terça-feira, 20 de julho de 2021

AVE MARIA

 

AVE MARIA

A sua primeira parte é tirada do Evangelho de São Lucas: consiste na saudação do Anjo Gabriel a Maria“Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” (Lc 1,28b), e na segunda a saudação de Isabel: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre!" (Lc 1,42b).

Como surgiu a oração da Ave-Maria?

Vale a pena lembrar o sermão no qual S. Bernardino de Senna (+ 1444), ao comentar a Ave-Maria, disse que, ao final desta se poderia acrescentar “Santa Maria, rogai por nós pecadores”. A súplica a Maria, começa com o adjetivo santa, porque Maria é a primeira entre todos os santos venerados pela Igreja, pois somente Ela é “cheia de graça”.

A fórmula atual da Ave Maria, que se difundiu lentamente, foi divulgada no breviário publicado em 1568, por ordem do papa Pio V.

A partir do século XVI, veio o final da oração com as palavras “agora e na hora de nossa morte”.


O papa São Pio V colocou no Breviário a Ave Maria assim rezada.
Ave maria cheia de graças

O Senhor é convosco

Bendito é o fruto

do vosso ventre, Jesus

Muito agrada à Santíssima Virgem

a saudação angélica,

pois através dela renovamos a alegria que sentiu,

quando São Gabriel lhe anunciou que fora escolhida

para mãe de Deus.

Nessa intenção devemos saudá-la muitas vezes com a Ave  Maria.
A Santíssima Virgem disse a Santa Matilde que “não lhe podemos dirigir saudação mais agradável do que com a Ave Maria”.

A Santa Gertrudes, prometeu a Mãe de Deus que lhe daria tantos auxílios na hora da morte quantas Ave Marias lhe houvesse recitado em vida.

Promessas grosseiras que caracterizam o selo e o carimbo do poder temporal.

Jesus jamais poderia ser Deus, pois se Deus é todo poderoso e único

 

Enfim a igreja se perdeu nos seus dogmas dando um nó em pingo d’água e não há como consertar esse erro grosseiro sem se desmentir caindo cada vez mais na sua loucura da infalibilidade papal onde os fiéis devem aceitar o que dizem, sem questionamentos.

 

 

 

 

 

 

Desde o século III tanto a segunda parte da prece (Santa Maria), como a súplica, já eram empregadas na antiga “LADAINHA DE TODOS OS SANTOS”, que é um melhoramento da Oração dos Fieis, onde constavam os nomes dos santos mártires, cujas memórias eram celebradas durante a Missa.

E com o passar dos anos a lista foi ampliada e passou a ser chamada Ladainha ou Litania de

Todos os Santos.

Em 446 d.C. Theodoro Ancyrani acrescentou o nome “MARIA” às palavras de saudação do Arcanjo Gabriel, “enviado“ por Deus a fim de anunciar a divina maternidade da Maria:

“AVE, CHEIA DE GRAÇA, O SENHOR É CONTIGO” (LC 1, 28).

E se forjou a prece mariana por antonomásia, (Antonomásia é a substituição de um nome por uma expressão que lembre uma qualidade),
Por volta do século VI à SAUDAÇÃO DO ANJO (melhorada por Theodoro Ancyrani), foi unida com à SAUDAÇÃO DA ISABEL, (a prima da Maria), que, proclamou:
BENDITA ÉS TU ENTRE AS MULHERES E BENDITO É O FRUTO DE TEU

VENTRE” (Lc 1, 42).

Pois a SAUDAÇÃO de ISABEL já era parte das liturgias orientais em uso tonto as Igrejas de Jerusalém, como na Igreja Copta, e na Igreja de Constantinopla.

Mas através do São Gregório Magno foi acrescentado às palavras do anjo, que é a primeira parte das saudações e da ORAÇAO AVE MARIA.

No século XIII, em determinado código da Biblioteca Nacional Florentina, que já pertencera aos Servos de Maria do Convento da Beata, a Maria Virgem é Saudada pelo Anjo, com as palavras:
“Ave dulcíssima e imaculada Virgem Maria, cheia de Graça, o Senhor é contigo, bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre, Jesus.

Santa Maria, Mãe de Deus, mãe da graça e da misericórdia, rogai por nós agora e na hora da morte. Amém”.

Nesta formulação, faltam somente dois vocábulos:

[Nós] pecadores e nossa [morte].

No poema acróstico de 1498, do Venerável Gasparini Borro, já se ler a Ave Maria como é rezada hoje.

Em torno de 1560 o Papa São Pio V promulgou o novo Breviário Romano, no qual figura a fórmula do referido Venerável Gasparini Borro, sendo estabelecida solenemente sua recitação no início do Ofício Divino, após a recitação do Pai Nosso e prescrita para todos os sacerdotes.
 
Em 8/12/1854 o papa Pio IX promulgou o dogma da imaculada conceição.
 

 

Para essa oração chegar ao conhecimento público da forma como é rezada hoje levou mais de 1500 anos. O Brasil ainda nem tinha sido descoberto.

A primeira parte é uma saudação e a segunda parte é uma suplica.

 O primeiro parágrafo tem uma origem, mas o segundo parágrafo não há um consenso e foi se formando aos poucos.

A primeira frase é Ave cheia de Graça, o /Senhor é contigo, foi a saudação que o Anjo (e não arcanjo) Gabriel anunciou que maria ficaria gravida do filho de Deus, saudação que está no evangelho de Lucas 1:28

: Alegra-te cheia de graça, o Senhor está contigo

Logo adiante em Lucas 1:42

Bendita és tu entre as mulheres e bendito o fruto de teu ventre

A junção desses dois versículos, foi acontecendo com o tempo em meditações espontâneas e logo ele foi incorporado à liturgia da missa.

La pelo século IV,V, há registro dessa oração nesse formato com os dois versículos conjugados, nas igrejas de São Tiago, São Marcos e de São João Crisóstomo; depois o tempo foi passando e várias referências dizendo Santa Maria mãe de Deus e Santa maria rogai por nós, oram surgindo espontaneamente de diversas fontes na Europa, não se sabendo aonde, mas se popularizou essa frase, essa invocação Santa Maria rogai por nós, mas encontra-se um registro de um poema de Gasparini Borro em ‘1498 aonde a Ave Maria está exatamente como a conhecemos hoje

“Jesus” e “Maria” as palavras, foram acrescentadas posteriormente à oração em períodos diferentes; ou seja, ela era Alegra-te (com o tempo transformada em Salve) cheia de graça e passou a ser Ave Maria cheia de graça (“já o homem modificando aa saudação angelical); e a oração concluía assim, bendito é o fruto do vosso ventre; depois foi acrescentada uma vírgula e a palavra Jesus Cristo (como se não se soubesse quem era o habitante do ventre de Maria e posteriormente permaneceu apenas Jesus.

Oficialmente a ave maria no formato que nós a conhecemos, foi oficializada pelo papa Pio V em seu breviário publicado em 1578.

O breviário é o livro que contém a liturgia das horas que os religiosos devem rezar diariamente (em determinados horários do dia).

Agora uma reflexão para aqueles que contestam a ave maria. Não há o que se discutir sobre a primeira parte da oração, pois a primeira é bem clara. O anjo Gabriel foi enviado a maria e a saudou como alegra-te (trocado por Ave) cheia de graça o Senhor é contigo – a palavra ave era uma saudação usada para saudar os imperadores, não uma pobre serva como maria e o anjo sendo um ser superior enviado por Deus, mensageiros de Deus, a saudou com “alegra-te” mas o homem achou por bem trocar para Ave; então podemos concluir que as palavras do anjo são as palavras do próprio Deus.

A segunda parte, bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre, foram palavras de Isabel sua prima “repleta do Espirito Santo” como disse Lucas em 1:41, ou seja, também inspiração divina.

Já o início do segundo parágrafo Santa maria mãe de Deus, rogai por nós pecadores, logo nos primeiros séculos entre o segundo e o terceiro, consta a oração mariana mais antiga “Sub tuum praesidium” (À vossa proteção),”, encontrado no Egito em  1927, um fragmento de papiro que remonta ao século III; qualquer semelhança entre essa oração e a segunda parte da ave maria , não será uma mera coincidência; “a vossa proteção recorremos, santa mãe de Deus; n]ao desprezeis as nossas suplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó virgem gloriosa e bendita, amém! Uma oração que começa com a anunciação, no acreditar dos católicos, de Deus vindo como homem, apesar de Jesus inúmeras vezes dizer que é filho de Deus., uma oração de louvor e suplica a virgem Maria, mas tão cristocentrica quanto qualquer outra oração. Jesus é o centro da ave maria - apesar da crença grosseira de que seja Deus encarnado-, seja no sentido místico ou literal da palavra. A Palavra jesus aparece bem no meio da oração da ave maria.

Não é uma oração onde Maria é o centro, pelo contrário é a oração a maria que nos remete a Jesus; ave maria cheia de graça. O Senhor (“Deus”) é convosco

AVE MARIA

A sua primeira parte é tirada do Evangelho de São Lucas: consiste na saudação do Anjo Gabriel a Maria“Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” (Lc 1,28), e na saudação de Isabel: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre!" (Lc 1,42b).

Foi somente no século XV que se acrescentou a segunda parte da Ave Maria“Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte. Amém. ” E foi nesta época também que se acrescentou o nome “Jesus” no final da primeira parte.

Esta segunda parte é de origem popular-eclesial e também foi surgindo aos poucos.

Vale a pena lembrar o sermão no qual S. Bernardino de Senna (+ 1444), ao comentar a Ave-Maria, disse que, ao final desta se poderia acrescentar “Santa Maria, rogai por nós pecadores”. A súplica a Maria, começa com o adjetivo santa, porque Maria é a primeira entre todos os santos venerados pela Igreja, pois somente Ela é “cheia de graça”.

 

ORAÇÃ DE MARIA POR CHICO XAVIER

Ave Maria! Senhora

Do amor que ampara e redime,

Ai do mundo se não fora

A vossa missão sublime!

Cheia de graça e bondade,

É por vós que conhecemos

A eterna revelação

Da vida em seus dons supremos.

O Senhor sempre é convosco,

Mensageira da ternura,

Providência dos que choram

Nas sombras da desventura.

Bendita sois vós, Rainha!

Estrela da Humanidade,

Rosa mística da fé,

Lírio puro da humildade!

Entre as mulheres sois vós

A Mãe das mães desvalidas,

Nossa porta de esperança,

E Anjo de nossas vidas!

Bendito o fruto imortal

Da vossa missão de luz,

Desde a paz da Manjedoura,

Às dores, além da Cruz.

Assim seja para sempre,

Oh! Divina Soberana,

Refúgio dos que padecem

Nas dores da luta humana.

Ave Maria! Senhora

Do amor que ampara e redime,

ai do mundo se não fora,

A vossa missão sublime!

Ave Maria

“Versão Ortodoxa”

segunda parte da Ave Maria (Santa maria mãe de Deus…) pode ser rastreada até o século XV, quando finalmente a igreja criou seus dogmas inclusive o de Jesus ser igual a Deus tirando da divindade seus atributos.

“Toribus”, foi encontrado nos escritos de São Bernardo de Siena (1380-1444). A Ave Maria, como nós a conhecemos hoje, é creditada a São Pedro Canísio.

Versão Católico Romana pós-Tridentina

Ave, Maria, cheia de graça,

O Senhor é convosco.

Bendita sois vós entre as mulheres,

e Bendito é o Fruto do vosso ventre, Jesus!

Donde me vem que a mãe do meu Senhor, me visite

Todas as religiões cristãs reverenciam, com extremo carinho e profunda gratidão, a figura ímpar de Maria de Nazaré, a sublime mãe de Jesus.
No Espiritismo doutrina que se assenta em bases científicas, filosóficas e religiosas, sendo que, nesta última , como Cristianismo redivivo, caracteriza o Consolador prometido por Jesus – também aprendem a reconhecer em Maria uma Entidade evoluidíssima , que já havia conquistado, há 2000 anos, elevados virtudes , tornando-se apta a desempenhar na crosta terrestre tão elevada missão , recebendo em seus braços o Emissário de Deus que se fez menino para se transformar “no modelo da perfeição moral que a Humanidade pode pretender sobre a Terra”.

Além do que se conhece nas antigas tradições religiosas, especialmente no Novo Testamento, encontramos na literatura espírita outros importantes dados biográficos da Maria, que vieram até nós por via mediúnica, naturalmente extraídos de arquivos fidedignos do Mundo Espiritual, revelando-nos que ela continua até hoje zelando com muito carinho pela Humanidade terrestre, encarnada e desencarnada.

PREPARATIVO E INÍCIO DA MISSÃO

Conta-nos Emmanuel que, precedendo a vinda de Jesus, entidades angélicas se movimentaram, tomando vastas e importantes providencias no Plano Espiritual.

‘Escolhem-se os instrutores os precursores imediatos, os auxiliares divinos. Uma atividade única registra-se, então, nas esferas mais próximas do planeta...

Com a chegada do Mestre “a manjedoura assinalava o ponto inicial da lição salvadora de Cristo, como a dizer que a humildade representa a chave de todas as virtudes. Inutilmente os escritores materialistas de todos os tempos vulgarizaram o grande acontecimento, ironizando os altos fenômenos mediúnicos que o precederam. As figuras de Simão, Ana, Isabel, João Batista, José, bem como a personalidade sublimada de Maria, têm sido muitas vezes objeto de observação injustas e maliciosas, mas a realidade é que somente com o concurso daqueles mensageiros da Boa Nova, portadores da contribuição de fervor, crença e vida, poderia Jesus lançar na Terra os fundamentos da verdade inabalável.

PRIMEIROS TEMPOS  -  DRAMA DO CALVÁRIO -  MUDANÇAS PARA ÉFESO
O Espírito de Humberto de Campos narra, num de seus livros, a importante visita que Isabel e seu filho João Batista fizeram ao lar de Jesus, em Nazaré, propiciando oportuno encontro entre as duas crianças que revolucionariam o Mundo.

O diálogo entre as duas primas é muito significativo, revelando-se perfeitamente preparadas para a sublime tarefa:

“- o que me espanta – dizia Isabel com caricioso sorriso – é o temperamento de João , dado às mais fundas meditações, apesar da sua pouca idade.
(..) – Essas crianças, a meu ver – respondeu-lhe Maria, intensificando o brilho suave de seus olhos – trazem para a humanidade a luz divina de um caminho novo. Meu filho também é assim, envolvendo-me o coração numa atmosfera de incessantes cuidados. Por vezes, vou encontrá-lo a sós, junto das águas, e, de outras, em conversação profundas com os viajantes que demandam a Samaria ou as aldeias mais distantes, nas adjacências do lago. Quase sempre, surpreendo-lhe a palavra caridosa que dirige às lavadeiras, aos transeuntes, aos mendigos sofredores. Fala de sua comunhão com Deus com uma eloquência que nunca encontrei nas observações dos nossos doutores e, constantemente, ando a cismar, em relação ao seu destino.”
Nesse mesmo livro, Humberto de Campos dedica o derradeiro capítulo a Maria, descrevendo a suas impressões intimas diante do filho crucificado A sua curta estadia em Batanéa, sua mudança, com João Evangelista, para Éfeso, onde “estabeleceriam um pouso e refúgio aos desamparados, ensinariam as verdades do Evangelho a todos os espíritos de boa vontade e, como mãe e filho(Maria e João), iniciaria uma nova era de amor, na comunidade universal”

De fato, “a casa de João, ao cabo de algumas semanas, se transformou num ponto de assembleias adoráveis (…) Maria externava as suas lembranças. Falava dele com maternal enternecimento, enquanto o apóstolo comentava as verdades evangélicas, apreciando os ensinos recebidos. E não foi só. Decorridos alguns meses, grandes fileiras de necessitados acorriam ao sítio singelo e generoso (…) sua choupana era, então, conhecida pelo nome de Casa da Santíssima (..) eram velhos trôpegos e desenganados do mundo, que lhe vinham ouvir as palavras confortadoras e afetuosas, enfermos que invocavam a sua proteção, mães infortunadas que pediam a benção de seu carinho, especiais para suicidas; ”



LUCAS RECEBE INFORMAÇÕES DE MARIA PARA FUNDAMENTAR O SEU EVANGELHO
Segundo narrativa de Emmanuel , o Apostolo Paulo, ao visitar Éfeso, atendendo insistentes chamados de João, para promover a fundação definitiva da igreja cristã naquela cidade, visitou a Mãe de Jesus na sua casinha singela, que dava para o mar . Impressionou-se fortemente com a humildade daquela criatura simples e amorosa, que mais se assemelhava a um anjo vestido de mulher. Paulo de Tarso interessou-se pelas suas narrativas cariciosas, a respeito da noite do nascimento do Mestre, gravou no íntimo suas divinas impressões e prometeu voltar na primeira oportunidade, a fim de recolher os dados indispensáveis ao Evangelho que pretendia escrever para os cristãos do futuro.

Numa próxima viagem, a caminho da Palestina pela última vez, Paulo de Tarso também passou, rapidamente, por Éfeso e “a própria Maria, avançada em anos, acorrera de longe em companhia de João e outros discípulos, para levar uma palavra de amor ao paladino intimorato do Evangelho de seu Filho”

E mais tarde, quando o Apóstolo dos gentios esteve preso, por dois anos, em Cesaréia, aproveitou esse período para manter relações constantes com as suas igrejas. “A esse tempo, o ex-doutor de Jerusalém chamou a atenção de Lucas para o seu velho projeto de escrever uma biografia de Jesus, valendo-se das informações de Maria, lamentou não poder ir a Éfeso, incumbindo-o desse trabalho, que reputava de capital importância para os adeptos do Cristianismo. O médico amigo satisfez-lhe integralmente o desejo, legando à posteridade o precioso relato da vida do mestre, rico de luzes e esperanças divinas.

RETRATO DE MARIA

Ainda no século XX um novo quadro de Maria, a Mãe de Jesus, foi divulgado num programa da TV Record, de São Paulo, com a presença de Francisco Cândido Xavier.
Contou, Chico Xavier, no final da reunião pública do Grupo Espírita da Prece, em Uberaba, na noite de 1º de dezembro de 1984, que com vistas às homenagem do Dia das Mães de 1984, o Espírito de Emmanuel ditou, por ele, um retrato falado de Maria de Nazaré ao fotógrafo Vicente Avela, de São Paulo. Esse trabalho artístico foi sendo realizado aos poucos, desde meados de 1983, com retoques sucessivos realizados pela grande habilidade de Vicente, em mais de vinte contatos com o médium mineiro, na Capital paulista.
Em rápida entrevista, Chico frisou que a fisionomia de Maria assim retratada, revela tal qual Ela é conhecida quando de Suas visitas às esferas espirituais mais próximas e perturbadas da crosta terrestre; como por exemplo, disse ele, na Legião dos Servos de Maria, grande instituição de amparo aos suicidas descrita detalhadamente no livro Memórias
de um Suicida, recebido mediunicamente por Yvonne A. Pereira.

E, ao final do diálogo fraterno, atendendo pedido, Chico forneceu o endereço do fotógrafo-artista para ser registrado mais algum detalhe do trabalho realizado.

A DESENCARNAÇÃO E SEU DESENCARNE (MORTE)

Elevada nas suas meditações, Maria viu aproximar-se o vulto de um pedinte.  Minha mãe – exclamou o recém chegado, como tantos outros que recorriam ao seu carinho – venho fazer-te companhia e receber a tua benção.
Maternalmente, ela o convidou a entrar, impressionada com aquela voz que lhe inspirava profunda simpatia . O peregrino lhe falou do céu,
confortando-a delicadamente . Comentou as bem-aventuranças divinas que aguardam a todos os devotados e sinceros filhos de Deus, dando a entender que lhe compreendia as mais ternas saudades do coração.

Maria sentiu-se empolgada por tocante supressa. Que mendigo seria aquele que lhe acalmava as dores secretas da alma saudosa, com balsamos tão dulçorosos?

Nenhum lhe surgira até então para dar; era sempre para pedir alguma coisa. No entanto, aquele viandante desconhecido lhe derramava no íntimo as mais santas consolações. Onde ouvira noutros tempos aquela voz meiga e caridosa?!

Que emoções eram aquelas que lhe faziam pulsar o coração de tanta caricia? Seus olhos se umedeceram de ventura, sem que conseguisse explicar a razão de sua terna emotividade.

Foi quando o hospede anônimo lhe estendeu as mãos generosas e lhe falou com profundo acento de amor:

– Minha mãe, vem aos meus braços…

A alvorada desdobrava o seu formoso leque de luz quando aquela alma eleita se elevou da Terra, onde quantas vezes chorava de júbilo, de saudade e de esperança. Não mais via seu filho bem-amado que certamente a esperaria, com boas-vindas, no seu reino de amor; mas, extensas multidões de entidades angélicas a cercavam cantando hinos de  glorificação.
Experimentando a sensação de se estar afastando do mundo, desejou rever a Galileia com os seus sítios preferidos. Bastou a manifestação de sua vontade para que a conduzissem à região do lago de Genesaré, de maravilhosa beleza. Reviu todos os quadros do apostolado de seu filho e, só agora, observava do alto a paisagem, notava que o Tiberíades, em seus contornos suaves, apresentava a forma de um alaúde. Lembrou-se, então, de que naquele instrumento da Natureza Jesus cantara o mais belo poema de vida e amor, em homenagem a Deus e à humanidade. Aquelas águas mansas, filhas do Jordão maravilhoso e calmo, haviam sido as cordas sonoras do cântico evangélico.

Dulcíssimas alegrias lhe invadiam o coração e já a caravana espiritual se dispunha a partir, quando Maria se lembrou dos discípulos perseguidos pela crueldade do mundo e desejou abraçar os que ficariam no vale das sombras, à espera das caridades definitivas do Reino de Deus. Emitindo esse pensamento, imprimiu novo impulso as multidões espirituais que a seguiam de perto. Em poucos instantes, seu olhar divisava uma cidade soberba e maravilhosa, espalhada sobre colinas enfeitadas de carros puxados por cavalos e monumentos que lhe provocavam assombro. Os mármores mais ricos esplendiam nas magnificentes vias públicas, onde as liteiras patrícias passavam sem cessar, exibindo pedrarias e peles, sustentados por misérrimos escravos.

Mais alguns momentos seu olhar descobria outra multidão guardada a ferros nos escuros calabouços. Penetrou os sombrios cárceres do esquilino, onde centenas de rostos amargurados retratavam padecimentos atrozes. Os condenados sentiram no coração um consolo desconhecido.
Maria se aproximou de um a um, participou de suas angustias e orou com as suas preces, cheias de sofrimento e confiança . Sentiu-se mãe daquela assembleia de torturados pela injustiça do mundo. Espalhou a claridade misericordiosa de seu espírito entre aquelas fisionomias pálidas e triste.
Eram anciães que confiava no Cristo, mulheres que por ele haviam desprezado o conforto do lar , jovens depunham no Evangelho do Reino toda a sua esperança. Maria aliviou-lhes o coração e, antes de partir sinceramente desejou deixar-lhe nos espíritos abatidos uma lembrança perene. Que possuía para lhes dar? Mas Jesus ensinara que com ele todo o jugo é suave e todo o fardo seria leve, parecendo-lhe melhor a escravidão com Deus do que a falsa liberdade nos desvãos do mundo. Recordou que seu filho deixara a força da oração como um poder incontrastável entre os discípulos amados. Então rogou ao Céu que lhe desse a possibilidade de deixar entre os cristãos oprimidos, a força de alegria. Foi quando, aproximando-se de uma jovem encarcerada, de rosto descarnado e macilento, lhe disse ao ouvido.

-Canta, minha filha! Tenhamos bom ânimo! ….

Convertamos as nossas dores da Terra em alegria para o Céu…..
Ä triste prisioneira nunca saberia compreender o porquê da emotividade que lhe fez vibrar subitamente o coração . De olhos extáticos, contemplado o firmamento luminoso, através das grades poderosas, ignorando a razão de sua alegria, cantou um hino de profundo e enternecido amor a Jesus em que traduzia sua gratidão pelas dores que lhe eram enviadas, transformando todas as suas amarguras em consoladoras rimas de júbilo e esperança. Daí a instantes, seu canto melodioso era acompanhado pelas centenas de vozes dos que choravam no cárcere, aguardando o glorioso testemunho.
Logo a caravana majestosa conduziu ao Reino do Mestre a bendita entre as mulheres, desde este dia, nos tormentos mais duros, os discípulos de Jesus têm cantado na terra, exprimindo o seu bom ânimo e a sua alegria, guardando a suave lembrança de nossa Mãe Santíssima…
Por essa razão , irmãos meus, quando ouvirdes o cânticos nos templos das diversas famílias religiosas do Cristianismo, não vos esqueçais de fazer no coração um brando silencio, para que a rosa Mística de Nazaré espalhe ai o seu perfume!

FONTES:

“Recanto das Letras”

Laudenir  Ramos

Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos

Xavier, Francisco Candido, Espírito Emmanuel – A caminho da Luz

Xavier, F.C. Esp. Humberto de Campos – Boa Nova cap. 30

Emmanuel -Paulo e Estevão

Pereira, Ivone Amaral – Memórias de um Suicida

 Wikipédia (apenas para apoio)

Chico Xavier.com

Richard Simonetti

Bíblia de Jerusalém

O povo-sincronicidade

 

PARÁBOLA DO GRANDE BANQUETE.

 

PARÁBOLA DO GRANDE BANQUETE.

Os convidados ao banquete

(Lc 14, 15-22)

 Ouvindo isto um dos comensais lhe disse: “Feliz aquele que tomar a refeição no Reino de Deus! ”

Mas Ele respondeu: “Um homem dava um grande jantar e convidou a muitos. A hora do jantar enviou seu servo para dizer aos convidados. Chegada a hora do banquete, enviou seu servo a dizer aos convidados: Vinde já está tudo pronto! Mas, todos, unanimes começaram a se desculpar. O primeiro disse-lhe? Comprei um terreno e preciso vê-lo; peço-te que me des por escusado. Outro disse: comprei cinco juntas de bois e vou experimenta-las; rogo-te que me des por escusado, e outro disse: casei-me, e por essa razão não posso ir.

Voltando o servo relatou tudo ao seu senhor. Indignado o dono da casa, disse ao seu servo: vai depressa pelas praças e ruas da cidade e introduz aqui os pobres, os estropiados, os cegos e os coxos. Disse-lhe o servo: senhor, o que mandastes já foi feito, e ainda há lugar. O senhor disse então ao servo: vai pelos caminhos e trilhas e obriga as pessoas a entrarem para que a minha casa fique repleta. Pois eu vos digo que nenhum daqueles que haviam sido convidados provará o meu jantar

 

A futilidade das desculpas dos profanos em face das coisas divinas. A parábola dos Convidados ao Banquete forma a segunda parte da parábola da “Festa Nupcial” que um pai fez a seu filho.

O divino Esposo, o Cristo Cósmico, realizou as suas núpcias místicas com a

natureza humana de Jesus de Nazaré. Na pessoa de Jesus encontrou o Cristo uma esposa inteiramente fiel, de maneira que nele a humanidade individual está perfeitamente remida. Mas em outras pessoas da natureza humana não encontrou o Cristo a mesma fidelidade. As escusas e pretextos que os convidados às núpcias crísticas alegam mostram os motivos por que estes convidados ao banquete espiritual não atenderam ao convite: estas pessoas humanas têm outros amores e outros amantes; não têm fidelidade ao Cristo Esposo.

As escusas ou pretextos desses infiéis continuam a ser os mesmos através dos séculos e milênios: propriedade material, prazeres sensuais e divertimentos sociais – esse panteão dos ídolos humanos impede a aceitação do convite ao banquete nupcial do Cristo.

A parábola do banquete régio e dos seus convidados focaliza magistralmente a mentalidade de todos os profanos de todos os tempos e países, mostrando escusas e os pretextos fúteis com que os mundanos se recusam a aceitar o convite para entrarem no Reino de Deus aqui na terra.

O primeiro convidado pede que seja escusado de comparecer ao banquete

porque comprou uma quinta e precisa ir vê-la.

Não será uma escusa mentirosa? Ninguém compra um sítio às cegas, sem o ter visto antes de o comprar.

O segundo pede seja escusado porque comprou cinco juntas de bois e vai

Experimentá-los.

Também esta escusa é mentirosa; ninguém compra cinco juntas de bois sem os experimentar antes de os comprar.

O terceiro nem sequer pede escusas, mas responde bruscamente que não pode comparecer porque se casou.

Este, pelo menos, não mentiu; não julga necessário pedir escusas por não aceitar o convite; casou-se, tem baile em casa, vai viajar em lua-de-mel – e como poderia ainda interessar-se por coisas espirituais?

Negócios agropecuários, prazeres carnais e divertimentos sociais – estas três coisas enchem de ídolos o panteão dos profanos, que não podem interessar-se por um ideal superior. Falta-lhes o sabor pelas realidades espirituais do Eu divino; as facticidades e futilidades do ego humano enchem toda a vida deles.

Em face dessa negação da parte dos ricos e gozadores, são convidados os

pobres e sofredores de toda espécie – e estes aceitam de boa vontade o convite e comparecem ao banquete do Reino de Deus.

É experiência milenar que o homem satisfeito consigo mesmo não pode

compreender as coisas espirituais; sofre do mal profundo de uma infeliz

satisfação consigo mesmo. Para ter fome e sede do mundo superior, deve ele entrar na zona de uma feliz insatisfação consigo mesmo; deve sentir uma inquietude metafísica; deve sangrar duma dolorosa ego-vacuidade e suspirar por uma cosmo-plenitude.

Só depois daquela infeliz satisfação e após esta feliz insatisfação pode o homem entrar, finalmente, na nova e desconhecida dimensão de uma feliz satisfação.

Somente a ego-vacuidade preludia a cosmo-plenitude. O Reino de Deus não é para os ego-plenos, mas somente para os ego-vácuos; só estes serão plenificados pela Teo-plenitude.

“Bem-aventurados os que têm fome e sede da verdade, porque eles serão

saciados.”

“Bem-aventurados os pobres pelo espírito, porque deles é o Reino dos Céus. ”

“Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados. ”

* * *

“Conduze aqui os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos”.

Aos olhos dos profanos, os homens espirituais são cegos, coxos, aleijados,

pobres, o rebotalho da sociedade. Quem não corre atrás de bens materiais,

prazeres carnais e divertimentos sociais é considerado um tolo, digno de

compaixão. E foram precisamente estes que aceitaram de boa vontade o convite ao banquete régio.

No seu livro Tao Te Ching, diz o grande pensador chinês Lao-Tse, retratando a mentalidade dos profanos do seu tempo, e de todos os tempos:

“Quem é iluminado por dentro, parece escuro aos olhos do mundo.

Quem progride interiormente, parece ser um retrógrado.

Quem é auto realizado, parece um homem imprestável.

Quem segue a luz interna, parece uma negação para o mundo.

Quem se conserva puro, parece um bobo e simplório.

Quem é paciente e tolerante, parece um sujeito sem caráter.

Quem vive de acordo com o seu Eu espiritual, passa por um homem enigmático”.

FONTE:

Huberto Rodhen

Bíblia de Jerusalém

POR QUE MOISÉS DEMOROU 40 ANOS PARA ATRAVESSAR O SINAI, QUE SÓ TEM 200 KM DE LARGURA?

 

POR QUE MOISÉS DEMOROU 40 ANOS PARA ATRAVESSAR O SINAI, QUE SÓ TEM 200 KM DE LARGURA?

 

Moisés demorou 40 anos para atravessar o deserto do Sinai com os israelitas, que fugiam da escravidão no Egito. Ele morreu pouco antes de entrar no seu destino, a Terra Prometida. Quem entrou na terra prometida com o povo foi Josué.

 Depois da morte de Moisés, servo de IAHWEH, IAHWEH falou a Josué filho de Num, auxiliar de Moisés e lhe disse:

"Moisés, meu Servo, morreu; agora levanta-te Atravessa este Jordão, tu e todo este povo, para a terra que dou aos Israelitas. Todo lugar que a planta dos vossos pés pisar eu vo-lo dou, como disse a Moisés. Desde o deserto e o Líbano até o grande rio, o Eufrates, toda a terra dos eteus, e até o grande mar, no poente do sol, será o vosso território (segundo o livro de Josué, diferentemente do livro dos Juízes, a conquista deve ser obra de todo o povo, e não o resultado dos esforços isolados das tribos).

 Ninguém te poderá resistir durante a tua vida; assim como estive com Moisés, estarei contigo, jamais te abandonarei, nem te desampararei.

Sê firme e corajoso, porque farás este povo herdar a terra que a seus pais jurei dar-lhes. Tão somente sê de fato firme e corajoso, para teres o cuidado de agir segundo toda a lei que te ordenou Moises, meu servo. Não te apartes dela, nem para a direita, nem ´para a esquerda, para que triunfes em todas as tuas realizações (Josué 1:1,7)

Nota: Acreditamos que aí está a base da eterna guerra entre a diminuta e reduzida faixa de gaza imposta por Israel sob a proteção dos USA.

Acontece que o Sinai ocupa uma península de apenas 200 quilômetros de largura. A estrada que liga o norte do Egito à Palestina pode ser percorrida em duas horas de carro. Dá para ir e voltar no mesmo dia. Por que então a epopeia de Moisés se estendeu por tanto tempo?

A explicação contida na Bíblia e na Torá judaica é a de que os israelitas tiveram de vagar esse tempo todo como punição. Deus ficou bravo porque alguns murmuravam contra ele e decidiu que todos ali, com raras exceções, deveriam morrer antes de entrar na Terra Prometida. Só seus filhos poderiam fazê-lo. O que complica a história são os absurdos que nascem daí.

O texto sagrado fala que 600 000 homens cruzaram o Mar Vermelho para o Sinai. Incluindo mulheres, crianças e idosos, eles poderiam passar de 3 milhões – o equivalente a toda a população do Egito na época. Porém, por mais que arqueólogos tenham escavado o Sinai, até agora não se depararam com um único vestígio de Moisés e de seus seguidores. Nenhuma sepultura, objeto ou inscrição em uma pedra foi achado.

Como todo esse povo teria se alimentado? Segundo a Bíblia, foi com maná, um pão que descia do céu com o orvalho e tinha sabor de bolo de mel. Nenhuma explicação razoável foi dada até hoje sobre o que seria isso.

Com tantas dúvidas e contradições, é natural suspeitar que a narrativa  fala de algo que não aconteceu. O texto, por exemplo, sequer dá a localização do Monte Sinai, onde Moisés teria recebido os dez mandamentos de Deus. “Como o ponto do Monte Sinai pode ter se apagado da memória a ponto de ninguém hoje estar certo de sua localização, mesmo sendo o mais importante local para a história religiosa de Israel? Por que o Monte Sinai não tem sido um lugar regular de peregrinação e um centro de culto ao longo da história antiga de Israel?, pergunta o arqueólogo egípcio James Hoffmeier no livro Ancient Israel in Sinai (Oxford University Press). Até nome da montanha aparece de duas formas: Horeb e Sinai.

Também não há nos documentos egípcios qualquer referência sobre o êxodo dos judeus que teria acontecido “aos olhos de todos”. Por fim, em lugar algum da Bíblia se diz qual seria o nome do faraó ou do rei do Egito que perseguiu o grupo no início da empreitada. Na novela Os Dez Mandamentos, da TV Record, ele foi batizado de Ramsés.

Então fica combinado assim. Para os que acreditam que a Bíblia ou a Torá contêm a verdade e se bastam, a história de Moisés é plenamente aceitável. Para os que acham que é preciso algo mais, a travessia ainda carece de alguma comprovação para ganhar veracidade.

FONTE:

Veja

ABORTO AGRAVA PROBLEMA MENTAL

 

ABORTO AGRAVA PROBLEMA MENTAL

Em Nos Domínios da Mediunidade um outro estudo de vampirismo. Uma jovem senhora, acompanhada do marido, fora admitida na sessão espírita de intercâmbio, para tratamento. A um dado momento, o espírito obsessor, que trazia a cabeça ferida e uma 68 A Obsessão e suas Máscaras úlcera extensa na garganta, aproximou-se e a senhora começou a gritar, caindo em profunda hipnose. Em seguida, a entidade passou a falar da filha desnaturada e criminosa e da vingança que preparava, fazendo justiça com as próprias mãos. Áulus fez um breve histórico, dizendo que a senhora era um enigma para a medicina. Doente, desde a puberdade, com crises de nervos e distúrbios circulatórios, em vão opinaram clínicos de renome sobre o caso, até que um cirurgião, crendo-a prejudicada por de sarmonias da tireoide, submeteu-a a delicada intervenção, da qual saiu com seus padeci mentos inalterados. Depois disso, casou-se, engravidando em seguida. De acordo com os compromissos assumidos antes da reencarnação, deveria receber o obsessor como filho, mas recuou tomada de intenso temor, praticando o aborto. Essa frustração foi a brecha que favoreceu mais ampla influência do adversário invisível dentro do lar. A pobre criatura passou a sofrer multiplicadas crises histéricas, com súbita aversão p elo marido. Principalmente à noite, tem crises de sufocação e de angústia. Usou hipnóticos, foi internada em hospital psiquiátrico, e mais tarde, ao voltar ao lar, procurou o tratamento espírita. Áulus afirmou que as causas do suplício de hoje estão nas sombras do ontem. E resumiu o caso: o esposo de agora foi, no passado, um companheiro nocivo para a senhora obsidiada, induzindo-a a envenenar o pai adotivo, metamorfoseado em verdugo que a perseguia. Motivo do crime: o pai desejava alterar o testamento que a fazia única herdeira de sua fortuna, por não concordar com o noivo escolhido, o mesmo marido de hoje. Envenenado aos poucos, em duas semanas encontrou a morte. Anulado o velhinho e findo o período de luto, a jovem herdeira enriqueceu o mando ao casar-se, contudo, em pouco tempo, vieram as desilusões, porque o esposo depressa se revelou 69 Marlene R. S. Nobre jogador inveterado e libertino confesso, relegando-a a mais -profunda miséria mora l e física. O parricídio passou despercebido na Terra, mas foi registrado nos tribunais divino s e longo trabalho expiatório vem sendo levado a efeito, reunindo o trio de consciências entrelaçadas na provação redentora. Nossa irmã atravessou a infância e a puberdade, experimentando o assédio a distância. E hoje médium em aflitivo processo de reajustamento. E provável que se demore ainda alguns anos na condição de doente necessitada de carinho e amor. Desse modo, por enquanto, é um instrumento, sem qualquer perspectiva de produção imediata, uma vez que necessitava de concurso fraternal.

Fontes:

A Obsessão e suas mascaras

Dra. Marlene Nobre

Obsessão e suas mascaras

Dra. Marlene Nobre

Evolução em Dois Mundos

Missionários da Luz

lnstruções Psicofônicas

Obreiros da Vida Eterna

Libertação

Mundo Maior

A TERRA ESTÁ EM REGENERAÇÃO

 

A TERRA ESTÁ EM REGENERAÇÃO,

E A PARTIR DE 2057 O PLANETA ESTARÁ NO CMINHO DA  PAZ.

 

Estamos vivendo os anos da transição planetária de mundo de provas e expiações para mundo de regeneração.

Os Cristos Planetários do Sistema Solar se reúnem para tomar uma decisão quanto ao futuro da Terra. 2019 foi o último ano da moratória de cinquenta anos concedida por Jesus à humanidade terrena. A partir de Junho desse ano todas injunções cármicas previstas para se abaterem sobre nós, no final do século 20, foram suspensas, a fim de que o nosso mundo tivesse mais uma oportunidade de progresso moral sem grandes catástrofes e intensos sofrimentos relativos à dureza de nossos corações. A espiritualidade sinaliza que o processo da regeneração caminha por linhas mais amenas e seguras, já que a maioria dos homens deseja intensamente evitar uma terceira guerra mundial que precipitaria a Terra em um período de dores terríveis, a qual estávamos as portas. As decisões como o final da limpeza espiritual, acontecimentos que antecedem a fixação da regeneração, interação entre os planetas despertos do Sistema Solar e a Terra, auxílio no processo de recolhimento dos espíritos para deportação, providências necessárias para as transformações nos corpos espirituais e físicos, novos processos de deslocamentos e transportes dentro do universo, diferentes níveis de desenvolvimento já está em andamento.

A humanidade percebeu o que está ocorrendo, mas nunca se importou com o porquê está ocorrendo e isso é bem visível no comportamento da população.

Nosso planeta já está em processo de regeneração. Vão ocorrer mudanças nos aspectos físico e espiritual, no processo de desencarnação e reencarnação, e nosso planeta terá uma nova cara entre 2057 e 2060, após a transição que está acontecendo, como já anunciado pelo médium Francisco Cândido Xavier. Tudo mudará vertiginosamente. As necessidades, as estruturas perispirituais e neuropsíquicas, o trabalho, o tempo, as características sociais e os próprios recursos da natureza material se tornarão bem mais sutis.

A mutação de realidade dos mundos que saem de protótipos materiais para de condições espirituais. É por isso que os homens modernos, nas suas pesquisas junto a outros mundos, não conseguem ver além do que suas condições materiais permitem, sem poder perceber os aspectos transcendentais que marcam as naturezas reais dos outros orbes. Enquanto permanecer com esse comportamento imediatista na maneira de pensar e agir, o homem terreno estará longe de antever a grandeza dos cosmos com os olhos do espírito.

O homem voltará a sua condição essencial, que é espiritual, e não material. O processo de regeneração vai afetar, primeiramente, o raciocínio e a razão, uma vez que o ser humano vai se ligar mais aos sentimentos. Vamos nos sentir como espíritos, mesmo estando encarnados, e nossa identificação torna-se mais espiritual. O planeta vai evoluir e sair da condição de expiação em que a matéria predomina sobre o espírito, e reinam o mal, a ignorância, o egoísmo e a violência, aspectos que denotam o mundo inferior. O planeta passa para a condição de regeneração. 

Em 2057 apenas pessoas com merecimento estarão encarnadas na Terra independente da idade.

Poucos que voltaram para  “casa” nessa Pandemia, deverão reencarnar após 2057.

Entre 2057 e 2060, O mal terá acabado; não haverá mais lugar para espíritos maléficos. Apesar de serem nossos irmãos, eles serão levados para um planeta que vai funcionar como uma escola adequada para eles, assim como a Terra foi adequada para eles algum dia, quando foi classificada como hospital geral, presídio, educandário de dureza dados nos livros exilados de capela, colônia capela e a caminho da luz). O mal está saturado. Desejamos paz.

Essa é a última oportunidade de pertencer ao grupo de espíritos que permanecerão no orbe; conforme disse dr. Haroldo Dutra Dias, é a última peneirada dos exilados de capela.

Com essa Pandemia, já está havendo um processo de seleção. Os espíritos em condições de primitividade não devem mais reencarnar. Os que estão encarnados podem escolher, ainda nessa vida, ficar ou não no planeta, dependendo de suas escolhas. Os espíritos ligados ao mal, à criminalidade, os traficantes e os aliciadores sexuais, políticos, penitenciários, quando desencarnarem, serão retirados e transportados para outros orbes. Nunca mais vão encarnar na Terra. O ano de 2018 foi crucial para a limpeza planetária. Desde 2000 foi determinado pela espiritualidade maior, sob o comando do Cristo, que os espíritos das trevas não encarnariam, com algumas exceções, dependendo das necessidades. A limpeza está ocorrendo nos planos espiritual e físico. 

Esse novo modo de viver tira da morte o caráter deprimente e doloroso e a transforma em portal de libertação do espírito. A dor decorrente das separações pelo desencarne não existirá, pois, além da certeza da imortalidade da alma, a comunicação entre os dois planos será rotineira. Todo o processo é baseado no bem para gerar harmonia, que são as características da expressão de Deus em nossas vidas.

 

FONTE:

Samuel Gomes escritor

Estudo do grupo Sentido da Vida

A CONCEPÇÃO DE MARIA

A CONCEPÇÃO DE MARIA

Maria de Nazaré é certamente uma das figuras mais emblemáticas e importantes da era cristã, não somente por receber a missão de trazer ao mundo Jesus, mas também pela forma com a qual conduziu o Mestre, sempre demonstrando amor, fé e sabedoria, mesmo durante o calvário de seu filho.

Boa parte dos cristãos enxerga Maria como uma santidade, outros, apenas a mulher que trouxe ao mundo o Messias. Em comum, há no mínimo um grande respeito pela personalidade mariana. Através de diversas manifestações de fé e religiosidade pelo mundo, Maria recebeu diferentes nomes, e é lembrada de diversas formas, tornando-a um grande vulto do Cristianismo.

 

A História de Maria

A história da genitora do Mestre de Nazaré, para muitos, é cercada de mistérios desde o período que antecede a seu próprio nascimento no plano físico. Segundo os registros contidos no Protoevangelho de Tiago (Este apócrifo também conhecido como "Livro de Tiago" ou, ainda, "A Natividade de Maria", tem sua autoria e data atualmente tidas como desconhecidas, embora o autor se identifique como Tiago. Muitos estudiosos consideram o seu texto muito remoto, anterior mesmo aos Evangelhos Canônicos ou até à base deles.).

Os Pais da Igreja, Orígenes, Clemente, Pedro de Alexandria, São Justino e São Epifânio citam este evangelho com muita frequência.

 [, Maria era filha de Joaquim, um judeu de posses que vivia na região de Nazaré, o qual sempre oferecia doações aos pobres e oferendas aos templos. Tiago narra que, em certa feita, um sacerdote chamado Ruben proibiu Joaquim de realizar doações, pois o mesmo não havia gerado nenhum rebento em Israel, o que contrariava as leis judaicas. Joaquim, diante das circunstâncias, caiu em profunda tristeza e decidiu jejuar por 40 dias e 40 noites em uma montanha deserta, dizendo a si mesmo: "Não voltarei ao lar nem para comer ou beber, até que o senhor venha visitar-me. As minhas orações me servirão de bebida e comida aqui no deserto". Enquanto isso, em sua casa, Ana chorava a ausência do marido, dividida entre a dúvida da viuvez e a culpa da esterilidade. Até que um dia, em meio a suas súplicas, Ana recebe a visita de um "anjo" que lhe disse: "Ana, Ana, o senhor ouviu as tuas preces. Eis que conceberás e darás a luz a um filho. E o fruto do teu ventre será conhecido em todo mundo". No mesmo dia, Joaquim, ainda sobre a montanha, avista dois mensageiros de Deus que lhe dirigiram a palavra: "Joaquim, o senhor ouviu tuas preces, desce daqui e vai a Ana, tua mulher, porque ela conceberá em seu ventre". Desta forma, Joaquim retornou ao lar e, pouco tempo depois, Ana engravidou e deu à luz a uma menina, a qual recebeu o nome de Maria.

Ao completar 3 anos, Maria é levada por seus pais ao templo judaico e lá permanece sob a tutela dos sacerdotes até os 12 anos, idade em que deveria ser retirada do templo, antes do período de sua menarca (primeira menstruação - é a descamação das paredes internas do útero quando não há fecundação. Essa descamação faz parte do ciclo reprodutivo da mulher e acontece todo mês. O corpo feminino se prepara para a gravidez, e quando esta não ocorre, o endométrio (membrana interna do útero) se desprende.). O problema é que, nessa época, Maria já havia se tornado órfã. Foi então que os sacerdotes reuniram os viúvos da região e, através da orientação de um "anjo", escolheram José para recebê-la.

Segundo o apócrifo atribuído a Tiago, José era um homem idoso, portanto, bem mais velho que Maria. Seu dever era proteger a jovem, que era considerada pelos representantes do judaísmo uma enviada de Deus, portanto, a mesma permaneceu intocada.

 

A CONCEPÇÃO DA VIRGEM SEGUNDO A TRADIÇÃO

O maior mistério atribuído a Maria, pelo menos para os mais religiosos, indubitavelmente é o que diz respeito à concepção virginal. Os evangelhos canônicos de Lucas e Mateus contam que Maria manteve-se virgem e que Jesus fora concebido pelo "Espírito Santo", ou seja, a fecundação de Maria aconteceu de forma "milagrosa", sem a participação de um pai natural.

De acordo com as escrituras sagradas, Maria recebeu a visita do anjo Gabriel, o qual anunciou à jovem sua concepção através da intervenção do "Espírito Santo". A partir de então, Maria fora acolhida por sua prima Isabel, mãe de João Batista, pois José tivera que se ausentar por um período para trabalhar. Ao retornar, o marido de Maria se deparou com a mesma, já no sexto mês de gravidez, não acreditando na fidelidade da virgem. Então, José é visitado por uma entidade angelical que lhe esclarece a situação. Depois deste evento, a mãe de Jesus segue tranquilamente sua gestação até o nascimento do enviado de Deus, que ocorreu através de um parto fisiológico, conforme a história que todos conhecem.

 

A CONCEPÇÃO DE MARIA SEGUNDO O ESPIRITISMO

O Espiritismo é uma ciência de observação e ao mesmo tempo uma doutrina filosófica de consequências religiosas, que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos e de suas relações com a vida material. Além disso, a Doutrina Espírita nos convida a desenvolver uma fé raciocinada, analisando os fatos de forma coerente, buscando compreender a razão daquilo que acreditamos. Allan Kardec defende que a religião deve caminhar em consonância com a ciência, de modo que a primeira não ignore a última e vice-versa. E é baseado nesses princípios que analisaremos a questão proposta neste artigo.

Para algumas religiões, a concepção de Maria é tida como um milagre, através da ação do "Espírito Santo". Este fato, explicaria uma fecundação assexuada. Já segundo a Doutrina Espírita, não existem milagres, todos os acontecimentos fazem parte da Lei Natural, criada por Deus em sua infinita perfeição, desta forma, não há a necessidade de o Criador realizar milagres para provar sua grandiosidade. A questão dos milagres para o Espiritismo é elucidada em "A Gênese", no tópico, "Faz Deus milagres?":

"Não sendo necessários os milagres para a glorificação de Deus, nada no Universo se produz fora do âmbito das leis gerais. Deus não faz milagres, porque, sendo como são perfeitas as suas leis, não lhe é necessário derrogá-las. Se há fatos que não compreendemos, é que ainda nos faltam os conhecimentos necessários".

O fato de Jesus ter sido gerado de forma milagrosa contraria as vias normais de reprodução, e para o Espiritismo esta é uma questão relevante, uma vez que a reprodução humana é uma consequência das Leis Naturais de Deus.

A doutrina codificada por Allan Kardec não nega a participação do "Espírito Santo" na concepção de Jesus, até porque sua reencarnação foi minimamente planejada pela espiritualidade superior (aqui entra a participação do "Espírito Santo"), entretanto, a fecundação de Maria se deu por vias normais, através de relação sexual entre ela e José, como acontece entre todos os casais.

 

COMO SURGIU O MITO DA VIRGINDADE DE MARIA

Acredita-se que a Igreja tenha disseminado essa tese, a fim de diminuir a promiscuidade entre as pessoas. A prática sexual naquela época era permitida apenas com o intuito de procriação, isso para não provocar a extinção da raça humana. Quanto menor fosse a relação sexual entre os casais, menores seriam os seus pecados.

Jesus com o passar do tempo tornou-se uma figura mitológica e, como sendo um Deus, não poderia ter nascido do pecado original cometido por Adão e Eva. Apesar dessas considerações, o Novo Testamento utiliza o termo "O Filho do Homem" 88 vezes. Esse termo refere-se a Jesus como um ser humano, e como tal, seu nascimento só poderia ter acontecido de forma natural.

Nas epístolas de Paulo, que são os registros mais antigos contidos na Bíblia, não há evidências da virgindade de Maria; o apóstolo refere-se a ela apenas como a mãe de Jesus. Os evangelhos bíblicos reforçam ainda que Maria e José tiveram outros filhos, não podendo persistir a virgindade de Maria:

"Não é este o filho do carpinteiro? Não é Maria sua mãe? Não são seus irmãos Tiago, José Simão e Judas?" (Mateus 13, 55)

A grande diferença em tudo isso é que o Espiritismo não interpreta o ato sexual como um pecado. O que torna o sexo imoral é como as pessoas o praticam. Não devemos viver para a prática sexual, mas o sexo é importante para gerar a vida, sendo um mecanismo natural do ser humano.

 

A VISÃO DO ESPIRITISMO SOBRE MARIA

É certo que Maria faz parte de um grupo de Espíritos evoluídos que vieram para preparar a chegada de Jesus. É um Espírito tão puro, que recebeu a missão nobre de conduzir o governador da Terra, modelo e guia da humanidade.

Maria é sinônimo de amor, prova disto foi a sua resignação ao presenciar o sofrimento de seu filho, em nome da salvação da humanidade. E é por isso que este Espírito desperta tanta simpatia e admiração entre as pessoas. Há quem acredite que pedir a intercessão de Maria é o método mais eficaz de se chegar a Jesus, pois um filho não negaria o pedido de uma mãe.

Na literatura espírita, encontramos vários registros sobre Maria na espiritualidade. O livro Memórias de um Suicida descreve as atividades da Legião dos Servos de Maria, um grupo de Espíritos especializados no resgate de suicidas nas zonas inferiores. Após o socorro dos réprobos, os mesmos são encaminhados ao Hospital Maria de Nazaré. Esta instituição é dirigida pela mãe de Jesus. Camilo Cândido Botelho, autor espiritual desta obra, relata que a tarefa de cuidar de Espíritos suicidas não poderia ser desempenhada por outro Espírito a não ser Maria, por ela ser a referência de amor e de dedicação fraternal.

Além disso, milhares de fiéis pelo mundo todo dedicam sua fé e devoção a Maria. Em virtude disso, existem Espíritos abnegados que trabalham em seu nome, recebendo os pedidos e as orações e auxiliando aqueles que sofrem.

É importante ressaltar que a Doutrina Espírita alimenta um profundo respeito a qualquer forma de convicção religiosa, mesmo posicionando-se de forma diferente. E sabemos que Maria é um Espírito de luz e trabalha ao lado de Jesus em benefício da humanidade.

Fontes:

A Epístola Lentuli - Pedro de Campos.

A Gênese - Allan Kardec.

O Evangelho de Tiago - Autor desconhecido.

Memórias de um Suicida - Yvonne A. Pereira  

A AURA HUMANA

 

A AURA HUMANA 

Já estudamos este assunto e até já postamos mas a necessidade de revisão nos fz voltar ao assunto quando alguma colocação é feita erradamente, apesar do entendimento na ocasião.

Muitos de nós, já viram ou tiveram notícia de quadros famosos que apresentam pinturas de místicos e santos, com auréolas em torno de suas cabeças, ou, às vezes, circundando o corpo todo. Essa luminescência faz parte de uma crença antiga na existência da aura, camada luminosa que circunda tanto objetos inanimados como seres vivos e que pode ser detecta da por algumas pessoas dotadas de particular sensibilidade visual. Os teosofistas distinguem nela cinco subdivisões: a aura da saúde, a vital, a cármica, a do caráter e a espiritual. Segundo a coloração com que a enxergam, os sensitivos podem descrever os estados emocionais das criaturas observadas. Assim, a vermelho escura indicaria paixão e sensualidade; a vermelho brilhante, cólera (ira) e força; a marrom, avareza; a amarela, atividade intelectual superior; a púrpura, espiritualidade; a rosa, afeição, amor; a azul, devoção espiritual; a verde em tom mais profundo, simpatia; mais claro, falsidade e ciúme, e assim por diante. Essas informações foram colhidas de alguns poucos sensitivos que, em seu estado normal, são capazes de distinguir essa luminescência que envolve as pessoas e parece emanar dos refolhos da própria alma. Mas foi com o barão Karl von Reichenbach (1788-1869) que se realizaram os primeiros trabalhos para se conhecer melhor essa luminescência, que ele denominou eflúvios ódicos. A designação vem da palavra od, que em sânscrito significa o que penetra tudo. Dois de seus trabalhos foram traduzidos do alemão para o francês pelo engenheiro Albert de Rochas, sob o título, Les Phénomenes Odiques (Paris, Flammarion, 1907) e Le Fluide des Magnetiseurs (Paris, 1891). Embora não tenham conseguido repercussão no meio científico oficial, os escritos de Remchenbach influenciaram muito os metapsiquistas da época. O próprio de Rochas traria sua contribuição à pesquisa do Espírito, com abordagens importantes no campo do magnetismo, da exteriorização da sensibilidade e da reencarnação. Mas muitos outros investigadores, como o comandante Darget e o dr. Luys, no final do século XIX, interessaram-se também pela pesquisa dos eflúvios ódicos, buscando a comprovação física da aura através de aparelhos especialmente construídos para essa finalidade. Os vigilantes cientistas oficiais, no entanto, orientados pelo paradigma reducionista-materialista, desacreditaram esses experimentos, impedindo, de certa forma, o aprimoramento deles. O médico inglês Walter Kilner, no final do século passado e começo deste, interessou-se pelo fenômeno da aura e procurou também desenvolver um método para investigá-la, uma vez que estava convencido de que poderia fazê-lo, se utiliza desse anteparo colorido e substâncias adequadas que auxiliassem a visão. Depois de testar várias substâncias, decidiu-se pela dicianina, que se mostrou mais eficiente, em bora outras também se prestassem à análise que desejava. A dicianina é um corante de anilina, extraído do carvão mineral, já utilizado na indústria fotográfica como sensibilizador para as radiações infravermelhas. Em seu livro A Aura Humana, Kilner faz sugestões aos pesquisadores para procurarem substitutos da dicianina, produto caro e difícil de ser encontrado, recomendando que se concentre a busca entre os corantes de coloração azul, para que se tenha, 190 A Obsessão e suas Máscaras nos experimentos, menores comprimentos de onda do espectro e menos proporção de ondas mais longas. Em sua técnica, colocava o paciente despido, contra um fundo negro e iluminado pela luz intensa do dia; como observador, postava-se de costas viradas para a fonte luminosa, em geral, uma janela, mas que lhe permitia controlar ou regular a intensidade da luz, durante o experimento, e, à sua frente punha uma cuba estreita de material transparente, contendo uma solução alcóolica de dicianina. Isso bastava para ver a aura das pessoas, segundo sua observação e a de outras pessoas. Kilner recomenda, em seu livro, que não se ultrapasse uma hora diária de experimento, porque, segundo observou, a dicianina age sobre as células fotossensíveis da retina ou mesmo sobre o nervo óptico, o que a tornaria prejudicial à visão. Mas o fato é que não se tem certeza quanto a esse mecanismo, como também não se sabe qual a concentração ideal do corante, uma vez que ele não a especificou. Descreveu, no entanto, dezenas de auras vistas com o auxílio do anteparo de dicianina, e, ao que parece, em concentrações variáveis. Teve oportunidade de reparar diferenças, quanto à forma, entre o homem e a mulher, m as, em ambos, observou três partes distintas: (1) 1) O duplo eterico: uma camada escura, transparente e uniforme, que rodeia todo o corpo com espessura em torno de 0,5 a 1 cm. Por vezes, ela pode ser invadida pela segunda camada áunca. 2) A aura interna. Esta camada áunca é a mais densa, mostra-se relativamente uniforme em espessura, seja na frente, nas costas ou nos lados, seguindo os contornos do corpo. Inicia-se normalmente a partir do duplo eterico, porém, pode parecer, às vezes, como se estivesse em contato com a superfície do corpo. 3) A aura externa, que começa logo depois da aura interna, tem espessura variável. Está no extremo limite externo visível da aura. Eventualmente, essas duas últimas camadas podem aparecer fundidas em uma só auréola. Embora tenha se referido a uma quarta camada, a aura ultra exterior, Kilner não dá detalhes quanto a ela. O método e os experimentos indicados em seu livro, estão aí para serem aprimorados. Em 1939, Semyon Kirlian e sua mulher Valentina, trabalhando em Krasnodar, União Soviética, descobriram um efeito especial a partir de eletrografias. Mais tarde, em 195 8, enviaram relatório ao mundo científico, a respeito de suas descobertas, mas foi a partir de 1970, com a publicação do livro Experiências Psíquicas Além da Cortina de Ferro, de Sheila Ostrander e Lynn Schroeder, que o chamado efeito Kirlian foi mais amplamente difundido no mundo. Belíssimas fotos foram obtidas em vários centros de investigação, inclusive no Brasil, com o pioneirismo do Instituto de Pesquisas Psicobiofísica (IBPP), que obteve a primeira Kirliangrafia do ocidente, uma eletrografia tirada da folha de um chuchu. O avanço das pesquisas revelou, porém, que muitos fatores, muitas variáveis, interfere m no efeito Kirlian, dificultando a repetição dos achados e invalidando a proposta d e pesquisa científica da aura. É preciso aprimorar ainda mais a aparelhagem e o método para que as interferências sejam eliminadas. Certamente, haveria muito mais a dizer sobre esse halo energético, mas esse desdobramento precisa ser feito em volume à parte, dada a exiguidade de espaço. Vejamos agora o que aporta sobre o assunto.

Ensina André Luiz: Considerando-se toda célula em ação por unidade viva, qual motor microscópico, em conexão com a usina mental, é claramente compreensível que todas as agregações celulares 192 A Obsessão e suas Máscaras emitam radiações e que essas radiações se articulem, através de sinergias funcionais, a se constituírem de recursos que podemos nomear por tecidos de força, em torno dos corpos que as exteriorizam. Por isso, todos os seres vivos, dos mais rudimentares aos mais complexos, revestem-se desse halo energético, dessa espécie de atmosfera eletromagnética que tem características próprias conforme a espécie. No homem, contudo, semelhante projeção surge profundamente enriquecida e modificada pelos fatores do pensamento contínuo que, em se ajustando às emanações do campo celular, lhe modelam, em derredor da personalidade, o conhecido corpo vital ou duplo etéreo de algumas escolas espiritualistas, duplicata mais ou menos radiante da criatura. (3) O pensamento humano circula por essa túnica eletromagnética, dando-lhe colorido característico, inerente às vibrações e imagens que produz. Desse modo, a alma exibe, aí, em primeira mão, as solicitações e os quadros que improvisa, antes de irradiá-los no rumo dos objetos e das metas que demanda. Assim, temos nessa conjugação de forças físico-químicas e mentais, a aura humana, peculiar a cada indivíduo, interpenetrando-o, ao mesmo tempo que parece emergir dele, a maneira de campo ovoide, não obstante afeição irregular em que se configura, valendo por espelho sensível em que todos os estados da alma se estampam, com sinais característicos e em que todas as ideias se evidenciam, plasmando telas vivas, quando perduram em vigor e semelhança, como no cinematógrafo comum. Essa fotosfera psíquica, entretecida em elementos dinâmicos, apresenta-se em cromática v ariada, segundo a onda mental que emitimos, retratando-nos todos os pensamentos e m cores e imagens que nos correspondem aos objetivos e escolhas, enobrecedores ou deprimentes. Assim é que o halo vital de cada criatura permanece tecido de correntes atômicas sutis dos pensamentos que lhe são próprios ou habituais, dentro de normas que correspondem à lei dos quanta de energia e aos princípios da mecânica ondulatória, que lhes imprimem frequência e cor peculiares. A matéria mental conserva aí o seu mais amplo poder.  Constitui-se, portanto, na nossa plataforma onipresente em toda comunicação com as rotas alheias, antecâmara do Espírito, em todas as nossas atividades de intercâmbio com a vida que nos rodeia, através da qual somos vistos e examinados pelas Inteligência s Superiores, sentidos e reconhecidos pelos nossos afins, e temidos e hostilizados ou amados e auxiliados pelos irmãos que caminham em posição inferior â nossa. As simpatias e antipatias são automáticas, não há necessidade de palavras. E por essa couraça vibratória, espécie de carapaça fluídica, em que cada consciência constrói seu ninho ideal, que começaram todos os serviços da mediunidade na Terra, considerando-se a mediunidade como atributo do homem encarnado para corresponder-se com o s homens liberados do corpo físico. Desde tempos imemoriais, quando a permuta entre os Espíritos foi iniciada no mundo, a apresentação da própria aura realizava a seleção: os homens melhores atraíam para si os Espíritos humanos melhorados; e os homens rebeldes às leis de Deus, acumpliciavam-se com entidades da mesma espécie. Assim, as ondas de pensamento, por suas características de frequência e trajeto, natureza e objetivo, enovelavam-se umas às outras; iniciando os núcleos de progresso dos homens nobres que assimilaram as correntes mentais dos Espíritos Superiores, para gerar trabalho edificante e educativo. E também foi assim a associação ou simbiose das almas estacionárias que se rebelaram 194 A Obsessão e suas Máscaras contra os imperativos da evolução, estabelecendo obsessões lamentáveis. Fica claro, nessa análise que a intuição foi o sistema inicial de intercâmbio. (11) Edith Fiore, em sua obra. Possessão Espiritual enfatiza para os seus pacientes o valor dessa couraça: A aura está para a dimensão emocional, mental e espiritual de uma pessoa como o sistema de imunização está para o corpo físico. E assim como o sistema de imunização enfraquecido deixa o indivíduo suscetível a doenças e infecções, assim uma aura enfraquecida gera vulnerabilidade à invasão de espíritos. (12) O estudo do pensamento vai possibilitar mais amplas descobertas sobre a aura e, consequentemente, sobre o conhecimento de nós mesmos.

Fontes:

Obsessão e suas máscaras

Dra. Marlene Nobre

Artigos de Hernani Guimarães Andrade, sob o pseudônimo de Lawrence Black Smith

Evolução em Dois Mundos

Mundo Maior

Possessão Espiritual