quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

JERONIMO o tradudor da Bíblia

 

JERONIMO o tradudor da Bíblia

Carta, escrita em 376 ou 377 d.C., ilustra a atitude de Jerônimo à Sé de Roma, neste momento governada por Dâmaso, (...)

(...)se você acha que é melhor promulgar um decreto; e então eu não hesitarei em falar de três hipóstases. Encomende um novo credo para substituir o de Nicéia; e, em seguida, se somos arianos ou ortodoxos, uma confissão fará por todos nós. Em toda a gama do ensino secular de hipóstase nunca significou nada além de essência. E alguém pode ser mais profano do que quando fala em três essências ou substâncias na Divindade? Há uma natureza de Deus e uma somente; e isso, e isso por si só, é verdadeiro. Pois o ser absoluto não é derivado de nenhuma outra fonte, mas é próprio de si mesmo. Todas as coisas, além disso, isto é, todas as coisas criadas, embora parecem ser, não são. Pois houve um tempo em que não eram, e aquilo que uma vez que não foi pode voltar a deixar de ser. Só Deus que é eterno, isto é, que não tem começo, realmente merece ser chamado de uma essência. Por isso, também Ele diz a Moisés na sarça, EU SOU O QUE SOU, e Moisés diz dele, EU SOU me enviou. [Êxodo 3, 14] Tanto os anjos, o céu, a terra, os mares, tudo existia na época, deve existir como o ser absoluto que Deus reivindicou para si mesmo esse o nome da essência, que, aparentemente, era comum a todos. (...)

A igreja desde o início aceitou que havia a necessidade de traduzir a Bíblia. Embora o grego comum do Novo Testamento fosse amplamente compreendido em todo o Império Romano, nem todos conheciam aquela língua, e a igreja tinha o objetivo de alcançar a todos com o Evangelho.

Surgiram as primeiras traduções em várias línguas, especialmente para o latim (que, com o tempo, passou a ser a língua oficial do império), o siríaco e o copta. Embora possamos destacar o zelo dos primeiros tradutores, infelizmente nem sempre tinham bom domínio do grego.

 

“-Dâmaso foi bispo de Roma de 366 a 385. Embora o bispado de Roma fosse tido em grande estima, ele ainda não alcançara o poder superior ao dos outros bispados, e Dâmaso gostava de poder. Ele queria libertar o cristianismo ocidental da dominação do Oriente. Havia muito tempo, o grego era a língua aceita pela igreja, mas Dâmaso queria que a igreja do Ocidente se tornasse claramente latina. Uma das maneiras de conseguir isso seria traduzir a Bíblia para o latim”.

O secretário de Dâmaso era Eusebius Hieronymus Sophronius, embora fosse mais conhecido na igreja por Jerónimo. Ele foi treinado nos clássicos em latim e grego e repreendia severamente a si mesmo por sua paixão pelos autores seculares. Para punir-se, praticava uma vida de renúncia e retirou-se para a Síria para estudar hebraico. Jerónimo já havia se tornado um dos maiores estudiosos na época em que começou a trabalhar para Dâmaso.

 

Desse modo, Dâmaso sugeriu que seu secretário produzisse uma tradução latina da Bíblia, que eliminasse as imprecisões das traduções mais antigas. Dâmaso buscava a uniformidade. Assim como já padronizara o culto de adoração das igrejas que estavam sob sua autoridade, Dâmaso queria um conjunto padronizado das Escrituras.

Jerónimo começou sua obra em 382. Quando Dâmaso morreu, em 384, Jerónimo, aparentemente, alimentava o desejo de ocupar a posição de bispo de Roma. Em parte, pela amargura de não ter sido escolhido, e em parte pelo desejo de se livrar das distrações, Jerónimo mudou-se de Roma para a Terra Santa, estabelecendo-se em Belém. Em 405, terminou sua tradução, que não foi sua única obra. Durante aqueles 23 anos, ele também produziu comentários e outros escritos, servindo de conselheiro espiritual para algumas viúvas ricas e bastante devotas. Ele se envolveu em várias batalhas teológicas de seus dias, por meio de cartas eloquentes — e, às vezes, bastante cáusticas — que até hoje são consideradas muito dramáticas.

Jerónimo começou sua tradução trabalhando a partir da Septuaginta, a versão grega do Antigo Testamento. Porém, logo estabeleceu um precedente para todos os bons tradutores do Antigo Testamento: passou a trabalhar a partir dos originais em hebraico. Jerónimo consultou muitos rabinos e procurava com isso atingir um alto grau de perfeição.

Jerónimo ficou surpreso com o fato de as Escrituras hebraicas não incluírem os livros que chamamos hoje apócrifos. Por terem sido incluídos na Septuaginta, Jerónimo foi compelido a incluí-los também em sua tradução, mas deixou sua opinião bastante clara: eles eram liber ecclesiastici (“livros da igreja”), e não liber canonici (“livros canónicos”). Embora os apócrifos pudessem ser usados para a edificação, não poderiam ser utilizados para estabelecer doutrina alguma. Centenas de anos mais tarde, os líderes da Reforma dariam um passo adiante e não incluiriam esses livros na versão bíblica protestante.

A biblioteca divina, termo pelo qual Jerónimo se referia à Bíblia, foi finalmente disponibilizada em uma versão precisa e muito bem escrita, na linguagem usada comumente nas igrejas do Ocidente. Ficou conhecida por Vulgata (do latim vulgus, “comum”). A enorme influência de Jerónimo fez com que todos os estudiosos sérios da Idade Média tivessem grande respeito por sua tradução. Martinho Lutero, que conhecia hebraico e grego, fez citações da Vulgata durante toda sua vida.

Pelo fato de a obra de Jerónimo ter o selo de aprovação da igreja, outros tradutores tiveram dificuldades em segui-lo. Até a Reforma, poucas traduções haviam sido feitas para as línguas europeias e, mesmo assim, em vez de trabalhar a partir do Novo Testamento em grego, os tradutores se voltavam para a Vulgata.

Ironicamente, a tradução da Bíblia no idioma que toda a igreja ocidental pudesse usar, provavelmente, fez com que a igreja tivesse um culto de adoração e uma Bíblia que nenhum leigo podia entender. A tradução de Jerónimo deu ao latim o ímpeto que Dâmaso buscava, mas a Vulgata se tornou tão sacrossanta que a tradução da Bíblia para outras línguas bastante utilizadas foi proibida.

 

A confissão de São Jerônimo

Responsável pela tradução da versão vulgata da bíblia, "popular", Jerônimo traduziu as escrituras do grego para o Latim, mesmo não sendo perito em grego. A pedido do Papa Jerônimo fez uma versão mais helenista das escrituras e menos judaicas, afastando assim o judaísmo do cristianismo. Em seu diário, Jerônimo confessa seu pesar por tal atitude. Erros de traduções propositais são encontradas na versão vulgata da bíblia, pois Jerônimo substitui palavras judaicas, por palavras greco-romanas. A seguir, alguns trechos acerca de seus atos:

São Jerônimo sentiu o peso da responsabilidade, escrevendo ao papa sobre suas preocupações acerca da tradução. Eis o seu desabafo:

“Da velha obra me obrigais a fazer obra nova. Quereis que, de alguma sorte, me coloque como árbitro entre os exemplares das Escrituras que estão dispersos por todo o mundo e, como diferem entre si, que eu distinga os que estão de acordo com o verdadeiro texto grego. É um piedoso trabalho, mas é também um perigoso arrojo, da parte de quem deve ser por todos julgado, julgar ele mesmo os outros, querer mudar a língua de um velho e conduzir à infância o mundo já envelhecido."

"Um duplo motivo me consola desta acusação. O primeiro é que vós, que sois o soberano pontífice, me ordenais que o faça; o segundo é que a verdade não poderia existir em coisas que divergem, mesmo quanto tivessem elas por si a aprovação dos maus."

Santo Agostinho, bispo de Hipona, escreve a São Jerônimo no ano 395, demonstrando sua preocupação com relação à sua tradução e testificando a inexistência de exatidão nas traduções bíblicas. Vejamos sua carta:

"A meu ver, eu preferiria que tu antes nos interpretasse as Escrituras gregas canônicas que são atribuídas aos setenta intérpretes, pois se há dissonância entre o latim das antigas versões e o grego da Setenta, pode-se ir verificar, mas se há dissonância entre o latim da nova versão e o texto conhecido do público, como dar a prova da sua exatidão?"


"Qual de fato, o sábio e mesmo o ignorante que, desde que tiver nas mãos um exemplar novo, depois de o haver percorrido apenas uma vez, vendo que se acha em desacordo com o que está habituado a ler, não se ponha imediatamente a clamar que eu sou um sacrílego, um falsário, porque terei tido a audácia de acrescentar, substituir, corrigir alguma coisa nos antigos livros?"

CONCLUSÃO:

Jeronimo não dominava o grego. Apenas conhecia pouco e usou palavras e verbos do latim para substituir os originais em grego, copta, aramaico.

Por desconhecimento ou por indução? Por isso se estuda a Bíblia até hoje e quem a aceita com antolhos ou porque os novos escribas e fariseus a citam erra tanto quanto quem erra.

A Bíblia possui muitas alterações a vontade do poder temporal assim como interpolações, que não correspondem a verdade, mas, que eram anotações que pessoas faziam no rodapé dos livros.

Jeronimo traduziu para o latim por já existir versões em latim, grego e textos em copta e aramaico. Pecou ao considerar por determinação da igreja, muitos livros verdadeiros como apócrifos. O principal dele é o evangelho de Tomé, encontrado intacto em 1947, enterrado.

A Vulgata e apenas ela é confiável? É mas precisa ser estudada, principalmente o novo testamento os se encontram os principais erros alterações e interpolações

Fonte:

Ante-Nicen Fathers

escola-ebd.com.br

NA CAMARA DOS OVÓIDES

 

NA CAMARA DOS OVÓIDES

Cap. 8 Ícaro Redimido

Havíamos postado o estudo da ovoidização, mas fomos obrigados por necessidade a entrar nesse capitulo devido a falta de abertura para entendimentos. Os esclarecimentos precisaram ser mais profundos. Não escondemos que estamos estudando o livro do Gilson Freire, Icaro Redimido – capitulo por capitulo; segue então.

Os ovóides não necessitam de proteção vibratória na câmara dos ovoides como precisam os embrioides.

Ha aqueles que são filhos do ódio, centralizados em monoideísmo de revolta e vingança os que são assistidos na câmara são vítimas de avançada psicolise (destruição da mente). O ovoide é uma verdadeira regressão biológica representando o colapso da forma e da consciência. O processo se efetua através de paulatinas degradações em que a configuração humana se contrai. Inicialmente pela perda dos membros e redução significativa dos troncos, ate que se estaciona na sua forma final assemelhando-se a uma mórula(*) embrionária agigantada, pois guarda dimensões que variam entre uma laranja e um crâneo de um recém-nascido. A alta densidade da psicosfera (o mesmo que aura) envolve-o em uma nevoa tornando-lhe os contornos imprecisos e emprestando-lhe um aspecto gelatinoso como os embrioides. Sua membrana externa acinzentada a semelhança da mórula (*), apresenta desenhos losangicos arredondados.

Abaixo da membrana protetora, podíamos vislumbrar os vasos sanguíneos com pulmões quase imperceptíveis, denotando-se lhe a fraca atividade vital. Os órgãos internos se apresentam reduzidos em suas formas embrionárias. A bomba cardíaca bate fracamente em sístoles frouxas, intercaladas por longas diástoles sua anatomia esta regredida ao coração dos repteis, apresentando quatro câmaras incompletas, formadas por dois átrios e um só ventríloquo parcialmente dividido. O sistema nervoso também se acha retrocedido aos primórdios do seu desenvolvimento embrionário, mostrando-se como o arquencefalo, o cérebro primitivo, constando de um tubo neural dividido em três versiculas encefálicas primordiais. Os doze pares de nervos craneanos e suas formações ganglionares acham-se presentes. Sua temperatura é instável, variando com a do ambiente, mantendo-se menos de um grau acima deste.

Estes cistos humanos estão em permanente sono estival quais os animais hibernantes. O pensamento continuo esta neles detido momentaneamente e não há registros sequer de sonhos o fenômeno demonstra eu o encistamento não é unicamente um patrimônio dos animais inferiores. O longo letargo lhes permite a espera por melhores condições de vida e podem resistir a situações adversas do ambiente espiritual em que se projetaram.

Importa considerar que a ovoidização embora pareça exótica não se trata de uma aberração biológica completamente estranha a natureza do ser. Foi e continua sendo um procedimento vitorioso nos reinos inferiores da existência arquitetado pelo principio inteligente com o fim precípuo de resguarda-lo.

Depois do desenlace por não encontrarem condições favoráveis a manutenção de suas vidas, os animais superiores e mesmo o homem primitivo promovem o encistamento perispiritual recolhendo a consciência ainda insciente, em sono letárgico, aguardando a oportunidade de novo renascimento na carne... por isso os ovoides humanos já habitaram abundantemente as paisagens espirituais de nosso planeta nos primórdios da humanidade até que consegui o homem desenvolver os eu períspirito e amadurecer sua consciência a tal ponto de viabiliza-los para o sustento do pensamento continuo fora da matéria, modelando no mundo extra físico uma estrutura capaz e mantê-lo em vida ativa.

Os desencarnados que recorrerem a ovoidização estão apenas recordando antigo e bem-sucedido mecanismo de evolução, amplamente utilizado no passado e registrado na memória espiritual de todo ser vivente.

Na sua superfície da membrana protetora, que não poderíamos chamar de pele, há pegas que confluem para pequenos orifícios. São dutos que vertem uma secreção pegajosa, secretada quando o ovoide não está acomodado na intimidade de algum hospedeiro. Essa secreção o protege ajudando-o a fixar-se em qualquer superfície. Na parte inferior do ovóide se observa um pequeno orifício pregueado.

Trata-se de uma ventosa, através da qual ele se alimenta não de detritos ou substancias, porem de vibrações.

Instalam-se nesses cistos humanos, regredidos a organização RO rudimentar, na mente humana, pois se alimentam das emanações psíquicas e suas vitimas e alojam na fronte de seus hospedeiros em intima conexão c grave transonsmentais.

O assedio dos ataques de alguns deles se fundamentam o centro cerebral nessas vibrações não possuem ruídos e o metabolismo celular está praticamente estacionado, a organização dos olvides dispensa o trabalho dos órgãos digestivos e excretores, que se encontram reduzidos em suas forma-se embrionárias destituídos de atividade orgânica, levarão ao esgotamento das inercias psíquicas aquele ser parasita, acarretando-lhes grave transtornos mentais.

 Não ficamos sujeito a uma taque deles, porque tal assedio se fundamenta na necessidade de sintonia para que a parasitose se instale em qualquer nível em que se manifeste, pois vítima e algoz sempre se unem mediante ausência da lei de Deus.

O ovoide possui um lentíssimo movimento pulsátil que é a sua respiração na razão de um ciclo completo cada dois minutos aproximadamente, nas mesmas frequências das vibrações que esta absorvendo esse movimento cessa por completo uma vez que não esteja se alimentando. Ele absorve, neste momento as emissões de simpatia com podemos notar pela ligeira sensação de frio nas pontas de nossos dedos ao aproximarmos nossas mãos. No mundo sub-humano das trevas são temidos e usados como armas de persuasão por espíritos com intenção de domínio e por isso os ovoides são muito procurados. É assustador como pode degenerar a alma humana. Sabemos que o patrimônio evolutivo já conquistado pelo ser continua retido como potencial e na verdade não se perde. Porém não há dúvidas de que as forças involutivas de contração foram colocadas em funcionamento pela alma doente que requerera imenso esforço para se recuperar retardando o se progresso. Não podemos mais duvidar da possibilidade de regressão. Permite o Senhor a liberdade de se rebelar contra suas leis, destarte tais graves erros recorrerão sempre em forma de prejuízos evolutivos para quem os pratica.

A câmara dos ovoides no departamento de embrioterapia detém aqueles com algum potencial de recuperação imediata são encaminhados para reencarnações frustras, mas salutares para eles. Levarão a formação teratogênicas incompatíveis com a vida. Serão os protagonistas de diversas patologias da prenhez com ectopias gestacionais, os deslocamentos placentários, os blafomas coriais, como a mola hidatiforme e sobretudo as malformações embrionárias absurdas do ponto de vista biológico de produção e formas monstruosas durante o desenvolvimento embrionário – segundo a medicina terrena ainda perdida nessa questão deve-se a efeitos genéticos graves de natureza aleatória, mas n verdade são aberrações que residem nas alterações perispirituais criadas pelo próprio ser), incompatíveis com a vida, muito mais graves naturalmente, do que as induzidas pelos embrioides. Serão os protagonistas de diversas patologias da prenhez como as ectopias gestacionais (gravidezes que ocorrem fora do útero, frequentemente na tuba uterina e mais raramente no ovário ou na cavidade abdominal), os deslocamentos placentários, os blastomas coriais (tumores uterinos oriundos de Trofoblastos fetais defeituosos. Trofoblastos são as células que formarão a placenta), como a mola hidatiforme (processo tumoral na gravidez, desenvolvido na gravidez pela degeneração das vilosidades coriônicas, produzindo-se uma massa de cistos que lembra um cacho de uvas), malformações embrionárias (defeitos na forma dos embriões), absurdas no ponto de vista biológico, mas despertando a noção de que a vida estaria subordinada ao acaso e a presença divina eh incerta e duvidosa

O pesquisador das Terra imputa a erros genéticos aleatórios e injustificáveis as perturbações induzidas pelos espíritos regredidos, mas apenas s[a ensaios biológicos de desovoidizacao. Produzem verdadeiras aberrações biológicas. A natureza não produz inutilidades e mesmo a teratogenia guarda sua necessidade. Após vários ensaios reencarnatorios frustros o ovoide pode se recuperar e refazer seu molde perispiritual na conformação humana.

Depois nascerão ainda como mongois, imbecis, ou portando outras malformações genéticas as mais diversas catalogadas pela ciência terrena.

Com esforço podem se recuperar e continuar assim a acompanhar o grupo humano ao qual pertencem grande parte deles, no entanto, não se restabelecerão e são enviados para humanidades primitivas onde prosseguirão suas evoluções.

Portanto, deduz-se que os homens não deveriam deter estes processos uma vez identificados, porque o aborto comparece como fator de prejuízos para todos os envolvidos. Estes processos gestacionais devem ser suportados até o ponto em que não ameacem a vida das mães que os acomodam. Embora dolorosos são ressarcimentos expiatórios e devem ser tolerados ao maximo.

As energias desequilibrantes da massa ovoidal são exoneradas para a carne nestes choques biológicos, aliviando-lhes a danosa ação no períspirito.

Para o espírito funcionam como choques, quais os eletrochoques da psiquiatria, levados a efeito com o mesmo propósito de despertamento da consciência adormecida na loucura.

(Aqui precisamos lembrar que erros são cometidos com muita facilidade pela medicina encarnada e citamos apenas o filme “uma mente brilhante”)

Irão refletir o espírito como salutar impulso contratico do encistamento ovoidal.

Cabe ainda considerar que existem ovóides tão intensamente atados aos seus hospedeiros desencarnados que reencarnam jungidos a eles produzindo estranhas enfermidades, como o cisto dermoide, mal formação embrionária, descrita pela patologia humana rara e incompreensível esta evidente comprovação do ovoide consiste num exótico tumor cístico que se desenvolve de forma anômala na região frontal daquele  que o transporta formado por uma pele envolvendo uma massa de restos embrionários EM Estado rudimentar onde se nota a presença de pelos, glândulas sebáceas e sudoríparas, cartilagens, ossos e/ou dentes, demonstrando que, junto com o hospedeiro, o ovóide submeteu-se a caótico ensaio de desenvolvimento embrionário. A perfeição das leis divinas nos obriga a inocentar a natureza pela produção dessas estranhas patologias, sendo o próprio espírito caído o único artífice dessas graves desarmonias.

Mo modelo terreno onde cada especialista trata de uma particularidade do enfermo, MS se perde no contexto global de suas necessidades e ninguém termina por se responsabilizar. Na terra se diz que o doente que tem muitos médicos não tem nenhum. Isso é o que se consegue evitar no plano espiritual, onde embrioides e ovoides recebem tutores zelando de perto, pois [e assim que funciona a misericórdia divina onde “o homem deve assistir o homem através do próprio homem”.

Alberto fora recolhido no departamento de embrioterapia. Ter-se-ia fixado na embriomoformia? Necessitaria de novo e urgente mergulho na carne? Haveria ainda o risco de ovoidização?

O espírito que é abortado na fase de desenvolvimento embrionário tem destino variado, guardando dependência direta da sua condição evolutiva e do período em que deixa o corpo em formação. De modo geral aqueles que interrompem sua incursão na carne antes da terceira semana de gestação, desligam-se quase que automaticamente de suas vestes orgânicas aos erem abortados. Seus liames com o períspirito feminino são mais fortes do que com o próprio corpo em desenvolvimento e continuam, por tempo indeterminado, jungidos as mães que o abortaram por qualquer motivo que seja, aguardando nova oportunidade de renascimento, segundo programação espiritual. Por isso, na maioria das vezes, o espírito expulso até essa fase é o mesmo que torna a nascer logo depois esta é a forma como a natureza protege esses seres surpreendidos em delicada situação de transito entre os dois mundos. Os que falecem depois da terceira semana, de modo geral, abandonam a intimidade materna juntamente com seus restos orgânicos, estando o desligamento perispiritual subordinado aos  mesmos princípios a que norteiam a desencarnação em geral, ou seja, guarda dependência direta com a posição evolutiva  de cada um, sendo tanto mais dificultosa quanto menos evoluído é o ser. Alguns, da mesma forma, podem voltar a união quase que imediata com suas mães aguardando novo nascimento, quando assim programado, enquanto que outros são cuidadosamente recolhidos as casas assistenciais quês e dedicam a esse tipo de amparo. Estejam seguros os homens de que o mundo espiritual dispensa especial atenção a estes espíritos, da mesma forma que na Terra, se cuida dos bebes prematuros com desvelo.

Uma pequena parcela, de modo geral oriunda de ovóides u suicidas, não se recupera, tornando-se embrioides, presos ao molde embrionário, tendo a reencarnação como única possibilidade de volver a normalidade da forma... sabemos que os liames do pretérito e as forças do ódio podem alterar essas condições modificando os destinos dos envolvidos.

Embrioides comprometidos com processos dolorosos, comumente renitentes, criminosos do passado, podem cair nas garras de espíritos malignos, servindo-lhes aos interesses nefastos, situação bastante rara.

No aborto criminoso, como regra geral, estabelecem-se laços de ódios recíprocos, jungindo mãe e filho, tecendo o destino de amarguras para ambos, com difícil solução no tempo. Mesmo transportando precárias condições orgânicas, os embrioides podem promover, de imediato, acirrado ataque as infelizes mães que os abortaram em urdiduras obsessivas que pode leva-las a loucura ou mesmo a morte.

Os embrioides de modo geral encontram socorro nos serviços especializados de assistência a fim de se restabelecerem do choque reencarnatorios.

O pequeno impulso contrativo do desenlace de Alberto esgotara-se prontamente, dando inicio a efetiva expansão reconstrutora perispiritual. O tratamento proposto redundara no resultado esperado e uma onda de simpatia lhe amparando a alma desvalida.

Apesar do aborto lhe ter sido hedionda imposição o processo fora benéfico o bastante para efetuar o saneamento de suas energias negativas evacuadas com proveito para a massa embrionária.

As câmaras dos ovoides são usadas para acomodar espíritos que necessitam passar por sono prolongado após o óbito, mas somente aquele, cujas consciências não se achem desequilibradas por ódios comprometedores.

Apesar de serenos trazem a intimidade psicossomática imiscuída de remanescentes vibracionais deletérios, oriundos de desequilíbrios da vida mental na carne e ainda se ressentem dos sintomas que lhes acompanhavam a jornada terrena nos últimos dias. Ali permanecem eliminando tais resíduos fluídicos.

Espíritos que embora providos de certas conquistas morais nutriram a crença na nulidade após a morte e não conseguem despertar para a realidade ais e estacionam em sono prolongado as vezes por anos a fio.

 

(*)primeiro estágio da embriogênese de alguns tipos de ovos animais. Após a fertilização, ocorre a formação do zigoto e este sofre sucessivas clivagens até a formação da blástula, passando pelo estágio de mórula. Este estágio se caracteriza por uma esfera maciça de 16 a 64 células (chamadas de blastômeros), dependendo do filo, com a aparência de uma amora, da qual tomou o nome. Conforme ocorrem as sucessivas clivagens, há a formação de uma cavidade interna, a blastocela, e assim o embrião passa do estágio de mórula para o estágio de blástula.

Nem todos os animais passam pelo estágio de mórula em seu desenvolvimento; alguns sofrem clivagens do estágio do zigoto até o estágio de blástula sem passar por uma etapa de esfera maciça semelhante a uma amora. Animais que possuem clivagem do tipo holoblástica passam pelo estágio de mórula, enquanto que animais que possuem clivagem do tipo meroblástica não passam por esse estágio.

é um teratoma cístico que contém pele madura desenvolvida com folículo piloso e glândulas sudoríparas completas, algumas vezes com pêlos esebo, sangue, gordura, osso, unha, dentes, cartilagem e tecido da tireóide. Por conter tecido maduro, um cisto dermoide quase sempre é benigno. 

Teratoma-é um teratoma cístico que contém pele madura desenvolvida com folículo piloso e glândulas sudoríparas completas, algumas vezes com pêlos esebo, sangue, gordura, osso, unha, dentes, cartilagem e tecido da tireóide. Por conter tecido maduro, um cisto dermoide quase sempre é benigno. 

Um cisto ou quisto (do grego kystis, saco) é um tumor benigno revestido por uma membrana de tecido epitelial. Pode conter fluidos, material semi-sólido ou pastoso. Tem um crescimento lento e normalmente não causa dor.[1] Uma coleção de pus é chamada de abscesso, e não cisto. Dependendo da causa e local um cisto pode desaparecer mesmo sem tratamento, pode nunca desaparecer ou pode ser removido através de cirurgia. Os cistos podem se formar dentro de qualquer órgão, mas são mais visíveis, e, portanto, mais diagnosticados, na pele.

FONTE:

Icaro redimido a vida de Santos Dumont

Gilson Freire

O REINO DOS CÉUS

 

O REINO DOS CÉUS

MAT. 13:44-53 44. "O reino dos céus é semelhante ao tesouro escondido no campo; um homem o acha e torna a esconder e, na sua alegria, vai vende tudo o que possui e compra aquele campo.

O reino dos céus é ainda semelhante ao negociante que anda em busca de pérolas finas. Ao achar uma perola de grande valor, vai, vende tudo o que possui e a compra.

O Reino dos céus é ainda semelhante a rede lançada o mar que apanha tudo. Quando está cheia puxam-na para a praia, e sentados, juntam o que é bom em vasilhas, mas o que não presta, deitam fora. Assim será no fim dom mundo: virão os anjos e separarão os maus dos justos e o lançarão na fornalha ardente. Ali haverá choro e ranger de dentes.

Entendestes todas essas coisas? Responderam-lhe: sim. Então lhes disse. Por isso todo escriba que se tornou discípulo do Reino dos Céus é semelhando ao proprietário que do seu tesouro tira coisas novas e velhas.

Quando Jesus acabou de contar essas parábolas, partiu dali". E dirigindo-se para sua pátria (Nazaré cidade da infância), pôs-se a ensinar as pessoas que estavam na sinagoga.

 

Seguem-se mais três parábolas rápidas, próprias de Mateus, em que Jesus tenta fazer compreender o que é o "reino dos céus", sem defini-lo (por ser indefinível de natureza). Procede, pois, por meio de comparações de exemplos, de símiles, para que possa ser bem percebido por quem tenha evolução capaz de compreendê-lo e para que sirva de tema de meditação para o povo que o não consegue.

1.     Símile - Um homem descobre um tesouro num campo que lhe não pertence. Era comum esconderem-se os tesouros em moedas de ouro, prata ou bronze, a fim de evitar furtos. E quando ocorria o falecimento do dono, ali ficava enterrado até que um acaso feliz o ia passar a outras mãos. Diz Flávio Josefo (Bell. Jud. 1, 7, 5. 2) que Tito descobriu numerosos desses tesouros, após a tomada de Jerusalém. E naquela época muitos tinham a "mania" de procurar tesouros enterrados. O homem que descobre o tesouro tem, inicialmente, uma alegria irreprimível, que o faz sair apressado para vender tudo o que possui: móveis, alfaias, roupas, pratos, etc. e, com o apurado, vai comprar o terreno. Uma vez proprietário (a lei israelita reconhecia ao dono do campo a propriedade do solo e do subsolo) pode apanhar legalmente o tesouro para si. Discutem os exegetas a moralidade do ato, que não chega a ser um roubo ao antigo dono do terreno, mas, de qualquer forma, não parece muito honesto. Todavia, não é esse aspecto que interessa à lição da parábola. A lição situa-se no fato de haver alguém descoberto algo tão precioso, que compensa o desfazer-se de tudo o que possui, para adquirir com qualquer sacrifício, o tesouro descoberto. A interpretação comum é de que o tesouro representa o conhecimento à a doutrina cristã, e o "reino dos céus” é o "céu" do "outro mundo", aquele "céu" em que as almas ficam o resto da eternidade a tocar harpa em cima das nuvens.

2.     Símile - Trata-se de um comerciante de pérolas que procura, viajando, belos espécimes. Encontrando um de alto valor, vende tudo o que possui para adquiri-la.

3.     Símile - A rede de pescar. A palavra grega é sagênê, que corresponde ao que denominamos "rede de arrastão". Consiste numa faixa, cujo comprimento varia de 4 a 50 metros, e a largura tem 2 a 3 metros, tendo chumbo de um lado e cortiça do outro. Uma ponta fica presa na praia, e sai um barco até o final da corda, e aí começa a lançar a rede em semicírculo. Terminado o lançamento, a rede fica vertical, pelo jogo da cortiça e do chumbo, e o barco volta à praia com a outra ponta da corda. Aí os pescadores começam, em grupo, a puxar lenta e seguramente as cordas, sem solavancos, trazendo a rede, nesse arrastão, todas as espécies de peixe, bons e maus, grandes e pequenos. Ao chegar a rede à praia, trazendo, naturalmente, grande quantidade de peixes, os pescadores sentam-se na areia, colocando os bons no Ággê, que é um vaso com água, de modo que o peixe permanece vivo. Os maus são restituídos ao mar. Vem a seguir a comparação com o fim de ciclo (en tÊi sunteleai tou ainos) quando os mensageiros (anjos) separarão os maus dos justos, aqueles para a fornalha de fogo purificador do sofrimento, e estes ... não é dito para onde irão. Pergunta Jesus se os discípulos entenderam, e recebe resposta afirmativa. Então conclui: "por isso todo estudioso experimentado no reino dos céus" (pãs grammateês matheteuthes tÊi basileai tn ourann) ou seja, aquele estudante (sábio) que conquistou pelo estudo (meditação) a experiência pessoal do reino dos céus (como era o caso de Jesus em grau exponencial), "é semelhante a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas". O termo grammateês exprime a ideia de "sábio", de "douto", de estudioso (cfr. A. Bailly, "Dictionnaire Grec-Français, Hachette, ad verbum).

Este trecho É de suma importância para compreensão do pensamento de Jesus a respeito do "reino dos céus"; por ele torna-se evidente que "reino dos céus" não É um lugar geográfico, só conquistado após o desencarne. Longe disso: É um estado d’alma, diríamos quase que uma situação teológica e teofania, daqueles que conquistaram o Encontro Místico com a Consciência Cósmica, ou melhor, a unificação com o Cristo Interno ou Eu Profundo. Jesus jamais definiu nem descreveu essa realização, porque, na realidade, ela É por si mesma indefinível e indescritível. Limitou-se a estabelecer comparações, mediante as quais os homens pudessem ter uma ideia aproximada do que Ele ensinava. Que o "reino dos céus" É a unificação com a Centelha Divina, o Pai, que está DENTRO DE NS (cfr. Luc. 17:21), como Cristo Cósmico, provam-no as expressões usadas por Jesus. Por exemplo, quando diz entrar no reino dos céus. Com efeito, é indispensável que a criatura entre, penetre, mergulhe (batismo!) Dentro de si mesmo, para conseguir a unificação. Então, para entrar no reino dos céus, é necessário que o homem entre em si mesmo (porque "o reino dos céus está dentro de vós"), e a dentro tenha o Sublime Encontro ("o Pai que habita dentro de vós, no secreto") e se unifique ao Cristo Cósmico. A descoberta dessa verdade, ou melhor, a experiência dessa realidade, é o MAIOR TESOURO que o encarnado pode conquistar na Terra. Daí a precisão da comparação parabólica dos dois primeiros símiles apresentados. Tanta É a segurança do ensino que, tanto o tesouro se acha enterrado no coração do solo, quanto a pérola se encontra mergulhada no mago do oceano. O movimento do homem para descobrir o tesouro e para pescar a pérola é o mesmo: É a penetração em profundidade; só que esse movimento deverá verificar-se para dentro de si mesmo. Mas uma vez encontrada a "riqueza" que se buscava, logo se reconhece o valor incomparável dessa descoberta. Tomado então de grande alegria, vai vender tudo o que possui, para entrar na posse definitiva do tesouro ou da pérola. Não mais lhe interessam bens materiais (corpo fisco), nem prazeres da mesa (sensações), nem gozos e amores terrenos transitórios (emoções), nem cultura livresca (intelecto): o único interesse reside na REALIDADE SUBSTANCIAL DO SER.

SABEDORIA DO EVANGELHO

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Entretanto, pode ocorrer o perigo de "tomar-se a nuvem por Juno", e de julgar-se que se encontrou a Verdade, quando apenas se trata de mais uma ilusão. Da a necessidade de mais uma parábola, a fim de esclarecer que é indispensáveis uma triagem e uma escolha criteriosa, guardando-se o que É bom e lançando fora o que não presta. Assim o terceiro símile compara o reino dos céus a uma rede que apanha toda espécie de peixes. De fato, o homem que busca a verdade, lança seus tentáculos para tudo o que lhe parece dourado. Mas "nem tudo o que reluz É ouro"; então há necessidade de discernir o bom do mau, o pior do melhor. Cremos que isto diga respeito aos caminhos que os homens pregam como infalíveis para conseguir a "felicidade espiritual" ou, mais exatamente, um “reino dos céus" que É externo, que será agregado a nós de fora, como o verniz que torna o móvel mais belo. Esse erro básico tão comum pretende que o homem terá que "fazer" ações exteriores para "revestir-se da imortalidade". E os conceitos parecem tão sólidos e os raciocínios tão lógicos, que muitos de inteligência e cultura se deixam embevecer e arrastar a experiências que amanhã os deixarão frustrados. Da a imperiosa necessidade de a criatura "sentar-se" em meditação, para escolher o que há de bom na rede que ele passou pelos autores espirituais, e recolher no vaso para si; mas o que não for bom nos ensinos religiosos de promessas que ninguém pode garantir, isso será devolvido ao mar. Quando o homem tiver atingido essa capacidade de discriminar o certo do errado, estará então apto a seguir sozinho o seu caminho, sem precisar de guias, de mentores, quer encarnados, quer desencarnados.

Depois vem uma palavra clara: "assim será no fim do ciclo"; muitos entendem com essas palavras o "juízo final" e o fim do mundo. Não vemos razão para isso. Trata-se do fim de um ciclo de vida, de um século (uma geração), de acordo com o sentido etimológico do termo. A cada regresso ao mundo espiritual, no fim de um ciclo na Terra (onde bons e maus se misturam sem nenhuma distinção), vem os mensageiros encarregados da triagem e separam, velas próprias vibrações pessoais de cada um, os justos - que seguirão seu caminho evoluído - dos maus, que novamente serão lançados "na fornalha de fogo", ou seja, em nova encarnação, num corpo de carne, onde o fogo do sofrimento purifica o espírito; e "a haverá choro e ranger de dentes", que É exatamente o quadro que temos diante de nossos olhos, diariamente, neste planeta.

Como conclusão do trecho, encontramos uma frase algo enigmática para o sentido comum, mas perfeitamente clara para a interpretação que vem sendo dada: e por isso todo estudante experimentado (com experiência pessoal) no reino dos céus (como poderia tratar-se de algo que viesse após a morte?) É semelhante a um pai de família (a um adulto de mentalidade amadurecida, por causa dos filhos que produziu, isto É, das obras que realizou) que tira de seu tesouro (de seu conhecimento) coisas novas e velhas" (a sabedoria atual e a antiga). O homem que vive unificado com o Cristo Cósmico tem pleno e total conhecimento experimental de tudo o que já foi dito ontem e de tudo o que está sendo dito agora e que o será no futuro; e essa sabedoria É seu tesouro inalienável e incorruptível, porque se tornou a própria essência do espírito.

FONTE:

Carlos T. Pastorino

UMBANDA – CANDOMBLÉ

 

UMBANDA – CANDOMBLÉ

 

Diferentemente das três grandes religiões monoteístas ocidentais (o cristianismo, o judaísmo e o islamismo), a umbanda e o candomblé não possuem uma tradição escrita marcada por um livro sagrado, como a bíblia, a torá e o corão. As religiões retratadas neste artigo possuem uma origem comum, nos ritos africanos, e uma tradição marcada essencialmente pela oralidade e, no caso do candomblé, pelo aprendizado religioso direto por meio da prática cotidiana da religião no terreiro (local onde são realizados os rituais religiosos tanto da umbanda quanto do candomblé).

A cruel escravização de povos africanos em terras brasileiras ocasionou a mistura de povos e culturas diferentes. Em nosso país, fundiram-se a cultura, o sangue e os costumes de povos nativos (indígenas), africanos e europeus. Os africanos trouxeram consigo a prática de cultos religiosos comuns em todo o território africano destinados à gratidão e aos pedidos aos orixás.

O candomblé é mais antigo e está muito mais próximo dos ritos africanos, pois é uma junção mais pura e direta dos diversos cultos africanos trazidos pelos negros escravizados. Estima-se que surgiu na Bahia e espalhou-se, primeiramente, por terras nordestinas. Os rituais do candomblé são muito mais parecidos com os rituais africanos, com batuques, danças e oferendas. Como advém de povos diferentes, essa religião não é praticada de maneira única e possui, ao menos, quatro denominações diferentes:

Nos rituais do candomblé, são feitas oferendas (geralmente comidas típicas) para agradar aos orixás, acompanhadas de batuques e dança. As batucadas e os cantos que acompanham a música variam de acordo com a origem da denominação em prática no terreiro. Os ketus, por exemplo, têm cantos entoados em yorubá (língua dos povos daquela etnia), enquanto os bantus (angolanos) entoam cânticos em bantu bacongo.

No candomblé, não é comum a prática de incorporação ou da 

mediunidade.

Os rituais em terreiros são espécies de festas em oferta, com comida farta, música e dança, o que na crença dessa religião atrai os espíritos ancestrais e os orixás. As pessoas presentes nesses rituais, quando iniciadas na religião, entram em uma espécie de transe e dançam de acordo com os seus orixás de cabeça (o orixá que guia a vida de cada pessoa). O sacerdócio nos terreiros de candomblé é exercido pelo Babalorixá (caso seja um homem) ou pela Yalorixá (caso seja uma mulher). Ao contrário da umbanda, os cultos dessa religião não utilizam drogas, como tabaco e álcool.

A mitologia africana aponta, além dos orixás, a existência de um deus soberano, chamado de Olódùmarè. Quanto aos orixás cultuados, a quantidade varia de acordo com o tipo de candomblé. Em geral, há em torno de dezesseis ou vinte orixás, cada um com sua qualidade e especificidade. Os candomblecistas acreditam na imortalidade da alma e na reencarnação.

Já a Umbanda, Conta a história que Zélio Fernandino começou a apresentar um comportamento estranho, no qual parecia imitar um velho dizendo palavras ininteligíveis. Preocupados com o jovem, seus familiares levaram-no ao médico, que recomendou a visita a um padre. A família, porém, levou-o a um centro espírita, onde foi detectada a incorporação de um espírito que se autodenominava o Caboclo das Sete Encruzilhadas. A partir daí o espírito começou a dar instruções sobre o que deveria ser feito, dando início à prática da umbanda.

Por ser uma religião sincrética, a umbanda acredita na existência de um deus soberano chamado Olorum (equivalente a Olódùmarè), mantém uma relação de crença em relação aos orixás, porém diferente da crença candomblecista. Acredita na imortalidade da alma, na reencarnação e no carma, além de cultuar entidades, que seriam espíritos mais experientes que guiam as pessoas

 A umbanda é Crença que surgiu no Brasil em 1908

A Umbanda é uma religião que surgiu no Brasil no dia 15 de novembro de 1908. O anunciador desse credo foi o médium Zélio Fernandino de Moraes (1891-1975). Essa religião abrange aspectos do candomblé, espiritismo e catolicismo. Além disso, é considerada como patrimônio imaterial do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), desde 2016.

Aspectos da religião

A etimologia da palavra Umbanda é atribuída a língua quimbunda de Angola. O termo corresponde a "magia" ou “a arte de curar”. A palavra também foi remetida em outro sentindo após o I Congresso Brasileiro de Espiritismo de Umbanda, realizado em 1941, como “aum” e “bhanda”, nos quais correspondem ao “limite no ilimitado”.

A Umbanda é uma religião na qual agrega aspetos de várias outras crenças como religiões de matriz africana, catolicismo e espiritismo, entre outras. Apresenta também várias vertentes, como por exemplo. 

• tradicional

• mista

• esotérica

• astrológica

• sagrada

Os princípios, no entanto, de cada vertente da Umbanda são os mesmos, ou seja: fé em orixás, a reencarnação, imortalidade da alma, fé em espíritos, crença em antepassados e fé em um deus denominado de Olorum.

A história dessa religião teve início através do médium chamado Zélio Fernandino de Moraes. Na época ele tinha 17 anos e estava preparando-se para ingressar na Marinha do Brasil. De acordo com a história, Zélio havia sofrido uma paralisia, na qual os médicos não puderam ajudá-lo. Após isso, o médium teria incorporado o espírito denominado de Caboclo das Sete Encruzilhadas que teria anunciado a criação da Umbanda. 

Dirigiu-se a Federação Espírita de Niterói, que enviou membros a sua casa para observar os fenômenos, mas erradamente não considerou Espiritismo o que levou Zélio a criar em sua própria casa a primeira tenda de Umbanda do Brasil.

A primeira tenda umbandista criada foi a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade. Ela foi criada no dia 16 de novembro de 1908 em Neves, distrito de São Gonçalo, no estado do Rio de Janeiro. Em 1918, por ordem do Caboclo das Sete Encruzilhadas Zélio fundou outras sete tendas. São elas:

• Tenda Nossa Senhora da Guia;

• Tenda Nossa Senhora da Conceição;

• Tenda Santa Bárbara;

• Tenda São Pedro;

• Tenda Oxalá;

• Tenda São Jorge;

• Tenda São Jerônimo. 

A Umbanda, assim como outras religiões, possui vários ritos. Estes correspondem à pratica de ações constantes que podem incluir símbolos, gestos, ações, palavras, entre outros aspectos. A lista abaixo apresenta alguns exemplos. 

• Oferenda: essa ação diz respeito ao ato de dispor comida ou ainda objetos para fins específicos como agradecimentos aos guias ou orixás, chamados despachos, mas pejorativamente apelidado de “macumba”. Geralmente as oferendas são colocadas em terreiros ou em locais públicos;

• Passe: corresponde a um ritual religioso no qual é denominado também de “imposição de mãos”. Essa ação também é utilizada no espiritismo. 

• Batismo: essa ação é realizada por um líder da Umbanda geralmente pelo Bablorixá ou a Yalorixá;

•. Giras: essa prática corresponde às sessões nas quais se reúnem os espíritos de diferentes categorias; esses encontros podem ser de treinamento, festivos ou de trabalho;

• Defumação ou fumagem: os membros dessa crença realizam essa prática que consiste no ato de purificar o ambiente da negatividade, através do aroma, geralmente com incensos. 

• Pontos cantados: essa ação equivale ao ato de louvar como forma de agradecer ou invocar os espíritos; 

• Pontos riscados: correspondem aos desenhos (ou diagramas) rabiscados no chão. Esses desenhos podem ser, por exemplo: pontos cardeais, retas, ângulos, símbolos geométricos, dentre outros;

•. Descarrego: os adeptos dessa crença costumam realizar esse ato que correspondem à ação de purificar-se da negatividade. Geralmente, o descarrego pode ser feito com o banho de ervas especiais ou por rituais e equivale no Espiritismo a desobsessão

Os pilares da umbanda é: o amor, a caridade e a humildade. Os umbandistas acreditam em um único Deus (OLORUM) que é o criador de tudo e de todos, além disso reverenciam entidades superiores (ORIXÁS), sendo que o principal é Jesus (OXALÁ).

Apenas trocam os nomes o que leva a Umbanda a ser o Espiritismo empírico, ou seja, sem conhecimentos e sem estudo.

A umbanda considera que o universo é habitado por guias espirituais, os umbandistas entram em contato com homens com intermédio dos chamados "médium", que incorpora os guias espirituais.

Os guias espirituais umbandistas são representados por figuras como o caboclo, o preto-velho e a pomba-gira, durante as seções de consultas espirituais.

Na umbanda, existem diferentes variações das ramificações existentes (suas crenças), os Orixás são cultuados como divindades de um plano astral superior, que na terra representam às forças da natureza, muitas vezes eles acreditam a força da natureza como o próprio Orixá.

Oxum - é o orixá das águas doces;

Iemanjá - é o orixá das águas salgadas;

Iansã - é o orixá dos ventos, chuvas fortes e os relâmpagos;

Xangô - é o orixá das forças das pedreiras;

Oxóssi - é o orixá da energia das matas;

Ogum - é o orixá dos metais.

Mas não vamos confundir Umbanda com Candomblé

No Candomblé e na Umbanda, apesar de suas semelhanças, apresentam muitas diferenças entre si; como origem; relação com os orixás; rituais; fenômeno da incorporação, entre outros.

O Candomblé veio da África, trazido ao Brasil por meio dos negros africanos escravizados. Aqui, sofreu adaptações e é considerada uma religião afro-brasileira.

Já a Umbanda é uma religião propriamente brasileira e seus fundamentos foram revelados por Zélio Fernandino de Moraes. A Umbanda é marcada pelo forte sincretismo entre catolicismo, espiritismo e religiões afro-brasileiras.

No Candomblé a Crença segue as leis da natureza. Suas divindades são os orixás, que teriam o papel de cuidar e equilibrar nossas energias.

Na Umbanda a crença segue as leis da natureza e do plano espiritual, além dos princípios da fraternidade e da caridade.

O candomblé Vê os orixás como ancestrais divinos, que são os deuses da natureza e representantes de um deus criador e único.

A Umbanda Vê os orixás como espíritos ancestrais e a manifestação do deus único.

No Candomblé Os espíritos que se manifestam na terra são os Egun, almas que foram iniciadas ou não nesta religião.

Na Umbanda os espíritos que aparecem durante os trabalhos são de pessoas que voltam para a terra para praticarem a caridade

No candomblé a assistência é feita por meio da consulta com búzios.

Na Umbanda é Feita por meio do passe, uma espécie de bênção e limpeza espiritual. Ocorre por meio da conversa com espíritos, que é feita pelo intermédio de um médium incorporado.

No candomblé mais ortodoxo, não há prática de incorporação e mediunidade. As entidades apenas oferecem energia e a comunicação é feita por meio dos búzios.

Na Umbanda é Feita corretamente por meio de médiuns.

No candomblé o abate de animais. Ocorre durante as festas dos orixás.

Na Umbanda não há abate de animais.

O que é macumba?

Apesar de o termo ser usado erroneamente por muitas pessoas, macumba é o nome de uma árvore e de um instrumento musical de percussão utilizado em religiões afro-brasileiras. Deste modo, macumbeiro é o indivíduo que toca tal instrumento.

No Brasil, a palavra "macumba" designa de forma popular e equivocada toda oferenda aos orixás. O termo correto para isto, no Candomblé, seria o "ebó" ou "padê". Já na Umbanda seria "despacho".

CONCLUSÕES

A umbanda e o candomblé não são religiões puramente africanas, mas de matriz africana e fundadas no Brasil. Apesar de uma raiz em comum, o candomblé está mais próximo dos cultos africanos, por ter sido mais preservado, não se misturando tanto com outras religiões.

Nos ritos do candomblé, são celebradas as energias trazidas pelos orixás, que provocam um efeito de transe nos adeptos dessa religião, que dançam em meio a cantos, batuques e comida oferecida aos orixás.

Já a umbanda misturou, de maneira mais visível, catolicismo, espiritismo e candomblé, fundando uma doutrina baseada em ideais dessas três religiões distintas. Por ter sido mais difundida, a umbanda consolidou-se melhor enquanto doutrina e instituição religiosa, o que a fortaleceu no Brasil.


Fonte:

educamaisbrasil.com.br/enem/religiao/umbanda

Francisco Porfírio