SÃO FRANCISCO DE ASSIS
Biografia de São Francisco de Assis
São Francisco de Assis (1182-1226) foi religioso
italiano, fundador da Ordem dos Franciscanos. Era filho de um rico
comerciante, mas fez votos de pobreza. Foi canonizado pelo papa Gregório IX, dois
anos depois de sua morte. É conhecido como o protetor dos animais.
Giovanni di Pietro di Bernardoni, nome de
Francisco de Assis, nasceu em Assis, na Itália, no dia 5 de julho de 1182. Era
filho de Pica Bourlemont e Pedro Bernardone Maricone, rico e conceituado
comerciante de tecidos de Assis.
Seu pai estava na França quando o filho nasceu, na
volta rebatizou-o com o nome de Francesco, isto é 'francês"
Francisco de Assis estudou na escola Episcopal,
onde aprendeu a ler, escrever e principalmente contar. Enriquecer era uma
obsessão naquela época. Ajudava seu pai no comércio, mas viver atrás de um
balcão não era trabalho que o atraia.
Em 1197, morre o imperador romano-germânico,
Henrique VI, senhor de grande parte da Itália, mas seu filho tinha apenas dois
anos e vários nobres disputavam o trono. O Ducado de Assis era controlado pelo
duque de Spoleto, que cobrava pedágio de tudo que atravessasse a região.
Inicia-se então uma revolta dos mercadores de
Assis, que destroem a fortaleza do duque e conseguem conquistar o poder. Em
1198 Inocêncio III é eleito papa e a Santa Sé quer tirar vantagem com o
enfraquecimento do império. Um enviado do pontífice logo chega à cidade de
Assis, com o encargo de substituir o governador imperial.
Entre 1201 e 1202, os revoltosos organizam uma
tropa para dar combate à nobreza feudal que recebera do imperador um privilégio
que irritava os mercadores. Francisco participou das lutas entre Assis e
Perúsia e ficou preso por quase um ano.
Em 1203, de volta a sua cidade, tenta
recuperar o tempo perdido. Entrega-se a uma vida de festas e torneios, mas logo
se mostra insatisfeito e resolve mudar de vida e resolve ser cavaleiro.
Para chegar a esse posto teria que começar como
escudeiro de um nobre. Francisco parte para sua missão. Durante o percurso, ao
encontrar os mendigos, vai se desfazendo de seus pertences.
Decide voltar para sua casa, sem a glória que a
família esperava, e indagando dizia:
“Como pode haver tanta injustiça, tanto luxo, ao
lado de tanta pobreza? ”.
Conta-se que em 1206, orando na capela de São
Damião, em Assis, Francisco ouviu de Deus as seguintes palavras: "Vá,
Francisco, e restaure a Minha Casa!". Imaginando tratar-se de reconstruir
a Capela, volta para casa, vende boa parte dos tecidos do pai, e entrega-se
ao serviço de Deus e dos miseráveis.
Em 1208, afinal compreende o sentido da mensagem:
restaurar a igreja como instituição, uma vez que ela havia se desviado dos
ensinamentos de Cristo e vivia cercada de opulência. Faz votos de pobreza e
começa a pregar sua doutrina.
Francisco de Assis, decidido a cumprir as
Escrituras sagradas, passa a viver voltado apenas para o espírito. Seus sermões
eram cada vez mais frequentados, sua fama vai se espalhando e as poucos já
tinha seguidores, dispostos a formar uma nova ordem religiosa.
Em 1208, pede autorização ao papa para fundar uma
irmandade mendicante. Em 1219 estava fundada a “Ordem dos Irmãos Mendigos de
Assis", que se instalou em cabanas no alto dos montes e no interior das
cavernas, renunciando qualquer forma de propriedade.
Ordem dos Franciscanos
Em 1215, no intuito de resguardar a autoridade
papal, o Concílio de Latrão reconhece a "Ordem dos irmãos Menores de
Assis”. O Cardeal Ugolino é designado “protetor” da Ordem. Francisco
consente repartir seus discípulos em dois grupos para seguir em peregrinação
pelo mundo para disseminar o sentimento da fé cristã e converter os infiéis.
Durante a peregrinação, os franciscanos tiveram
seus primeiros martírios, cinco discípulos foram mortos, em Ceuta, pelos muçulmanos pois recusarem
sua conversão ao islamismo.
Francisco de Assis embarca para a Terra Santa, onde
é aprisionado e levado ao Sultão. Para mostrar a superioridade da fé cristã,
Francisco anda sobre brasas e imediatamente é libertado.
Em 1220, Assis volta para a Itália e encontra uma
cisão no movimento. Alguns discípulos, pressionados por Ugolino, preconizam uma
reforma, com novas “regras”, menos severas quanto ao voto de pobreza.
Em 1221, Assis apresenta um texto com a nova
“Regra” para a ordem: “Observar o Santo Evangelho, viver da obediência, da
castidade e não possuir absolutamente nada, e só dividir a pobreza”.
O texto é recusado pelo cardeal Ugolino. Em 1223, o
texto é retocado e finalmente aceito pelo papa Honório III. Os franciscanos
perdem muito dos traços que os distinguiam.
Em 1224, decepcionado e doente, Francisco de Assis
é obrigado a moderar suas atividades. Nesse mesmo ano renuncia a direção
efetiva da irmandade que criara, e em companhia dos discípulos parte em direção
à floresta, para viver em contato com a natureza.
Conta-se que na floresta, em sua presença, os
peixes saltavam da água e os pássaros pousavam em seus ombros. Certo dia
orando, no alto do rochedo, desceu do céu um serafim de asas resplandecentes,
trazendo nos braços uma cruz.
Quando a imagem desaparece, Francisco percebe
marcas de sangue nas mãos e pés, como se tivessem sido atravessados por pregos.
Doente, Francisco implora que o levem para Assis, onde quer morrer.
São Francisco de Assis faleceu assistido pelos
discípulos, em Assis, Itália, no dia 3 de outubro de 1226. Dois anos depois de
sua morte, é canonizado pelo papa Gregório IX.
Na igreja de São Francisco de Assis, Assis,
Itália, inaugurada em 1256, estão guardados os restos mortais do santo.
ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO
Senhor, fazei-me
instrumento da vossa paz.
Onde houver ódio,
que eu leve o amor.
Onde houver ofensa,
que eu leve o perdão.
Onde houver
discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvidas,
que eu leve a fé.
Onde houver erro,
que eu leve a verdade.
Onde houver desespero,
que eu leve a esperança.
Onde houver
tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas,
que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei que
eu procure mais:
Consolar que ser
consolado;
Compreender que ser
compreendido;
Amar que ser amado.
Pois é dando que se
recebe,
É perdoando que se é
perdoado
E é morrendo que se
vive para a vida eterna!
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