sexta-feira, 11 de junho de 2021

O CASO LÁZARO

 

O CASO LÁZARO

o Evangelho, Lázaro é apresentado como irmão de Marta e Maria, residentes todos em Betânia, perto da cidade de Jerusalém. Jesus muito o amava, assim como as suas irmãs.

- Quando Lázaro ficou ''doente'‘, as suas irmãs mandaram dizer a Jesus:

"Senhor, aquele a quem amas está doente". A essa notícia Jesus disse: ESSA DOENÇA NÃO É MORTAL, MAS PARA A GLORIA DE DEUS, PARA QUE, POR ELA, SEJA GLORIFICADO O FILHO DE DEUS”.

(Jesus deixa claro que não haveria ressurreição, mas apenas um despertar, uma cura, tanto que não se preocupou correr até Betânia).

Ora Jesus amava Marta sua irmã e Lázaro. Quando soube que esse se achava doente permaneceu ainda dois dias no lugar em que se encontrava, o depois disse aos discípulos. Vamos outra vez a Judeia

- Jesus, conhecia a condição de seu amigo Lázaro. Através da dupla vista (vista da alma), que transpõe distâncias e não conhece barreiras, verificou que Lázaro não fora atacado de uma doença física, mas que estava em estado de letargia, que têm o mesmo princípio da catalepsia.

A catalepsia, tal como a letargia, não é uma doença física, mas uma faculdade mediúnica incompreendida.   

-  A letargia e a catalepsia têm como característica a perda momentânea da sensibilidade e do movimento, por uma causa fisiológica ainda inexplicada.

Elas diferem entre si em que, na letargia a suspensão das forças vitais é geral, dando ao corpo todas as aparências da morte, e na catalepsia é localizada e pode afetar uma parte mais ou menos extensa do corpo, de maneira a deixar a inteligência livre para se manifestar, o que não permite confundi-la com a morte.

-- O fluído vital é essencial para a manter o funcionamento dos órgãos (tais como: o coração, o pulmão, o estômago, os rins, etc) e lhes dar o movimento.  Na letargia, o corpo não está morto, pois há funções vitais que continuam se realizando, porém, o fluido vital, que anima todos os seres vivos, encontra-se quase totalmente extinto. Os liames que ligam o perispírito ao corpo encontram-se enfraquecidos (frágeis), diz-se que a vida aí está por um fio. No entanto, o corpo ainda vive, enquanto estiver ligado pelo cordão fluídico. 

- Através do passe magnético é possível restituir ao corpo o fluido vital que lhe falta. Quando diz que Jesus ressuscitou Lázaro, ele não estava morto, pois o Espírito não pode retornar ao corpo morto, isto seria contrário as leis da natureza. Foi através do poder fluídico que Jesus possuía, acionado por uma vontade forte que fez o Espírito de Lázaro voltar ao corpo, prestes a abandoná-lo.  

- Este fenômeno era muito comum naquela época e era dificilmente diagnosticado. Além da ressurreição de Lázaro, outros casos podem ser verificados no Evangelho, tais como a filha de Jairo e o filho da viúva de Naim, em que houve a intervenção do mestre Jesus.  

- A palavra ''Ressurreição'' possui três significados diferentes na Bíblia. Deve-se entender o termo ressurreição utilizado para este caso, como o retorno do Espírito ao corpo que não estava morto, mas em estado de letargia. Já no caso em que se diz que Jesus ressuscitou, significa que ele apareceu com o seu corpo espiritual após a morte (Lucas 24:13-49). E quando se diz, nas escrituras, que Elias ressuscitou como João Batista, quer dizer que ele reencarnou (Marcos 6:14-16; 9:11-13). 

 

 

 

Subsídio: Segundo a medicina, a letargia é um estado patológico de sono profundo, sem paragem das funções vitais e de duração variável, podendo ser causado por infecções graves que afetam os centros nervosos; sono artificial provocado quer pela sugestão (hipnose) quer por um medicamento (narcose).

 A ciência moderna oficial, a Medicina, conhece a catalepsia e a letargia, classifica-as, mas não se inte­ressa por elas, talvez percebendo não ser da sua alçada o fato de curá-las. A ciência psíquica, no entanto, assim também a Doutrina Espírita, não só as conhecem como se interessam grandemente por elas, pois que as estu­dam, tirando delas grandes ensinamentos e revelações em torno da alma humana, e por isso podem curá-las e até evitá-las, ao mesmo tempo que também poderão provocá-las, contorná-las, dirigi-las, orientá-las e delas extrair conhecimentos esplendentes para a instrução científico-transcendente a benefício da Humanidade. (Recordações da mediunidade. (Cap. 1. Ivonne A. Pereira).

A letargia e a catalepsia derivam do mesmo princípio, que é a perda temporária da sensibilidade e do movimento (1), por uma causa fisiológica ainda inexplicada. Diferem uma da outra em que, na letargia, a suspensão das forças vitais é geral e dá ao corpo todas as aparências da morte; na catalepsia, fica localizada, podendo atingir uma parte mais ou menos extensa do corpo, de sorte a permitir que a inteligência se manifeste livremente, o que a torna inconfundível com a morte. A letargia é sempre natural; a catalepsia é por vezes magnética. (O Livro dos Espíritos. Questão 424. Allan Kardec).

A catalepsia, tal como a letargia, não é uma enfer­midade física, mas uma faculdade que, como qualquer outra faculdade medianímica insipiente ou incompreen­dida, ou ainda descurada e mal orientada, se torna pre­judicial ao seu possuidor. Como as demais faculdades suas companheiras, a catalepsia e a letargia também poderão ser exploradas pela mistificação e pela obsessão de inimigos e perseguidores invisíveis, degenerando então em um estado mórbido do chamado perispírito, tendên­cia viciosa das vibrações perispirituais para o aniquila­mento, as quais se recolhem e fecham em si mesmas como a planta sensitiva ao ser tocada, negando-se às expansões necessárias ao bom funcionamento do con­sórcio físico-psíquico, o que arrasta uma como neutralidade do fluido vital, dando em resultado o estado de anestesia geral ou parcial, a perda da sensibilidade, quando todos os sintomas da morte e até mesmo o iní­cio da decomposição física se apresentam, e somente a consciência estará vigilante, visto que esta, fagulha da Mente Divina animando a criatura, jamais se deterá num aniquilamento, mesmo temporário. (Recordações da mediunidade. Cap. 1. Ivonne A. Pereira).

Os letárgicos e os catalépticos, em geral, veem e ouvem o que em derredor se diz e faz, sem que possam exprimir que estão vendo e ouvindo. É pelos olhos e pelos ouvidos que têm essas percepções?

“Não; pelo Espírito. O Espírito tem consciência de si, mas não pode comunicar-se.”

 Por quê?

Porque a isso se opõe o estado do corpo. E esse estado especial dos órgãos vos prova que no homem há alguma coisa mais do que o corpo, pois que, então, o corpo já não funciona e, no entanto, o Espírito se mostra ativo. (O Livro dos Espíritos. Questão 422. Allan Kardec).

Na letargia, pode o Espírito separar-se inteiramente do corpo, de modo a imprimir-lhe todas as aparências da morte e voltar depois a habitá-lo?

Na letargia, o corpo não está morto, porquanto há funções que continuam a executar-se. Sua vitalidade se encontra em estado latente, como na crisálida, porém não aniquilada. Ora, enquanto o corpo vive, o Espírito se lhe acha ligado. Em se rompendo, por efeito da morte real e pela desagregação dos órgãos, os laços que prendem um ao outro, integral se torna a separação e o Espírito não volta mais ao seu envoltório. Desde que um homem, aparentemente morto, volve à vida, é que não era completa a morte. (O Livro dos Espíritos. Questão 423. Allan Kardec). 

Por meio de cuidados dispensados a tempo, podem reatar-se laços prestes a se desfazerem e restituir-se à vida um ser que definitivamente morreria se não fosse socorrido?

Sem dúvida e todos os dias tendes a prova disso. O magnetismo, em tais casos, constitui, muitas vezes, poderoso meio de ação, porque restitui ao corpo o fluido vital que lhe falta para manter o funcionamento dos órgãos. 

Contrário seria às leis da Natureza e, portanto, milagroso, o fato de voltar à vida corpórea um indivíduo que se achasse realmente morto. Ora, não é necessário recorrer a essa ordem de fatos, para ter-se a explicação das “ressurreições” que Jesus operou.

(...) O próprio Jesus declara positivamente, com relação à filha de Jairo: Esta menina, disse ele, não está morta, está apenas adormecida.

Dado o poder fluídico que ele possuía, nada de espantoso há em que esse fluido vivificante, acionado por uma vontade forte, haja reanimado os sentidos em torpor; ou que haja mesmo feito voltar ao corpo o Espírito, prestes a abandoná-lo, uma vez que o laço perispirítico ainda se não rompera definitivamente. Para os homens daquela época, que consideravam morto o indivíduo desde que deixara de respirar, havia “ressurreição” em tais casos; mas, o que na realidade havia era rara e não ressurreição, na acepção legítima do termo.

"Essas mortes aparentes sempre ocorreram, principalmente no passado quando os estados catalépticos eram dificilmente diagnosticados. A técnica de diagnóstico da morte era muito empírica, normalmente através da respiração e dos batimentos cardíacos. Hoje, graças ao eletroencefalógrafo, pode-se detectar com maior profundidade o momento da paragem cardíaca definitiva e da morte real.''

A “ressurreição de Lázaro”, digam o que disserem, de nenhum modo infirma este princípio. Ele estava, dizem, havia quatro dias no sepulcro; sabe-se, porém, que há letargias que duram oito dias e até mais. Acrescentam que já cheirava mal, o que é sinal de decomposição. Esta alegação também nada prova, dado que em certos indivíduos há decomposição parcial do corpo, mesmo antes da morte, havendo em tal caso cheiro de podridão. A morte só se verifica quando são atacados os órgãos essenciais à vida.

Essa “moléstia” era muito comum na Judéia, onde os enterramentos eram imediatos.

Vemos, por exemplo, no capítulo V, versículo 5 e seguintes de Atos dos Apóstolos, que tendo Ananias e sua mulher Safira retido parte da importância de uma propriedade que venderam e deveria ser entregue aos Apóstolos, só pelo fato de Pedro repreendê-los severamente, caíram ambos mortos e em menos de 3 horas foram enterrados.

Nestes dois exemplos vemos não se tratar de morte real, mas de simples casos de sincope ou letargia.

Assim foi, certamente, o que aconteceu a Lázaro.

Vitimado por uma letargia, imediatamente fizeram-no enterrar, permanecendo no túmulo durante a crise cataléptica.

Jesus, conhecendo a natureza de seu amigo Lázaro e as crises a que ele estava sujeito; dotado ainda, o Mestre, como era, dessa vista dupla, ou clarividência, que transpõe distâncias e não conhece barreiras, verificou que Lázaro não fora atacado de uma enfermidade física, mas que a sua moléstia era toda de ordem psíquica, como se observa nos casos de sonambulismo, catalepsia; letargia. Foi isto que o fez demorar 4 dias para chegar a Betânia. Ele tinha certeza de que não houvera ruptura dos laços fluídicos que ligam o Espírito ao corpo.

E tanto é assim, que o despertou com voz alta e imperiosa: Lázaro, sai para fora, operando a ressurreição do seu amigo. (Parábolas e ensinos de Jesus. A ressurreição de Lázaro. Cairbar Schutel).

Aí vemos um estado cataléptico superagudo, porque espontâneo, relaxamento dos elos vitais pela de­pressão cansada por uma enfermidade, fato patológico, portanto, provando o desejo incontido que o espírito encarnado tinha de deixar a matéria para alçar-se ao infinito, e onde o próprio fluido vital, que anima os organismos vivos, ao encontrava quase totalmente ex­tinto, e cujos liames magnéticos do perispírito em dire­ção à carne se encontravam de tal forma frágeis, dani­ficados pelo enfraquecimento das vibrações e da vontade.

(...) Neste, as mesmas forças vitais se encontravam já em desorganização adiantada, e não fora o concurso dos liames magnéticos ainda aprovei­táveis e as reservas vitais conservadas pelo perispírito nas constituições físicas robustas (o perispírito age qual reservatório de forças vitais e os laços magnéticos são os agentes transmissores que suprem a organização física) e se não fossem aquelas reservas Jesus não se abalaria à cura porque esta seria impossível.

Porque então tal coisa é possível sob as vistas da harmoniosa lei da Criação? Que culpa tem o homem de sofrer tais ou quais acidentes se não é ele quem os provoca e que se realizam, muitas vezes, à revelia da sua vontade?

Tais acidentes são próprios do carreiro da evolução, e enquanto o homem não se integrar de boamente na sua condição de ser divino, vibrando satisfatoriamente no âmbito das expansões sublimes da Natureza, mecanicamente estará sujeito a esse e demais distúrbios.

(...) De outro modo, sendo a catalepsia e a letargia uma faculdade, patrimônio psíquico da criatura e não propriamente uma enfermidade, compreender-se-á que nem sem­pre a sua ação comprova inferioridade do seu possuidor, pois que, uma vez adestradas, ambas poderão prestar excelentes serviços à causa do bem, tais como as demais faculdades mediúnicas, que, não adestradas, servem de pasto a terríveis obsessões, que infelicitam a sociedade, e quando bem compreendidas e dirigidas atingirão feição sublime.

 Um espírito encarnado, por exemplo, já evolvido, ou apenas de boa vontade, senhor das próprias vibra­ções, poderá cair em transe letárgico, ou cataléptico, voluntariamente (4), alçar-se ao Espaço para desfrutar o consolador convívio dos amigos espirituais mais inten­samente, dedicar-se a estudos profundos, colaborar com o bem e depois retornar à carne, reanimado e apto a excelentes realizações. Não obstante, homens comuns ou inferiores poderão cair nos mesmos transes, conviver com entidades espirituais inferiores como eles e retornar obsidiados, predispostos aos maus atos e até inclinados ao homicídio e ao suicídio.

Todavia, repe­timos, tanto a catalepsia como a letargia, uma vez bem compreendidas e dirigidas, quer pelos homens quer pelos Espíritos Superiores, transformar-se-ão em faculdades preciosas, conquanto raras e mesmo perigosas, pois que ambas poderão causar o desenlace físico do seu paciente se uma assistência espiritual poderosa não o resguardar de possíveis acidentes. A letargia, contudo, presta-se mais à ação do seu possuidor no plano espiritual. Ao despertar, o paciente trará apenas intuições, às vezes úteis e preciosas, das instruções que recebeu e sua apli­cação nos ambientes terrenos. É faculdade comum aos gênios e sábios, sem, contudo, constituir privilégio, agindo sem que eles próprios dela se apercebam, porque se efetivam durante o sono e sob vigilância de Espíritos prepostos ao caso.  

 

           

COMENTÁRIO:

1.     A matéria inerte é insensível; o fluido perispirítico igualmente o é, mas transmite a sensação ao centro sensitivo, que é o Espírito. As lesões dolorosas do corpo repercutem, pois, no Espírito, qual choque elétrico, por intermédio do fluido perispiritual, que parece ter nos nervos os seus fios condutores. É o influxo nervoso dos fisiologistas que, desconhecendo as relações desse fluido com o princípio espiritual, ainda não puderam achar explicação para todos os efeitos.

A interrupção pode dar-se pela separação de um membro, ou pela secção de um nervo, mas, também, parcialmente ou de maneira geral e sem nenhuma lesão, nos momentos de emancipação, de grande sobre-excitação ou preocupação do Espírito. Nesse estado, o Espírito não pensa no corpo e, em sua febril atividade, atrai a si, por assim dizer, o fluido perispiritual que, retirando-se da superfície, produz aí uma insensibilidade momentânea. Poder-se-ia também admitir que, em certas circunstâncias, no próprio fluido perispiritual uma modificação molecular se opera, que lhe tira temporariamente a propriedade de transmissão. É por isso que, muitas vezes, no ardor do combate, um militar não percebe que está ferido e que uma pessoa, cuja atenção se acha concentrada num trabalho, não ouve o ruído que se lhe faz em torno. Efeito análogo, porém, mais pronunciado, se verifica nalguns sonâmbulos, na letargia e na catalepsia. Finalmente, do mesmo modo também se pode explicar a insensibilidade dos convulsionários e de muitos mártires.

A paralisia já não tem absolutamente a mesma causa: aí o efeito é todo orgânico; são os próprios nervos, os fios condutores que se tornam inaptos à circulação fluídica; são as cordas do instrumento que se alteraram.

 

2.     Ressurreição é termo que pode ser empregado sob o ponto de vista material e espiritual. Quando dizemos que tal indivíduo “ressuscitou”, afirmamos que ele reapareceu, porque “ressuscitar” quer dizer “reaparecer”. Esse reaparecimento se pode dar em corpo carnal ou em Espírito. Por exemplo: Lázaro “ressuscitou”, reapareceu com seu corpo carnal, que todos já julgavam morto. Mas os “mortos” também ressuscitam em corpo espiritual. Foi assim que Moisés e Elias ressuscitaram no Tabor, assim Samuel ressuscitou no Endor, assim Jesus Cristo ressuscitou em Jerusalém e circunvizinhanças. Destes” morreram os corpos carnais, mas eles ressuscitaram em seus corpos espirituais. A Imortalidade não é apanágio do corpo material, mas sim do corpo fluídico, celeste, espiritual. A Ressurreição de Lázaro foi uma manifestação física do poder de Jesus; a Ressurreição de Jesus foi uma graça psíquica da Sabedoria Divina.

 

3.     Na Betânia, pequena cidade perto de Jerusalém, situada no sopé do monte das Oliveiras, na estrada geral de Jericó, próximo à de Betfagé, ficava a aldeia onde vivia Lázaro. Jesus muito o amava, assim como às suas irmãs Marta e Maria. A afeição que Jesus consagrava a esses irmãos constituía um ensino, um exemplo da predileção que merecem aqueles que caminham pela estrada que conduz ao Se­nhor Todo Poderoso. Lázaro era um dos Espíritos devotados que haviam encarnado para cooperar no desempenho da missão ter­rena do divino Mestre, bem como Marta e Maria, que encarnaram para assisti-lo e ajudá-lo. Jesus os distinguia com a sua amizade. (Elucidações Evangélicas. Cap. 148. Antônio Luiz Sayão).

 

 

4.     Esses transes são comuns à noite, durante o repouso do sono, e muitas vezes o próprio paciente não se apercebe deles, ou se apercebe vagamente. Entre os espiritualistas orientais torna-se fato comum, conforme é sabido, dado que os mesmos cultivam carinhosamente os poderes da própria alma. O caso foi considerado como uma lenda famosa, a qual cita que Sérgio Cardoso sofria de *Catalepsia, e por este motivo foi enterrado vivo, sendo que após alguns dias, quando foi comentado sobre este possível problema de saúde do ator, seu caixão foi reaberto, sendo encontrado marcas de arranhões em seu rosto e na tampa interna do caixão, estando seu corpo virado para baixo, indicando que o mesmo "acordou" após ter sido sepultado, e realmente morrendo sufocado devido à falta de ar. O médico do ator estava nos Estados Unidos e quando soube alertou a família que ao abrir o caixão constatou a triste verdade, sempre negada.

5.     Há, pois, toda a probabilidade de que, nos dois exemplos acima citados [o filho da viúva de Naim e a filha de Jairo] apenas houve síncope e letargia... Dado o poder fluídico que possuía Jesus, nada há de espantoso que o fluído vivificante, dirigido por uma forte vontade, haja reanimado os sentidos entorpecidos; e mesmo que ele tenha podido voltar ao corpo o Espírito prestes a deixá-lo, enquanto o liame perispiritual não estivesse definitivamente rompido. Para os homens daquele tempo, que julgavam estar o indivíduo morto, desde que não respirasse mais, houve ressurreição..., porém, houve na realidade cura, e não ressurreição, na acepção da palavra. A ressurreição de Lázaro, digam o que disserem, não invalida de modo nenhum esse princípio. Diz-se que ele já estava há quatro dias no sepulcro; mas sabe-se que há letargias que duram oito dias, e mesmo mais. Acrescenta-se que ele cheirava mal o que é um sinal de decomposição. Essa alegação não prova nada, visto que em certos indivíduos há decomposição parcial do corpo, mesmo antes da morte, e exalam odor de apodrecimento. A morte não chega senão quando os órgãos essenciais à vida são atacados. E quem podia saber se ele cheirava mal? É sua irmã Marta que o diz; mas como sabia? Lázaro se achava no sepulcro – uma gruta há quatro dias, ela supunha isso, mas não podia ter certeza, pois não foi lá para ver ou sentir o odor” 

6.     “A reencarnação fazia parte dos dogmas dos judeus, sob o nome ressurreição... Criam eles que um homem que vivera podia reviver, sem saberem precisamente de que maneira o fato poderia dar-se. Designavam pelo termo ressurreição o que o Espiritismo, mais judiciosamente, chama de reencarnação. Com efeito, a ressurreição dá ideia de voltar à vida o corpo que já está morto, o que a Ciência demonstra ser materialmente impossível, sobretudo quando os elementos desse corpo já se acham desde muito tempo dispersos e absorvidos. A reencarnação é a volta da alma ou Espírito à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo. A palavra ressurreição podia assim aplicar-se a Lázaro...”

FONTES:
Parábolas e ensinos de Jesus. Cairbar Schutel

Recordações da mediunidade. Ivonne A. Pereira).

A Gênese. Allan Kardec.

Bíblia de Jerusalém

O Evangelho Segundo o Espiritismo

O Livro dos Espíritos.

 

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