sábado, 2 de janeiro de 2021

PASCOA

 

PASCOA

Não vamos entrar em considerações quanto a Moisés que foi criado como príncipe, viu um escravo sendo torturado, reclamou, teve que fugir, foi escolhido por Deus para libertar o povo, voltou o faraó não concordou, foram lançadas 10 pragas até que o faraó permitiu.

O povo de Israel não tinha nenhuma virtude em si, para merecer este amor divino, mas Deus o escolheu, por causa de sua aliança anterior com Abraão, e por causa do clamor daqueles que sofriam (Êxodo 3.7).

A vida de Moisés, seus defeitos, hesitações e submissão não devem ser esquecidos, mostrando como Deus pode agir sobre pessoas com fraquezas, aparentemente incapazes para serem úteis. Moisés tinha uma fala pesada, e hesitou muito antes de aceitar a missão de ser líder na libertação.

Vamos analisar o que é a pascoa, o que representa, sua relação com o discurso de Jesus na última ceia.

Afinal estamos nos aproximando de mais uma grande celebração cujas raízes repousam no judaísmo, mas que foram absorvidas pelo mundo cristão, pelo cristianismo e depois de certo modo  deturpada e se transformaram na celebração anual da pascoa, com seus coelhinhos seus ovos da pascoa e com uma festa que quase não guarda  nenhuma relação com a pascoa genuína.

O que é então pascoa? É uma celebração judaica do momento em que o povo foi libertado da escravidão no Egito. É importante dizer que quando nós falamos em pascoa, estamos no universo que é o da religiosidade, o mundo religioso; e no universo da religiosidade, lidamos com símbolos, com metáforas, porque a religiosidade tem a ver com sentimentos, tem a ver com experiencia pessoal; com a experiencia que a criatura faz de Deus. Como ela experimenta Deus experimenta a vida diante da vida e diante de Deus.

É obvio que é impossível traduzir uma experiencia tão subjetiva tão espiritualmente rica com a linguagem da ciência, da matemática, analítica ou com a linguagem da filosofia que é uma linguagem especulativa cheia de um vocabulário complexo e as vezes até prolixo e por esta razão a religiosidade opta pela linguagem da metáfora que é quase uma linguagem dos sonhos uma linguagem onírica e portanto a páscoa tem muito dessa simbologia onírica, do sonho.

E o que diz a páscoa? Que o povo hebreu estava escravo 400 anos no Egito e o Egito foi invadido por um anjo da morte, mas naquelas casas que tivessem a marca de sangue de um cordeiro o anjo pularia aquela casa; e como o verbo pular em hebraico é pessach (לדלג), daí vem páscoa. Pascoa é pular, o pulo que o anjo dá nas casas que tem a marca do cordeiro e que, portanto, foram poupados da tragédia de perderem o filho mais velho da casa, e essa é a simbologia. Mas porque o cordeiro? Na celebração da pascoa judaica o cordeiro ficava uma semana com a família; eles pegavam o cordeirinho e ele ficava dentro de casa onde as crianças brincavam com o bichinho criavam uma relação de afeto com ele e durante aquela semana o animalzinho era quase que um membro da família, mas ao entardecer da sexta feira toda família se reunia e o animal era sacrificado e tinha que ser assim porque se alimentar do cordeiro da pascoa precisava ser uma experiencia de dor; é a experiencia da perda de alguém amado. Então a pascoa tem a ver com essa experiencia espiritual, a experiencia da libertação espiritual, mas que é uma experiencia de desilusão e você nãos e desilude com perder e por isso esse choque do cordeirinho sendo imolado.

Com a vinda de Jesus ele convive três anos com seus discípulos cura cegos, paralíticos, janta todo dia na casinha de Simão Pedro, cura até mesmo a sogra de Pedro que morava com ele, trabalha com eles acorda cedo e vai pescar com eles, Convive com eles diariamente, participa de suas dores, sofre as imperfeições de cada um deles e o momento final dos três anos reúne os doze e diz assim pra eles: “vocês vão me perder mas não se turbe vosso coração”. Estou agora me despedindo de vocês porque vou deixar o mundo corpóreo, para voltar ao mundo incorpóreo e vocês vão experimentar uma tremenda tristeza, uma profunda dor, porque vocês criaram uma conexão emocional comigo; eu não chamo vocês mais de servos, eu chamo de amigos porque tudo o que eu aprendi compartilhei com vocês. Eu amei vocês da maneira maior que eu poderia amar.

Eu amei tanto que você Pedro vai me negar, um vai me trair e todos vão me abandonar, mas eu continuo amando e nada vai alterar meu amor por vocês. Eu amo tanto você Judas que mesmo sabendo que vais me trair, não estou te expulsando, estou ceando com você e eu te perdoo. Mas eu vou embora e vocês vão viver a maior experiencia de solidão e ascensão espiritual das suas vidas,

Mas o que eu posso prometer; que do mundo espiritual estarei junto com vocês, vou ampara-los em todas as suas atividades. Estarei eu mesmo comandando a expansão do Cristianismo.

Portanto essa crise da morte é apenas um portal para a espiritualidade, porque a vida não cessa no tumulo  e toda vez que vocês se sentirem solitários, falta da minha amizade, do meu amor, o amor da minha presença vocês vão se reunir, vão celebrar a pascoa em minha memória, em memória da minha amizade, do meu amor e sobretudo em memoria da libertação que eu sou mensageiro.

Porque Jesus veio libertar o homem da escravidão da matéria, da escravidão dos sentidos.

Egito em hebraico chama-se Mits·rá·yim  (מצרים, מִצְרָיִם); Mits·rá·yim em hebraico significa estreiteza, prisão; a matéria é opressora, os sentidos físicos são estreitos ,as a mensagem de Jesus é libertadora porque ela vem trazer um amor incondicional; um amor que ama independente de... portanto é um amor que liberta e Ele recomenda reúnam-se celebrem a páscoa para celebrar o amor e a imortalidade da alma a vida espiritual mas infelizmente nos séculos passados nós transformamos a páscoa em coelhos e ovinhos de chocolate, apagando completamente a dimensão espiritual e a experiencia religiosa que a pascoa propõe que é uma experiencia de Deus, de solidão de amar e se sentir amado não importam as circunstancias. Essa é a pascoa

Fonte:

Dr. Haroldo Dutra Dias Juiz de Direito de BH(MG)

Infoescola

Bíblia de Jerusalém

Wikipedia

CURIOSIDADE:

Foram precisos que Deus permitisse 10 pragas sobre o Egito para que finalmente o Faraó autorizasse a libertação do povo escravo

Primeira praga: a água foi convertida em sangue

Toda e qualquer água do Egito foi transformada em sangue e até mesmo os rios foram contaminados, vindo a morrer todos os peixes.

Segunda praga: rãs

Esta praga surgiu após Arão (irmão de Moisés, que o acompanhou durante todo o processo) estender a mão sobre o Egito e surgiram rãs de todos os lugares

Terceira praga: Mosquitos

Da mesma forma que antes, o Egito foi infestado por rãs, desta vez vieram mosquitos a encobrir a população e todos os animais. Desencadeada também após Arão estender as mãos sobre o Egito.

Quarta praga: Moscas

Bem semelhante as anteriores, a quarta praga deixou o Egito infestado de moscas. Faraó concordou em libertar o povo, o Senhor retirou a praga, mas assim que percebeu que a praga havia cessado, o faraó voltou atrás na sua decisão, aprisionando o povo hebreu.

Quinta praga: Peste nos animais

Desta vez Moisés estendeu a mão sobre o Egito e por ordem do Senhor surgiu uma praga nos animais em que muitos morreram e grande foi a perda para os egípcios.

Sexta praga: Úlceras

Diante da resistência de faraó, que a cada praga aceitava libertar o povo, mas assim que elas cessavam voltava a reter os hebreus como escravos, o Senhor ordenou a Moisés e a Arão que enchessem suas mãos de cinzas e jogassem para os céus. Assim o fizeram e as cinzas se transformaram em úlceras em todo o Egito, tanto nos animais como nas pessoas.

Sétima praga: Chuva de pedras

A resistência por parte do faraó se repetiu e assim, o Senhor pediu a Moisés para estender tua varinha por todo o Egito (exceto a região onde vivia o povo escolhido, o povo a ser liberto), e foi assim que uma chuva de pedras destruiu toda a plantação.

Oitava praga: Gafanhotos

Nesta praga, pela oitava vez o Senhor tocou no povo egípcio a fim de fazer justiça e libertar seu povo; enviou um vento que passou seguido de inúmeros gafanhotos devorando muito do que possuía o faraó. Mais uma vez ele cedeu, mas somente até a praga cessar.

Nona praga: Trevas

Desta vez, todo o céu do Egito se tornou trevas e passaram dias na escuridão (menos onde estavam os filhos de Israel). O que também não foi suficiente para convencer faraó a libertar o povo de vez.

Décima: Morte dos primogênitos

Esta foi a última praga, em que todos os primogênitos foram mortos, desde os animais até os servos, inclusive o filho do próprio faraó. Houve grande comoção no Egito quando por fim, após muita insistência, faraó concordou em deixar o povo sair.

De acordo com as escrituras, na sétima praga o Faraó prometeu a liberdade mas não cumpriu, na oitava e nova também, porém na décima praga quando morreu o seu primogenito, ficou apavorado e libertou os escravos e Moisés os conduziu; chegou a arrepender-se, indo atrás do povo, tentando capturá-lo de novo, sem sucesso. Passagem que ficou popularmente conhecida como “Deus abriu o mar vermelho”.

Fantasia pura ,mas quando os soldados chegaram a margem e viram o povo do outro lado resolveram atravessar. Não sabiam evidentemente nadar e com as roupas com armaduras morreram afogados. os que não chegaram a entrar voltaram.

SÃO FRANCISCO DE ASSIS

 

SÃO FRANCISCO DE ASSIS

Biografia de São Francisco de Assis

São Francisco de Assis (1182-1226) foi religioso italiano, fundador da Ordem dos Franciscanos. Era filho de um rico comerciante, mas fez votos de pobreza. Foi canonizado pelo papa Gregório IX, dois anos depois de sua morte. É conhecido como o protetor dos animais.

Giovanni di Pietro di Bernardoni, nome de Francisco de Assis, nasceu em Assis, na Itália, no dia 5 de julho de 1182. Era filho de Pica Bourlemont e Pedro Bernardone Maricone, rico e conceituado comerciante de tecidos de Assis.

Seu pai estava na França quando o filho nasceu, na volta rebatizou-o com o nome de Francesco, isto é 'francês"

Francisco de Assis estudou na escola Episcopal, onde aprendeu a ler, escrever e principalmente contar. Enriquecer era uma obsessão naquela época. Ajudava seu pai no comércio, mas viver atrás de um balcão não era trabalho que o atraia.

Em 1197, morre o imperador romano-germânico, Henrique VI, senhor de grande parte da Itália, mas seu filho tinha apenas dois anos e vários nobres disputavam o trono. O Ducado de Assis era controlado pelo duque de Spoleto, que cobrava pedágio de tudo que atravessasse a região.

Inicia-se então uma revolta dos mercadores de Assis, que destroem a fortaleza do duque e conseguem conquistar o poder. Em 1198 Inocêncio III é eleito papa e a Santa Sé quer tirar vantagem com o enfraquecimento do império. Um enviado do pontífice logo chega à cidade de Assis, com o encargo de substituir o governador imperial. 

Entre 1201 e 1202, os revoltosos organizam uma tropa para dar combate à nobreza feudal que recebera do imperador um privilégio que irritava os mercadores. Francisco participou das lutas entre Assis e Perúsia e ficou preso por quase um ano.

Em 1203, de volta a sua cidade, tenta recuperar o tempo perdido. Entrega-se a uma vida de festas e torneios, mas logo se mostra insatisfeito e resolve mudar de vida e resolve ser cavaleiro. 

Para chegar a esse posto teria que começar como escudeiro de um nobre. Francisco parte para sua missão. Durante o percurso, ao encontrar os mendigos, vai se desfazendo de seus pertences.

Decide voltar para sua casa, sem a glória que a família esperava, e indagando dizia:

“Como pode haver tanta injustiça, tanto luxo, ao lado de tanta pobreza? ”.

Conta-se que em 1206, orando na capela de São Damião, em Assis, Francisco ouviu de Deus as seguintes palavras: "Vá, Francisco, e restaure a Minha Casa!". Imaginando tratar-se de reconstruir a Capela, volta para casa, vende boa parte dos tecidos do pai, e entrega-se ao serviço de Deus e dos miseráveis.

Em 1208, afinal compreende o sentido da mensagem: restaurar a igreja como instituição, uma vez que ela havia se desviado dos ensinamentos de Cristo e vivia cercada de opulência. Faz votos de pobreza e começa a pregar sua doutrina.

Francisco de Assis, decidido a cumprir as Escrituras sagradas, passa a viver voltado apenas para o espírito. Seus sermões eram cada vez mais frequentados, sua fama vai se espalhando e as poucos já tinha seguidores, dispostos a formar uma nova ordem religiosa.

Em 1208, pede autorização ao papa para fundar uma irmandade mendicante. Em 1219 estava fundada a “Ordem dos Irmãos Mendigos de Assis", que se instalou em cabanas no alto dos montes e no interior das cavernas, renunciando qualquer forma de propriedade.

Ordem dos Franciscanos

Em 1215, no intuito de resguardar a autoridade papal, o Concílio de Latrão reconhece a "Ordem dos irmãos Menores de Assis”.  O Cardeal Ugolino é designado “protetor” da Ordem. Francisco consente repartir seus discípulos em dois grupos para seguir em peregrinação pelo mundo para disseminar o sentimento da fé cristã e converter os infiéis.

Durante a peregrinação, os franciscanos tiveram seus primeiros martírios, cinco discípulos foram mortos, em Ceuta, pelos muçulmanos pois recusarem sua conversão ao islamismo.

Francisco de Assis embarca para a Terra Santa, onde é aprisionado e levado ao Sultão. Para mostrar a superioridade da fé cristã, Francisco anda sobre brasas e imediatamente é libertado.

Em 1220, Assis volta para a Itália e encontra uma cisão no movimento. Alguns discípulos, pressionados por Ugolino, preconizam uma reforma, com novas “regras”, menos severas quanto ao voto de pobreza.

Em 1221, Assis apresenta um texto com a nova “Regra” para a ordem: “Observar o Santo Evangelho, viver da obediência, da castidade e não possuir absolutamente nada, e só dividir a pobreza”.

O texto é recusado pelo cardeal Ugolino. Em 1223, o texto é retocado e finalmente aceito pelo papa Honório III. Os franciscanos perdem muito dos traços que os distinguiam.

Em 1224, decepcionado e doente, Francisco de Assis é obrigado a moderar suas atividades. Nesse mesmo ano renuncia a direção efetiva da irmandade que criara, e em companhia dos discípulos parte em direção à floresta, para viver em contato com a natureza.

Conta-se que na floresta, em sua presença, os peixes saltavam da água e os pássaros pousavam em seus ombros. Certo dia orando, no alto do rochedo, desceu do céu um serafim de asas resplandecentes, trazendo nos braços uma cruz.

Quando a imagem desaparece, Francisco percebe marcas de sangue nas mãos e pés, como se tivessem sido atravessados por pregos. Doente, Francisco implora que o levem para Assis, onde quer morrer.

São Francisco de Assis faleceu assistido pelos discípulos, em Assis, Itália, no dia 3 de outubro de 1226. Dois anos depois de sua morte, é canonizado pelo papa Gregório IX.

Na igreja de São Francisco de Assis, Assis, Itália, inaugurada em 1256, estão guardados os restos mortais do santo.

ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO

Senhor, fazei-me instrumento da vossa paz.

Onde houver ódio, que eu leve o amor.

Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.

Onde houver discórdia, que eu leve a união.

Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.

Onde houver erro, que eu leve a verdade.

Onde houver desespero, que eu leve a esperança.

Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.

Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, fazei que eu procure mais:

Consolar que ser consolado;

Compreender que ser compreendido;

Amar que ser amado.

Pois é dando que se recebe,

É perdoando que se é perdoado

E é morrendo que se vive para a vida eterna!

FONTE:

Dilva Frazão

A FAMÍLIA

 

A FAMÍLIA

Emmanuel

A família consanguínea é lavoura de luz da alma, dentro da qual triunfam somente aqueles que se enriquecem de paciência, renúncia e boa vontade. De quando a quando, o amor nos congrega, em pleno campo da vida, regenerando-nos a sementeira do destino.

Geralmente, não se reúnem a nós os companheiros que já demandaram a esfera superior aureolados por vencedores, e sim afeiçoados menos estimáveis de outras épocas, a fim de restaurarmos o tecido da fraternidade, indispensável ao agasalho de nossa alma, na jornada para frente.

Muitas vezes, na condição de pais e filhos, cônjuges ou parentes, não passamos de devedores em resgate de antigos compromissos.

Se for pai, não abandones teu filho aos processos evolutivos da natureza animal, qual se fora menos digno de atenção que a hortaliça de tua casa. Os filhos são comparáveis a “tratos de terra espiritual” que devolverás, invariavelmente, à Espiritualidade na pauta da sementeira que lhes ofertes. Se for filho, não desprezes teus pais, relegando-os ao esquecimento e subestimando-lhes os corações quando te parecem em desacordo com os teus ideais de elevação e nobreza, porque também, um dia, precisarás da alheia compreensão para que se te aperfeiçoe a individualidade a região agora menos burilada e menos atendida. O companheiro mais idoso, em toda parte, é o espelho do teu próprio futuro.

Aprende a usar a bondade, em doses intensivas, ajustando-a ao entendimento e à vigilância, para que a experiência em família não se te desapareça no tempo, sem proveito para o grande caminho.

Quem não auxilia a alguns, não se acha habilitado ao socorro de muitos. Quem não tolera o pequeno desgosto doméstico, sabendo sacrificar-se com espontaneidade e alegria, a benefício dos irmãos de tarefa ou de lar, debaldes se erguerá por salvador de criaturas e situações que ele mesmo desconhece.

Cultiva o trabalho, o silêncio e a generosidade e conquistarás o respeito, sem o qual ninguém consegue ausentar-se do mundo em paz consigo mesmo.

Se não praticas no grupo familiar ou no esforço isolado a comunhão com Jesus, não te demores a buscar-lhe na vizinhança, a inspiração e a diretriz, no culto do Evangelho.

Não percas o tesouro das horas em reclamações improfícuas ou destrutivas.  Procura atender e auxiliar a todos em casa para que todos em casa te entendam e auxiliem na solução dos problemas do cotidiano.

O lar é o porto de onde a alma se retira para Além do Mundo e quem não transporta no coração o lastro da experiência cristã, dificilmente escapará de surpresas inquietantes e dolorosas.

Procura o Evangelho com todos ou sozinho. Recorda que todo dia é dia de começar.

FONTE:

Emmanuel

AS EPÍSTOLAS DE PAULO

 

I Coríntios 12,4-11

(“-há diversidade de dons, mas o espirito é o mesmo; diversidade de ministérios, mas o senhor é o mesmo; diversos modos de ação, mas é o mesmo deus que realiza tudo em todos. Cada um recebe o dom de manifestar o espirito para a utilidade de todos. A um o espirito dá a mensagem da sabedoria; a outro a palavre de ciência segundo o mesmo espirito; a outro o mesmo espirito da a fé; a outro ainda o único e mesmo espirito concede o dom das curas; a outro o poder de fazer “milagres”; a outro a profecia; a outro o discernimento dos espíritos. Mas é o único e mesmo espirito que isso tudo realiza, distribuindo a cada um os seus dons, conforme lhe apraz”)

O sofrimento, libertando a alma da escravidão material, confere-lhe intensa espiritualidade, grande amplitude e profundidade, tornando-a assim apta e idônea para receber a verdadeira sabedoria da vida.

Há no mundo muitos homens inteligentes, sagazes, preparados e eruditos; há talentos e gênios; há inventores e descobridores; há pensadores e filósofos — mas não há muitos homens sábios.

Uma coisa é ciência — outra coisa é sabedoria.

Uma coisa é possuir exímios dotes de intelecto e vasto arsenal de conhecimentos positivos em vários ramos do saber humano — outra coisa é possuir esse indefinível carisma do espírito que eleva o homem acima de tudo isto.

A ciência, por mais ampla e profunda, tem sempre um quê de periférico — ao passo que a sabedoria é essencialmente central.

No homem verdadeiramente sábio existem vastas planícies e espraiam-se ilimitados horizontes para todos os lados. E no centro de todas estas amplitudes está ele mesmo, está a sua visão panorâmica, serena, calma, imperturbável, compreensiva.

Sabedoria é algo que tem que ver com a pátria eterna da luz, da força, da harmonia infinita. Não é como a luz sinistra dum incêndio, nem como a força violenta duma bomba, mas é como a serena claridade da luz solar que, no mais profundo silêncio, ilumina o universo; é como a energia cósmica do mundo sideral que em graciosos ritmos e elegantes elipses manifesta a irresistível potência das suas leis.

O homem sábio é silenciosamente forte, e, por ter a consciência da sua força, não pratica violências.

O homem apenas inteligente e erudito é como uma passagem estreita entre duas muralhas altíssimas, que desembocam numa claridade final, mas limitam a visão do viandante — ao passo que o homem sábio está como que no alto duma atalaia, abrangendo todas as latitudes e longitudes do mundo.

É possível que o homem sábio possua menor cabedal de conhecimentos positivos, e até menos agudeza de inteligência do que algum cientista — mas esta mesma sobriedade é de tal natureza que sobrepuja a multiplicidade acumulada nos cérebros mais eruditos. Outros conhecem muitos fenômenos — o sábio conhece apenas uma causa, mas desta causa derivam todos aqueles efeitos, e ele, abrangendo a fonte, conhece a origem e o percurso das águas em suas multiformes direções. Da sua excelsa atalaia panorâmica compreende todas as relações e afinidades recíprocas dos fenômenos transitórios, segundo a medida que o Eterno lhe concedeu. Não tem necessidade de correr atrás de cada um dos seres em particular não tem mister examiná-lo in loco — porque o homem sábio tem a intuição da suprema causalidade, e por isso compreende de relance e como que em germe todos os fenômenos que dela dimanam.

Precisamente nesta calma e segura visão compreensiva das coisas é que consiste em o mais glorioso apanágio do sábio e a sua mais bela similitude com a suprema e sapientíssima Divindade. É também desta fonte que flui aquela inefável paz e tranquilidade que circunda a pessoa do homem verdadeiramente sábio, inspirando instintiva confiança aos outros homens.

            Esse homem não se perturba com coisa alguma. . .

            Não tem pressa. . .

            Não se afoba...

            Não corre. . .

            Não se exalta. . .

            Não fica nervoso. . .

            Não receia chegar tarde, porque em qualquer ponto da sua viagem está sempre no termo da jornada, de todas as jornadas da sua vida. . .

Por isso, também não conhece temor e inquietude.

Não há surpresas ingratas para o homem sábio...

O homem sábio quer bem a todas as creaturas de Deus. Coloca-as todas dentro da vasta luminosidade da sua visão panorâmica, uma mais perto, outras mais longe de si, cada uma no lugar que lhe compete.

O homem sábio não tem ódio a ninguém. Não persegue ser algum. Não é intolerante. É amigo da verdade, mas não arma polêmicas. Não é barulhento como o arroio que em estrepitosas catadupas salta de rochedo em rochedo, espumejando e lançando gotas violentas para todos os lados — é antes como uma vasta torrente que desliza silenciosa e imperceptível, em demanda do oceano. . .

O homem verdadeiramente sábio é sempre um grande amigo de Deus, e até um favorito da Divindade. A sabedoria é um carisma que o Ser infinitamente poderoso, sábio e bom comunica a um ou outro dos seus servos e arautos.

O próximo grande salto evolutivo da humanidade será a descoberta de que cooperar é melhor que competir.

A revolução é grande, e atinge até as raízes da própria vida. Trata-se de substituir a força, pela

Justiça; a cupidez de possuir, pela honestidade; a luta desesperada na vida, pelo amor evangélico; o poder

da Terra, pelo do céu.

  - Professor, entre cientistas e filósofos, existe a discussão sobre o livre arbítrio do Homem. Existe Professor?

 - Todos os livros que eu conheço sobre o assunto fazem uma permanente confusão entre liberdade potencial e liberdade atual. Faz parte da natureza de todo ser humano normal que seja potencialmente livre, mas ninguém nasce atualmente livre. Ao nascermos nós temos todo material de toda obra para nos tornarmos livres, para conquistarmos a liberdade atual, mas isto é tarefa de uma vida inteira.

 A liberdade potencial é um presente de berço que todos têm. A liberdade atual é uma conquista da nossa consciência que poucos conseguem. Muitos vão até o fim da vida e apenas têm a liberdade potencial que já tiveram ao nascer. Nunca desenvolveram a sua liberdade de forma atualizada. Buda, Cristo, Mahatma Gandhi; só estes... Eu não creio que há 1% da humanidade aqui em São Paulo, entre estes 8 milhões (em 76) de habitantes – eu não creio que haja 1% de homens e mulheres que tenham conquistado a sua liberdade atual, embora todos tenham liberdade potencial. Por quê?

Porque o grosso da humanidade não quer fazer um esforço de se libertar da escravidão tradicional de todos.  Nós somos escravos do dinheiro, somos escravos do sexo, somos escravos da sociedade e escravos de muitas outras escravidões. Somos todos grandes escravocratas e grandes escravizados.

A lei áurea de 13 de maio que aboliu a escravidão negra é um fato histórico do passado. E quem foi que aboliu a escravidão branca, e a escravidão dos vermelhos, e a escravidão dos amarelos, a escravidão humana? Ninguém pode abolir por decreto. Agora cada um pode tratar de abolir a sua escravidão individual e proclamar a sua libertação individual. Isto é possível. Mas quem é que faz? Não há 1% dos homens que são realmente livres. 99% são escravos até a morte.

- E onde entra o livre arbítrio, professor?

- O livre arbítrio existe desde o início, mas é apenas uma potencialidade – é matéria prima para o livre arbítrio atualizado. Mas quem não atualiza o livre arbítrio que ele recebeu como presente de berço não se libertou, e o grosso da humanidade não se liberta. Vocês podem ver: este pessoal aí a cada momento é escravo de tudo. São escravos da sociedade, são escravos do dinheiro, são escravos do sexo, são escravos de tudo – não se libertam nada.

Liberdade não quer dizer fugir destas coisas, eu não mando fugir do dinheiro, não mando fugir nem da família, nem do sexo, nem da sociedade. Libertar é outra coisa do que fugir. Eu devo ser livre no meio dos escravos, eu posso ser puro no meio dos impuros. Isso eu chamo libertação. Não é fugir, não é abandonar – isto é outra covardia. Quem abandona confessa que é fraco. E fraqueza é escravidão. Eu tenho de ser livre no meio da escravidão.

FONTE:

Huberto Rodhen

Bíblia de Jerusalém

EMOÇÕES

 

A palavra emoção provém do verbo latino emovere, que significa mover ou movimentar, sendo, portanto, qualquer tipo de sentimento que produza na mente algum tipo de movimentação, que tanto pode ser positiva, negativa ou mesmo neutra.

Importantes na ocorrência desse fenômeno são o seu propósito assim como as suas consequências. Quando se direciona ao bem-estar, à paz, à alegria de viver e de construir, contribuindo em favor do próximo, temo-la como positiva ou nobre, porque edificante e realizadora. No entanto, se inquieta, estimulando transtornos e ansiedade conduzindo nossa mente a distúrbios de qualquer natureza, temo-la negativa ou perturbadora, que necessita de orientação e equilíbrio.

Os resultados serão analisados pelos efeitos que produzam no indivíduo assim como naqueles com os quais convive, estabelecendo harmonia ou gerando empecilhos.

São as emoções responsáveis pelos crimes hediondos, quando transtornadas, assim como pelas grandes realizações da Humanidade, quando direcionadas para os objetivos dignificantes do ser.

No primeiro caso, desfruta-se da alegria de viver e de produzir o bem, enquanto que, no segundo, proporciona sofrimento e angústia, desespero e consumpção.

Para um ou outro objetivo são necessárias ferramentas específicas, tais como o amor, a bondade, a compaixão, a gentileza, a caridade, a fim de se lograr os resultados nobres, ou, do contrário, a ira, a cólera, o ódio, o ressentimento, a desonestidade, que levam ao crime e a todas as urdiduras do mal.

No primeiro caso encontramos a nobreza de caráter e dos sentimentos edificantes, enquanto que, no segundo, constatamos a pequenez moral, o primarismo em que se detém o ser humano.

As emoções, do ponto de vista psicológico, podem ser agradáveis ou perturbadoras, estabelecendo identidades, tais como aproximação, medo, repugnância e rejeição.

O importante, no que concerne às emoções, é o esforço que deve ser desenvolvido a fim de que sejam transformadas as nocivas em úteis.

Quando se expressam prejudiciais, o indivíduo tem o dever de trabalha-las, porque alga em si mesmo não se encontra saudável nem bem orientado. Ao invés de dar expansão às sujas tempestades interiores, deve procurar examinar em profundidade a razão pela qual assim se encontra, de imediato, tentando alterar-lhe o direcionamento.

As emoções têm sua origem nas experiências anteriores do ser, que se permitiu o estabelecimento de paisagens internas de harmonia ou de conflitos.

Não se deve lutar contra as emoções, mesmo aquelas denominadas prejudiciais, antes cabendo o esforço para desviar-se a ocorrência daquilo que possa significar danos em relação a si mesmo ou a outrem.

Inevitavelmente ocorrem momentos em que as emoções nocivas assomam volumosas. A indisciplina mental e de comportamento abrem-lhes espaços para que se expandam, no entanto, a vigilância ao lado do desejo de evitar-se danos morais oferece recurso para impedir-lhe as sucessivas consequências infelizes.

Nem sempre é possível evitar-se ocorrências que desencadeiam emoções violentas. Pode-se, porém, equilibrar o curso da sua explosão e o direcionamento dos seus efeitos.

Raramente alguém é capaz de permanecer emocionalmente neutro em uma situação conflitiva, especialmente quando o seu ego é atingido. Irrompe, automaticamente, a hostilidade, em forma de autodefesa, de acusação defensiva, de revide...

Pode-se, no entanto, evitar que se expanda o sentimento hostil, administrando-se as reações que produz, mediante o hábito de respeitar o próximo, de tê-lo em trânsito pelo nível de sua consciência, se em fase primária ou desenvolvida.

Torna-se fácil, desse modo, superar o primeiro impacto e corrigir-se o rumo daquele que se transformou em emoção de ira ou de raiva...

***

Se tomas consciência de ti mesmo, dos valores que te caracterizam, das possibilidades de que dispõe, é possível exercer um controle sobre as tuas emoções, evitando que as perniciosas se manifestem ante qualquer motivação e as edificantes sejam equilibradas, impedindo os excessos que sempre são prejudiciais.

Quando são cultivadas as reminiscências das emoções danosas, há mais facilidade para que outras se expressem ante qualquer circunstância desagradável. Como não se pode nem se deve viver de experiências transatas, o ideal é diluir-se em novas experiências todas aquelas que causaram dor e hostilidade.

Isso é possível mediante o cultivo de pensamento de paz e de solidariedade, criando um campo mental de harmonia, capaz de manifestar-se por automatismo, diante de qualquer ocorrência geradora de aflição.

Gandhi afirmava que não deve matar o indivíduo hostil, mas matar a hostilidade nesse indivíduo, o que corresponde ao comportamento pacífico encarregado de desarmar o ato agressivo de quem se faz adversário.

Eis por que a resistência passiva consegue os resultados excedentes da harmonia. Provavelmente, ou outro, o inimigo, não entenderá de momento a não violência daquele a quem aflige, mas isso não é importante, sendo valioso para aquele que assim procede, porque não permite que a insânia de fora alcance o país da sua tranquilidade interior.

A problemática apresenta-se como necessidade de eliminar os sentimentos negativos, o que não é fácil, tornando-se mais eficiente diluí-los mediante outros de natureza harmônica e saudável.

Acredita-se que a supressão da angústia, da ansiedade, da raiva proporciona felicidade. Não será o desaparecimento de um tipo de emoção que fará com que se desfrute imediatamente de outra. A questão deve ser colocada de maneira mais segura, trabalhando-se, sim, pela eliminação das emoções perturbadoras, porém, ao mesmo tempo, cultivando-se e desenvolvendo-se aquelas que são as saudáveis e prazenteiras.

Não se torna suficiente, portanto, libertar-se daquilo que gera mal-estar e produz decepção, mas agir de maneira correta, a fim de que se consiga alegria e estímulo para uma vida produtiva.

Viver por viver é fenômeno biológico, automático, no entanto, é imprescindível viver-se em paz, bem viver-se, ao invés do tradicional conceito de viver de bem com tudo e com todos, apoiado em reservas financeiras e em posições relevantes, sempre transitórias...

Pensa-se que é uma grande conquista não se fazer o mal a ninguém. Sem dúvida que se trata de um passo avançado, entretanto, é indispensável fazer-se o bem, promover-se o cidadão, a cultura, a sociedade, ao mesmo tempo elevando-se moralmente.

Quando se está com a emoção direcionada ao bem e à evolução moral, o pensamento torna-se edificante e tudo concorre para a ampliação do sentimento nobre. O inverso também ocorre, porquanto o direcionamento negativo, as suspeitas que se acolhem, a hostilidade gratuita que se desenvolve, contribuem para que o indivíduo permaneça armado, porque sempre se considera desamado.

Mediante o cultivo das emoções positivas, aclara-se a percepção da verdade, das atitudes gentis, dos sentimentos solidários, enquanto que a constância das emoções prejudiciais faculta a distorção da óptica em torno dos acontecimentos, gerando sempre mau humor, indisposição e malquerença.

Quando se alcançar o amor altruísta haverá o sentimento da real fraternidade e o equilíbrio real no ser que busca de si mesmo e de Deus.

Jesus permanece como sendo o exemplo máximo do controle das emoções, não se deixando perturbar jamais por aquelas que são consideradas perniciosas. Em todos os Seus passos, o amor e a benevolência, assim como a compaixão e a misericórdia estavam presentes, caracterizando o biótipo ideal, guia e modelo para todos os indivíduos.

Traído e encaminhado aos Seus inimigos, humilhado e condenado à morte, não teve uma emoção negativa, mantendo-se sereno e confiante, lecionando em silêncio o testemunho que é pedido a todos quantos se entregam a Deus e devem servir de modelo à Humanidade.

Não se podendo viver sem as emoções, cuidar daqueles que edificam em detrimento das que perturbam, tal é a missão do homem e da mulher inteligentes na Terra.

 

Nosso organismo não foi desenhado apenas para metabolizar as funções básicas de transformar os alimentos em energia para a nossa sobrevivência

Ele também processa todos os estímulos e gera uma resposta positiva ou negativa que afeta a todos os órgãos que o compõem.

Além dos estímulos físicos que recebe através dos sentidos, há as emoções ou sentimentos que, embora pareçam não nos afetar, também geram reações. Elas estimulam ou inibem alguns órgãos de nosso corpo.

Embora esse costume seja um processo saudável, quando as emoções são graves, negativas e prolongadas, podem prejudicar os órgãos e torna-los mais vulneráveis a doenças

O processo de exteriorização de qualquer órgão tem uma relação direta com as emoções e sentimentos que estamos experimentando.

Assim, se levarmos em conta que quando um órgão esta afetado desequilibra todo o nosso corpo, torna-se importante conhecer a causa emocional que o afeta e trabalhar para curá-lo.

Isso implica em mudar o estado de nossas emoções e transforma-las em pensamentos positivos.

A seguir, quais são os órgãos e quais as emoções podem afeta-los

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Afirma Daniel Goleman em seu livro “Inteligência Emocional” que os grandes mestres espirituais como Jesus e Buda “tocaram o coração dos seus discípulos falando na linguagem da emoção, ensinando por parábolas, fábulas e contos”. Segundo o escritor estes mestres espirituais falam no “vernáculo do coração”, o que do ponto de vista racional tem pouco sentido.

Goleman explica ainda que segundo Freud, em seu “conceito primário” de pensamento, essa lógica da mente emocional é a “lógica da religião e da poesia, da psicose e das crianças, do sonho e do mito”. Isto engloba também as metáforas e imagens como as artes, romances, filmes, novelas, música, teatro, ópera, etc., pois tocam de forma direta a mente emocional.

Isto nos leva a entender por que as expressões religiosas e artísticas agradam tanto: é que a imensa maioria das pessoas é dominada pela emoção. Também explica o motivo dessa preferência das multidões a essas crenças novas, rotuladas de evangélicas, que manipulam as emoções como fator de atração e direcionamento de seus adeptos.

Mas, o que é a EMOÇÃO? O dicionário registra: qualquer agitação ou perturbação da mente; sentimento; paixão; qualquer sentimento veemente ou excitado.

Segundo Goleman: “EMOÇÃO se refere a um sentimento e seus pensamentos distintos, estados psicológicos e biológicos, e a uma gama de tendências para agir. ”

Não podemos perder de vista as sutilezas em que as emoções se manifestam, para melhor entendimento do assunto e encaminhamento do nosso raciocínio.

Os estudiosos do tema propõem famílias básicas (assim co­mo as cores básicas); mencionaremos algumas:

IRA: fúria, revolta, ressentimento, raiva, exasperação, indignação vexame, animosidade, aborrecimento, irritabilidade, hostilidade e, no extremo, ódio e violência patológicos.

TRISTEZA: sofrimento, mágoa, desânimo, desalento, melancolia, auto piedade, solidão, desamparo, desespero e, quando patológica, severa depressão.
MEDO: ansiedade, apreensão, nervosismo, preocupação, consternação, cautela, escrúpulo, inquietação, pavor, susto, terror e, como psicopatologia, fobia e pânico.

PRAZER: felicidade, alegria, alívio, contentamento, deleite, diversão, orgulho, prazer sensual, emoção, arrebatamento, gratificação, satisfação, bom humor, euforia, êxtase e, no extremo, mania.

AMOR: aceitação, amizade, confiança, afinidade, dedicação, adoração, paixão, ágape (caridade).

E as virtudes e vícios que vão desde a fé, compaixão, esperança, coragem, altruísmo, perdão, equanimidade até dúvida, preguiça, tédio, etc. Há um debate científico sobre como classificar as emoções, já que podem ser igualmente um estado de espírito, temperamento ou se transformarem em distúrbios emocionais como depressão, angústia, ansiedade, fobias, etc.
Depreende-se, portanto, que em várias circunstâncias de nossa vida as emoções prevalecem e nos dominam. Quantas vezes nos surpreendemos diante de nossas alternâncias de estado de espírito, pois podemos ser muito racionais num momento e irracionais no seguinte quando o calor da emoção passa a comandar nossas atitudes.

É exatamente nos estados extremos das emoções que as pessoas cometem ações das quais se arrependem amargamente no minuto seguinte, quando a mente racional começa a reagir. É este o caminho dos crimes passionais, quando se diz que houve “privação dos sentidos”.

Portanto, emoções são sentimentos a se expressarem em impulsos e numa vasta gama de intensidade, gerando ideias, condutas, ações e reações. Quando burilados, equilibrados e bem conduzidos transformam-se em sentimentos elevados, sublimados, tomando-se, aí sim — virtudes.

O livro de Daniel Goleman traz-nos preciosas contribuições que devem ser analisadas à luz da Doutrina Espirita. Observemos, em princípio, o que consideramos a contribuição fundamental de sua obra: a distinção entre inteligência emocional e racional, em que “linguagem” a primeira se manifesta e todas as consequências que daí advêm. Mas, iremos analisar, especificamente, o discurso de Jesus, sob esta ótica.

Segundo o autor e conforme mencionamos linhas atrás, Jesus utilizou-se do “vernáculo do coração”, falava, portanto, a linguagem da emoção, e acrescentamos: do sentimento sublimado — por isto se diz que Ele trouxe a Lei de Amor.

Todavia, para a mentalidade racional que impera no Ocidente, nas elites intelectuais, sobretudo, essa mensagem passou a ser vista como sinônimo de psicose, infantilidade, poesia e utopia. Por outro lado, os principais fatores que geraram esse tipo de leitura foram as distorções, as interpolações e mutilações que o Evangelho sofreu e que o transformaram nesse cristianismo dos tempos atuais, muito distante da verdadeira Boa-Nova.

É exatamente no momento crucial em que a Europa, liderada pela França, entroniza a “deusa Razão”, zombando dos valores espirituais cultivados pela religião dominante, que a Terceira Revelação chega à Terra. O Espiritismo veio fazer uma leitura do Evangelho através da razão. Tendo em suas bases a moral cristã em sua pureza primitiva, interpretada, todavia, na linha do raciocínio a fim de que o seu aspecto emocional passe agora pela mente racional e possa ser aceita, assimilada pela mentalidade que prevalece em nossa época.

Cremos que a resistência na aceitação da Doutrina Espírita por parte dos países europeus (e mesmo norte-americanos), deve-se ao fato de não terem conseguido ainda assimilar essa nova mentalidade, pois destacam, de forma predominante, os valores intelectuais, a linha racional, não admitindo a prevalência da emoção ou a sua equiparação com a razão.

A Doutrina Espírita vem colocar o Evangelho do Cristo na linguagem da razão, com explicações racionais, filosóficas e científicas, mas, vejamos bem, sem abandonar, sem deixar de lado o aspecto emocional que é colocado na sua expressão mais alta, tal como o pretendeu Jesus, ou seja o sentimento sublimado, demonstrando assim que o SENTIMENTO E A RAZÃO podem e devem caminhar pela mesma via, pois constituem as duas asas de libertação definitiva do ser humano: O AMOR E A SABEDORIA.
A questão 627 de “O Livro dos Espíritos” traz-nos primorosa síntese das finalidades do Espiritismo e, a certa altura da resposta transmitida pelos Espíritos Superiores afirma: “O ensino dos Espíritos tem que ser claro e sem equívocos, para que ninguém possa pretextar ignorância e para que todos o possam julgar e apreciar com a razão. Estamos incumbidos de preparar o reino do bem que Jesus anunciou. Daí a necessidade de que a ninguém seja possível interpretar a lei de Deus ao sabor de suas paixões, nem falsear o sentido de uma lei toda de amor e de caridade. ”

FONTE

Huberto Rodhen

Suely Caldas Scubert

Joanna de Angelis

 

OVOIDIZAÇÃO

 

OVOIDIZAÇÃO

A ovoidização é uma das mais pungentes enfermidades que pode acometer o espirito depois da morte, consiste na perda da consciência ativa, quando o eu consciente desmorona-se completamente, em decorrência de atrozes e insuportáveis sofrimentos (e aí abrange o sofrimento moral quando se dá conta de que está morto), voltando-se sobre si mesmo anulando-se e perdendo todo contato com a realidade. A atividade consciente da alma entra em letargia, refugiando-se nas camadas do subconsciente., o pensamento continuo se fragmente, perdendo o seu fio de condução e a estrutura perispiritual se desfigura completamente desfazendo sua natural conformação humana, adquirindo o formato aproximado de um novo (formato - não tamanho) cujas dimensões se aproximam de um crâneo infantil. O processo é em tudo semelhante ao das bactérias que se encistam diante das condições adversas da vida aguardando novas oportunidades para retornarem à atividade normal. A ovoidização é processo praticamente incurável no plano espiritual e somente pode ser revertido em encarnações expiatórias, quando o espirito reencontra-se com novo ambiente de manifestação e pode refazer o metabolismo dos e consciente, entretanto, várias reencarnações se consomem em tentativas frustradas.

Muitos regridem a condição tão primarias da vida humana que necessitam reencarnar em povos primitivos a fim de que a rudeza do organismo a ainda involuidos possam suportar-lhe a grave patologia, sem se desfazerem em malformações congênitas (defeitos anatômicos na formação dos embriões) incompatíveis com a biologia humana.

A ovoidização, no entanto, não é uma adulteração das leis perispirituais, pois está subordinada aos mesmos princípios da miniaturização ou restringimento, fenômeno a que está submetido o espirito no processo reencarnatorios quando a tessitura plasmática do períspirito sofre uma contração evolutiva retornando aos patamares da evolução biológica.

FONTES:

Sergio Felipe de Oliveira

Marlene Nobre

Gilson Freire - Adamastor