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A BÍBLIA Embora já
tenhamos posado algo a respeito foi solicitado que seguíssemos o cronograma
do estudo. Estudamos a Bíblia
Sagrada e ficamos de apresentar o resumo que ainda não abrange todo o estudo. A BÍBLIA A Bíblia é um conjunto de livros que relata a história dos
hebreus, povo asiático da Antiguidade, que se instalou na Palestina. Seus livros foram escritos por vários autores, em épocas
diversas. Teriam sido 36 os seus autores, contados desde Moisés (1437
a.C.), o primeiro deles a escrever, até João, pescador e apóstolo (em 98
d.C.). O conjunto todo, portanto, foi escrito ao longo de 1.571 anos
(quase 16 séculos). Quem primeiro usou a palavra bíblia (do grego byblos = livro)
para designar essa coleção de textos como “o livro por excelência” foi João
Crisóstomo, patriarca de Alexandria (entre 398 a 404 d.C.) Como a conhecemos hoje, a Bíblia está dividida em duas partes: o
Antigo (ou Velho) testamento e o Novo Testamento. Porque testamento? O termo
original em hebraico era, berith, que quer dizer ajuste
contratual entre pessoas ou tratado político entre tribos. Traduziram
para o grego pela palavra diatheke, que pode ser usada
tanto no sentido de pacto ou aliança como no de testamento. Ao passar
para o latim, (e daí para o português), foi traduzida como testamento. O
melhor sentido, porém, teria sido outro: pacto, aliança, porque fora
exatamente um pacto o que (segundo os israelitas), Deus (a quem chamavam de
Jeová), teria feito com eles nos seguintes termos: Êxodo
24:6,8 (...Moises tomou a metade do sangue e colocou-o em bacias e espargiu a
outra metade do sangue sobre o altar; Moises tomou do Sangue (o
pacto é então ratificado) e o aspergiu sobre o povo e disse: “Este é o sangue
da aliança que Iahweh fez conosco, através de todas essas cláusulas...) Gen.
15:18(naquele dia Iahweh estabeleceu uma aliança com Abrahão nestes termos:) Gen.
17:2,4 (... eu te instituo minha aliança entre mim e ti, e te multiplicarei
extremamente...) (...quanto a mim eis a minha aliança contigo...) Gen. 19
(... bem extenso esse item...) Deviam
ter Jeová (Iahweh) como único e verdadeiro Deus e só a ele servir, fielmente,
pois para isso os escolhera (“povo eleito”); Em troca
ele os protegeria sempre, os faria muito numerosos, livres, poderosos e lhes
daria uma terra fértil para habitarem (até então eram nômades). VELHO
TESTAMENTO – VT São
livros escritos antes da vinda de Jesus. Conta toda a história do PACTO,
entre Jeová e os Israelitas. Os livros
abrangem a história, religião, instituições e costumes Hebreus, obras
literárias e filosóficas desse povo. Registro de manifestações e revelações
espirituais que os hebreus receberam da Espiritualidade Superior. Em algum
deles já anuncia o advento do Cristo. Quando dizia “a lei e os profetas”
Jesus se referia aos livros do VT. NOVO
TESTAMENTO – NT Com a
vinda de Jesus um novo pacto ou aliança foi firmado por Deus, não apenas com
o povo Hebreu, mas com toda a humanidade. Lc. 22:20
(..., essa taça é a nova aliança em meu sangue que é derramado por vós...
-que vai ser derramado - ...) Mc 14:24
(... isto é o meu sangue, O sangue da aliança, que é derramado em favor de
muitos – que será derramado - ...) Mt. 26:28
(...pois isso é o meu sangue, o sangue da aliança...) Os livros
do NT contam: História
do advento de Jesus “o Cristo” e da repercussão na palestina e no mundo; Biografia
terrena de Jesus, principais feitos e ensinos e de seus primeiros e mais
diretos seguidores. Em que
idioma foi escrita? VT – Na
maioria em hebraico e apenas algumas passagens em aramaico NT –
Jesus falava aramaico e nada escreveu, mas seus discípulos escreveram em
grego com exceção de Mateus que escreveu em aramaico. Versão
dos setenta No século
II a.C. sábios judeus que viviam em Alexandria traduziram para o grego os
livros do VT acrescentando a eles mais outros sete livros, os judeus de
Jerusalém não aceitaram esses acréscimos. VULGATA (em latim,
divulgada, ou “versão comum”) No século
IV já havia uma tradução da Bíblia para o latim. O papa
Damaso, ordena a São Jeronimo (que não dominava o grego) a revisão e tradução
das versões existentes para o latim que fez incluindo os sete livros dos
sábios e uniu ao NT. A Vulgata
é a única versão que a Igreja católica adota. Até o
século XVI só tinham acesso à Bíblia o clero e pessoas por ele autorizadas. Lutero o
pai da Reforma traduziu-a para o alemão idioma do seu povo, graças à imprensa
inventada por Gutemberg, publicou-a e popularizou-a TRADUÇÕES
PARA O PORTUGUÊS As mais
respeitadas são: Protestante
de João Ferreira de Almeida; católica do padre Antônio Pereira de Figueiredo
e Bíblia de Jerusalém por equipe de exegeta católicos e evangélicos. PORQUE
ESTUDÁ-LA? Seu
estudo é importante e interessa a todos os cristãos, pois encontramos os
relatos da vida de jesus (que era judeu da casa de Judá – uma das tribos dos
hebreus e a história do povo onde nasceu e viveu. No VT há
uma parte humana onde muita coisa ficou ultrapassada pelo progresso do
conhecimento humano. Exemplos: O direito
e dever da viúva sem filhos de casar com o cunhado para realizar descendência
(Deut 25:5 -= quem conheceu a história de Henrique VIII rei da Inglaterra que
“rachou” com o papa e adotou a reforma irá conhecer todos os motivos dele); O dever
de os pais apresentarem o filho rebelde para ser apedrejado e morto (Deut
21:18,21-“se alguém tiver um filho rebelde e indócil que não obedeça ao pai
ou a mãe e não os ouvem mesmo quando o corrigem, o pai e a mãe o pegarão e o
levarão aos anciãos da cidade a porta do lugar e dirão aos anciãos da cidade:
” este nosso filho é rebelde e indócil, não nos obedece e devasso e beberrão.
E todos os homens da cidade o apedrejarão até que morra. Deste moído
extirparás o mal do tu meio e todo Israel ouvirá e ficara com medo”.); A
permissão da escravidão, venda dos filhos como escravos (Lev 25:39,55 – Deut
24:7 – Amos 2:6 - 2 Reis 4:1,7; Prisão
por dívida e sem poder sair antes de pagar a dívida; Proibição
do filho bastardo de entrar na congregação do Senhor até a decima geração
(Deu 23:2); Na parte
divina as revelações feitas por Deus e por profetas e Moises (médiuns) não
mudou e nem perdeu o valor por ser divina. LIVROS Para os
judeus valem apenas os 39 livros do VT, mas os judeus de Jerusalém não
aceitaram a versão dos setenta (Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc,
Macabeus, (2livros), fragmentos de Daniel, Ester e uma carta de jeremias
(lamentações). A igreja
católica adotou os livros dos setenta, mas os protestantes não. A Bíblia
tem VT NT total Para os
judeus 39 - 39 Para
católicos
46 27 73 Par
protestantes 39 27 66 Essa é
uma questão que muitas já se pegaram pensando alguma vez: Qual a diferença
de Hebreus, Israelitas e Judeus? Estes termos não fazem referência ao
mesmo povo? Como diferenciar estas palavras e saber a que povo se refere cada
uma delas? |
Septuaginta é o
nome da versão da Bíblia hebraica traduzida
em etapas para o grego
koiné, entre o século III A.C. e o século I A.C. em Alexandria. Dentre
outras tantas, é a mais antiga tradução da Bíblia hebraica para o grego, língua franca do Mediterrâneo oriental
pelo tempo de Alexandre, o Grande.
A tradução
ficou conhecida como a Versão dos Setenta (ou Septuaginta,
palavra latina que significa setenta, ou ainda LXX), pois setenta e dois
rabinos (seis de cada uma das doze tribos) trabalharam nela e, segundo a
tradição, teriam completado a tradução em setenta e dois dias.
A
Septuaginta, desde o século I, é a versão clássica da Bíblia hebraica para
os cristãos de língua grega e foi usada como base para diversas traduções
da Bíblia.
Vulgata é a
tradução para o latim da Bíblia, escrita
entre fins do século IV início
do século V, por São
Jerônimo, a pedido do Papa Damaso I, que foi
usada pela Igreja Cristã e ainda é muito respeitada, mas cujo tradutor São
Jeronimo não dominava o grego apenas lia e escrevia sem conhecer gramatica o
que originou inúmeros erros que a igreja aceitou porque atendia a seus interesses.
Martinho
Lutero Foi o autor de uma das primeiras traduções da Bíblia para alemão, algo que
não era permitido até então sem especial autorização eclesiástica. Lutero,
contudo, não foi o primeiro tradutor da Bíblia para alemão. Já havia várias
traduções mais antigas. A tradução de Lutero, no entanto, suplantou as
anteriores porque foi uma forma unificada do Hochdeutsch (dialetos
alemães da região central e sul) e foi amplamente divulgada em decorrência da
sua difusão por meio da imprensa,
desenvolvida por Gutenberg, em 1453.
Resumindo:
Lutero aproveitou a invenção da imprensa e tornou a Bíblia popular para todos
que desejassem.
Hoje há
diversas traduções da Bíblia em todas as línguas:
Bíblia
hebraica, Bíblia de estudo, Bíblia sagrada, Bíblia feminina, Bíblia da igreja
ortodoxa, Bíblia evangélica, Bíblia pentecostal...
Cada
interpretação conforme o entendimento teológico da igreja a que pertence e
seguindo seus interesses.
Hoje TODAS
as Bíblia são tradução da europeia “Vulgata” ou da americana protestante.
Kardec já
deixou dito que:
“A letra
mata, o espírito é que vivifica”.
Analisando Paulo
aos Romanos 7.6 – “Para que sirvamos em novidade de Espírito e não na velhice da letra”.
2 Cr 3,6
“Cristão,
por mais que estudes o texto da Bíblia, em nenhum deles descobrirás a alma da
Divindade. Contempla em conjunto, na sua silenciosa atividade, na sábia
harmonia das partes integrantes, a invisível causa desses efeitos visíveis – e
crerás na vida...
Para crer
na inspiração divina da Bíblia, toma este livro em seu conjunto, lê-o com
reverência, como quem ora, contempla-o com visão panorâmica da fé, e não com o
olhar míope do ceticismo – e descobrirás a Deus nas páginas desse volume” ...
Ao assistir
o filme de Henrique VIII, há um momento em que um compositor está debaixo de
uma árvore e alguém chega e lhe pergunta: “compondo algo” e ele responde: ” não
apenas ouvindo; para compor é preciso antes ouvir...”
Ouça o
silencio e em oração conseguirás encontrar o Deus que habita em ti.
Foi o que ocorreu com Elias: Depois de matar a fio de espada os
sacerdotes do Baal, Elias sentiu-se ameaçado e fugiu para o monte Horeb onde
Moises havia recebido a tábua dos 10 mandamentos.
La ele entrou em uma gruta onde passou a noite. E foi-lhe dirigida a
palavra de IAHWEH nestes termos. Que fazes aqui Elias? Sai e fica na montanha
diante de Iahweh. E eis que Iahweh passou. M grande e impetuoso furacão fendia
a montanha e quebrava os rochedos diante de Iahweh, mas Iahweh não estava no
furacão; e depois do furacão houve um terremoto, mas Iahweh não estava no
terremoto. E depois do terremoto um fogo, mas Iahweh não estava no fogo; e
depois do fogo om ruído de uma leve brisa. Quando Elias o ouviu, cobriu o rosto
com o manto, saiu e pôs-se a entrada da gruta. Então veio uma voz que lhe disse:
Que fazes aqui Elias?...
Deus se revela no silencio: diante dessa passagem lembramos: Gilberto Gil:
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz
Tenho que calar a voz
Tenho que encontrar a paz
Tenho que folgar os nós
Dos sapatos, da gravata
Dos desejos, dos receios
Tenho que esquecer a data
Tenho que perder a conta
Tenho que ter mãos vazias
Ter a alma e o corpo nus
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que aceitar a dor
Tenho que comer o pão
Que o diabo amassou
Tenho que virar um cão
Tenho que lamber o chão
Dos palácios, dos castelos
Suntuosos do meu sonho
Tenho que me ver tristonho
Tenho que me achar medonho
E apesar de um mal tamanho
Alegrar meu coração
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que me aventurar
Tenho que subir aos céus
Sem cordas pra segurar
Tenho que dizer adeus
Dar as costas, caminhar
Decidido, pela estrada
Que ao findar vai dar em
nada
Nada, nada, nada, nada
Do que eu pensava encontrar
ESPIRITISMO E ESTUDOS BÍBLICOS
A
Bíblia
Para
os judeus, principais remanescentes dos israelitas, a Bíblia se resume ao
conjunto de livros conhecido como Velho Testamento, onde está toda a história
de seu povo, na Antiguidade. Revelações espirituais recebidas, lutas de
conquista e defesa da Terra Prometida, obras-primas literárias de seus
escritores, costumes e legislação adotados, tudo ali se retrata e registra para
a posteridade.
Ao
Velho Testamento, os cristãos anexaram outro conjunto de livros, o Novo
Testamento, que abrange: os relatos da Vida de Jesus (Evangelhos de Mateus,
Marcos, Lucas e João); os feitos de seus seguidores mais imediatos (Atos dos
Apóstolos) feito por Lucas até a morte de Paulo; as cartas que escreveram
Paulo, Tiago (menor, irmão de Jesus), João, Pedro e Judas Tadeu (Epístolas); e
o profético e enigmático livro de João (Apocalipse).
Os
israelitas rejeitam essa junção do Novo ao Velho Testamento, pois não
reconhecem Jesus de Nazaré como o Cristo, o Messias que lhes fora prometido e
que talvez ainda esperem.
O
Espiritismo surgido em 1857, com a publicação de O Livro dos Espíritos, na
França, o Espiritismo é a Doutrina que consubstancia os ensinos ministrados à
humanidade pelos Espíritos Superiores, através de vários médiuns e em diversas
localidades, ensinos que Allan Kardec, com sabedoria e boa didática, coletou,
codificou e divulgou.
Doutrina
filosófica de fundamentos científicos no estudo da origem, natureza e
destinação dos Espíritos e suas relações com o mundo corpóreo, tem o
Espiritismo conclusões morais, as mesmas que as do Cristo, cujos ensinos
relembra, restaura e desenvolve, fazendo deles melhor exegese, graças às novas
revelações espirituais recebidas. Estudos bíblicos espíritas
Aos
espíritas, os adeptos do Espiritismo, interessa o estudo de todas as passagens
bíblicas, do Velho como do Novo Testamento, que trazem informações sobre a
existência e imortalidade do Espírito e de suas manifestações após a morte, tão
bem registradas em numerosas passagens dos antiquíssimos livros da Bíblia.
Interessa, também, o conhecimento das leis morais que lá se contêm,
evidenciando que, mesmo naquelas recuadas eras, já o Mundo Maior proporcionava
elevada orientação moral para a humanidade.
As
preferências dos espíritas pelo conteúdo dos Evangelhos e demais livros do Novo
Testamento são porque neles se encontra a mensagem do Cristo, mais avançada e
perfeita que a de Moisés, embora o Velho Testamento também ajude a entender
Jesus na sua época e no seu povo, por esclarecer costumes e usos dos
israelitas, suas crenças, leis e fatos históricos, aos quais o Mestre com
frequência alude.
UM
PONTO DE CONTATO ENTRE OS CRISTÃOS
Conhecer
o conteúdo bíblico pode representar um melhor relacionamento com os profitentes
de confissões religiosas que estão muito apegadas às “santas Escrituras” e
acreditam ter em todos os seus livros e passagens a “palavra de Deus”.
Se
o cristão souber evidenciar que existe concordância entre ideias básicas da
Bíblia e a Doutrina dos Espíritos, concordância que se faz integral quanto à
mensagem evangélica, talvez consiga superar as barreiras que o preconceito
religioso ergueu.
A
BÍBLIA CITADA NA CODIFICAÇÃO
Kardec
soube bem utilizar os estudos da Bíblia para demonstrar que o Espiritismo
confirma, esclarece e desenvolve o que nela se encontra de informação
verdadeira sobre a vida espiritual, ao mesmo tempo em que evidencia o absurdo e
irrealidade das falsas afirmativas, que nela também existem, como fruto de
conceitos particulares e ultrapassados da ignorância de um povo e de uma época.
É,
entretanto, em todos os capítulos de O Evangelho segundo o Espiritismo que o
Codificador faz fulgurar a moral cristã, mostrando o modo sublime como os bons
Espíritos comentam os temas evangélicos, tornando-os inteligíveis a todas as
mentes, aplicáveis às várias situações da vida terrena e extremamente
comovedores para todos os corações, dando, ele mesmo, a sua contribuição em
comentários oportunos e bem fundamentados, nessa obra em que tantos têm haurido
indizível consolo e alento para a alma.
O
objetivo é que maior número de pessoas conheçam e entendam a moral cristã,
superior orientação de conduta humana, para onde convergem as conclusões da
Doutrina Espírita e sem a qual não alcançaremos instalar, na vida social, o
mundo melhor a que todos aspiramos.
É
de notar que certos autores espíritas, encarnados ou não, usam às vezes de
criatividade em torno dos textos bíblicos, alternando-lhes um tanto a forma,
personagens e falas. Ou até elaboram histórias novas, ambientadas no mesmo
cenário e tempos dos relatos evangélicos, como se fossem passagens então
acontecidas. Felizmente, em todos esses escritos o conteúdo moral cristão
permanece.
Vamos
discorrer sobre a história a fim de compreender melhor como se originaram estes
povos e como fazer a distinção entre cada um deles.
QUEM
ERAM OS HEBREUS?
Basicamente, podemos considerar que os Hebreus
são uma ramificação dos descendentes de Sem, ou seja, são um
povo semita. Eles são o grupo maior que contém os Israelitas e os Judeus também.
Acredita-se que o termo ‘Hebreu‘ se originou do nome Eber,
conforme o versículo abaixo:
A Sem que foi o pai de todos os filhos de Eber e
irmão mais velho de Jafé, a ele também nasceram filhos.
Gênesis 10.21
Diferente dos demais povos como Judeus e Israelitas, os
Hebreus não possuem um limite exato sobre quem pode ou não ser chamado de
hebreu, pois de Sem foram gerados outros povos com uma cultura
e costumes diferentes do que conhecemos. Ainda é válido destacar que, este
termo começou a ser utilizado depois que o povo já estava formado o
que dificulta ainda mais limitar estes termos.
O que podemos considerar é que, todos os
Judeus e Israelitas, bem como todos os seus ascendentes, são categoricamente hebreus também.
Mais tarde, depois do pacto com Abraão, todos os Hebreus passaram
a ser circuncidados ao oitavo dia de nascimento e está também passou a ser uma
característica deste povo.
QUEM
ERAM OS JUDEUS?
Os Judeus formam uma parte menor do povo hebreu e que também
pertencem ao povo Israelita.
Resumindo, os judeus são os descendentes de Judá.
Na Bíblia, é mais fácil delimitar os integrantes deste povo, se
comparados aos hebreus, pois eles são somente aqueles que descendem de Judá.
Os judeus ortodoxos acreditam que você é judeu se sua
mãe for judia, ou se você se tornar um judeu após longos estudos e muita
prática. Alguns judeus progressistas acreditam que você é judeu se um dos seus
pais for judeu, ou se você acreditar as crenças e o modo de vida judaicos.
O convertido também é aceito como judeu.
A palavra "judeu" originalmente era usada para
designar aos filhos de Judá, filho de Jacó, posteriormente foi designado aos
nascidos na Judeia indevidamente. Depois da libertação do cativeiro da
Babilônia, os hebreus
começaram a ser chamados de judeus.
QUEM
ERAM OS ISRAELITAS?
Os Israelitas são uma parte do povo Hebreu. Eles são os
descendentes de Israel, que anteriormente era chamado de Jacó.
Eles são um povo que permite sabermos com mais assertividade quem
é considerado israelita ou não, pois baseia-se na filiação de Israel. A partir de
Jacó, todos os seus descendentes são israelitas, sendo, cada um
dos seus filhos o representante de sua própria tribo, dando origem, portanto,
às doze tribos de Israel.
QUEM SÃO OS ISRAELENSES?
Israelenses são
os nascidos ou naturalizados em Israel após sua constituição em 1948.
1. Mas
um Israelense, não é necessariamente um Israelita, uma vez que, pode ter
nascido em Israel, mas não pertence à descendência de Jacó;
QUEM
ERAM OS JUDEUS PERSEGUIDOS NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
Os
Judeus perseguidos durante a Segunda Guerra Mundial englobavam todos os
descendentes que estavam associados ao Reino de Judá após a divisão de Israel,
incluindo, portanto, benjamitas e levitas. A perseguição do governo Nazista,
não era sobre o credo judaico, mas sim sobre judeus que tinham ascendência
judaica.
Por esta razão, não era possível que os judeus perseguidos se
escondessem ou disfarçassem suas raízes, uma vez que não bastava negar a fé,
pois eles
sofriam com tortura e até mesmo a morte por uma condição de nascimento
(genealógica).
Os que não faziam parte do povo judeu, não podiam socorrê-los,
pois os judeus eram marcados com uma estrela amarela, e os que os socorriam
eram condenados por sua misericórdia, caso se compadecessem deles.
Esta foi uma época muito triste para os judeus e vergonhosa para a
humanidade. Registra-se que cerca de 6 milhões de Judeus foram mortos neste
período.
CONCLUSÃO
1.
Todo israelita é também hebreu;
2.
Todo judeu é também israelita e
hebreu
3.
Israelitas são os descendentes de Jacó;
4.
Israelenses são os nascidos ou
naturalizados em Israel após sua constituição em 1948.
Sob esta
base, podemos estabelecer os seguintes raciocínios:
1. Um
brasileiro pode ser um Israelita, isto é, pode ter nascido no Brasil, mas ser
descendente de Jacó;
2. Um
Israelense, não é necessariamente um Israelita, uma vez que, pode ter nascido
em Israel, mas não pertence à descendência de Jacó;
3. Um
Israelita pode ser também um Israelense, se ele for descendente de Jacó e
também ter nascido em Israel.
ISRAELENSE, ISRAELITA, JUDEUS E POVO DE DEUS
Há uma grande confusão sobre os 4 termos que dão nome a este
texto. Temos que fazer distinções, não só entre o atual Estado de Israel e o
Israel histórico-bíblico, mas, principalmente, com o Povo de Deus. Não devemos
nos iludir: israelenses (cidadão de Israel, nação constituída em 1948) e os
israelitas de outrora (povo descendente de Abrão; filhos das 12 tribos, os
filhos de Jacó; povo da Judéia, até 70 d.C.; também conhecido como hebreus) não
são, exatamente, o mesmo povo.
O termo judeu, entretanto, refere-se a quem segue o judaísmo,
religião com a mesma raiz das práticas cerimoniais (preservadas, desenvolvidas
ou contaminadas) depois do exílio babilônico. Essas práticas estão associadas à
observação de princípios e conceitos descritos, abstraídos ou relativos ao que
hoje chamamos V.T. Assim pode existir, israelenses cristãos, ateus, budistas,
etc., mas – a rigor – não existe judeu cristão.
Aline
Favali de Souza Figueiredo Patrocínio
Bíblia de Jerusalém
Therezinha
Oliveira
Wikipédia
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