O
CASO LÁZARO
o
Evangelho, Lázaro é apresentado como irmão de Marta e Maria, residentes
todos em Betânia, perto da cidade de Jerusalém. Jesus muito o amava, assim como
as suas irmãs.
-
Quando Lázaro ficou ''doente'‘, as suas irmãs mandaram dizer a Jesus:
"Senhor,
aquele a quem amas está doente". A essa notícia Jesus disse: ESSA
DOENÇA NÃO É MORTAL, MAS PARA A GLORIA DE DEUS, PARA QUE, POR ELA, SEJA
GLORIFICADO O FILHO DE DEUS”.
(Jesus
deixa claro que não haveria ressurreição, mas apenas um despertar, uma cura,
tanto que não se preocupou correr até Betânia).
Ora
Jesus amava Marta sua irmã e Lázaro. Quando soube que esse se achava doente
permaneceu ainda dois dias no lugar em que se encontrava, o depois disse aos
discípulos. Vamos outra vez a Judeia
-
Jesus, conhecia a condição de seu amigo Lázaro. Através da dupla vista (vista
da alma), que transpõe distâncias e não conhece barreiras, verificou que
Lázaro não fora atacado de uma doença física, mas que estava em estado de
letargia, que têm o mesmo princípio da catalepsia.
A
catalepsia, tal como a letargia, não é uma doença física, mas uma faculdade mediúnica
incompreendida.
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A letargia e a catalepsia têm como característica a perda momentânea da
sensibilidade e do movimento, por uma causa fisiológica ainda inexplicada.
Elas
diferem entre si em que, na letargia a suspensão das forças vitais é geral,
dando ao corpo todas as aparências da morte, e na catalepsia é localizada e
pode afetar uma parte mais ou menos extensa do corpo, de maneira a deixar a
inteligência livre para se manifestar, o que não permite confundi-la com a
morte.
--
O fluído vital é essencial para a manter o funcionamento dos órgãos (tais como:
o coração, o pulmão, o estômago, os rins, etc) e lhes dar o movimento. Na
letargia, o corpo não está morto, pois há funções vitais que continuam se
realizando, porém, o fluido vital, que anima todos os seres vivos, encontra-se
quase totalmente extinto. Os liames que ligam o perispírito ao corpo
encontram-se enfraquecidos (frágeis), diz-se que a vida aí está por um fio. No
entanto, o corpo ainda vive, enquanto estiver ligado pelo cordão
fluídico.
-
Através do passe magnético é possível restituir ao corpo o fluido vital que lhe
falta. Quando diz que Jesus ressuscitou Lázaro, ele não estava morto, pois o
Espírito não pode retornar ao corpo morto, isto seria contrário as leis da
natureza. Foi através do poder fluídico que Jesus possuía, acionado por uma
vontade forte que fez o Espírito de Lázaro voltar ao corpo, prestes a abandoná-lo.
-
Este fenômeno era muito comum naquela época e era dificilmente diagnosticado.
Além da ressurreição de Lázaro, outros casos podem ser verificados no Evangelho, tais
como a filha de Jairo e o filho da viúva de Naim, em que houve a
intervenção do mestre Jesus.
-
A palavra ''Ressurreição'' possui três significados diferentes na Bíblia.
Deve-se entender o termo ressurreição utilizado para este caso, como o retorno
do Espírito ao corpo que não estava morto, mas em estado de letargia. Já no
caso em que se diz que Jesus ressuscitou, significa que ele apareceu com o seu
corpo espiritual após a morte (Lucas 24:13-49). E quando se diz, nas
escrituras, que Elias ressuscitou como João Batista, quer dizer que ele
reencarnou (Marcos 6:14-16; 9:11-13).
Subsídio:
Segundo a medicina, a letargia é um estado patológico de sono profundo, sem
paragem das funções vitais e de duração variável, podendo ser causado por
infecções graves que afetam os centros nervosos; sono artificial provocado quer
pela sugestão (hipnose) quer por um medicamento (narcose).
A
ciência moderna oficial, a Medicina, conhece a catalepsia e a letargia,
classifica-as, mas não se interessa por elas, talvez percebendo não ser da sua
alçada o fato de curá-las. A ciência psíquica, no entanto, assim também a
Doutrina Espírita, não só as conhecem como se interessam grandemente por elas,
pois que as estudam, tirando delas grandes ensinamentos e revelações em torno
da alma humana, e por isso podem curá-las e até evitá-las, ao mesmo tempo
que também poderão provocá-las, contorná-las, dirigi-las, orientá-las e delas
extrair conhecimentos esplendentes para a instrução científico-transcendente a
benefício da Humanidade. (Recordações da mediunidade. (Cap. 1. Ivonne A.
Pereira).
A
letargia e a catalepsia derivam do mesmo princípio, que é a perda temporária da
sensibilidade e do movimento (1), por uma causa fisiológica ainda inexplicada.
Diferem uma da outra em que, na letargia, a suspensão das forças vitais é geral
e dá ao corpo todas as aparências da morte; na catalepsia, fica localizada,
podendo atingir uma parte mais ou menos extensa do corpo, de sorte a permitir
que a inteligência se manifeste livremente, o que a torna inconfundível com a
morte. A letargia é sempre natural; a catalepsia é por vezes magnética. (O
Livro dos Espíritos. Questão 424. Allan Kardec).
A
catalepsia, tal como a letargia, não é uma enfermidade física, mas uma
faculdade que, como qualquer outra faculdade medianímica insipiente ou
incompreendida, ou ainda descurada e mal orientada, se torna prejudicial ao
seu possuidor. Como as demais faculdades suas companheiras, a catalepsia e
a letargia também poderão ser exploradas pela mistificação e pela obsessão de
inimigos e perseguidores invisíveis, degenerando então em um estado mórbido do
chamado perispírito, tendência viciosa das vibrações perispirituais para o
aniquilamento, as quais se recolhem e fecham em si mesmas como a planta
sensitiva ao ser tocada, negando-se às expansões necessárias ao bom
funcionamento do consórcio físico-psíquico, o que arrasta uma como
neutralidade do fluido vital, dando em resultado o estado de anestesia geral ou
parcial, a perda da sensibilidade, quando todos os sintomas da morte e até
mesmo o início da decomposição física se apresentam, e somente a consciência
estará vigilante, visto que esta, fagulha da Mente Divina animando a criatura,
jamais se deterá num aniquilamento, mesmo temporário. (Recordações da
mediunidade. Cap. 1. Ivonne A. Pereira).
Os
letárgicos e os catalépticos, em geral, veem e ouvem o que em derredor se diz e
faz, sem que possam exprimir que estão vendo e ouvindo. É pelos olhos e pelos
ouvidos que têm essas percepções?
“Não;
pelo Espírito. O Espírito tem consciência de si, mas não pode comunicar-se.”
Por
quê?
Porque
a isso se opõe o estado do corpo. E esse estado especial dos órgãos vos prova
que no homem há alguma coisa mais do que o corpo, pois que, então, o corpo já
não funciona e, no entanto, o Espírito se mostra ativo. (O Livro dos Espíritos.
Questão 422. Allan Kardec).
Na
letargia, pode o Espírito separar-se inteiramente do corpo, de modo a
imprimir-lhe todas as aparências da morte e voltar depois a habitá-lo?
Na
letargia, o corpo não está morto, porquanto há funções que continuam a
executar-se. Sua vitalidade se encontra em estado latente, como na crisálida,
porém não aniquilada. Ora, enquanto o corpo vive, o Espírito se lhe acha
ligado. Em se rompendo, por efeito da morte real e pela desagregação dos
órgãos, os laços que prendem um ao outro, integral se torna a separação e o
Espírito não volta mais ao seu envoltório. Desde que um homem, aparentemente
morto, volve à vida, é que não era completa a morte. (O Livro dos Espíritos.
Questão 423. Allan Kardec).
Por
meio de cuidados dispensados a tempo, podem reatar-se laços prestes a se
desfazerem e restituir-se à vida um ser que definitivamente morreria se não
fosse socorrido?
Sem
dúvida e todos os dias tendes a prova disso. O magnetismo, em tais casos,
constitui, muitas vezes, poderoso meio de ação, porque restitui ao corpo o fluido
vital que lhe falta para manter o funcionamento dos órgãos.
Contrário
seria às leis da Natureza e, portanto, milagroso, o fato de voltar à vida
corpórea um indivíduo que se achasse realmente morto. Ora, não é
necessário recorrer a essa ordem de fatos, para ter-se a explicação das “ressurreições”
que Jesus operou.
(...)
O próprio Jesus declara positivamente, com relação à filha de Jairo: Esta
menina, disse ele, não está morta, está apenas adormecida.
Dado
o poder fluídico que ele possuía, nada de espantoso há em que esse fluido
vivificante, acionado por uma vontade forte, haja reanimado os sentidos em
torpor; ou que haja mesmo feito voltar ao corpo o Espírito, prestes a
abandoná-lo, uma vez que o laço perispirítico ainda se não rompera
definitivamente. Para os homens daquela época, que consideravam morto o
indivíduo desde que deixara de respirar, havia “ressurreição” em tais casos;
mas, o que na realidade havia era rara e não ressurreição, na acepção legítima
do termo.
"Essas
mortes aparentes sempre ocorreram, principalmente no passado quando os estados
catalépticos eram dificilmente diagnosticados. A técnica de diagnóstico da
morte era muito empírica, normalmente através da respiração e dos batimentos cardíacos.
Hoje, graças ao eletroencefalógrafo, pode-se detectar com maior profundidade o
momento da paragem cardíaca definitiva e da morte real.''
A
“ressurreição de Lázaro”, digam o que disserem, de nenhum modo infirma este
princípio. Ele estava, dizem, havia quatro dias no sepulcro; sabe-se, porém,
que há letargias que duram oito dias e até mais. Acrescentam que já
cheirava mal, o que é sinal de decomposição. Esta alegação também nada prova,
dado que em certos indivíduos há decomposição parcial do corpo, mesmo antes da
morte, havendo em tal caso cheiro de podridão. A morte só se verifica quando
são atacados os órgãos essenciais à vida.
Essa
“moléstia” era muito comum na Judéia, onde os enterramentos eram imediatos.
Vemos,
por exemplo, no capítulo V, versículo 5 e seguintes de Atos dos Apóstolos, que
tendo Ananias e sua mulher Safira retido parte da importância de uma
propriedade que venderam e deveria ser entregue aos Apóstolos, só pelo fato de
Pedro repreendê-los severamente, caíram ambos mortos e em menos de 3 horas
foram enterrados.
Nestes
dois exemplos vemos não se tratar de morte real, mas de simples casos de
sincope ou letargia.
Assim
foi, certamente, o que aconteceu a Lázaro.
Vitimado
por uma letargia, imediatamente fizeram-no enterrar, permanecendo no túmulo
durante a crise cataléptica.
Jesus,
conhecendo a natureza de seu amigo Lázaro e as crises a que ele estava sujeito;
dotado ainda, o Mestre, como era, dessa vista dupla, ou clarividência, que
transpõe distâncias e não conhece barreiras, verificou que Lázaro não fora
atacado de uma enfermidade física, mas que a sua moléstia era toda de ordem
psíquica, como se observa nos casos de sonambulismo, catalepsia; letargia. Foi
isto que o fez demorar 4 dias para chegar a Betânia. Ele tinha certeza de que
não houvera ruptura dos laços fluídicos que ligam o Espírito ao corpo.
E
tanto é assim, que o despertou com voz alta e imperiosa: Lázaro, sai para fora,
operando a ressurreição do seu amigo. (Parábolas e ensinos de Jesus. A
ressurreição de Lázaro. Cairbar Schutel).
Aí
vemos um estado cataléptico superagudo, porque espontâneo, relaxamento dos elos
vitais pela depressão cansada por uma enfermidade, fato patológico, portanto,
provando o desejo incontido que o espírito encarnado tinha de deixar a matéria
para alçar-se ao infinito, e onde o próprio fluido vital, que anima os
organismos vivos, ao encontrava quase totalmente extinto, e cujos liames
magnéticos do perispírito em direção à carne se encontravam de tal forma
frágeis, danificados pelo enfraquecimento das vibrações e da vontade.
(...) Neste,
as mesmas forças vitais se encontravam já em desorganização adiantada, e não
fora o concurso dos liames magnéticos ainda aproveitáveis e as reservas vitais
conservadas pelo perispírito nas constituições físicas robustas (o perispírito
age qual reservatório de forças vitais e os laços magnéticos são os agentes
transmissores que suprem a organização física) e se não fossem aquelas reservas
Jesus não se abalaria à cura porque esta seria impossível.
Porque
então tal coisa é possível sob as vistas da harmoniosa lei da Criação? Que
culpa tem o homem de sofrer tais ou quais acidentes se não é ele quem os
provoca e que se realizam, muitas vezes, à revelia da sua vontade?
Tais
acidentes são próprios do carreiro da evolução, e enquanto o homem não se
integrar de boamente na sua condição de ser divino, vibrando satisfatoriamente
no âmbito das expansões sublimes da Natureza, mecanicamente estará sujeito a
esse e demais distúrbios.
(...) De
outro modo, sendo a catalepsia e a letargia uma faculdade, patrimônio psíquico
da criatura e não propriamente uma enfermidade, compreender-se-á que nem sempre
a sua ação comprova inferioridade do seu possuidor, pois que, uma vez
adestradas, ambas poderão prestar excelentes serviços à causa do bem, tais como
as demais faculdades mediúnicas, que, não adestradas, servem de pasto a
terríveis obsessões, que infelicitam a sociedade, e quando bem compreendidas e
dirigidas atingirão feição sublime.
Um
espírito encarnado, por exemplo, já evolvido, ou apenas de boa vontade, senhor
das próprias vibrações, poderá cair em transe letárgico, ou cataléptico, voluntariamente
(4), alçar-se ao Espaço para desfrutar o consolador convívio dos amigos
espirituais mais intensamente, dedicar-se a estudos profundos, colaborar com o
bem e depois retornar à carne, reanimado e apto a excelentes
realizações. Não obstante, homens comuns ou inferiores poderão cair nos
mesmos transes, conviver com entidades espirituais inferiores como eles e
retornar obsidiados, predispostos aos maus atos e até inclinados ao homicídio e
ao suicídio.
Todavia,
repetimos, tanto a catalepsia como a letargia, uma vez bem compreendidas e
dirigidas, quer pelos homens quer pelos Espíritos Superiores, transformar-se-ão
em faculdades preciosas, conquanto raras e mesmo perigosas, pois que ambas
poderão causar o desenlace físico do seu paciente se uma assistência espiritual
poderosa não o resguardar de possíveis acidentes. A letargia, contudo,
presta-se mais à ação do seu possuidor no plano espiritual. Ao despertar, o
paciente trará apenas intuições, às vezes úteis e preciosas, das instruções que
recebeu e sua aplicação nos ambientes terrenos. É faculdade comum aos gênios e
sábios, sem, contudo, constituir privilégio, agindo sem que eles próprios dela
se apercebam, porque se efetivam durante o sono e sob vigilância de Espíritos
prepostos ao caso.
COMENTÁRIO:
1. A
matéria inerte é insensível; o fluido perispirítico igualmente o é, mas
transmite a sensação ao centro sensitivo, que é o Espírito. As lesões dolorosas
do corpo repercutem, pois, no Espírito, qual choque elétrico, por intermédio do
fluido perispiritual, que parece ter nos nervos os seus fios condutores. É o
influxo nervoso dos fisiologistas que, desconhecendo as relações desse fluido
com o princípio espiritual, ainda não puderam achar explicação para todos os
efeitos.
A
interrupção pode dar-se pela separação de um membro, ou pela secção de um nervo,
mas, também, parcialmente ou de maneira geral e sem nenhuma lesão, nos momentos
de emancipação, de grande sobre-excitação ou preocupação do Espírito. Nesse
estado, o Espírito não pensa no corpo e, em sua febril atividade, atrai a si,
por assim dizer, o fluido perispiritual que, retirando-se da superfície, produz
aí uma insensibilidade momentânea. Poder-se-ia também admitir que, em certas
circunstâncias, no próprio fluido perispiritual uma modificação molecular se
opera, que lhe tira temporariamente a propriedade de transmissão. É por isso
que, muitas vezes, no ardor do combate, um militar não percebe que está ferido
e que uma pessoa, cuja atenção se acha concentrada num trabalho, não ouve o
ruído que se lhe faz em torno. Efeito análogo, porém, mais pronunciado, se
verifica nalguns sonâmbulos, na letargia e na catalepsia. Finalmente, do mesmo
modo também se pode explicar a insensibilidade dos convulsionários e de muitos
mártires.
A
paralisia já não tem absolutamente a mesma causa: aí o efeito é todo orgânico;
são os próprios nervos, os fios condutores que se tornam inaptos à circulação
fluídica; são as cordas do instrumento que se alteraram.
2. Ressurreição
é termo que pode ser empregado sob o ponto de vista material e espiritual.
Quando dizemos que tal indivíduo “ressuscitou”, afirmamos que ele reapareceu,
porque “ressuscitar” quer dizer “reaparecer”. Esse reaparecimento se pode dar
em corpo carnal ou em Espírito. Por
exemplo: Lázaro “ressuscitou”, reapareceu com seu corpo carnal, que todos já
julgavam morto. Mas os “mortos” também ressuscitam em corpo espiritual.
Foi assim que Moisés e Elias ressuscitaram no Tabor, assim Samuel ressuscitou
no Endor, assim Jesus Cristo ressuscitou em Jerusalém e circunvizinhanças.
Destes” morreram os corpos carnais, mas eles ressuscitaram em seus corpos
espirituais. A Imortalidade não é apanágio do corpo material, mas sim do corpo
fluídico, celeste, espiritual. A Ressurreição de Lázaro
foi uma manifestação física do poder de Jesus; a Ressurreição de Jesus foi uma
graça psíquica da Sabedoria Divina.
3. Na
Betânia, pequena cidade perto de Jerusalém, situada no sopé do monte das
Oliveiras, na estrada geral de Jericó, próximo à de Betfagé, ficava a aldeia
onde vivia Lázaro. Jesus muito o amava, assim como às suas irmãs Marta e Maria.
A afeição que Jesus consagrava a esses irmãos constituía um ensino, um exemplo
da predileção que merecem aqueles que caminham pela estrada que conduz ao Senhor
Todo Poderoso. Lázaro era um dos Espíritos devotados que haviam encarnado para
cooperar no desempenho da missão terrena do divino Mestre, bem como Marta e
Maria, que encarnaram para assisti-lo e ajudá-lo. Jesus os distinguia com a sua
amizade. (Elucidações Evangélicas. Cap. 148. Antônio Luiz Sayão).
4. Esses
transes são comuns à noite, durante o repouso do sono, e muitas vezes o próprio
paciente não se apercebe deles, ou se apercebe vagamente. Entre os
espiritualistas orientais torna-se fato comum, conforme é sabido, dado que os
mesmos cultivam carinhosamente os poderes da própria alma. O
caso foi considerado como uma lenda famosa, a qual cita que Sérgio Cardoso
sofria de *Catalepsia, e por este motivo foi enterrado vivo, sendo que após
alguns dias, quando foi comentado sobre este possível problema de saúde do
ator, seu caixão foi reaberto, sendo encontrado marcas de arranhões em seu
rosto e na tampa interna do caixão, estando seu corpo virado para baixo,
indicando que o mesmo "acordou" após ter sido sepultado, e realmente
morrendo sufocado devido à falta de ar. O
médico do ator estava nos Estados Unidos e quando soube alertou a família que
ao abrir o caixão constatou a triste verdade, sempre negada.
5. Há, pois,
toda a probabilidade de que, nos dois exemplos acima citados [o filho da viúva
de Naim e a filha de Jairo] apenas houve síncope e letargia... Dado o poder
fluídico que possuía Jesus, nada há de espantoso que o fluído vivificante,
dirigido por uma forte vontade, haja reanimado os sentidos entorpecidos; e
mesmo que ele tenha podido voltar ao corpo o Espírito prestes a deixá-lo,
enquanto o liame perispiritual não estivesse definitivamente rompido. Para os
homens daquele tempo, que julgavam estar o indivíduo morto, desde que não
respirasse mais, houve ressurreição..., porém, houve na realidade cura, e não
ressurreição, na acepção da palavra. A ressurreição de Lázaro, digam o que
disserem, não invalida de modo nenhum esse princípio. Diz-se que ele já estava
há quatro dias no sepulcro; mas sabe-se que há letargias que duram oito dias, e
mesmo mais. Acrescenta-se que ele cheirava mal o que é um sinal de
decomposição. Essa alegação não prova nada, visto que em certos indivíduos há
decomposição parcial do corpo, mesmo antes da morte, e exalam odor de
apodrecimento. A morte não chega senão quando os órgãos essenciais à vida são
atacados. E quem podia saber se ele cheirava mal? É sua irmã Marta que o diz;
mas como sabia? Lázaro se achava no sepulcro – uma gruta há quatro
dias, ela supunha isso, mas não podia ter certeza, pois não foi lá para ver ou
sentir o odor”
6. “A
reencarnação fazia parte dos dogmas dos judeus, sob o nome ressurreição...
Criam eles que um homem que vivera podia reviver, sem saberem precisamente de
que maneira o fato poderia dar-se. Designavam pelo termo ressurreição o que o
Espiritismo, mais judiciosamente, chama de reencarnação. Com efeito, a
ressurreição dá ideia de voltar à vida o corpo que já está morto, o que a
Ciência demonstra ser materialmente impossível, sobretudo quando os elementos
desse corpo já se acham desde muito tempo dispersos e absorvidos. A
reencarnação é a volta da alma ou Espírito à vida corpórea, mas em outro corpo
especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo. A palavra
ressurreição podia assim aplicar-se a Lázaro...”
FONTES:
Parábolas e ensinos de Jesus. Cairbar Schutel
Recordações
da mediunidade. Ivonne A. Pereira).
A
Gênese. Allan Kardec.
Bíblia
de Jerusalém
O Evangelho
Segundo o Espiritismo
O
Livro dos Espíritos.
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