quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

A BÍBLIA

 

A BÍBLIA

Embora já tenhamos posado algo a respeito foi solicitado que seguíssemos o cronograma do estudo.

Estudamos a Bíblia Sagrada e ficamos de apresentar o resumo que ainda não abrange todo o estudo.

A BÍBLIA

A Bíblia é um conjunto de livros que relata a história dos hebreus, povo asiático da Antiguidade, que se instalou na Palestina.

Seus livros foram escritos por vários autores, em épocas diversas.

Teriam sido 36 os seus autores, contados desde Moisés (1437 a.C.), o primeiro deles a escrever, até João, pescador e apóstolo (em 98 d.C.).

O conjunto todo, portanto, foi escrito ao longo de 1.571 anos (quase 16 séculos).

Quem primeiro usou a palavra bíblia (do grego byblos = livro) para designar essa coleção de textos como “o livro por excelência” foi João Crisóstomo, patriarca de Alexandria (entre 398 a 404 d.C.)

Como a conhecemos hoje, a Bíblia está dividida em duas partes: o Antigo (ou Velho) testamento e o Novo Testamento.

Porque testamento?

O termo original em hebraico era, berith, que quer dizer ajuste contratual entre pessoas ou tratado político entre tribos.

Traduziram para o grego pela palavra diatheke, que pode ser usada tanto no sentido de pacto ou aliança como no de testamento.

Ao passar para o latim, (e daí para o português), foi traduzida como testamento. O melhor sentido, porém, teria sido outro: pacto, aliança, porque fora exatamente um pacto o que (segundo os israelitas), Deus (a quem chamavam de Jeová), teria feito com eles nos seguintes termos:

Êxodo 24:6,8 (...Moises tomou a metade do sangue e colocou-o em bacias e espargiu a outra metade do sangue sobre o altar; Moises tomou do

Sangue (o pacto é então ratificado) e o aspergiu sobre o povo e disse: “Este é o sangue da aliança que Iahweh fez conosco, através de todas essas cláusulas...)

Gen. 15:18(naquele dia Iahweh estabeleceu uma aliança com Abrahão nestes termos:)

Gen. 17:2,4 (... eu te instituo minha aliança entre mim e ti, e te multiplicarei extremamente...) (...quanto a mim eis a minha aliança contigo...)

Gen. 19 (... bem extenso esse item...)

Deviam ter Jeová (Iahweh) como único e verdadeiro Deus e só a ele servir, fielmente, pois para isso os escolhera (“povo eleito”);

Em troca ele os protegeria sempre, os faria muito numerosos, livres, poderosos e lhes daria uma terra fértil para habitarem (até então eram nômades).

VELHO TESTAMENTO – VT

São livros escritos antes da vinda de Jesus. Conta toda a história do PACTO, entre Jeová e os Israelitas.

Os livros abrangem a história, religião, instituições e costumes Hebreus, obras literárias e filosóficas desse povo. Registro de manifestações e revelações espirituais que os hebreus receberam da Espiritualidade Superior.

Em algum deles já anuncia o advento do Cristo. Quando dizia “a lei e os profetas” Jesus se referia aos livros do VT.

NOVO TESTAMENTO – NT

Com a vinda de Jesus um novo pacto ou aliança foi firmado por Deus, não apenas com o povo Hebreu, mas com toda a humanidade.

Lc. 22:20 (..., essa taça é a nova aliança em meu sangue que é derramado por vós... -que vai ser derramado - ...)

Mc 14:24 (... isto é o meu sangue, O sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos – que será derramado - ...)

Mt. 26:28 (...pois isso é o meu sangue, o sangue da aliança...)

Os livros do NT contam:

História do advento de Jesus “o Cristo” e da repercussão na palestina e no mundo;

Biografia terrena de Jesus, principais feitos e ensinos e de seus primeiros e mais diretos seguidores.

Em que idioma foi escrita?

VT – Na maioria em hebraico e apenas algumas passagens em aramaico

NT – Jesus falava aramaico e nada escreveu, mas seus discípulos escreveram em grego com exceção de Mateus que escreveu em aramaico.

Versão dos setenta

No século II a.C. sábios judeus que viviam em Alexandria traduziram para o grego os livros do VT acrescentando a eles mais outros sete livros, os judeus de Jerusalém não aceitaram esses acréscimos.

VULGATA (em latim, divulgada, ou “versão comum”)

No século IV já havia uma tradução da Bíblia para o latim.

O papa Damaso, ordena a São Jeronimo (que não dominava o grego) a revisão e tradução das versões existentes para o latim que fez incluindo os sete livros dos sábios e uniu ao NT.

A Vulgata é a única versão que a Igreja católica adota.

Até o século XVI só tinham acesso à Bíblia o clero e pessoas por ele autorizadas.

Lutero o pai da Reforma traduziu-a para o alemão idioma do seu povo, graças à imprensa inventada por Gutemberg, publicou-a e popularizou-a

TRADUÇÕES PARA O PORTUGUÊS

As mais respeitadas são:

Protestante de João Ferreira de Almeida; católica do padre Antônio Pereira de Figueiredo e Bíblia de Jerusalém por equipe de exegeta católicos e evangélicos.

PORQUE ESTUDÁ-LA?

Seu estudo é importante e interessa a todos os cristãos, pois encontramos os relatos da vida de jesus (que era judeu da casa de Judá – uma das tribos dos hebreus e a história do povo onde nasceu e viveu.

No VT há uma parte humana onde muita coisa ficou ultrapassada pelo progresso do conhecimento humano.

Exemplos:

O direito e dever da viúva sem filhos de casar com o cunhado para realizar descendência (Deut 25:5 -= quem conheceu a história de Henrique VIII rei da Inglaterra que “rachou” com o papa e adotou a reforma irá conhecer todos os motivos dele);

O dever de os pais apresentarem o filho rebelde para ser apedrejado e morto (Deut 21:18,21-“se alguém tiver um filho rebelde e indócil que não obedeça ao pai ou a mãe e não os ouvem mesmo quando o corrigem, o pai e a mãe o pegarão e o levarão aos anciãos da cidade a porta do lugar e dirão aos anciãos da cidade: ” este nosso filho é rebelde e indócil, não nos obedece e devasso e beberrão. E todos os homens da cidade o apedrejarão até que morra. Deste moído extirparás o mal do tu meio e todo Israel ouvirá e ficara com medo”.);

A permissão da escravidão, venda dos filhos como escravos (Lev 25:39,55 – Deut 24:7 – Amos 2:6 - 2 Reis 4:1,7;

Prisão por dívida e sem poder sair antes de pagar a dívida;

Proibição do filho bastardo de entrar na congregação do Senhor até a decima geração (Deu 23:2);

Na parte divina as revelações feitas por Deus e por profetas e Moises (médiuns) não mudou e nem perdeu o valor por ser divina.

LIVROS

Para os judeus valem apenas os 39 livros do VT, mas os judeus de Jerusalém não aceitaram a versão dos setenta (Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, Macabeus, (2livros), fragmentos de Daniel, Ester e uma carta de jeremias (lamentações).

A igreja católica adotou os livros dos setenta, mas os protestantes não.

A Bíblia tem                            VT        NT         total       

 

Para os judeus                        39         -              39

Para católicos                         46        27            73

Par protestantes                 39        27            66 

 

Essa é uma questão que muitas já se pegaram pensando alguma vez: Qual a diferença de Hebreus, Israelitas e Judeus? Estes termos não fazem referência ao mesmo povo? Como diferenciar estas palavras e saber a que povo se refere cada uma delas?

 

Septuaginta é o nome da versão da Bíblia hebraica traduzida em etapas para o grego koiné, entre o século III A.C. e o século I A.C. em Alexandria. Dentre outras tantas, é a mais antiga tradução da Bíblia hebraica para o grego, língua franca do Mediterrâneo oriental pelo tempo de Alexandre, o Grande.

A tradução ficou conhecida como a Versão dos Setenta (ou Septuaginta, palavra latina que significa setenta, ou ainda LXX), pois setenta e dois rabinos (seis de cada uma das doze tribos) trabalharam nela e, segundo a tradição, teriam completado a tradução em setenta e dois dias.

A Septuaginta, desde o século I, é a versão clássica da Bíblia hebraica para os cristãos de língua grega e foi usada como base para diversas traduções da Bíblia.

Vulgata é a tradução para o latim da Bíblia, escrita entre fins do século IV início do século V, por São Jerônimo, a pedido do Papa Damaso I, que foi usada pela Igreja Cristã e ainda é muito respeitada, mas cujo tradutor São Jeronimo não dominava o grego apenas lia e escrevia sem conhecer gramatica o que originou inúmeros erros que a igreja aceitou porque atendia a seus interesses.

Martinho Lutero Foi o autor de uma das primeiras traduções da Bíblia para alemão, algo que não era permitido até então sem especial autorização eclesiástica. Lutero, contudo, não foi o primeiro tradutor da Bíblia para alemão. Já havia várias traduções mais antigas. A tradução de Lutero, no entanto, suplantou as anteriores porque foi uma forma unificada do Hochdeutsch (dialetos alemães da região central e sul) e foi amplamente divulgada em decorrência da sua difusão por meio da imprensa, desenvolvida por Gutenberg, em 1453.

Resumindo: Lutero aproveitou a invenção da imprensa e tornou a Bíblia popular para todos que desejassem.

 

Hoje há diversas traduções da Bíblia em todas as línguas:

Bíblia hebraica, Bíblia de estudo, Bíblia sagrada, Bíblia feminina, Bíblia da igreja ortodoxa, Bíblia evangélica, Bíblia pentecostal...

Cada interpretação conforme o entendimento teológico da igreja a que pertence e seguindo seus interesses.

Hoje TODAS as Bíblia são tradução da europeia “Vulgata” ou da americana protestante.

Kardec já deixou dito que:

“A letra mata, o espírito é que vivifica”.

Analisando Paulo aos Romanos 7.6 – Para que sirvamos em novidade de Espírito e não na velhice da letra”.

2 Cr 3,6

“Cristão, por mais que estudes o texto da Bíblia, em nenhum deles descobrirás a alma da Divindade. Contempla em conjunto, na sua silenciosa atividade, na sábia harmonia das partes integrantes, a invisível causa desses efeitos visíveis – e crerás na vida...

Para crer na inspiração divina da Bíblia, toma este livro em seu conjunto, lê-o com reverência, como quem ora, contempla-o com visão panorâmica da fé, e não com o olhar míope do ceticismo – e descobrirás a Deus nas páginas desse volume” ...

Ao assistir o filme de Henrique VIII, há um momento em que um compositor está debaixo de uma árvore e alguém chega e lhe pergunta: “compondo algo” e ele responde: ” não apenas ouvindo; para compor é preciso antes ouvir...”

Ouça o silencio e em oração conseguirás encontrar o Deus que habita em ti.

Foi o que ocorreu com Elias: Depois de matar a fio de espada os sacerdotes do Baal, Elias sentiu-se ameaçado e fugiu para o monte Horeb onde Moises havia recebido a tábua dos 10 mandamentos.

La ele entrou em uma gruta onde passou a noite. E foi-lhe dirigida a palavra de IAHWEH nestes termos. Que fazes aqui Elias? Sai e fica na montanha diante de Iahweh. E eis que Iahweh passou. M grande e impetuoso furacão fendia a montanha e quebrava os rochedos diante de Iahweh, mas Iahweh não estava no furacão; e depois do furacão houve um terremoto, mas Iahweh não estava no terremoto. E depois do terremoto um fogo, mas Iahweh não estava no fogo; e depois do fogo om ruído de uma leve brisa. Quando Elias o ouviu, cobriu o rosto com o manto, saiu e pôs-se a entrada da gruta. Então veio uma voz que lhe disse: Que fazes aqui Elias?...

Deus se revela no silencio: diante dessa passagem lembramos:  Gilberto Gil:

Se eu quiser falar com Deus

Tenho que ficar a sós

Tenho que apagar a luz

Tenho que calar a voz

Tenho que encontrar a paz

Tenho que folgar os nós

Dos sapatos, da gravata

Dos desejos, dos receios

Tenho que esquecer a data

Tenho que perder a conta

Tenho que ter mãos vazias

Ter a alma e o corpo nus

Se eu quiser falar com Deus

Tenho que aceitar a dor

Tenho que comer o pão

Que o diabo amassou

Tenho que virar um cão

Tenho que lamber o chão

Dos palácios, dos castelos

Suntuosos do meu sonho

Tenho que me ver tristonho

Tenho que me achar medonho

E apesar de um mal tamanho

Alegrar meu coração

Se eu quiser falar com Deus

Tenho que me aventurar

Tenho que subir aos céus

Sem cordas pra segurar

Tenho que dizer adeus

Dar as costas, caminhar

Decidido, pela estrada

Que ao findar vai dar em nada

Nada, nada, nada, nada

Do que eu pensava encontrar

ESPIRITISMO E ESTUDOS BÍBLICOS

A Bíblia

Para os judeus, principais remanescentes dos israelitas, a Bíblia se resume ao conjunto de livros conhecido como Velho Testamento, onde está toda a história de seu povo, na Antiguidade. Revelações espirituais recebidas, lutas de conquista e defesa da Terra Prometida, obras-primas literárias de seus escritores, costumes e legislação adotados, tudo ali se retrata e registra para a posteridade.

Ao Velho Testamento, os cristãos anexaram outro conjunto de livros, o Novo Testamento, que abrange: os relatos da Vida de Jesus (Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João); os feitos de seus seguidores mais imediatos (Atos dos Apóstolos) feito por Lucas até a morte de Paulo; as cartas que escreveram Paulo, Tiago (menor, irmão de Jesus), João, Pedro e Judas Tadeu (Epístolas); e o profético e enigmático livro de João (Apocalipse).

Os israelitas rejeitam essa junção do Novo ao Velho Testamento, pois não reconhecem Jesus de Nazaré como o Cristo, o Messias que lhes fora prometido e que talvez ainda esperem.

O Espiritismo surgido em 1857, com a publicação de O Livro dos Espíritos, na França, o Espiritismo é a Doutrina que consubstancia os ensinos ministrados à humanidade pelos Espíritos Superiores, através de vários médiuns e em diversas localidades, ensinos que Allan Kardec, com sabedoria e boa didática, coletou, codificou e divulgou.

Doutrina filosófica de fundamentos científicos no estudo da origem, natureza e destinação dos Espíritos e suas relações com o mundo corpóreo, tem o Espiritismo conclusões morais, as mesmas que as do Cristo, cujos ensinos relembra, restaura e desenvolve, fazendo deles melhor exegese, graças às novas revelações espirituais recebidas. Estudos bíblicos espíritas

Aos espíritas, os adeptos do Espiritismo, interessa o estudo de todas as passagens bíblicas, do Velho como do Novo Testamento, que trazem informações sobre a existência e imortalidade do Espírito e de suas manifestações após a morte, tão bem registradas em numerosas passagens dos antiquíssimos livros da Bíblia. Interessa, também, o conhecimento das leis morais que lá se contêm, evidenciando que, mesmo naquelas recuadas eras, já o Mundo Maior proporcionava elevada orientação moral para a humanidade.

As preferências dos espíritas pelo conteúdo dos Evangelhos e demais livros do Novo Testamento são porque neles se encontra a mensagem do Cristo, mais avançada e perfeita que a de Moisés, embora o Velho Testamento também ajude a entender Jesus na sua época e no seu povo, por esclarecer costumes e usos dos israelitas, suas crenças, leis e fatos históricos, aos quais o Mestre com frequência alude.

UM PONTO DE CONTATO ENTRE OS CRISTÃOS

Conhecer o conteúdo bíblico pode representar um melhor relacionamento com os profitentes de confissões religiosas que estão muito apegadas às “santas Escrituras” e acreditam ter em todos os seus livros e passagens a “palavra de Deus”.

Se o cristão souber evidenciar que existe concordância entre ideias básicas da Bíblia e a Doutrina dos Espíritos, concordância que se faz integral quanto à mensagem evangélica, talvez consiga superar as barreiras que o preconceito religioso ergueu.

A BÍBLIA CITADA NA CODIFICAÇÃO

Kardec soube bem utilizar os estudos da Bíblia para demonstrar que o Espiritismo confirma, esclarece e desenvolve o que nela se encontra de informação verdadeira sobre a vida espiritual, ao mesmo tempo em que evidencia o absurdo e irrealidade das falsas afirmativas, que nela também existem, como fruto de conceitos particulares e ultrapassados da ignorância de um povo e de uma época.

É, entretanto, em todos os capítulos de O Evangelho segundo o Espiritismo que o Codificador faz fulgurar a moral cristã, mostrando o modo sublime como os bons Espíritos comentam os temas evangélicos, tornando-os inteligíveis a todas as mentes, aplicáveis às várias situações da vida terrena e extremamente comovedores para todos os corações, dando, ele mesmo, a sua contribuição em comentários oportunos e bem fundamentados, nessa obra em que tantos têm haurido indizível consolo e alento para a alma.

O objetivo é que maior número de pessoas conheçam e entendam a moral cristã, superior orientação de conduta humana, para onde convergem as conclusões da Doutrina Espírita e sem a qual não alcançaremos instalar, na vida social, o mundo melhor a que todos aspiramos.

É de notar que certos autores espíritas, encarnados ou não, usam às vezes de criatividade em torno dos textos bíblicos, alternando-lhes um tanto a forma, personagens e falas. Ou até elaboram histórias novas, ambientadas no mesmo cenário e tempos dos relatos evangélicos, como se fossem passagens então acontecidas. Felizmente, em todos esses escritos o conteúdo moral cristão permanece.

Vamos discorrer sobre a história a fim de compreender melhor como se originaram estes povos e como fazer a distinção entre cada um deles.

QUEM ERAM OS HEBREUS?

Basicamente, podemos considerar que os Hebreus são uma ramificação dos descendentes de Sem, ou seja, são um povo semita. Eles são o grupo maior que contém os Israelitas e os Judeus também.

Acredita-se que o termo ‘Hebreu‘ se originou do nome Eber, conforme o versículo abaixo:

A Sem que foi o pai de todos os filhos de Eber e irmão mais velho de Jafé, a ele também nasceram filhos.

Gênesis 10.21

Diferente dos demais povos como Judeus e Israelitas, os Hebreus não possuem um limite exato sobre quem pode ou não ser chamado de hebreu, pois de Sem foram gerados outros povos com uma cultura e costumes diferentes do que conhecemos. Ainda é válido destacar que, este termo começou a ser utilizado depois que o povo já estava formado o que dificulta ainda mais limitar estes termos.

O que podemos considerar é que, todos os Judeus e Israelitas, bem como todos os seus ascendentes, são categoricamente hebreus também.

Mais tarde, depois do pacto com Abraão, todos os Hebreus passaram a ser circuncidados ao oitavo dia de nascimento e está também passou a ser uma característica deste povo.

 

QUEM ERAM OS JUDEUS?

Os Judeus formam uma parte menor do povo hebreu e que também pertencem ao povo Israelita.

Resumindo, os judeus são os descendentes de Judá.

Na Bíblia, é mais fácil delimitar os integrantes deste povo, se comparados aos hebreus, pois eles são somente aqueles que descendem de Judá.

Os judeus ortodoxos acreditam que você é judeu se sua mãe for judia, ou se você se tornar um judeu após longos estudos e muita prática. Alguns judeus progressistas acreditam que você é judeu se um dos seus pais for judeu, ou se você acreditar as crenças e o modo de vida judaicos.

O convertido também é aceito como judeu.

A palavra "judeu" originalmente era usada para designar aos filhos de Judá, filho de Jacó, posteriormente foi designado aos nascidos na Judeia indevidamente. Depois da libertação do cativeiro da Babilônia, os hebreus

começaram a ser chamados de judeus.

 

QUEM ERAM OS ISRAELITAS?

Os Israelitas são uma parte do povo Hebreu. Eles são os descendentes de Israel, que anteriormente era chamado de Jacó.

Eles são um povo que permite sabermos com mais assertividade quem é considerado israelita ou não, pois baseia-se na filiação de Israel. A partir de Jacó, todos os seus descendentes são israelitas, sendo, cada um dos seus filhos o representante de sua própria tribo, dando origem, portanto, às doze tribos de Israel.

QUEM SÃO OS ISRAELENSES?

Israelenses são os nascidos ou naturalizados em Israel após sua constituição em 1948.

1.     Mas um Israelense, não é necessariamente um Israelita, uma vez que, pode ter nascido em Israel, mas não pertence à descendência de Jacó;

 

QUEM ERAM OS JUDEUS PERSEGUIDOS NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Os Judeus perseguidos durante a Segunda Guerra Mundial englobavam todos os descendentes que estavam associados ao Reino de Judá após a divisão de Israel, incluindo, portanto, benjamitas e levitas. A perseguição do governo Nazista, não era sobre o credo judaico, mas sim sobre judeus que tinham ascendência judaica.

Por esta razão, não era possível que os judeus perseguidos se escondessem ou disfarçassem suas raízes, uma vez que não bastava negar a fé, pois eles sofriam com tortura e até mesmo a morte por uma condição de nascimento (genealógica).

Os que não faziam parte do povo judeu, não podiam socorrê-los, pois os judeus eram marcados com uma estrela amarela, e os que os socorriam eram condenados por sua misericórdia, caso se compadecessem deles.

Esta foi uma época muito triste para os judeus e vergonhosa para a humanidade. Registra-se que cerca de 6 milhões de Judeus foram mortos neste período.

 

CONCLUSÃO

1.     Todo israelita é também hebreu;

2.     Todo judeu é também israelita e hebreu

3.     Israelitas são os descendentes de Jacó;

4.     Israelenses são os nascidos ou naturalizados em Israel após sua constituição em 1948.

 

Sob esta base, podemos estabelecer os seguintes raciocínios:

1.     Um brasileiro pode ser um Israelita, isto é, pode ter nascido no Brasil, mas ser descendente de Jacó;

2.     Um Israelense, não é necessariamente um Israelita, uma vez que, pode ter nascido em Israel, mas não pertence à descendência de Jacó;

3.     Um Israelita pode ser também um Israelense, se ele for descendente de Jacó e também ter nascido em Israel.

 

 

ISRAELENSE, ISRAELITA, JUDEUS E POVO DE DEUS

Há uma grande confusão sobre os 4 termos que dão nome a este texto. Temos que fazer distinções, não só entre o atual Estado de Israel e o Israel histórico-bíblico, mas, principalmente, com o Povo de Deus. Não devemos nos iludir: israelenses (cidadão de Israel, nação constituída em 1948) e os israelitas de outrora (povo descendente de Abrão; filhos das 12 tribos, os filhos de Jacó; povo da Judéia, até 70 d.C.; também conhecido como hebreus) não são, exatamente, o mesmo povo.

O termo judeu, entretanto, refere-se a quem segue o judaísmo, religião com a mesma raiz das práticas cerimoniais (preservadas, desenvolvidas ou contaminadas) depois do exílio babilônico. Essas práticas estão associadas à observação de princípios e conceitos descritos, abstraídos ou relativos ao que hoje chamamos V.T. Assim pode existir, israelenses cristãos, ateus, budistas, etc., mas – a rigor – não existe judeu cristão.

 Fontes:

Aline Favali de Souza Figueiredo Patrocínio

Bíblia de Jerusalém

Therezinha Oliveira

Wikipédia

 


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