sábado, 24 de abril de 2021

ONDAS, CORRENTES E CIRCUITOS

 

ONDAS, CORRENTES E CIRCUITOS

Para estabelecermos a ligação entre os circuitos elétrico e o mediúnico é preciso recordar alguns conceitos importantes.

Falamos muito em vibração, mas para melhor compreendê-la é preciso tomarmos a imagem do pêndulo em funcionamento. Seguiremos aqui o roteiro do professor C. Torres Pastorino, por julgá-lo bastante didático.

No pêndulo distinguimos:

a) o momento de repouso ou de equilíbrio, quando ele se acha exatamente na vertical;

b) os pontos máximos atingidos ao movimentar-se.

A partir daí, reconhecemos que a vibração pode ser:

·        Simples: percurso de um ponto máximo A ao outro ponto máximo A.

·        Dupla: constituída de ida e volta (de A a A e de A a A). A

A esta vibração dupla chamamos oscilação. O tempo de uma oscilação, medida em segundos, é conhecido como período.

c) para que essa medida seja “ bastante precisa, costumamos dividir a oscilação em quatro partes, denominadas fases. Podemos ver a primeira fase (de A a B); a segunda fase (de B a A); a terceira fase (de A a B); quarta fase (de B a A).

Frequência: número de oscilações executadas durante um segundo. Quanto maior o número de oscilações, mais alta a frequência é; quanto menor, mais baixa.

Como exemplo, podemos dizer, que uma fonte que executa dez oscilações em um segundo, tem baixa frequência; se realiza dez mil oscilações em um segundo, tem frequência alta.

Chamamos ciclos o número de oscilações (ou frequência) contadas ao passar por determinado ponto, durante um segundo.

A oscilação (frequência ou vibração) caminha de um lado para outro, constituindo a onda.

Nesta, há que se considerar a amplitude, ou a força da onda, medida pela distância maior ou menor de subida e descida numa linha média; é, em outras palavras, o tamanho da oscilação. Dizemos que a onda tem baixa amplitude, quando as oscilações são pequenas; ao contrário, tem alta amplitude, quando as oscilações são grandes. Há ainda que se considerar o comprimento da onda que é a distância entre duas oscilações. Para que essa medida seja uniforme, deve-se medir a distância entre duas cristas consecutivas.

Compreendendo-se como crista o ponto máximo de uma oscilação. Para medirmos o comprimento de onda utilizamos o metro, no caso das mais longas, e o angström (Antigamente, o angstrom era utilizado para medir comprimentos de onda e distâncias intermoleculares, mas atualmente foi substituído pelo nanómetro: 1 Å = 0,1 nm), no das mais curtas.

Para se ter ideia da pequeníssima medida que é o angström, basta lembrar que um milímetro tem dez milhões de angströns. Devemos, para o nosso estudo, lembrar dos seguintes tipos de onda:

 Ondas Longas: são todas as superiores a 600 metros de comprimento. Caminham ao longo da superfície terrestre e têm pequeno alcance.

Ondas Médias: são as de comprimento entre 150 e 600 metros. Caminham em parte ao longo da superfície, mas Ondas Longas: são todas as superiores a 600 metros de comprimento. Caminham ao longo da superfície terrestre e têm pequeno alcance, mas ultracurtos, em processos ainda inacessíveis à observação comum, enquanto que a mente humana se exterioriza por meio de oscilações curtas, médias e longas. Para atingir estados mais elevados, a criatura humana terá que passar por situações consideradas extraordinárias, como no caso das emoções profundas, das dores muito intensas, das concentrações laboriosas, das súplicas aflitivas, quando, então, a sua mente emitirá raios muito curtos ou de imenso poder transformador, próximos dos raios gama.

Podemos entender que esses raios muito curtos são medidos em angströns e têm um alto poder de penetração.

Remetemos a alguns instantes sublimes da obra de André Luiz, relatados na

primeira parte, quando Espíritos iluminados, como Cipriana e Matilde, triunfam sobre as trevas e transformam corações empedernidos, utilizando-se tão-somente da emissão desses raios super-ultracurtos, nascidos das profundezas de suas almas Engrandecidas, conseguindo dinamitar de forma suave e definitiva a couraça do mal em que se envolviam, seus tutelados.

CIRCUITO ELÉTRICO E MEDIÚNICO

Chamamos corrente elétrica ao deslocamento da massa elétrica, através de um fio condutor.

Quando a intensidade e o sentido da propagação da corrente são invariáveis, dizemos que acorrente é contínua ou direta.

Quando a intensidade e o sentido variam periodicamente, obedecendo ao movimento de vai-e-vem temos a corrente alternada.

Também na mediunidade, podemos ter uma corrente contínua ou direta, nos casos de passividade absoluta, quando a corrente mediúnica caminha tão-somente do Espírito comunicante para o médium. Do mesmo modo, podemos ter corrente alternada, quando o médium age, com seu pensamento, sobre o Espírito comunicante. Nos casos de manifestação de entidades sofredoras, através da corrente alternada, a mente do médium poderia auxiliar na doutrinação. Mas, essa corrente alternada também pode explicar o grau de interferência do médium na comunicação recebida.

Denominamos circuito elétrico o conjunto de aparelhos onde se pode estabelecer uma corrente elétrica. O gerador é a parte interna do circuito; os demais aparelhos constituem o circuito externo.

Na verdade, gerador elétrico é o aparelho que realiza a transformação de uma forma qualquer de energia em energia elétrica.

Fechar um circuito é efetuar a ligação que permite a passagem da corrente elétrica; abrir é interromper essa corrente. Para realizar essas operações, utilizamo-nos de uma chave.

 André Luiz faz uma analogia entre circuito elétrico e mediúnico:

Aplica-se o conceito de circuito mediúnico a extensão do campo de integração magnética em que circula uma corrente mental, sempre que se mantenha a sintonia psíquica entre os seus extremos ou, mais propriamente, o emissor e o receptor.

O circuito mediúnico, dessa maneira, expressa uma vontade-apelo e uma vontade-resposta, respectivamente, no trajeto ida e volta, definindo o comando da entidade comunicante e a concordância do médium, fenômeno esse exatamente aplicável tanto a esfera dos Espíritos desencarnados, quanto â dos Espíritos encarnados, porquanto exprime conjugação mental. Para a realização dessas atividades, o emissor e o receptor guardam consigo possibilidades particulares nos recursos do cérebro, em cuja intimidade se processam circuitos elementares do campo nervoso, atendendo a trabalhos espontâneos do Espírito, como sejam, ideação, seleção, autocrítica e expressão.

Para que a corrente elétrica se mantenha, é preciso que o circuito esteja fechado, isto é, que o interruptor esteja ligado. No circuito mediúnico, para que a corrente mental permaneça em circulação, é também necessário que esse circuito se mantenha fechado, o que vale dizer que a entidade comunicante tenha o pensamento constante de aceitação ou adesão do médium em constante equilíbrio. Se o médium se mostrar desatento, a corrente de associação mental não se articula.

RESISTÊNCIA, INDUTÁNCIA E CAPACITÂNCIA

Quando se aplica a mesma diferença de potencial entre os extremos de duas barras, uma de cobre e outra de madeira, as correntes resultantes são muito diferentes. Nesse caso, é relevante a característica do condutor chamada resistência.

Qualquer condutor de eletricidade opõe uma resistência à passagem da corrente. Esta varia segundo diversos fatores: material de que é composto o condutor, temperatura, características do fio etc.

André Luiz lembra: Resistência é a propriedade que assinala o gasto de energia elétrica no circuito, como provisão de calor, correspondendo à despesa de atrito em mecânica.

Igualmente no circuito mediúnico, a resistência significa a dissipação de energia mental, destinada à sustentação de base entre o Espirito comunicante e o médium.

E André Luiz ressalta um outro fator importante a ser analisado:

No circuito elétrico, indutância é a peculiaridade através da qual a energia é acumulada no campo magnético provocado pela corrente, impedindo-lhe a alteração, seja por aumento ou por diminuição. Uma vista da indutância, quando a corrente varia, aparece na intimidade da célula e, como resultado dele, há liberação de uma substância semelhante à histamina, a substância H, que atua sobre os vasos capilares, as fibras e o sangue, ocasionando distúrbios diversos, tais como a dermatite, a coriza, a asma e o edema, a urticária, a enxaqueca, e outros.

Dias da Cruz faz um paralelo entre essa reação física e a espiritual.

Todos os nossos pensamentos, definidos por vibrações, palavras ou atos, arrojam de nós raios específicos, que podem ser bons ou maus. As radiações mentais, na maioria das vezes, apresentam-se como agentes R, estes estão na base da formação da substância H, presente em quase todas as perturbações neuropsíquicas, e que usa o cérebro como órgão de choque.

A cólera e a irritação, a leviandade e a maledicência, a crueldade e a calúnia, a irreflexão e a brutalidade, a tristeza e o desânimo, produzem elevada porcentagem de agentes R de natureza destrutiva, em nós e em torno de nós, tanto exógenos, quanto endógenos, suscetíveis de fixar-nos por tempo indeterminado em deploráveis labirintos da desarmonia mental.

Para sanar a obsessão nos outros ou em nós mesmos, é preciso cogitar dos agentes R que estamos emitindo. E isso porque, quando exteriorizamos correntes de enfermidade e morte, quer atinjam ou não o alvo, voltam-se fatalmente contra nós, segundo o princípio da atração do ímã comum.

Como se vê, o pensamento é força determinante que pode destruir ou edificar a felicidade em nossas vidas.

O médico Dias da Cruz lembra passagem de Paulo à Igreja de Filipos:

Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é nobre, tudo o que é puro, tudo o que é santo, seja, em cada hora da vida, a luz dos vossos pensamentos.

Ensinamento para não se esquecer!

FONTE:

Obsessão e suas máscaras Dra. Marlene Nobre

CORPO ESPIRITUAL

 

CORPO ESPIRITUAL

Corpo espiritual retrato do corpo mental para definirmos, de alguma sorte, o corpo espiritual, é preciso considerar, antes de tudo, que ele não é reflexo do corpo físico, porque, na realidade, é o corpo físico que o reflete, tanto quanto ele próprio, o corpo espiritual, retrata em si o corpo mental que lhe preside a formação. Do ponto de vista da constituição e função em que se caracteriza na esfera imediata ao trabalho do homem, após a morte, é o corpo espiritual o veículo físico por excelência, com sua estrutura eletromagnética, algo modificado no que tange aos fenômenos genésicos e nutritivos, de acordo, porém, com as aquisições da mente que o maneja. Todas as alterações que apresenta, depois do estágio berço ao túmulo, verificam-se na base da conduta espiritual da criatura que se despede do arcabouço terrestre para continuar a jornada evolutiva nos domínios da experiência. Claro está, portanto, que é ele santuário vivo em que a consciência imortal prossegue em manifestação incessante, além do sepulcro, formação sutil, urdida em recursos dinâmicos, extremamente porosa e plástica, em cuja tessitura as células, noutra faixa vibratória, à face do sistema de permuta visceralmente renovado, se distribuem mais ou menos à feição das partículas colóides, com a respectiva carga elétrica, comportando-se no espaço segundo a sua vivência. O corpo mental, assinalado experimentalmente por diversos estudiosos, é o envoltório sutil da mente e que, por agora, não podemos definir com mais amplitude de conceituação, além daquela em que tem sido apresentado pelos pesquisadores encarnados, e isto por falta de terminologia adequada no dicionário terrestre. (Nota do Autor espiritual) Francisco Cândido Xavier - Evolução em Dois Mundos - pelo Espírito André Luiz 19 sua condição específica e apresentando estados morfológicos conforme o campo mental a que se ajusta. Centros vitais estudado no plano em que nos encontramos, na posição de criaturas desencarnadas, o corpo espiritual ou psicossoma é, assim, o veículo físico, relativamente definido pela ciência humana, com os centros vitais que essa mesma ciência, por enquanto, não pode perquirir e reconhecer. Nele possuímos todo o equipamento de recursos automáticos que governam os bilhões de entidades microscópicas a serviço da Inteligência, nos círculos de ação em que nos demoramos, recursos esses adquiridos vagarosamente pelo ser, em milênios e milênios de esforço e recapitulação, nos múltiplos setores da evolução anímica. É assim que, regendo a atividade funcional dos órgãos relacionados pela fisiologia terrena, nele identificamos o centro coronário, instalado na região central do cérebro, sede da mente, centro que assimila os estímulos do Plano Superior e orienta a forma, o movimento, a estabilidade, o metabolismo orgânico e a vida consciencial da alma encarnada ou desencarnada, nas cintas de aprendizado que lhe corresponde no abrigo planetário. O centro coronário supervisiona, ainda, os outros centros vitais que lhe obedecem ao impulso, procedente do Espírito, assim como as peças secundinas de uma usina respondem ao comando da peça motor de que se serve o tirocínio do homem para concatená-las e dirigi-las. Desses centros secundários, entrelaçados no psicossoma e, consequentemente, no corpo físico, por redes plexiformes, destacamos o centro cerebral contíguo ao coronário, com influência decisiva sobre os demais, governando o córtice encefálico na sustentação dos sentidos, marcando a atividade das glândulas Francisco Cândido Xavier - Evolução em Dois Mundos - pelo Espírito André Luiz 20 endocrínicas e administrando o sistema nervoso, em toda a sua organização, coordenação, atividade e mecanismo, desde os neurônios sensitivos até as células efetoras; o centro laríngeo, controlando notadamente a respiração e a fonação; o centro cardíaco, dirigindo a emotividade e a circulação das forças de base; o centro esplênico, determinando todas as atividades em que se exprime o sistema hemático, dentro das variações de meio e volume sanguíneo; o centro gástrico, responsabilizando-se pela digestão e absorção dos alimentos densos ou menos densos que, de qualquer modo, representam concentrados fluídicos penetrando-nos a organização, e o centro genésico, guiando a modelagem de novas formas entre os homens ou o estabelecimento de estímulos criadores, com vistas ao trabalho, à associação e à realização entre as almas. Centro coronário Temos particularmente no centro coronário o ponto de interação entre as forças determinantes do espírito e as forças fisiopsicossomático organizadas. Dele parte, desse modo, a corrente de energia vitalizante formada de estímulos espirituais com ação difusível sobre a matéria mental que o envolve, transmitindo aos demais centros da alma os reflexos vivos de nossos sentimentos, ideias e ações, tanto quanto esses mesmos centros, interdependentes entre si, imprimem semelhantes reflexos nos órgãos e demais implementos de nossa constituição particular, plasmando em nós próprios os efeitos agradáveis ou desagradáveis de nossa influência e conduta. A mente elabora as criações que lhe fluem da vontade, apropriando-se dos elementos que a circundam, e o centro coronário incumbe-se automaticamente de fixar a natureza da responsabilidade que lhes diga respeito, marcando no próprio ser as consequências felizes ou infelizes de sua movimentação consciencial no campo do destino. Estrutura mental das células É importante considerar, todavia, que nós, os desencarnados, na esfera que nos é própria, estudamos, presentemente, a estrutura mental das células, de modo a iniciarmo-nos em aprendizado superior, com mais amplitude de conhecimento, acerca dos fluídos que nos integram o clima de manifestação, todos eles de origem mental e todos entretecidos na essência da matéria primária, ou Hausto Corpuscular de Deus, de que se compõe a base do Universo Infinito. Centros vitais e células São os centros vitais fulcros energéticos que, sob a direção automática da alma, imprimem às células a especialização extrema, pela qual o homem possui no corpo denso, e detemos todos no corpo espiritual em recursos equivalentes, as células que produzem fosfato e carbonato de cálcio para a construção dos ossos, as que se distendem para a recobertura do intestino, as que desempenham complexas funções químicas no fígado, as que se transformam em filtros do sangue na intimidade dos rins e outras tantas que se ocupam do fabrico de substâncias indispensáveis à conservação e defesa da vida nas glândulas, nos tecidos e nos órgãos que nos constituem o cosmo vivo de manifestação. Essas células que obedecem às ordens do Espírito, diferenciando-se e adaptando-se às condições por ele criadas, procedem do elemento primitivo, comum, de que todos provimos em laboriosa marcha no decurso dos milênios, desde o seio tépido do oceano, quando as formações protoplásmicas nos lastrearam as manifestações primeiras. Francisco Cândido Xavier - Evolução em Dois Mundos - pelo Espírito André Luiz 22 Tanto quanto a célula individual, a personalizar-se na ameba, ser unicelular que reclama ambiente próprio e nutrição adequada para crescer e reproduzir-se, garantindo a sobrevivência da espécie no oceano em que respira, os bilhões de células que nos servem ao veículo de expressão, agora domesticadas, na sua quase totalidade em funções exclusivas, necessitam de substâncias especiais, água, oxigênio e canais de exoneração excretória para se multiplicarem no trabalho específico que nosso espírito lhes traça, encontrando, porém, esse clima, que lhes é indispensável, na estrutura aquosa de nossa constituição fisiopsicossomática, a expressar-se nos líquidos extracelulares, formados pelo líquido intersticial e pelo plasma sanguíneo. Exteriorização dos centros vitais Observando o corpo espiritual ou psicossoma, desse modo em nossa rápida síntese, como veículo eletromagnético, qual o próprio corpo físico vulgar, reconheceremos facilmente que, como acontece na exteriorização da sensibilidade dos encarnados, operada pelos magnetizadores comuns, os centros vitais a que nos referimos são também exteriorizáveis, quando a criatura se encontre no campo da encarnação, fenômeno esse a que atendem habitualmente os médicos e enfermeiros desencarnados, durante o sono vulgar, no auxílio a doentes físicos de todas as latitudes da Terra, plasmando renovações e transformações no comportamento celular, mediante intervenções no corpo espiritual, segundo a lei do merecimento, recursos esses que se popularizarão na medicina terrestre do grande futuro. Corpo espiritual depois da morte Em suma, o psicossoma é ainda corpo de duração variável, segundo o equilíbrio emotivo e o avanço cultural daqueles que o governam, além do carro fisiológico, apresentando algumas transformações fundamentais, depois da morte carnal, principalmente Francisco Cândido Xavier - Evolução em Dois Mundos - pelo Espírito André Luiz 23 no centro gástrico, pela diferenciação dos alimentos de que se provê, e no centro genésico, quando há sublimação do amor, na comunhão das almas que se reúnem no matrimônio divino das próprias forças, gerando novas fórmulas de aperfeiçoamento e progresso para o reino do Espírito. Esse corpo que evolve e se aprimora nas experiências de ação e reação, no plano terrestre e nas regiões espirituais que lhe são fronteiriças, é suscetível de sofrer alterações múltiplas, com alicerces na adinamia proveniente da nossa queda mental no remorso, ou na hiperdinamia imposta pelos delírios da imaginação, a se responsabilizarem por disfunções inúmeras da alma, nascidas do estado de hipo e hipertensão no movimento circulatório das forças que lhe mantém o organismo sutil, e pode também desgastar-se, na esfera imediata à esfera física, para nela se refazer, através do renascimento, segundo o molde mental preexistente, ou ainda restringir-se a fim de se reconstituir de novo, no vaso uterino, para a recapitulação dos ensinamentos e experiências de que se mostre necessitado, de acordo com as falhas da consciência perante a Lei. Outros aspectos do psicossoma examinaremos quando as circunstâncias nos induzam a apreciar-lhe o comportamento nas regiões espirituais vizinhas da Terra, dentro das sociedades afins, em que as almas se reúnem conforme os ideais e as tarefas nobres que abraçam, ou segundo as culpas dilacerantes ou tendências inferiores em que se sintonizam, geralmente preparando novos eventos, alusivos às necessidades e problemas que lhes são peculiares nos domínios da reencarnação imprescindível.

Corpo espiritual é como nomeava Paulo ao que sustenta nosso edifício biológico.

Posteriormente no século XVIII Kardec ao codificar a Doutrina Espírita lhe deu o nome de períspirito porque envolve a alma, centelha divina da criação, e possui o campo mental.

Já havíamos estudado e postado o artigo a respeito do períspirito e vamos postar novamente, em complemento desse artigo.

FONTES:

Evolução em dois mundos Francisco C. Xavier

PERANTE AS FÓRMULAS SOCIAIS

 

PERANTE AS FÓRMULAS SOCIAIS

Abolir o uso dispensável do luto e dos pêsames, por motivo de funerais, tanto quanto a participação em apadrinhamentos e cerimônias ritualísticas de qualquer natureza.

O espírita não se prende a exterioridades.

Nas visitas de confraternizações, suprimir protocolos ou etiquetas pretensiosas.

A confiança pede clima familiar.

Banir dos Templos Espíritas as cerimônias que, em nome da Doutrina, visem à consagração de esponsais ou nascimentos.

O Espiritismo não pode olvidar a simplicidade cristã que ele próprio revive. Afastar-se de festas lamentáveis, como aquelas que assinalam a passagem do carnaval, inclusive as que se destaquem pelos excessos de gula, desregramento ou manifestações exteriores espetaculares.

A verdadeira alegria não foge da temperança.

Estudar previamente e com bastante critério as apresentações de pregadores ou médiuns, bem como as homenagens a companheiros e parentes encarnados e desencarnados, para não incorrermos na exaltação da vaidade e do orgulho ou ferir a modéstia e a humildade daqueles a quem prezamos.

A lisonja é veneno em forma verbal.

Proscrever o uso de distintivos e emblemas no movimento doutrinário. Excessiva exterioridade, afastamento da simplicidade cristã.

Dispensar sempre as fórmulas sociais criadas ou mantidas por convencionalismos ou tradições que estanquem o progresso.

Toda complexidade atrasa o relógio da evolução.

“Então lhes dizia: O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. ” —

Jesus. (MARCOS, 2:27.)

FONTE:

Carlos T. Pastorino

Bíblia de Jerusalém

 

REFLEXOS CONDICIONADOS

 


O reflexo ou atividade reflexa está na base da adaptação, ido ser humano ao ambiente em que vive.

A célula viva possui como uma de suas principais propriedades a excitabilidade, antes conhecida como irritabilidade, e é esta que torna possível a realização do ato reflexo. Este constitui a base fisiológica de adaptação do organismo ao meio ambiente e permite o seu equilíbrio em relação ao mundo que o cerca. No homem, essa atividade reflexa é extremamente complexa. Estudando-a, a escola de Pavlov preconizou dois tipos de reflexos: os congênitos ou incondicionados e os adquiridos ou condicionados.

Quando falamos em reflexos congênitos ou incondicionados, estamos nos referindo a uma série na qual englobamos os alimentares, os posturais e os sexuais, detentores de vias nervosas próprias, como que hauridos da espécie, seguros e estáveis, sem necessidade do córtex. Já os adquiridos ou condicionados, que não surgem espontaneamente, mas são conquistados pelo indivíduo, no curso da existência, têm necessidade da intervenção do córtex cerebral, desenvolvendo-se sobre os reflexos preexistentes, os congênitos.

Como exemplos de reflexos incondicionados, temos, entre inúmeros outros, a secreção de saliva e de suco gástrico, assim que o alimento é colocado na boca; a tosse para impedir a penetração de um corpo estranho na laringe; o aumento do suor, quando faz calor ou de calafrios e tremores, quando a temperatura abaixa; as secreções orgânicas naturais no relacionamento sexual, e assim por diante.

Estão relacionados com a preservação da espécie e com a sobrevivência, por isso são também chamados de instintos animais.

Esses reflexos incondicionados têm base medular bulbar ou no máximo subcortical.

Já os reflexos condicionados são adquiridos e fundamentam-se no córtex cerebral, constituindo uma característica do indivíduo, fruto da sua experiência e adaptação ao meio.

Mas como é que se dá o arco reflexo condicionado pela conexão temporária?

Retomemos a experiência de Pavlov descrita por ele próprio:

Produz-se num cão uma fístula gástrica destinada a recolher toda a secreção estomacal do animal. A cada vez, evidentemente, que se fornece ao animal o estímulo absoluto (aquele que tem a propriedade de promover a resposta incondicionada), no caso, o alimento, há um incremento natural da secreção gástrica.

Em ocasiões sucessivas, antes de se promover a estimulação absoluta, introduz-se uma modificação qualquer no ambiente, uma batida de gongo, por exemplo. Sempre, logo após o gongo, o animal é servido do ^eu alimento, ou seja, do seu estímulo absoluto. Este, independente daquele, promove a resposta absoluta incondicionada, a salivação. Após u m certo número de repetições da antecedência do estímulo indiferente sobre o absoluto, faz-se soar o gongo, estímulo indiferente, sem fornecer a carne, excitante absoluto.

E a salivação se realiza. Nessa experiência clássica, tivemos, inicialmente, um excitante absoluto, incondicionado, natural, instintivo, congênito - o alimento - que agiu de forma mecânica sobre a mucosa bucal do animal. Esse estímulo mecânico atuará sobre o centro salivar cerebral subcortical, através das vias aferentes pré-formadas; deste centro ativado partem as vias eferentes que conduzem a resposta incondicionada, acionando as glândulas salivares do animal.

Descrevemos, assim, o arco reflexo incondicionado.

O homem está sujeito a uma vasta amplitude de sinalização, de modo que cada um dos seus reflexos incondicionados ou congênitos está cercado por uma grande quantidade de outros condicionados, reflexos estes que elabora, progressivamente, e sedimenta de forma gradual.

Assim, no adulto, poderíamos dizer que não há reflexos incondicionados em estado de pureza.

Em seu excelente Manual de Hipnose Médica e Odontológica, dr. Osmard Andrade esclarece:

Como um excitante incondicionado e absoluto jamais age isoladamente, ele se faz sempre acompanhar de muitos outros, na essência indiferentes, mas que corrigem e transformam as respostas.

Dessa forma, a impulsão cortical, sujeita, por sua vez, ao domínio da vontade, do raciocínio e da educação, pode perfeitamente, modificar, transformar ou inibir o arco reflexo absoluto.

Esse impulso cortical é sempre exercido através daquelas vias novas a que chamamos de conexão temporária, base de todo o condicionamento cortical.

Vejamos agora como agem os outros fatores do meio externo, os novos estímulos conhecidos como indiferentes.

Pavlov introduziu um gongo, isto é, um estímulo indiferente sonoro, sempre precedendo à colocação do alimento. Ele fazia isso repetidas vezes, reforçando, portanto, o estímulo, e tendo o cuidado de colocar o animal em uma torre silenciosa para que não houvesse sobre ele incidência de outros indesejáveis à experimentação. Pelas vias auditivas, o estímulo sonoro propaga-se até atingir a zona sensorial auditiva cortical do animal, onde é percebido. Há, desse modo, persistência de dois estímulos: o mecânico incondicionado (alimento) e o sonoro indiferente (gongo), com isso, estabelecem-se novas vias de condução nervosa cerebral, unindo esses pontos, o centro auditivo ao salivar.

A prova de que a conexão temporária se estabeleceu pode ser constatada no fato de que se obteve a salivação do animal, por reflexo condicionado, somente com o sinal do gongo, sem a apresentação do alimento.

Essas conexões temporárias permitem ao animal adaptar-se ao meio; desse modo, as variações do habitat, dependendo do grau de repetição ou de permanência, provocam nele respostas conciliatórias apropriadas a essas alternativas. Vemos, assim, que ele modifica sua conduta - ou parte dela e daí por diante aquela resposta instintiva, primitivamente pura e incondicionada, passa a apresentar-se de modo a amoldá-lo às novas circunstâncias.

Admite-se ainda que tais reflexos condicionados, temporários, possam com o tempo fixar-se no indivíduo e assim transmitir-se aos seus descendentes, incorporando-se às qualidades da espécie, criando novas peculiaridades filogenéticas, conforme observa o dr. Osmard Andrade.

Nesse ponto, lembramos as mutações genéticas e o processo de memorização, fenômenos que não tão circunscritos às células orgânicas, mas que são atributos do Espírito imortal, com sua extraordinária capacidade psicocinética, que lhe facultam a moldagem de suas indumentárias, tanto corporal, quanto perispiritual, ao longo da escala filogenética, recolhendo sempre o repositório de suas próprias experiências.

Temos aqui um importante trabalho a ser desenvolvido, no futuro, inclusive com estudo detalhado dos flashes de memória de vidas anteriores, que emergem sob o influxo de ocorrências comuns da existência atual. Quais seriam, nesses casos, os arcos reflexos orgânicos que tornam conscientes condicionamentos ou ocorrências de existências anteriores? Quando conseguiremos mapeá-los? Sem dúvida há um longo caminho a percorrer, há muito ainda a desvendar-se nesse campo de interação cérebro mente-corpo-Espírito.

Mas, voltemos à importância do estímulo. Ele compreende toda e qualquer troca ou modificação que ocorre no ambiente exterior ou no cosmo interior dos animais que é devidamente percebida por eles.

Os estímulos levados por arcos reflexos congênitos ou condicionados produzem reações orgânicas diversas, daí a imensa complexidade dos organismos mais superiores da escala zoológica, especialmente o do homem.

Há ainda aspectos importantes a serem destacados nos reflexos condicionados. A questão do SINAL, por exemplo.

Pavlov concluiu que: ... um órgão pode entrar em atividade tanto sob a influência de seus excitantes absolutos e permanentes como sob excitação temporária e antes indiferente. Os excitantes indiferentes desempenham, de um certo modo, o papel de sinal, de aviso, substituindo assim as excitações permanentes e tornando as relações do animal com o mundo exterior muito mais complexas e imprecisas.

O dr. Osmard Andrade enfatiza que A repetição do estímulo indiferente, sempre precedendo a estimulação absoluta, sempre repetida, sempre reforçada pela ação incondicionada, termina por conferir ao agente antes indiferente a propriedade de, por si mesmo, por intermédio de um arco temporário cortical que se torna permanente ou semipermanente, fazer desencadear a resposta motora. Depreende-se daí que aquele estímulo, antes indiferente, transforma-se, praticamente, num aviso, num SINAL da resposta desejada. Verifica-se ainda que dentro do conceito de reflexologia, sinal é todo aquele estímulo antes indiferente, e que se torna capaz, sob determinadas condições, de fazer desencadear uma resposta biológica.

Como exemplo de sinal, temos o gongo ou campainha nas experiências realizadas por Pavlov. Imediatamente depois que o gongo soava, o animal recebia alimento, de modo que ele era o sinal, o estímulo que desencadeava a resposta biológica.

E importante também destacar que há dois sistemas de sinalização: o primeiro sistema de sinalização da realidade, que é comum a homens e animais, oriundo do conjunto de estímulos exteriores e interiores, isto é, do meio ambiente e do interior mesmo do organismo.

Ao homem, porém, é próprio um segundo sistema de sinalização da realidade, e que se constitui na elaboração mental a partir das imagens e dos conceitos contidos na palavra. A linguagem representa, assim, uma sinalização verbal, tornando-se a palavra um excitante condicional tão real quanto a coisa que representa.  Ainda esclarece o dr. Osmard Andrade: A palavra, que para o animal representa tão-somente um ruído, um som, para o homem, além deste estímulo mecânico que atinge o primeiro sistema de sinais, traduz também uma imagem à qual pode substituir e uma ideia que independe da própria imagem até mesmo da própria palavra.

Outra característica importante da palavra é a que a torna válida para todos, independente da experiência pessoal de cada um, possuindo, assim, uma existência histórica objetiva e que se concretiza durante a própria evolução da humanidade. Social, pois, por sua origem, adquirida desde a infância, representa um insubstituível elemento de comunicação entre os homens. Sinalizando no córtex a imagem das coisas concretas e absolutas que interpreta, a palavra torna-se um verdadeiro sinal de sinais. Como tal, pode a palavra substituir no córtex humano o sinal da realidade.

No homem, o reflexo condicionado pode se instalar, portanto, a partir de um somou de uma palavra. Assim, se condicionarmos uma pessoa a uma determinada resposta, ao som de um sino, depois, poderemos desencadear a mesma resposta condicionada, simplesmente pronunciando a palavra sino, sem o som. E há mais ainda: bastará que o paciente veja a figura do sino, ou mesmo pense nele, para que se desencadeie a mesma resposta.

Sabemos que podemos obter a hipnose com o emprego de estímulos mediatos, no caso apalavra, e imediatos (outros estímulos), ou ainda pela estimulação combinada. Para que se tenha êxito, é preciso que sejam preenchidas as condições básicas para a instalação de reflexo condicionado.

Não vamos entrar em detalhes quanto aos mecanismos e técnicas do estado hipnótico, porque fugiríamos do nosso propósito básico neste livro.

No capítulo seguinte, referimo-nos a pontos de aproximação entre o fenômeno mediúnico e o hipnótico.

FONTE:

Obsessão e suas máscaras Dra. Marlene Nobre

MMp.

Manual de Hipnose Médica e Odontológica,

TABAGISTAS

 

TABAGISTAS

São chamados de cianoides (também chamados homens azuis, assim são denominados os suicidas do tabagismo, por se apresentarem com o períspirito (corpo espiritual como chamava Paulo), em decorrência do elevado teor de gás carbônico aspirado em vida, impregnando suas delicadas malhas fluídicas) os suicidas assistidos motivados pelo vício do tabagismo. Em decorrência da forte cianose(termo comum de uso médico que de signa a coloração azulada da pele, principalmente das extremidades, decorrentes da presença de elevados teores de gases carbônicos no sangue) que se lhes estampa na configuração perispiritual emprestando-lhes o característico tom azulado, receberam essa denominação pelos enfermeiros, frequentemente também chamados de homens azuis, embora os superiores relutassem em adotar tais alcunhas como de uso oficial, sendo de fato cognominados suicidas tabagistas. Os fumantes da Terra desencarnam de fato como autocidas e são atendidos em enfermarias especiais, pois frequentemente são resgatados do “vale dos Suicidas”, onde estagiam por tempo indeterminado, porém normalmente prolongado. Não há quem duvide de que o estranho hábito de aspirar inadequados gases tóxicos do tabaco, promova graves males ao organismo físico, impondo-lhes patologias destrutivas e mirando-lhes as forças vitais;

As doenças decorrentes do tabagismo já são muito bem descritas pela medicina terrena, entretanto poucos se dão conta de que tal condição é capaz de atravessar o túmulo, acarretando sérios danos ao espirito na erraticidade.

FONTE:

Gilson Freire -  Icaro Redimido

 

sábado, 17 de abril de 2021

ESCALA ESPÍRITA

 

ESCALA ESPÍRITA

Por solicitação de segmento do grupo de estudos fizemos o estudo para esclarecimentos e resolver curiosidades a respeito da questão.

Escala que Kardec adotou e não foi questionado, em função dos Espíritos que se apresentavam para mensagens no mundo inteiro e cujo material era enviado a França para que ele analisasse, além das próprias observações feitas pelo codificador através médiuns que trabalharam com ele. Foi aprovada por cientistas da época, como, Cesar Lombroso, William Crockes, Alexandre Aksakof, Ernesto Bozano, Camille Flamarion, Gabriel Delanne, entre tantos.

É evidente que esta escala foi feita com base nos Espíritos que se comunicaram, e nas informações recebidas, e que por serem almas que já habitaram a Terra, nada nos impede dizer que esta escala se refere também a nós viventes.

Observações preliminares. A classificação dos Espíritos funda-se no seu grau de desenvolvimento, nas qualidades por eles adquiridas e nas imperfeições de que ainda não se livraram. Esta classificação nada tem de absoluta: nenhuma categoria apresenta caráter bem definido, a não ser no conjunto: de um grau a outro, a transição é insensível, pois, nos limites, as diferenças se apagam, como nos reinos da Natureza, nas cores do arco-íris ou ainda nos diferentes períodos da vida humana. Pode-se, portanto, formar um número maior ou menor de classes, de acordo com a maneira por que se considerar o assunto. Acontece nisto como em todos os sistemas de classificação científica: os sistemas podem ser mais ou menos completos, mais ou menos racionais, mais ou menos cômodos para a inteligência; mas, seja como for, nada alteram quanto à substância da Ciência. Os Espíritos, interpelados sobre isto, puderam, pois, variar quanto ao número das categorias, sem maiores consequências. Houve quem se apegasse a esta contradição aparente, sem refletir que eles não dão nenhuma importância ao que é puramente convencional. Para eles, o pensamento é tudo: deixam-nos os problemas da forma, da escolha dos termos, das classificações, em uma palavra, dos sistemas.

Ajuntemos ainda a esta consideração que jamais se deve perder de vista: entre os Espíritos, como entre os homens, há os que são muito ignorantes, e nunca será demais estarmos prevenidos contra a tendência a crer que eles tudo sabem, por serem Espíritos. Toda classificação exige método, análise e conhecimento aprofundado do assunto. Ora, no mundo dos Espíritos, os que têm conhecimentos limitados são, como os ignorantes deste mundo, incapazes de apreender um conjunto e formular um sistema; eles não conhecem ou não compreendem senão imperfeitamente qualquer classificação; para eles, todos os Espíritos que lhes sejam superiores são da primeira ordem, pois não podem apreciar as suas diferenças de saber, de capacidade e de moralidade, como entre nós faria um homem rude, em relação aos homens ilustrados. E aqueles mesmos que sejam incapazes, podem variar nos detalhes, segundo os seus pontos de vista, sobretudo quando uma divisão nada tem de absoluto. Lineu, Jussieu Tournefort tiveram cada qual o seu método, e a botânica não se alterou por isso. É que eles não inventaram nem as plantas nem os seus caracteres, mas apenas observaram as analogias, segundo as quais formaram os grupos e as classes. Foi assim que procedemos. Nós também não inventamos os Espíritos nem os seus caracteres. Vimos e observamos; julgamos pelas suas palavras e os seus atos, e depois os classificamos pelas semelhanças, baseando-nos nos dados que eles forneceram.

Os Espíritos admitem, geralmente, três categorias principais ou três grandes divisões. Na última, aquela que se encontra na base da escala, estão os Espíritos imperfeitos, caracterizados pela predominância da matéria sobre o espírito e pela propensão ao mal. Os da segunda se caracterizam pela predominância do espírito sobre a matéria e pelo desejo de praticar o bem: são os Espíritos bons. A primeira, enfim, compreende os Espíritos puros, que atingiram o supremo grau de perfeição.

 Esta divisão nos parece perfeitamente racional e apresenta caracteres bem definidos; não nos resta senão destacar, por um número suficiente de subdivisões, as nuanças principais do conjunto. Foi o que fizemos, com o concurso dos Espíritos, cujas benevolentes instruções jamais nos faltaram.

Com a ajuda deste quadro, será fácil determinar a ordem e o grau de superioridade ou inferioridade dos Espíritos com os quais podemos entrar em relação e, por conseguinte, o grau de confiança e de estima que eles merecem. Esta é de alguma maneira, a chave da Ciência espírita, pois só ela pode explicar-nos as anomalias que as comunicações apresentam, esclarecendo-nos sobre as irregularidades intelectuais e morais dos Espíritos. Observaremos, entretanto, que os Espíritos não pertencem para sempre e exclusivamente a esta ou aquela classe; o seu progresso se realiza gradualmente, e, como muitas vezes se efetua mais num sentido que noutro eles podem reunir as características de várias categorias, o que é fácil apreciar por sua linguagem e seus atos.

TERCEIRA ORDEM: ESPÍRITOS IMPERFEITOS

Caracteres gerais. Predominância da matéria sobre o espírito. Propensão ao mal. Ignorância, orgulho, egoísmo, e todas as más paixões que lhes seguem. Têm a intuição de Deus, mas não o compreendem.

Nem todos são essencialmente maus; em alguns, há mais leviandade. Uns não fazem o bem, nem o mal; mas pelo simples fato de não fazerem o bem, revelam a sua inferioridade. Outros, pelo contrário, se comprazem no mal e ficam satisfeitos quando encontram ocasião de praticá-lo.

Podem aliar a inteligência à maldade ou à malícia; mas, qualquer que seja o seu desenvolvimento intelectual, suas ideias são pouco elevadas e os seus sentimentos mais ou menos abjetos.

Os seus conhecimentos sobre as coisas do mundo espírita são limitados, e o pouco que sabem a respeito se confunde com as ideias e os preconceitos da vida corpórea. Não podem dar-nos mais do que noções falsas e incompletas daquele mundo; mas o observador atento encontra frequentemente, nas suas comunicações, mesmo imperfeitas, a confirmação das grandes verdades ensinadas pelos Espíritos superiores.

O caráter desses Espíritos se revela na sua linguagem. Todo Espírito que, nas suas comunicações, trai um pensamento mau, pode ser colocado na terceira ordem; por conseguinte, todo mau pensamento que nos for sugerido provém de um Espírito dessa ordem.

 Veem a felicidade dos bons, e essa visão é para eles um tormento incessante, porque lhes faz provar as angústias da inveja e do ciúme.

 Conservam a lembrança e a percepção dos sofrimentos da vida corpórea, e essa impressão é frequentemente mais penosa que a realidade. Sofrem, portanto, verdadeiramente, pelos males que suportaram e pelos que acarretaram aos outros; e como sofrem por muito tempo, julgam sofrer para sempre. Deus, para os punir, quer que eles assim pensem.

 Podemos dividi-los em cinco classes principais.

Décima classe. Espíritos Impuros — São inclinados ao mal e o fazem objeto de suas preocupações. Como Espíritos, dão conselhos pérfidos, insuflam a discórdia e a desconfiança, e usam todos os disfarces, para melhor enganar. Apegam-se às pessoas de caráter bastante fraco para cederem às suas sugestões, a fim de as levar à perda, satisfeitos de poderem retardar o seu adiantamento, ao fazê-las sucumbir ante as provas que sofrem.

Nas manifestações, reconhecem-se esses Espíritos pela linguagem: a trivialidade e a grosseria das expressões, entre os Espíritos como entre os homens, e sempre um índice de inferioridade moral, senão mesmo intelectual. Suas comunicações revelam a baixeza de suas inclinações e, se eles tentam enganar, talando de maneira sensata, não podem sustentar o papel por muito tempo e acabam sempre por trair a sua origem.

 Alguns povos os transformaram em divindades malfazejas- outros os designam como demônios, gênios maus, Espíritos do mal.

Quando encarnados, inclinam-se a todos os vícios que as paixões vis e degradantes engendram: a sensualidade, a crueldade, a felonia, a hipocrisia cupidez e a avareza sórdida. Fazem o mal pelo prazer de fazê-lo, no mais das vezes sem motivo, e, por ódio ao bem, quase sempre escolhem suas vítimas entre as pessoas honestas. Constituem verdadeiros flagelos para a humanidade seja qual for a posição que ocupem, e o verniz da civilização não os livra do opróbrio e da ignomínia.

Nona classe. Espíritos Levianos - São ignorantes, malignos inconsequentes e zombeteiros. Metem-se em tudo e a tudo respondem sem se importarem com a verdade. Gostam de causar pequenas contrariedades e pequenas alegrias, de fazer intrigas, de induzir maliciosamente ao erro por meio de mistificações e de espertezas. A esta classe pertencem os Espíritos vulgarmente designados pelos nomes de duendes, diabretes, gnomos. Estão sob a dependência de Espíritos superiores, que deles se servem multas vezes, como fazemos com os criados.

 Nas suas comunicações com os homens, a sua linguagem é, muitas vezes espirituosa e alegre, mas quase sempre sem profundidade; apanham as esquisitices e os ridículos humanos, que interpretam de maneira mordaz e satírica. Se tomam nomes supostos, é mais por malícia do que por maldade

Oitava classe. Espíritos Pseudossábios - Seus conhecimentos são bastante amplos, mas julgam saber mais do que realmente sabem. Tendo realizado alguns progressos em diversos sentidos, sua linguagem tem um caráter sério, que pode iludir quanto à sua capacidade e às suas luzes, mas isso frequentemente, não é mais do que um reflexo dos preconceitos e das ideias sistemáticas que tiveram na vida terrena. Sua linguagem é uma mistura de algumas verdades com os erros mais absurdos, entre os quais repontam a presunção, o orgulho, a inveja e a teimosia, de que não puderam despir-se

Sétima classe. Espíritos Neutros – Nem são bastante bons para fazerem o bem, nem bastante maus para fazerem o mal; tendem tanto para um como para outro, e não se elevam sobre a condição vulgar da humanidade, quer pela moral ou pela inteligência. Apegam-se às coisas deste mundo, saudosos de suas grosseiras alegrias.

Sexta classe. Espíritos Batedores e Perturbadores —Estes Espíritos não formam, propriamente falando, uma classe distinta quanto às suas qualidades pessoais, e podem pertencer a todas as classes da terceira ordem. Manifestam frequentemente sua presença por efeitos sensíveis e físicos, como golpes, movimento e deslocamento anormal de corpos sólidos, agitação do ar etc. Parece que estão mais apegados à matéria do que os outros, sendo os agentes principais das vicissitudes dos elementos do globo, quer pela sua ação sobre o ar, a água, o fogo, os corpos sólidos ou nas entranhas da terra. Reconhece-se que esses fenômenos não são devidos a uma causa fortuita e física, quando têm um caráter intencional e inteligente. Todos os Espíritos podem produzir esses fenômenos, mas os Espíritos elevados os deixam, em geral, a cargo dos Espíritos subalternos, mais aptos para as coisas materiais que para as inteligentes. Quando julgam que as manifestações desse gênero são úteis, servem-se desses espíritos como auxiliares.

SEGUNDA ORDEM: BONS ESPÍRITOS

Caracteres Gerais. Predomínio do Espírito sobre a matéria; desejo do bem. Suas qualidades e seu poder de fazer o bem estão na razão do grau que atingiram: uns possuem a ciência, outros a sabedoria e a bondade; os mais adiantados juntam ao seu saber as qualidades morais. Não estando ainda completamente desmaterializados, conservam mais ou menos, segundo sua ordem, os traços da existência corpórea, seja na linguagem, seja nos hábitos, nos quais se encontram até mesmo algumas de suas manias. Se não fosse assim, seriam Espíritos perfeitos.

 Compreendem Deus e o infinito e gozam já da felicidade dos bons. Sentem-se felizes quando fazem o bem e quando impedem o mal. O amor que os une é para eles uma fonte de inefável felicidade, não alterada pela inveja nem pelos remorsos, ou por qualquer das más paixões que atormentam os Espíritos imperfeitos; mas terão ainda de passar por provas, até atingirem a perfeição absoluta.

 Como Espíritos, suscitam bons pensamentos, desviam os homens do caminho do mal, protegem durante a vida aqueles que se tornam dignos, e neutralizam a influência dos Espíritos imperfeitos sobre os que não se comprazem nelas.

Quando encarnados, são bons e benevolentes para com os semelhantes; não se deixam levar pelo orgulho, nem pelo egoísmo, nem pela ambição; não provam ódio, nem rancor, nem inveja ou ciúme, fazendo o bem pelo bem.

As estas ordens pertencem os espíritos designados, nas crenças vulgares, pelos nomes de bons gênios, gênios protetores, Espíritos do bem. Nos tempos de superstição e de ignorância, foram considerados divindades benfazejas.

Podemos dividi-los em quatro grupos principais:

Quinta classe. Espíritos Benevolentes — Sua qualidade dominante é a bondade; gostam de prestar serviços aos homens e de os proteger; mas o seu saber é limitado: seu progresso realizou-se mais no sentido moral que no intelectual.

 Quarta classe. Espíritos Sábios — O que especialmente os distingue é a amplitude dos conhecimentos. Preocupam-se menos com as questões morais do que com as científicas, para as quais têm mais aptidão; mas só encaram a Ciência pela sua utilidade, livres das paixões que são próprias dos Espíritos imperfeitos.

Terceira classe. Espíritos de Sabedoria — Caracterizam-se pelas qualidades morais da ordem mais elevada. Sem possuir conhecimentos ilimitados, são dotados de uma capacidade intelectual que lhes permite julgar com precisão os homens e as coisas.

Segunda classe. Espíritos Superiores — Reúnem a ciência, a sabedoria e a bondade. Sua linguagem, que só transpira benevolência, é sempre digna, elevada, e frequentemente sublime. Sua superioridade os torna, mais que os outros, aptos a nos proporcionar as mais justas noções sobre as coisas do mundo incorpóreo, dentro dos limites do que nos é dado conhecer. Comunicam-se voluntariamente com os que procuram de boa-fé a verdade e cujas almas estejam bastante libertas dos liames terrenos, para a compreender; mas afastam-se dos que são movidos apenas pela curiosidade ou que, pela influência da matéria, se desviam da prática do bem.

Quando, por exceção, se encarnam na Terra, é para cumprir uma missão de progresso, e então nos oferecem o tipo de perfeição a que a humanidade pode aspirar neste mundo.

PRIMEIRA ORDEM: ESPÍRITOS PUROS

Nenhuma influência da matéria. Superioridade intelectual e moral absoluta, em relação aos Espíritos das outras ordens.

Primeira classe. Classe Única — Percorreram todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria. Havendo atingido a soma de perfeições de que é suscetível a criatura, não têm mais provas nem expiações a sofrer. Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis, vivem a vida eterna, que desfrutam no seio de Deus.

 Gozam de uma felicidade inalterável, porque não estão sujeitos nem às necessidades nem às vicissitudes da vida material, mas essa felicidade não é a de uma ociosidade monótona, vivida em contemplação perpétua. São os mensageiros e os ministros de Deus, cujas ordens executam, para a manutenção da harmonia universal. Dirigem a todos os Espíritos que lhes são inferiores, ajudam-nos a se aperfeiçoarem e determinam as suas missões. Assistir os homens nas suas angústias, incitá-los ao bem ou à expiação das faltas que os distanciam da felicidade suprema é para eles uma ocupação agradável. São, às vezes, designados pelos nomes de anjos, arcanjos ou serafins.

 Os homens podem comunicar-se com eles, mas bem presunçoso seria o que pretendesse tê-los constantemente às suas ordens.

São os Espíritos que não aderiram a queda e ficaram no sistema absoluto do amor de Deus, e os que caíram, mas já conseguiram retornar ao ponto inicial da criação

1ª ESPÍRITOS PUROS - LIVRES DA INFLUÊNCIA DA MATERIA

2ª BONS - NATURESA ESPIRITUAL COM PREDOMINÂNCIA DO ESPÍRITO SOBRE A MATERIA

3ª IMPERFEITOS

1ª clase ESPÍRITOS PUROS (UNICA)                      

2ª classe SUPERIORES

3ª classe PRUDENTES

4ª classe SÁBIOS

5ª clase BENEVOLENTES                                                                                                                 

6ª clase BATEDORES

7ª clase NEUTROS

8ª classe PSEUDO SÁBIOS

9ª classe LEVIANOS

10ª classe IMPUROS

Questão 607, Livro II, Capítulo XI

Podemos observar que esta classificação tem muito a ver com os Espíritos encarnados (nós), sem muita diferença.

P: Foi dito que a alma do homem, em sua origem, está no estado de infância na vida corporal, que sua inteligência apenas desabrocha e ensaia para a vida. Onde o espírito cumpre a primeira fase?

R: Numa série de existências que precedem o período que chamamos de humanidade

Assim sendo está claro que fomos criados a imagem e semelhança de Deus, para depois ocorrer a “queda”

“TODOS OS ESPÍRITOS FORAM CIADOS A IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS, DE SUA ESSÊNCIA DIVINA, MAS QUERENDO SEREM IGUAIS A DEUS, HOUVE A REBELDIA E A SAIDA DO SISTEMA ABSOLUTO PERFEITO, CONTRAÇÃO, COMEÇANDO PELA MISERICÓRDIA DIVINA O CAMINHO DE RETORNO, COMO PRINCIPIO SIMPLES E IGNORANTE”

(...) o principio inteligente se elabora, se individualiza, pouco a pouco e ensaia para a vida(...) sofre uma transformação e se torna Espírito. É então que começa para ele o período de humanidade(...) a consciência de seu futuro, a distinção do bem e do mal e a responsabilidade de seus atos(...)

A Gênese item 30 Capítulo I (tradução Guillon)

(...)sabe que todas as almas, tendo um mesmo ponto de origem, são criadas iguais, com idêntica aptidão para progredir, em virtude do seu livre-arbítrio; que todas são da mesma essência e que não há entre elas diferença, senão quanto ao progresso realizado;(...)

A Gênese item 30 Capítulo I (tradução Boleto)

(...)sabe que a alma progride incessantemente, através de uma série de existências sucessivas, até atingir o grau de perfeição que a aproxima de Deus. Sabe que todas as almas, tendo um mesmo ponto de origem, são criadas iguais, com a mesma aptidão para progredir, em virtude do seu livre-arbítrio; que todas são da mesma essência e que não há diferença entre elas, senão quanto ao progresso realizado(...)

Está claro que fomos criados a imagem e semelhança de Deus, para depois ocorrer a “queda”

A Gênese item 30 Capítulo I (tradução Kepler)

Sabe que todas as almas, tendo um mesmo ponto de partida, são criadas iguais, com a mesma capacidade de progredir, em virtude de seu livre-arbítrio, que todas são da mesma essência e que há entre elas apenas a diferença do progresso cumprido;

Está claro que fomos criados a imagem e semelhança de Deus, para depois ocorrer a “queda”

A Gênese item 30 Capítulo I (tradução Salvador Gentile)

Sabe que todas as almas, tendo um mesmo ponto de partida, são criadas iguais, com uma mesma aptidão para progredir, em virtude do seu livre arbítrio; e que há entre elas apenas a diferença do progresso realizado; que toda tem a mesma destinação e atingirão o mesmo objetivo;(...)

Está claro que fomos criados a imagem e semelhança de Deus, para depois ocorrer a “queda”

Alma e períspirito constituem um todo indissolúvel. Conforme esclarece KARDEC, alma e perispírito "constituem o ser chamado Espírito?'

"A alma é, pois, um ser simples; o Espírito um ser duplo e o homem um ser triplo.

("O Que é o Espiritismo"-Allan Kardec)

"Seria mais exato reservar a palavra alma para designar o princípio inteligente (aquilo que é a criação divina na sua essência que se contraiu pela negação de ficar no amor divino e caiu a nível da matéria tornando-se simples e ignorante) e o termo Espírito para o ser semi material formado desse princípio e do corpo fluídico; mas, como não se pode conceber o princípio inteligente isolado da matéria, nem o perispírito sem ser animado pelo princípio inteligente, as palavras alma e Espírito são, no uso, indiferentemente empregadas uma pela outra (...); filosoficamente, porém, é essencial fazer-se a diferença."

FONTE:

Livro dos Espíritos