ajuda-te e o céu te ajudará” (ESE, Cap. 27, item 7).

Portanto, de tudo o que foi dito anteriormente, podemos concluir que a eficácia da prece está na dependência da renovação íntima do homem, em que deve prevalecer a linguagem do amor, do perdão e da humildade para que ele possa assim, de coração liberto de sentimentos negativos, agradecer a Deus a dádiva da vida.

 

"Vigiai e Orai” nos recomendou o Mestre.

FONTE:

Casa Espírita Eurípedes Barsanulfo

CRISTO E O MITO

 

CRISTO E O MITO

Seguindo, traço mais algumas visões do Cristo.

 

Para persuadir as multidões da existência de uma outra vida era necessária essa fase mitológica, de acordo com as necessidades psicológicas das massas e sua capacidade de compreensão.

Todas as religiões atravessam a sua primeira fase mitológica. É por meio do mito que o ideal toma corpo na consciência coletiva, fixando-se e realizando a evolução para alcançar seus fins e o faz através do mito em cada nível, de acordo com a forma apropriada.

O primitivo vive ainda no plano emotivo e não no racional.

São como crianças que recebem explicação através de histórias. Cristo sabia muito bem da situação daquele povo e passava Seus ensinamentos através de histórias que atraíssem a atenção daquele povo.

Tudo na vida começou do primitivo, os sacrifícios sangrentos, hoje vemos na Eucaristia um sacrifício mais brando, não mais com gente, mas com a hóstia.

É mais ou menos a passagem de Moisés pra Jesus, da dureza pra suavidade. Tudo é gradativo e todos passarão por essa transformação.

Hoje ainda vemos os ensinos de jesus sendo passados sob formas mirabolantes, ou por medo de perder os fiéis, ou por imposição dogmática, mas tudo isso vai cair por terra.

A dualidade ainda existe: fé cega e fé raciocinada.

A fé cega ainda resiste á atual necessidade de raciocinar a forma mental.

A fé raciocinada é liberta das místicas construções do passado.

 

Volto logo. Bye!!!

 

O HOLOCAUSTO MAIOR

 

O Holocausto Maior 

“E Jesus, chamando um menino, o pôs no meio deles. ” – (Mateus, 18:2.) Depois do terrível drama do Gólgota que sucedeu ao julgamento de Jesus, julgamento feito por juízes venais e omissos, pressionados pela casta sacerdotal que sabia muito bem manipular o poviléu ignaro, levando verdadeiras multidões à sedição, João, o Discípulo Amado, trasladou-se juntamente com Maria, a mãe de Jesus, para o promontório de Éfeso, onde ganhara uma nesga de terra cultivável... Era um ponto geográfico privilegiado, aconchegante, emoldurado de rara beleza, de onde se avistava o mar pigmentado pelas velas coloridas das embarcações. Flores miúdas, miosótis, ciprestes, loendros e tamareiras completavam a harmonia daquele sítio aprazível, pacato, hospitaleiro... Até mesmo os pequenos animais e os pássaros impregnavam-se do superior magnetismo ambiente, parecendo mais vivos e alegres com seus trinados a festejarem a primavera que espocava em beleza de variegado matiz. Naquela tarde amena, a brisa suave carreava o ar salitrado do mar que se mesclava com o perfume das diversas flores, e o poente fazia-se majestoso, bordando os outeiros com o ouro luminoso dos raios solares a se derramarem em cascatas de luz pelas pradarias sem fim... tudo era paz. O silêncio convidava à reflexão... Quase quatro anos depois do cruento episódio do Calvário, João via desfilar por sua tela mental o episódio daquela frágil criança que o Mestre aconchegara em Seu regaço. Uma cariciosa vibração de amor repletou-lhe o coração ao rever as divinas mãos acariciando os cabelos desgrenhados daquela criança e parecia ainda ver aquelas duas perninhas magras pendendo balouçantes, frouxas e confiantes do colo do Mestre. João reencontra, agora, aquela mesma criança, com aproximadamente oito anos de idade. Adota-a, forjando-lhe o caráter com a têmpera dos alcandorados ensinos cristãos, condimentados pela aconchegante ternura e carinho de Maria. Colocavam-se na posição de pai e mãe do petiz. Essa criança se tornaria um dos maiores e mais abnegados cristãos dos primeiros e de todos os tempos: Inácio de Antíoquia. Estoicismo, coragem, bravura da alma nunca lhe faltaram.... Seguiu sem tergiversar as trilhas abertas por Paulo, Pedro e João na ampliação das fronteiras cristãs no solo sáfaro dos corações. Impertérrito, não reagiu à voz de prisão. E, num dia ensolarado e quente de agosto, é levado a Roma. Acompanhemos a sucessão dos fatos na empolgante narrativa de Divaldo Franco, sob a inspiração de Joanna de Ângelis: “Ao saltar no porto de Óstia, cercado por legionários, é levado a Roma pela Via Ápia, numa madrugada do mês de agosto. Ao chegar ao acume de uma das colinas que circundam a cidade, ele começa a sorrir. Aquele homem, a ferros, alquebrado, sorria a ponto de comover-se, entre lágrimas e júbilos... O legionário dele se acerca, esbordoa-lhe a face, e pergunta, na voracidade da cólera: – Tu deves estar louco. Por que sorris? – Sorrio diante de tanta beleza que os meus olhos descortinam. Sorrio porque chego a Roma e vejo uma cidade imponente. Sorrio ao olhar o casario de mármore, as estátuas que rutilam ao Sol, as águas prateadas do Tibre que circundam como um alaúde as montanhas. Sorrio... O soldado não podia compreender, e riposta: – Mas tu vais morrer. Ainda esta semana tu irás pelo fosso subterrâneo para a arena do circo, onde teu corpo será despedaçado pelas feras da Dalmácia. Como podes sorrir, se tu vais morrer? – É exatamente por isso que sorrio. Pela tela da memória passavam-lhe as cenas da remota Galileia. A gentil Galileia verde e branca; a suave Galileia do mar a duzentos metros abaixo do nível do Mediterrâneo; a Galileia das colinas, dos miosótis azuis, das trepadeiras em flor e dos roseirais, que se abrem e se despedaçam diante da brisa do mês de Nisan. Ainda sem compreender o sorriso do prisioneiro naquela hora tão imprópria, visto que estava preste a ser devorado pelas feras, o soldado insiste na pergunta: – Por que sorris? Inácio responde com incontida alegria a invadir-lhe os mais íntimos refolhos da alma: – Eu sorrio de felicidade porque agora eu posso ter uma dimensão do amor de Deus. Porque, se para vós, que sois adúlteros, corrompidos, abutres que voais sobre o cadáver das gerações vencidas, se para vós que sois criminosos, Deus concede uma cidade tão bela e tão harmônica, que não oferecerá Ele para os que Lhe são fiéis? Se a vós vos dá uma cidade opulenta e de prazeres, que nos não dará a nós outros, que lhe temos dado a nossa Vida? Eu sorrio de gáudio, antecipadamente, e anelo para que venha o sofrimento já, a fim de que Ele me leve... Inácio foi levado ao subterrâneo, onde encontrou os amigos. Ali ele se recordou de Jesus, falou-lhes durante várias horas a respeito das blandícias do Reino dos Céus. Uma semana após, quando milhares de espectadores lotavam o circo Máximo e a arena ovalada se repletava de feras da Núbia, da Dalmácia – que não foram alimentadas por uma semana e sobre as quais se atiravam postas de carne ensanguentadas, cheias de Vida para lhes espicaçar o paladar –, os cristãos foram lançados aos animais, que despedaçaram aqueles corpos frágeis de anciãos, homens, mulheres e crianças, também, estoicos, que se não intimidavam diante da morte. Enquanto Inácio aguardava o momento da patada no tórax que lhe despedaçasse ossos e músculos, nenhuma fera arrebentou-lhe o corpo. Conta a querida Benfeitora que, naquele momento em que as feras saciadas refugavam os cadáveres e ele, na arena ensanguentada, era o único que persistia, ajoelhou-se, humilhado e perguntou: – Por quê? Por que fui poupado? Ser poupado é morte em Vida. Por que eu não tive a honra de morrer? Apareceu-lhe um anjo, um ser espiritual, e, contemplando-o entre lágrimas de amor, respondeu-lhe: – Inácio, morrer é muito fácil.... Perder o corpo numa só arremetida é um testemunho pequeno para ti. Tu, que tanto amas Jesus, mereces algo mais penoso e magoador: Tu Viverás... Morrer, no momento leva-te ao paroxismo da abnegação, mas viver entre pessoas que te não compreendam, porfiar quando os outros desconfiarão de ti, estar firme no ideal no momento das dificuldades, eis o holocausto maior. O Mestre deseja que vivas, para que a Sua mensagem saia da tua boca e experimentes o escárnio sem delinquir, experimentes a perseguição continuada sem desanimar. Porque esta é uma morte rápida demais para os que são bons e fiéis. Inácio saiu da arena, e os companheiros supuseram que ele houvera abjurado. A calúnia sórdida, a intriga e a maledicência semearam, na comunidade primitiva, que ele teve a Vida poupada porque prestara sacrifício aos deuses. Inácio nunca se defendeu, porque quem ama Jesus não tem tempo a perder com defesas inoportunas. Ele jamais se justificou, porque deveria prestar contas ao seu Rei, não aos súditos e escravos, como escravo e súdito era ele. Não disse uma palavra, até que os anos, dobrando-se uns sobre os outros, demonstraram a grandeza desse discípulo eleito, que passou a ser o protótipo do cristão verdadeiro, o modelo daquele servidor primitivo de Jesus, elevando-se à categoria de bem-aventurado por seu testemunho de amor...” Inácio de Antíoquia é bem aquele discípulo verdadeiro do Cristo que vive a Caridade em toda a plenitude tal como a entendia Jesus: * “Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.”

FONTE:

ROGÉRIO COELHO

Allan O Livro dos Espíritos, questão 886

REVISTA REFORMADOR

TRANSIÇÃO PLANETARIA

 

 

TRANSIÇÃO PLANETARIA

No estudo do livro acima, o grupo resolveu fazer uma sinopse mais resumida do que o normal, abrangendo apenas os tópicos que geraram mais discussões com apoio de outros livros da codificação Kardequiana.

A alguns pode parecer muita coisa, mas esse estudo começou em 2019 e terminou agora em 2021

 

[A Genese-AllkanKardec “A geração Nova” – “Para que os homens sejam felizes na Terra, é preciso que ela seja povoada apenas por bons Espíritos encarnados e desencarnados, que queiram apenas o Bem. Esse tempo tendo chegado, uma grande emigração se realiza neste momento entre os que a habitam. Aqueles que praticam o mal pelo mal, e que o sentimento do Bem não os afeta, não sendo mais dignos da Terra transformada, serão excluídos, porque lhe trariam novamente a perturbação e a confusão, e seriam um obstáculo ao progresso(...).

(...)E serão substituídos por Espíritos melhores, que farão reinar entre eles a justiça, a paz, a fraternidade(...).

(...) A época atual é de transição; e os elementos das duas gerações se confundem. Colocados no ponto intermediário, assistimos à partida de uma e à chegada da outra, e cada uma já se assinala no mundo pelos caracteres que lhes são peculiares(...)].

Vive-se na terra o momento da grande transição de mundo de provas e expiações, para mundo de regeneração.

As alterações que se observam são de natureza moral, convidando o ser humano à mudança de comportamento para melhor, alterando os hábitos viciosos, a fim de que se instalem os paradigmas, da justiça, do dever, da ordem e do amor.

Até 2018 vivemos um estado de anormalidade que não voltará jamais. A partir de 2019, passamos a começar a nos adaptar ao estado normal que a Terra deverá possuir nesse milênio. Para tanto, para que a humanidade acordasse para os novos tempos; o homem percebeu o que está ocorrendo sem se importar porque está ocorrendo; esse estado geral tinha que começar em algum lugar e um anjo simplesmente soprou o vírus do milênio sobre a Terra, indo cair e começar por onde menos se preocupam com bem estar, higiene e alimentação saudável.

Por outro lado, a natureza vai fazendo sua parte...

Anunciada essa transformação desde o sermão profético anotado por Marcos no capítulo XIII de seu evangelho, quando o divino Mestre apresentou os sinais dos futuros tempos após as ocorrências dolorosas que assinalariam os diferentes períodos da evolução.

Podemos demonstrar a providencial misericórdia de Jesus, sempre atento com seus mensageiros a todas as ocorrências planetárias, minimizando as aflições humanas e abrindo espaço ao dia radioso de amanhã que se aproxima, rico de bençãos e de plenitude.

A colônia redenção continuava em silencio alertada de quantas dores alcançariam os humanos sentimentos, de modo que neles ocorresse a mudança de conduta mental, moral e emocional.

No Orbe atravessamos a noite medieval advertidos por mártires e santos, apesar de apegados a infância e ao horror.

"Periodicamente, por sua vez, o planeta experimenta mudanças climáticas, sísmicas em geral, com profundas alterações na sua massa imensa, ou sofre o impacto de meteoros que lhe alteram a estrutura, tornando-o mais belo e harmônico, embora as destruições que, na ocasião, ocorrem, tendo sempre em vista o progresso, assim obedecendo à planificação superior com o objetivo de alcançar o seu alto nível de mundo de regeneração.

incontáveis membros das tribos bárbaras do passado, que permaneceram detidos em regiões especiais durante alguns séculos, de maneira que não impedissem o desenvolvimento do planeta, renascem com formosas constituições orgânicas, fruto da seleção genética natural, entretanto, assinalados pelo primitivismo em que se mantiveram.

Expressivo número, porém, permanece em situações de agressividade e indiferença eemocional, tornando-se instrumentos de provações rudes para a sociedade que desdenha. Fruem da excelente ocasião que, malbaratada, os recambiará a mundos primitivos, nos quais contribuirão com os conhecimentos de que são portadores, sofrendo, no entanto, as injunções rudes que serão defrontadas. "Ei-los, em diversos períodos da cultura terrestre, desfrutando de chances luminosas, mas raramente aproveitadas, cuja densidade vibratória já não lhes permite, por enquanto, o renascimento em o novo mundo em construção."

descerão ao planeta terrestre, como já vem sucedendo, milhões de Espíritos enobrecidos para o enfrentamento inevitável entre o amor abnegado e a violência destrutiva, dando lugar a embates caracterizados pela misericórdia e pela compaixão, outros missionários da educação e da solidariedade, que muito se empenharam em promovê-las, em existências pregressas, estarão também de retorno, contribuindo para a construção da nova mentalidade desde o berço, assim facilitando as alterações que já estão ocorrendo, e sucederão com maior celeridade...

enquanto isso o ser humano na Terra assiste com espanto, espíritos de tenra idade demonstrando valores, e dons, incompatíveis com o raciocínio terrestre.

- Qual seria, então, a razão por que deveriam vir Espíritos de outro Orbe, para o processo de moralização do planeta? Primeiro, porque, não tendo vínculos anteriores como defluentes de existências perturbadoras, não enfrentariam impedimentos interiores para os processos de doação, para os reencontros dolorosos com aqueles que permanecem comprometidos com o mal! Estrangeiros em terras preparadas para a construção do progresso, fazem-no por amor, convocados para oferecer os seus valores adquiridos em outros planos;

As grandes transformações, embora ocorram em fases de perturbação do orbe terrestre, em face dos fenômenos climáticos, da poluição e do desrespeito à Natureza, não se darão em forma de destruição da vida, mas de mudança de comportamento moral e emocional dos indivíduos, convidados uns ao sofrimento pelas ocorrências e outros pelo discernimento em torno da evolução.

os novos obreiros do Senhor se sucederão ininterruptamente alterando os hábitos sociais, os costumes morais, a literatura e a arte, o conhecimento em geral, ciência e tecnologia, imprimindo novos textos de beleza que despertarão o interesse mesmo daqueles que, momentaneamente, encontram-se adormecidos.

"Antes, porém, de chegar esse momento, os escândalos, a corrupção, a violência, a sensualidade, a abjeção, terão atingido níveis dantes jamais pensados, alcançando o fundo do poço, enquanto as enfermidades degenerativas, os transtornos bipolares de conduta, as cardiopatias, os cânceres, os vícios e os desvarios sexuais clamarão por paz, pelo retorno à ética, à moral, ao equilíbrio.

momentos difíceis surgirão exigindo equilíbrio e oração fortalecedora, os lutadores estarão expostos no mundo, incompreendidos, desafiados por serem originais na conduta, por incomodarem os insensatos que, ante a impossibilidade de os igualarem, irão combatê-los, e padecendo diversas ocasiões de profunda e aparente solidão... Nunca, porém, estarão solitários, porque a solidariedade espiritual do Amor estará com eles, vitalizando-os e encorajando-os ao prosseguimento.

"Todo pioneirismo testa as resistências morais daquele que se atreve a ser diferente para melhor, quando a vulgaridade predomina.

Desde as remotas páginas do Evangelho de Jesus, assim como das narrações do Apocalipse, e mesmo antes, existem revelações em torno de um mundo feliz na Terra, após as terríveis flagelações que alcançariam as criaturas e as dilacerações que sofreria o planeta.

Os sucessivos acontecimentos que estarreceram a sociedade, convidando-a à análise em torno das convulsões que sacodem o mundo físico periodicamente, enquanto os atos hediondos de terrorismo e de atrocidade repetiam-se de maneira aparvalhante, eram sinais inequívocos da grande mudança que já estaria tendo lugar no orbe terrestre.

Passados, porém, os primeiros momentos explorados pela mídia insaciável de tragédias, outros fatos se tornavam relevantes, substituindo aqueles que deveriam merecer mais estudos e aprofundamento mental,

Não existem violências nas Leis de amor, sendo necessário qualquer forma de identificação entre aqueles que necessitam e quem se predispõe a ajudá-los. Eis por que, não poucas vezes, o sofrimento ainda é a melhor psicoterapia de que a vida se utiliza para despertar os dementados pelo prazer e os aficionados da crueldade.

"Não seja de surpreender a debandada das gerações novas para as músicas de sentido infeliz, nos bailes de procedência primária e sensualidade, onde a perversão dos sentimentos é a tônica, e o estímulo à violência, à rebeldia, à agressividade constitui o panorama da revolta, afinal contra o quê? Tornam-se adversários do denominado contexto, em vez de desenvolverem os valores dignificantes para melhorá-lo, mergulham fundamente nas paixões mais vis, tornando piores para eles mesmos e para os outros os dias que enfrentam... Fogem, então, para a consumação por meio das drogas, álcool, da exaustão dos prazeres sensuais e perversos.

Turistas de diversos países europeus, viajavam para paraísos, quais a Tailândia, as ilhas Maldivas, as ilhas Phi Phi e outras, para desfrutarem das facilidades morais, sexuais, de jovens adolescentes vendidos pelos pais irresponsáveis ao comércio da licenciosidade... Hábitos ancestrais ainda vigentes de total desrespeito pela mulher e pelo ser humano, facultavam a larga prostituição de meninas e de meninos alterando os costumes e propondo novos comportamentos morais pela dor, advertindo a respeito da fragilidade e temporalidade da vida orgânica.

O dinheiro fácil era o que lhes importava, a fim de saírem da miséria financeira e embriagarem-se no consumismo devastador. Como faz falta a presença de Jesus no mundo, As Suas propostas ricas de ternura e de esperança, de consolo e de amor ainda não conseguiram penetrar realmente nos Seus seguidores, pois ninguém pode permitir-se o luxo desditoso de recuperar débitos morais e espirituais, colocando-se em posição de vítima, que nunca existe, porquanto, se tal houvesse, deparar-nos-íamos com lamentáveis falhas dos códigos da justiça divina.

Quando as criaturas compreenderem que são as responsáveis por tudo quanto lhes diz respeito, certamente serão alterados os comportamentos individuais e coletivos, elegendo-se aquilo que conduz à harmonia e à felicidade, mesmo que a esforço, ao invés do prazer desgastante de um momento com as suas consequências perturbadoras de longo prazo.

Na sua ilusão orgânica, porém, preferem a intoxicação do gozo doentio até a exaustão, sem qualquer responsabilidade, agasalhando as ideias absurdas de encontrar-se soluções miraculosas quando se lhes manifestam as consequências afugentes, que são inevitáveis. Não é de estranhar-se a grande mole que recorre ao Espiritismo, à mediunidade, procurando solução milagrosa para os problemas que engendraram e pretendem ver resolvidos, assim mesmo sem a sua contribuição sacrificial. A existência no corpo físico é uma oportunidade de aprendizagem que a vida concede ao ser espiritual no seu processo de crescimento interior, facultando-lhe os recursos apropriados para que a divina chama que existe em todos alcance a plenitude. De acordo com a maneira como cada um se comporte no mister, estará semeando as ocorrências do futuro, que terá de enfrentar, a fim de recompor-se e corrigir o que foi danificado. Cada reencarnação é sublime concessão divina para a construção ditosa da imortalidade pessoal.

A vida física disfarça pela aparência o Espírito que habilmente se mascara, procurando demonstrar o que gostaria de ser, mas tudo fazem para não se transformar interiormente para melhor. No entanto, a realidade que o caracteriza, desmistifica-o durante o processo da desencarnação, ocorrendo conforme cada um é e de acordo com as suas possibilidades de recuperação e reequilíbrio.

- Todos, quando nascem, estão assinalados para morrer porquanto esse é o ciclo da vida (as duas únicas fatalidades que existem: nascer e morrer; queiram ou não é fatal). O oposto de vida não é morte, mas renascimento. "Jesus morreu, a fim de que pudesse ressuscitar ao terceiro dia, demonstrando a imortalidade. "Graças ao Seu retorno, é que o Evangelho pôde ser confirmado. "Confiar, portanto, que há um reino além da carne que nos espera a todos, é dever de todo cristão, novamente serão reencontrados os afetos que vieram anteriormente e que nos aguardam

Somente quando o ser humano desperta realmente para a consciência de si mesmo, das responsabilidades que lhe dizem respeito, é que tem início o processo de descobrimento da verdade e do dever. Enquanto isso não ocorre, a transferência para os outros de tudo quanto lhe diz respeito, seja na ocorrência infeliz, aos demais culpando, ou nas necessidades da evolução, esperando que os anjos da misericórdia por eles operem de maneira sobrenatural e privilegiada, liberando-os do esforço que deve ser empreendido para a auto iluminação.

Até agora, infelizmente, as religiões, firmam-se em condutas mágicas e não racionais, não responsabilizando os seus fiéis a respeito dos seus atos.

Apresentando os seus deuses ou profetas especiais, alguns dos quais vítimas de transtornos de conduta, que mesclaram as informações superiores com os próprios conflitos, dando lugar a revelações castradoras e perversas, propõem-se como responsáveis pela palavra de Deus, humanizando-O e limitando-O às suas paixões "Incapazes de entender a Causalidade Absoluta do Universo arrastam as multidões que ainda não sabem pensar, trabalhando-lhes o fanatismo doentio, herança do primarismo espiritual, como mecanismo de salvação imediatas

O amor é a luz que apaga a escuridão do ódio, diluindo-o em claridades de ternura e de compreensão."

Quando o evangelista João ouviu as graves revelações, seu coração ficou pesado, e ele perguntou: — Não há esperança?

Sempre há esperança, ó tu, para quem o céu e a terra foram criados... Uma segunda possibilidade faz parte dos divinos planos, desde que as criaturas correspondam à expectativa do amor, gerando novos recursos em torno do bem, que produzirão efeitos edificantes.

considerai-vos isentos de erros, atravessastes a caminhada terrestre sem haverdes contraído dívidas ou gravames ante as situações penosas de outros?

A mente é portadora das energias que se movimentam através da aparelhagem carnal, e quando são deletérias produzem efeitos compatíveis. Da mesma forma que uma emoção forte, em estado de vigília danifica o organismo e provoca distúrbios muito graves na maquinaria fisiológica, aquelas que têm lugar durante o parcial desprendimento pelo sono, pelo coma ou situações equivalentes, repercutem nas células, danificando-as ou harmonizando-as se defluem das alegrias e bênçãos que se vivenciem.

Adaptando-se às novas condições climáticas, o organismo físico experimentará modificações especiais, em razão também dos seres que o habitarão, imprimindo nele outros valores fisiopsicológicos, que irão contribuir para a sua evolução espiritual

Concomitantemente, aqueles que puderem fruir desse momento, após a grande transição, graças ao pensamento e à iluminação interior, libertar-se-ão de órgãos desnecessários, mantendo formas gráceis e leves, compatíveis com a futura atmosfera física e moral da Terra feliz. Nesse comenos, os irmãos geradores de distúrbios e de conflitos, os guerreiros contumazes e os arruaceiros, aqueles que se comprazem nos campeonatos da perversidade, por sintonia vibratória transferir-se-ão para outro planeta cuja psicosfera seja compatível com as suas condições, recebendo-os em exílio temporário, quando aplicarão os conhecimentos tecnológicos para auxiliar os seus habitantes, sofrendo a dor da saudade, da separação dos afetos, e preparando-se moralmente para o retorno, para a ascensão.

"Sereis convidados a demonstrar fraternidade, quando irromperem conflitos e dissidências; enfrentareis a mal disfarçada animosidade entre aqueles com os quais convivereis; devereis suportar o aflitivo peso da insatisfação constante daqueles que farão parte do vosso clã e dos vossos programas de atividades; lutareis com os instrumentos da amizade contra o ódio contumaz e ferrenho; tereis que entender os agressores, que nunca procuram compreender o outro e sempre se acreditam com a razão; sofrereis a calúnia e a perfídia, a competição doentia e a ingratidão daqueles em quem depositareis confiança e generosidade; distorcerão vossas palavras e vos ameaçarão com as mais covardes maneiras de comportamento; experimentareis o opróbrio e a humilhação... No entanto, Jesus estará convosco em todos os momentos.

triunfareis, se permanecerdes fiéis ao amor e à fraternidade, abertos à compaixão e à misericórdia.

"Sabeis que a reprodução humana está sob impositivos graves no que diz respeito à constituição orgânica, e que se desenham no DNA as necessidades evolutivas de cada ser, nada obstante, é sempre o Espírito quem seleciona o espermatozoide mais compatível com os seus propósitos evolutivos. "Graças à vibração que emite, o Espírito seleciona-o da massa expressiva e dispara-o na direção do óvulo para o milagre da fecundação. "A hereditariedade, de alguma forma, encontra-se adstrita à constituição física, em alguns caracteres morfológicos e biológicos, no entanto, os estratos morais são proporcionados pelo reencarnante.

O início da Era Nova programada por Jesus para o planeta amado, previa também o retorno de filósofos e sábios do passado, de alguns dos profetas antigos, de diversos criadores de religiões, dos pré-socráticos, dos nobres Espíritos do século IV a.C, como aqueles que antecederam ao nascimento do Messias e renasceram em Roma, preparando-Lhe o advento... De igual maneira, os iluminados pensadores da Escola neoplatônica de Alexandria, culminando, nos séculos III e IV, com os mártires, com os abnegados e os santos medievais, com os gloriosos lutadores da Renascença, da Reforma, da Contrarreforma, com os audaciosos construtores dos séculos XVII, XVIII e XIX...

Certamente que, em períodos diferentes, missionários do Bem e da Verdade estiveram na Terra, a fim de que nunca faltassem os ensinamentos superiores que facultam a libertação das amarras nas tendências perturbadoras das más inclinações. Na atualidade, porém, ocorreria algo especial em relação aos insensatos e perversos, aqueles que ainda se comprazem no mal, que, desfrutando da feliz oportunidade de autorredenção, e não a aproveitando, em razão da sua sintonia com o primarismo, serão recambiados para mundos inferiores a eles equivalentes. Nesses novos campos de luta, oferecerão os conhecimentos que amealharam na Terra, experimentarão as consequências da teimosa persistência no crime e na hediondez, até que se integrem nos compromissos edificantes e possam voltar à mãe-Terra, integrando-se-lhe no programa de sublimação. Verdadeira revolução espiritual estava sendo travada no mundo das causas, a fim de que o advento do amor e da caridade, do bem e da misericórdia possa dar-se sem precipitação, dentro de uma programação muito bem elaborada, que não mais pode ser postergada

Todo tem o direito de errar de forma a poder corrigir e alcançar posteriormente o desejado.

Com certeza, embora as armadilhas perversas e as perseguições inclementes, ninguém, que se encontre desamparado, à mercê do mal, exceto quando se permite espontaneamente a vinculação com essas forças ignóbeis.

Mesmo quando a grande nação brasileira mergulha em abismos de devassidão, de corrupção, de desrespeito aos códigos da justiça e da honradez, fase passageira do seu processo de evolução, Ismael, compassivo, intercede, junto a Jesus, em favor de todos, confiando nos reajustamentos que já se vêm operando com uma nova geração de mulheres e de homens de bem. Certamente, o mesmo ocorre nos diversos países da Terra, no entanto, ao Brasil coube, por determinação do Mestre incomparável, a tarefa de devolver ao mundo a Sua mensagem de misericórdia e de libertação total.

"Os nossos irmãos irão recrudescer as agressões aos servidores do Mestre, assim como contra a sociedade em geral, pensando em alcançar as vitórias da insensatez e do horror. Gerando distúrbios psíquicos e emocionais, estimulando as tendências inferiores das criaturas humanas, esperam as respostas em forma de desalinho moral sempre crescente, culminando na violência doméstica, urbana, nacional e mesmo internacional, por meio das guerras calamitosas em que se comprazem.  A grande e grave batalha sempre se há de travar nas paisagens íntimas de cada um, a fim de que se lhe opere a instalação do amor e da verdade nos sentimentos. Não se trata de uma luta fácil, porquanto somos herdeiros de vícios e de desmandos que se prolongaram através dos milênios, até quando nos foi possível despertar para as emoções renovadoras e positivas, que devem predominar sobre as paixões animalizantes.

Mas podemos antever os futuros dias de renovação total do planeta no seu aspecto moral, quando os espíritos retardatários se transferirem para outros mundos onde irão operar o progresso que se negam nesse momento.

“lamentavelmente a humanidade percebeu o que está ocorrendo, mas não teve o mínimo interesse em saber porque está ocorrendo; talvez até por não estar ainda preparada; ou não querer”

FONTE:

Divaldo Pereira Franco/Manoel Philomeno de Miranda